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Sobre a História: Um Velho Muito Velho com Enormas Asas é um Fantasy de colombia ambientado no 20th-century. Este conto Poetic explora temas de Loss e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. Um mistério angelical que põe à prova os limites da compaixão e curiosidade humanas.
No meio da chuva torrencial e dos ventos fortes, Pelayo, o proprietário de uma pequena casa perto da costa, tropeçou em uma descoberta extremamente bizarra e perturbadora em seu quintal. Lá, de bruços na lama, estava um homem idoso. Mas este não era um homem comum—seu corpo frágil estava pesado com enormes asas, sujas e parcialmente depenadas, estendendo-se de suas costas como as de um pássaro gigante. Desorientado, Pelayo chamou sua esposa, Elisenda, e juntos ficaram sobre a criatura, sem saber o que tinham encontrado.
A tempestade durou três dias, trazendo caranguejos que rastejavam por sua casa e enchendo o lar com o odor fétido da decomposição. Pelayo e Elisenda estavam ocupados limpando os restos da chuva quando notaram pela primeira vez o estranho visitante em seu pátio. A visão dele, agachado na terra, coberto de sujeira e exalando um ar de decrépito, fez-os questionar se ele era realmente humano. Suas asas, embora grandiosas, estavam esfarrapadas e lhe davam a aparência de um anjo caído lamentável—ou algo completamente diferente. Pelayo e Elisenda debateram o que fazer. Chamaram uma vizinha, conhecida por seu conhecimento do sobrenatural, que rapidamente concluiu que o homem era um anjo caído do céu. Contudo, em vez de admiração, o homem alado despertava pena e desconforto em quem o via. Sua aparência não se alinhava com a grandiosidade ou esplendor que associavam aos anjos das histórias bíblicas. Em vez disso, ele parecia fraco, esfarrapado e em estado de sofrimento. O padre da vila próxima, Padre Gonzaga, foi convocado para avaliar a situação. Ao chegar, Padre Gonzaga imediatamente se mostrou cético. O homem idoso com asas não falava latim— a língua de Deus, da Igreja e dos anjos. Ele nem parecia ciente de sua natureza divina, se é que tinha alguma. Padre Gonzaga declarou que escreveria para as autoridades superiores em Roma em busca de orientação, mas alertou contra julgamentos precipitados. A notícia do homem idoso com asas enormes se espalhou como fogo em capim seco. Logo, o quintal estava cheio de curiosos da vila, ansiosos para vislumbrar essa estranha criatura. Alguns jogavam comida nele, enquanto outros espetavam-no com palos para ver se ele reagiria. O homem idoso permanecia em silêncio, seus olhos mal piscando, como se fosse indiferente ao caos ao seu redor. Com o tempo, o assombro dos moradores se transformou em apatia, pois o homem alado parecia menos um ser divino e mais um mendigo cansado e esfarrapado que, de alguma forma, havia sobrevivido a uma grande desgraça. A chegada do homem alado trouxe uma mudança inesperada para as vidas de Pelayo e Elisenda. Embora inicialmente tenham considerado se livrar da criatura, talvez lançando-o à deriva em uma jangada ou abandonando-o ao mar, logo perceberam que sua presença era uma fonte de renda. Pessoas vinham de todas as partes para ver o “anjo”, e Elisenda, sempre prática, começou a cobrar uma taxa de entrada dos visitantes. O pequeno quintal tornou-se um espetáculo, atraindo peregrinos, turistas e curiosos. A casa de Pelayo e Elisenda, antes humilde e sem destaque, tornou-se o centro das atenções. Eles rapidamente acumularam riqueza com o fluxo constante de visitantes. Sua fortuna cresceu enquanto o homem idoso permanecia confinado a um galinheiro no quintal, tratado como uma atração secundária. Ele suportava abusos intermináveis da multidão—zombarias, pedras lançadas e restos de comida—no entanto, nunca resistiu. Suas asas emplumadas, antes majestosas, tornaram-se cada vez mais esfarrapadas, e sua saúde parecia deteriorar-se. Apesar de sua condição lamentável, a resistência do homem alado parecia apenas atrair mais atenção. Especulações sobre sua verdadeira identidade continuaram. Alguns insistiam que ele era um anjo enviado para testar a fé dos moradores, enquanto outros afirmavam que ele era um diabo ou alguma forma de trapaceiro. Contudo, não importava o quanto a multidão pressionasse por respostas, o homem idoso com asas não oferecia nenhuma. Em meio à agitação que cercava o homem alado, ocorreu outro milagre: uma mulher, que havia sido transformada em uma tarântula por desobedecer aos pais, chegou à vila. Sua história, combinada com sua aparência grotesca—meio humana, meio aranha—cativou as pessoas, e logo as multidões que antes admiravam o anjo mudaram sua atenção para essa nova estranheza. A vila, agora acostumada com fenômenos estranhos, acolheu a distração. A mulher-aranha, ao contrário do homem idoso, contou voluntariamente sua história, respondendo às perguntas dos moradores e pedindo compaixão. Com a chegada da mulher tarântula, o interesse pelo homem alado começou a diminuir. Menos visitantes vinham vê-lo, e Elisenda não achava mais necessário