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O Colecionador de Palavras
Jerome, the young word collector, sits in his cozy room surrounded by his collection, recording a new word with fascination and joy.

Sobre a História: O Colecionador de Palavras é um Realistic Fiction de united-states ambientado no Contemporary. Este conto Simple explora temas de Friendship e é adequado para Children. Oferece Educational perspectivas. Descubra o poder mágico das palavras pelos olhos de um jovem colecionador.

Jérome não era como as outras crianças. Ele não colecionava selos, moedas ou cartões de beisebol. Ele colecionava palavras. Palavras grandes, pequenas, simples e complexas. Cada palavra que encontrava parecia brilhar com sua própria luz única, e ele as guardava cuidadosamente em cadernos, uma coleção que crescia cada vez mais, até quase preencher todo o seu quarto. Para Jérome, as palavras eram tesouros, e cada uma ocupava um lugar especial em seu coração.

Enquanto Jérome vagava pelo seu bairro, escola e até mesmo pelo seu quintal, tinha um ouvido atento e uma mente alerta, pronta para capturar qualquer palavra que cruzasse seu caminho. Alguns dias, ele coletava dezenas de palavras — encantadoras como “esplêndido” e “brilhante”, curiosas como “cacofonia” e “efervescente”, e palavras gentis como “amor” e “gentil”. Com cada nova palavra, seus cadernos inchavam com a crescente coleção.

A Descoberta das Palavras

Jérome percebeu sua fascinação por palavras pela primeira vez em um dia em que voltava da escola a pé. Ele ouviu uma palavra que nunca tinha escutado antes: “mellifluous” (“melífluo”). Saiu da boca de um senhor mais velho que lia um livro em voz alta sozinho, e Jérome sentiu sua suavidade, sua calidez. Ele parou no meio do caminho, deixando a palavra rolar pela sua mente como um doce. Mellifluous. Uma palavra que significava algo tão suave quanto mel, tão rico quanto xarope. Jérome a escreveu assim que pôde, saboreando a experiência. Ele se perguntou: quantas palavras bonitas mais estavam lá fora esperando por ele?

A partir de então, os ouvidos de Jérome estavam sempre atentos, e seu lápis sempre à disposição.

A Expansão de Sua Coleção

Jérome começava a encontrar palavras em todos os lugares — em cartazes, em livros, no rádio, em conversas sussurradas. Ele parava para ouvir, capturando cada palavra em sua mente antes de escrevê-la suavemente em seu caderno. Sua coleção crescia além das palavras comuns. Ele tinha palavras longas, curtas, palavras cheias de amor e palavras cheias de risos. Ele até começou a colecionar palavras que soavam engraçadas, como “persnickety” e “gobbledygook”.

Jérome se via fascinado por como as palavras podiam moldar uma frase, expressar um sentimento ou simplesmente parecer interessantes na página. Às vezes, ele praticava dizê-las em voz alta com diferentes tons e vozes. Ele sentia as palavras vibrando em sua garganta, zumbindo em seus lábios e cintilando em sua mente. E quanto mais ele colecionava, mais desejava compartilhar seus tesouros.

Compartilhando Sua Coleção

Jérome começou a compartilhar suas palavras com seus amigos. Ele notou a alegria que isso lhes trazia. Sua amiga, Anna, adorava a palavra “serendipidade” e a usava sempre que recebia uma surpresa feliz. Seu amigo, Luca, ria toda vez que Jérome dizia “tumulto”, e eles riam juntos de como soava ridículo. Jérome percebeu que as palavras podiam trazer felicidade, e que compartilhá-las era uma maneira de se conectar com os outros.

Na escola, a professora de Jérome notou sua fascinação e lhe deu uma tarefa especial — criar um "Mural de Palavras" na sala de aula. Jérome ficou encantado. Ele passou dias escolhendo suas palavras favoritas para adicionar, escrevendo cada uma em cores vibrantes, para que brilhassem no mural assim como brilham em seus cadernos. As outras crianças começaram a se interessar, e logo começaram a adicionar suas próprias palavras favoritas também. “Esperança”, “imaginar”, “amigo”, “sonho” — o mural floresceu com palavras, cada uma contando uma história, estimulando um sentimento ou abrindo uma nova maneira de ver o mundo.

Palavras de Bondade

Um dia, Jérome estava a caminho de casa quando viu um colega de classe, Sam, sentado sozinho e parecendo triste. Sam geralmente era alegre e cheio de risos, mas naquele dia parecia desanimado. Jérome sentou-se ao lado dele e tirou seu caderno.

“Gostaria de uma palavra?”, perguntou Jérome, sorrindo.

