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Sobre a História: Este Não É Meu Chapéu é um Fable de ambientado no Contemporary. Este conto Simple explora temas de Justice e é adequado para Children. Oferece Moral perspectivas. O grande e arriscado golpe de um peixinho — e o que isso lhe custa no final.
Um peixinho com uma grande atitude acabou de pegar algo que não é seu. Para ele, é uma vitória. Para nós, é um risco audacioso. Esta é a história daquele peixinho, o "chapéu perfeito" e as consequências colossais que surgem quando um roubo ousado não passa despercebido. Siga a narrativa para ver se a história deste peixe termina com uma escapada sortuda—ou com algo muito maior esperando escondido.
Era uma vez um peixinho que, contra todas as probabilidades e a razão, conseguiu roubar um chapéu. Não qualquer chapéu. Este chapéu era redondo, perfeitamente ajustado e, para ele, totalmente irresistível, um pequeno objeto que, uma vez repousando em sua cabeça, o fazia sentir-se mais distinto do que qualquer peixe poderia imaginar. A história começou quando ele avistou o chapéu em questão, flutuando com uma aura serena e quase régia sobre a cabeça de um peixe muito maior. O peixinho sempre se considerou um pouco rebelde, um peixe com senso de direito a todas as coisas luxuosas e grandiosas, mesmo que seu tamanho parecesse sugerir o contrário. E quando viu aquele chapéu—um chapéu humilde e simples que complementava perfeitamente a elegante simplicidade de sua pequena forma redonda—ele tomou uma decisão: este chapéu seria dele, não importando o que acontecesse. Com um rápido e ousado movimento de sua cauda, ele nadou diretamente até o peixe maior. O grande peixe estava pacificamente cochilando, blissfulmente alheio ao fato de que seu precioso acessório estava prestes a ser furtado. Com um puxão ágil e silencioso, o peixinho pegou o chapéu, colocando-o orgulhosamente sobre sua própria cabeça. "Ah, isso sim é melhor," ele pensou com um ar satisfeito enquanto nadava para longe da cena de seu crime. O peixinho sabia que tinha pouco tempo para admirar seu novo acessório. Embora confiasse que o peixe grande continuaria dormindo tempo suficiente para que ele pudesse escapar sem ser visto, não iria correr riscos. Ele começou a nadar em direção a um esconderijo seguro—uma densa área de plantas aquáticas altas, longe de onde havia pegado o chapéu. "Estarei seguro lá," ele se tranquilizou, remando rapidamente pelas águas escuras. "O peixe grande é grande demais para me seguir." À medida que mergulhava mais fundo, começou a se sentir mais confiante em sua escolha. Seu corpo minúsculo deslizou sem esforço pelas ervas daninhas, e o chapéu permaneceu firmemente em sua cabeça. A cada movimento da cauda, ele se sentia cada vez mais vitorioso, o peso suave do chapéu quase o incentivando a nadar mais rápido e mais longe de qualquer perigo potencial. Ainda assim, uma pequena voz no fundo de sua mente sussurrava um aviso. Sempre havia a chance de que o peixe grande acordasse e percebesse a ausência de seu valioso chapéu. Mas ele ignorou esse pensamento, muito encantado com seu novo tesouro. No exato momento em que o peixinho alcançou a borda das plantas aquáticas, algo inquietante aconteceu. O peixe grande, talvez sentindo uma estranha ausência de conforto familiar, começou a se mexer de seu cochilo. Seus grandes olhos abriram-se lentamente e, ao focar sua visão, ele notou um alarmante vazio em sua cabeça. Ele estava sem chapéu. O peixe grande, embora naturalmente calmo, sentiu uma onda de frustração começar a surgir. Este chapéu não era apenas um acessório—era um símbolo de seu status, seu orgulho, um elemento definidor de quem ele era. E agora estava desaparecido. Lentamente, com um crescente senso de certeza, o peixe grande começou a nadar. Ele não precisava fazer perguntas. Em algum lugar, ele sentia uma presença tênue movendo-se furtivamente pela água, carregando consigo a inconfundível aura de malícia. Com batidas medidas, ele perseguiu sua posse roubada. Enquanto isso, o peixinho estava agora confortavelmente aninhado dentro da floresta de plantas aquáticas. Ele não conseguia ver muito além das sombras, mas não se importava. Sentia-se certo de que estava sozinho, seu tesouro seguro e sua fuga impecável. "Tenho certeza de que ele não vai me encontrar aqui," pensou com um sorriso. "Afinal, o peixe grande não é exatamente o mais esperto. E além disso, provavelmente ele nem vai perceber que o chapéu está faltando