cobrar pela entrada. Em uma estranha reviravolta do destino, o casal tornou-se mais rico e próspero, apesar da relevância decrescente de seu convidado alado. Meses se passaram, e o homem alado continuou a viver no galinheiro, amplamente ignorado e deixado a seus próprios dispositivos. Suas asas, antes frágeis, começaram lentamente a se recuperar e, embora ainda sujas e esfarrapadas, pareciam menos frágeis do que antes. Os moradores haviam perdido o interesse por ele há muito tempo, e até mesmo Pelayo e Elisenda o tratavam mais como um fardo do que como uma fonte de fascínio ou renda. Padre Gonzaga, ainda aguardando uma resposta de Roma, permanecia perplexo com a natureza do homem idoso. Ele não conseguia conciliar as contradições: as asas do homem, seu silêncio, sua aparente falta de propósito divino. O padre rezava por orientação, mas não recebia clareza. Ele ficou, como os moradores, se perguntando se haviam julgado mal a situação desde o início. O homem idoso era realmente um anjo, ou eles simplesmente impuseram seus próprios desejos de maravilha e milagres a uma criatura estranha e indefesa? Enquanto isso, a casa de Pelayo e Elisenda crescia cada vez mais, tornando-se mais luxuosa à medida que continuavam a colher os benefícios de seu empreendimento inicial. Elisenda, em particular, encontrava conforto na riqueza que lhe permitia escapar das dificuldades da vida diária, mesmo enquanto o homem alado permanecia uma figura negligenciada no quintal. Ela sonhava com uma vida livre das estranhezas que invadiram seu mundo, livre do homem alado e das ocorrências bizarras que haviam perturbado suas vidas antes tranquilas. Uma tarde, enquanto Elisenda observava de sua recém-construída varanda, ela notou algo incomum no quintal. O homem alado, que havia sido quieto e passivo por tanto tempo, estava agora tentando se levantar. Suas asas, embora ainda desgastadas e emboloradas, batiam fracamente ao seu lado. Parecia que o longo período de recuperação lhe havia dado nova força. Elisenda assistiu em espanto enquanto o homem idoso, antes uma figura fraca e quebrada, começava a se erguer lentamente no ar. A visão do homem alado levantando-se do chão encheu-a de uma mistura de emoções—alívio por ele finalmente estar partindo, mas também uma sensação persistente de perda. Afinal, a presença da criatura havia lhes trazido riqueza, mesmo que ele tivesse sido pouco mais do que uma curiosidade para os moradores se admirarem. Enquanto o homem idoso ascendia ao céu, voando desajeadamente e com dificuldade, Elisenda sentiu uma pontada estranha em seu coração. O homem alado, com seu voo desajeitado e pouco gracioso, parecia encarnar tanto o milagroso quanto o mundano—um anjo que não era exatamente um anjo, um homem que não era exatamente um homem. Sua partida foi tão silenciosa quanto sua chegada, despercebida pelos moradores que já haviam se voltado para outras curiosidades. Mas para Pelayo e Elisenda, o capítulo estranho de suas vidas havia chegado ao fim. O homem idoso com asas enormes, que havia sido fonte de mistério, especulação e fortuna, partiu tão repentinamente e inexplicavelmente quanto havia chegado. Enquanto o homem alado desaparecia no horizonte, Elisenda ficou em sua varanda, observando-o com uma sensação de encerramento. Ela pensou em como suas vidas haviam mudado profundamente desde o dia em que ele apareceu e como, apesar de todo o caos e confusão que ele trouxe, agora estavam melhor. No entanto, mesmo diante de sua nova prosperidade, permanecia uma incerteza persistente sobre o que realmente havia sido o homem alado. Pelayo também ficou refletindo sobre a verdadeira natureza da criatura. Nos momentos de silêncio, após a partida do homem alado, ele se pegava pensando na primeira noite em que o descobriram, coberto de lama e silencioso no pátio. Ele era um anjo, enviado para testar sua fé ou entregar uma mensagem que não conseguiram entender? Ou era simplesmente um ser estranho e de outro mundo, cujo propósito nunca compreenderiam completamente? Com o passar dos anos, a memória do homem idoso com asas enormes começou a se desvanecer. Os moradores já não falavam mais dele, e os filhos de Pelayo e Elisenda cresceram sem realmente entender o significado do que havia acontecido. O galinheiro onde ele havia sido mantido eventualmente caiu em desuso, e o quintal que antes era movimentado voltou à sua existência quieta e mundana. {{{_04}}} Apesar de todo o tempo que o homem alado passou em suas vidas, ele partiu sem realmente revelar seu propósito ou identidade. Ele era um mistério que nunca poderiam resolver completamente, um enigma que, no final das contas, importava menos para eles do que os confortos e a riqueza que ele havia trazido inadvertidamente. Enquanto o homem idoso voava para a distância, Pelayo e Elisenda ficaram com o conhecimento de que algumas coisas na vida estão além da explicação e, talvez, nem tudo está destinado a ser compreendido.A Chegada do Homem Alado
A Transformação da Vila
A Criatura Enigmática
A Partida do Homem Alado
Reflexões sobre o Anjo