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Sobre a História: A Promessa do Rinoceronte Branco é um Realistic Fiction de kenya ambientado no Contemporary. Este conto Descriptive explora temas de Perseverance e é adequado para Young. Oferece Moral perspectivas. A promessa de um guerrreiro, o legado de um rinoceronte e a batalha para salvar uma espécie da extinção.
As planícies douradas do Quênia se estendiam infinitamente sob um céu da cor de safira, onde o vento carregava sussurros de histórias antigas. Esta terra havia testemunhado o nascimento e a morte de muitas criaturas, mas nenhuma tão rara quanto o rinoceronte branco do norte.
Antigamente, eles vagavam por essas vastas savanas em grande número, seus pesados passos moldando a terra tão seguramente quanto os rios esculpiam a paisagem. Mas a ganância os caçou até a beira do abismo, deixando apenas um fantasma de seu legado para trás.
E agora, Baraka era um dos últimos.
Ele se movia como uma sombra através das pastagens, sua pele grossa marcada pelo tempo, seu chifre outrora orgulhoso cortado para protegê-lo das próprias criaturas que buscavam sua espécie. Mas mesmo sem ele, continuava majestoso—um lembrete do que um dia foi, e do que ainda poderia ser salvo.
No entanto, Baraka não estava sozinho.
Por essas terras, um jovem guerreiro Maasai chamado Amani fez uma promessa. Uma promessa de que, enquanto vivesse, protegeria os rinocerontes, não importando o custo.
Esta é a história deles.
Amani tinha apenas cinco anos da primeira vez que viu um rinoceronte. Era no final da tarde, e ele havia se afastado demais de sua aldeia, perseguindo uma borboleta de asas amarelas brilhantes. O sol já começava a mergulhar abaixo do horizonte quando se encontrou frente a frente com uma criatura diferente de tudo que já tinha visto. Um rinoceronte enorme e imponente estava a apenas alguns metros de distância, seus olhos escuros e cheios de uma sabedoria que Amani ainda não compreendia. O menino não se moveu. Não respirou. Apenas olhou, com os olhos arregalados, enquanto o rinoceronte cheirava o ar, sacudia as orelhas e—sem um som—se virava e desaparecia na vegetação. Naquela noite, o avô de Amani, Ole Kito, sentou-se ao seu lado perto do fogo, as chamas tremeluzentes pintando sombras em seu rosto enrugado. “Você foi abençoado,” disse ele, com uma voz profunda como a própria terra. “O rinoceronte é um guardião de nossa terra. Ver um tão perto é um presente.” Amani assentiu, mas não falou. A memória daqueles olhos sábios e vigilantes permaneceu em sua mente. E, com o passar dos anos, ele sabia uma coisa com certeza—protegeria os rinocerontes, assim como seus ancestrais protegeram a terra. Então, quando completou dezessete anos, deixou sua aldeia para trás e se juntou aos guardas da Conservação Ol Pejeta. Foi lá que conheceu Baraka. O rinoceronte era mais velho que os outros, seus movimentos lentos, seu corpo pesado com o peso do tempo. Mas ainda havia força nele—a um espírito tranquilo e inabalável que refletia a própria terra. “Você deve ganhar a confiança dele,” disse Kamau, um guarda mais velho, a Amani. “Ele viu demais. Não confia facilmente.” Amani se agachou, estendendo a mão. Baraka não se moveu. Minutos se passaram. Então, lentamente, o rinoceronte se aproximou. E a partir daquele momento, seus destinos estavam entrelaçados. Por dois anos, Amani viveu e respirou os ritmos da conservação. Aprendeu os chamados dos pássaros, os sussurros do vento, as pegadas deixadas por criaturas errantes. Mas também conheceu a escuridão que espreitava além das cercas. Caçadores furtivos. Eles vinham à noite, deslizando pelas sombras como fantasmas, armados com rifles e ganância. Apesar