Sam olhou para ele, confuso a princípio, mas então assentiu. Jérome folheou sua coleção, escolhendo uma palavra que achava que poderia ajudar.

“Aqui, esta é para você: resiliência. É uma palavra que significa ser forte, mesmo quando as coisas estão difíceis.”

Sam pegou a palavra com um pequeno sorriso. “Resiliência”, repetiu, deixando o som se assentar. Pelo resto da caminhada, Jérome compartilhou mais palavras com Sam, como “coragem”, “esperança” e “amizade”. Cada palavra parecia iluminar um pouco mais o rosto de Sam. Quando chegaram à casa de Sam, ele parecia mais feliz, e Jérome sentiu um calor no coração. As palavras podiam curar, ele percebeu. Elas não eram apenas tesouros para guardar — eram presentes para compartilhar.

Palavras pelo Mundo

A fascinação de Jérome por palavras não terminou no seu bairro ou escola. Ele começou a se perguntar sobre palavras em diferentes línguas e como as pessoas em outros lugares se expressavam. Com a ajuda de sua professora, Jérome entrou em contato com uma turma de outro país através de uma videochamada. Seus novos amigos falavam diferentes idiomas, e Jérome ficou cativado pelo som e pelo significado de cada nova palavra que eles lhe ensinavam.

Ele aprendeu “amigo”, uma palavra para “friend” em espanhol, e “bonjour”, uma saudação alegre em francês. A turma compartilhava suas palavras favoritas, e Jérome também apresentava as suas favoritas. Eles riam juntos com palavras de sons engraçados, e o caderno de Jérome se encheu de frases de todo o mundo. Ele percebeu que, embora as línguas possam ser diferentes, os sentimentos por trás das palavras costumavam ser os mesmos — amizade, bondade, alegria, esperança.

Uma Coleção com Propósito

Quanto mais Jérome compartilhava, mais notava algo mágico. As palavras podiam conectar pessoas, curar e trazer risos. Podiam inspirar sonhos, estimular a criatividade e dar coragem. Jérome decidiu fazer algo grande — queria compartilhar sua coleção com todos em sua cidade. Com a ajuda de sua professora e amigos, organizou um evento: “O Festival das Palavras.”

Eles montaram estandes onde as pessoas poderiam vir e escolher uma palavra que significasse algo especial para elas. Jérome exibiu suas palavras mais amadas, cada uma em pedaços de papel colorido, e encorajou as pessoas a pegarem uma palavra que falasse ao coração delas. Crianças e adultos escolheram palavras como “alegria”, “força”, “paz” e “maravilha”, levando-as para casa com sorrisos.

O festival tornou-se um lugar de compartilhamento, e as pessoas saíam com mais do que apenas um pedaço de papel — saíam com palavras que tinham significado, palavras que elevavam seu espírito. Jérome viu o quão poderosas as palavras podiam ser quando compartilhadas com amor.

Palavras que Mudam Vidas

Meses se passaram, e a fascinação de Jérome por palavras só cresceu. Mas um dia, enquanto folheava seus cadernos, ele percebeu algo. Ele tinha tantas palavras, mas ainda não havia escrito sua própria história. Inspirado pela felicidade que havia proporcionado aos outros, Jérome decidiu usar sua coleção para criar algo novo. Ele queria escrever um livro — um livro cheio de suas palavras favoritas, cada uma com uma pequena história ou memória anexada.

Ele trabalhou por dias, dedicando-se a cada página, desenhando figuras para acompanhar as palavras e adicionando pequenas anotações sobre por que cada uma era especial. Quando terminou, chamou-o de “O Colecionador de Palavras” e orgulhosamente colocou-o na biblioteca da escola. Logo, crianças e adultos estavam lendo-o, rindo e sentindo a mesma alegria que Jérome experimentou.

O livro de Jérome tornou-se um tesouro, não apenas para ele, mas para todos que o abriam. Através de sua coleção, ele conseguiu trazer felicidade, conforto e maravilha a tantas pessoas.

Conclusão: Uma Vida Cheia de Palavras

Os anos passaram, e Jérome cresceu, mas nunca perdeu seu amor por palavras. Ele continuou a colecioná-las, a compartilhá-las e a vê-las como coisas mágicas que podiam mudar vidas. Sua coleção tornou-se lendária em sua cidade, e sempre que alguém precisava de uma palavra para elevar seu espírito ou dar coragem, sabia onde ir.

E de vez em quando, Jérome via uma criança, caderno na mão, parando na rua para ouvir, capturar uma palavra e escrevê-la com um sorriso. Jérome também sorria, sabendo que o amor pelas palavras continuaria, e que o mundo sempre estaria cheio de maravilha se as pessoas simplesmente dedicassem tempo para ouvir.

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