por horas." Mas o peixinho estava prestes a receber uma surpresa. Logo além do alcance das plantas, o peixe grande estava chegando mais perto. Cada movimento lento e deliberado o aproximava do coração da densa vegetação, seus grandes olhos focados atentamente em seu caminho. Pela primeira vez, o peixinho sentiu uma leve pontada de dúvida. Ele olhou ao redor, o chapéu sentindo-se ligeiramente mais pesado em sua cabeça. O peixe grande estava agora fora do conjunto de plantas. Embora se movesse com uma imponência calma, seus olhos traíam uma nitidez, uma intenção focada. Ele deslizava lentamente, deliberadamente, como se tivesse todo o tempo do mundo. O peixinho, sentindo a tensão na água, tentou se tranquilizar. "Não há como ele saber que estou aqui," murmurou, apertando o chapéu mais firme em sua cabeça. Mas não podia deixar de sentir uma dúvida crescente se instalar sobre ele. As densas ervas daninhas que antes pareciam o refúgio mais seguro do mundo agora pareciam cheias de mil olhos escondidos, todos testemunhando seu ato de roubo. Na tentativa de afastar seu nervosismo crescente, ele nadou um pouco mais para dentro das plantas. "Só preciso ficar quieto," pensou. "Vou esperar mais um pouco e então estarei seguro." Mas o peixe grande não estava parando. Ele se movia com uma calma certa, impassível às folhas retorcidas e às águas turvas. Quando o peixinho espreitou para fora, viu uma figura familiar, uma silhueta escura e enorme movendo-se com propósito em sua direção. O coração do peixinho acelerou. "Talvez eu o tenha subestimado," pensou, começando a nadar de volta, esperando poder perder o peixe grande nas profundezas emaranhadas das plantas. Era apenas uma questão de tempo. O peixe grande se aproximava cada vez mais, navegando pela densa selva aquática com uma surpreendente facilidade e determinação. O peixinho, sentindo a pressão aumentar, tentou evitá-lo dartando dentro e fora da vegetação, mas conseguia sentir o peixe grande se aproximando. Agora, não havia como escapar do inevitável. Quando o peixe grande emergiu das sombras, seus olhos se fixaram no pequeno ladrão, o chapéu firmemente colocado em sua cabeça. Ficou claro que ele não havia encontrado o peixinho por acidente—ele sabia o tempo todo para onde seu chapéu havia ido. Sem uma palavra, sem pressa, o peixe grande avançou. O peixinho sentiu-se encolher, sua bravata desaparecendo sob o olhar constante e inabalável da enorme criatura que se erguia acima dele. Não havia necessidade de palavras entre eles; o peixinho sabia que seu tempo com o chapéu havia chegado ao fim. Com uma resignação silenciosa, ele removeu o chapéu de sua cabeça, olhando para cima timidamente enquanto o devolvia. O peixe grande o pegou sem qualquer sinal de satisfação ou malícia, simplesmente restaurando o chapéu em seu lugar legítimo sobre sua própria cabeça. Enquanto o peixe grande se virava e começava a nadar para longe, o peixinho o observava partir, sentindo uma mistura de alívio e constrangimento. O chapéu ficava melhor no peixe grande, ele tinha que admitir. E, de certa forma, sentia que a graça silenciosa do peixe grande ao lidar com todo o ocorrido lhe havia ensinado uma lição—embora ainda não tivesse certeza de como expressá-la em palavras. O peixe grande, agora restaurado à sua dignidade anterior, movia-se com uma confiança serena enquanto deixava o agrupamento de plantas e retornava às águas abertas. Não havia raiva, nem ressentimento persistente. Apenas uma simples e tranquila satisfação em reivindicar o que era seu por direito. O peixinho, mais uma vez sozinho, nadou lentamente de volta para seu esconderijo. Ele havia vindo até lá com o chapéu, cheio de ousadia e orgulho, mas agora retornava de mãos vazias, sentindo-se um pouco menor do que antes. "Acho que aquela não foi uma tão boa ideia afinal," murmurou para si mesmo. Enquanto derivava pela água, começou a pensar no chapéu, no peixe grande e em sua própria tentativa ousada de reivindicar algo que nunca foi seu. Talvez, pensou, fosse melhor admirar as coisas de longe. Alguns tesouros são melhor apreciados à distância. No final, decidiu que podia viver sem um chapéu. Afinal, ainda tinha as águas abertas, sua cauda rápida e um mundo inteiro para explorar. E talvez, na próxima vez, escolhesse suas aventuras um pouco mais sabiamente.O Roubo do Chapéu
A Grande Escapada
O Grande Peixe Desperta
Confiança e Consequências
Um Momento de Tensão
A Confrontação Final
O Retorno
Reflexões de um Peixinho