da alta segurança, os caçadores eram implacáveis. O preço do chifre de rinoceronte o tornou mais valioso que ouro, e sempre havia homens dispostos a matar por ele. Então, uma noite, a guerra chegou à porta da Ol Pejeta. Amani estava de patrulha quando o primeiro tiro soou. O som cortou o silêncio, agudo e antinatural. Então outro. Então um terceiro. Quando chegaram à cena, já era tarde demais. Uma fêmea de rinoceronte estava estendida na terra, sua respiração cessou, seu chifre desaparecido. O sangue encharcava o chão abaixo dela, infiltrando-se na terra que outrora percorria tão livremente. Baraka estava ao lado dela, seu corpo maciço imóvel como pedra. Amani cerrava os punhos, seu peito arfando de fúria. Virou-se para os arbustos, onde avistou movimento. Sem pensar, atirou. Os caçadores fugiram, desaparecendo na noite como as criaturas covardes que eram. Mas o dano já estava feito. Amani ajoelhou-se ao lado do rinoceronte caído, colocando a mão em sua pele grossa. E naquele momento, fez um juramento. “Eu vou pará-los,” sussurrou. “Eu juro.” Os dias que se seguiram foram pesados de tristeza. O rinoceronte caído era um dos últimos de sua espécie—um símbolo de esperança, agora reduzido a uma forma sem vida. Amani sabia que, se algo não mudasse, Baraka seria o próximo. Determinado, deixou Ol Pejeta e viajou para Nairóbi, onde se reuniu com conservacionistas, conversou com oficiais e implorou ao governo que aplicasse penalidades mais rigorosas contra a caça furtiva. Mas a mudança foi lenta. Demasiado lenta. Então Amani tomou as coisas em suas próprias mãos. Ele e um pequeno grupo de guardas formaram uma nova unidade de patrulha, que operava além da conservação, rastreando caçadores antes que pudessem atacar. Trabalharam com as aldeias locais, estabelecendo programas de vigilância e ensinando as comunidades sobre a importância de preservar a vida selvagem. Reuniram informações, interceptaram remessas e combateram a maré de destruição. E, pouco a pouco, a balança começou a pender. As prisões por caça furtiva aumentaram. Os ataques tornaram-se menos frequentes. E, pela primeira vez em anos, havia esperança. Mas a esperança era frágil. E Amani sabia que a luta estava longe de terminar. Anos se passaram. Baraka envelheceu, seus passos mais lentos, seu corpo cansado. Mas ele ainda estava aqui. Um testemunho vivo de resiliência. Então, uma manhã, enquanto o sol nascia sobre a savana, Baraka deitou-se sob uma árvore de acácias. E nunca mais se levantou. Amani sentou-se ao seu lado por horas, seu coração pesado com o peso da perda. Mas ele não chorou. Porque Baraka havia vivido. Ele sobreviveu. E por causa dele, outros também sobreviveriam. Amani olhou para o horizonte, onde jovens rinocerontes vagavam à distância—bezerros nascidos dos esforços de conservação pelos quais ele lutou tão arduamente. Um pequeno sorriso tocou seus lábios. “Cumpri minha promessa,” sussurrou. E, com isso, o legado do rinoceronte branco continuou vivo. Décadas depois, nas aldeias do Quênia, a história do jovem guerreiro e do último rinoceronte branco ainda é contada. Crianças sentam-se junto às fogueiras, ouvindo maravilhadas enquanto os anciãos falam de uma época em que a terra estava à beira da perda, e uma única promessa ajudou a trazê-la de volta do limite. O nome de Amani é lembrado. Não como um guerreiro dos homens, mas como um guardião da vida. E em algum lugar, no coração da savana, onde o vento carrega os sussurros do passado, o espírito de Baraka vaga livre—vigiando, sempre vigiando, sobre a terra que ele uma vez chamou de lar.O Menino e a Fera
A Sombra dos Caçadores
O Juramento do Guerreiro
Um Legado de Esperança
Epílogo: A Terra se Lembra
Fim