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Sobre a História: A Lebre e a Tartaruga é um Fable de venezuela ambientado no Ancient. Este conto Simple explora temas de Perseverance e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma fábula atemporal de perseverança e humildade em uma floresta africana.
Capítulo 1: O Desafio
Na floresta exuberante e verdejante no coração da África, onde os raios de sol atravessavam o denso dossel e o som da natureza era uma sinfonia constante, viviam muitos animais, cada um com suas forças e peculiaridades únicas. Entre eles estavam a Tartaruga e a Lebre, cujas personalidades eram tão diferentes quanto o dia e a noite. A Tartaruga era conhecida por seu comportamento lento e constante, enquanto a Lebre era famosa por sua incrível velocidade e energia inesgotável.
Numa manhã brilhante, enquanto a floresta se animava com os cantos dos pássaros e o farfalhar das folhas, a Lebre pulava pelo sub-bosque, seus movimentos rápidos uma borragem de pelos e movimento. Ela estava cheia de confiança, suas orelhas tremulando e seu nariz farejando o ar fresco e úmido. Ao passar por um grupo de animais, incluindo a Tartaruga, Macaco, Elefante e Antílope, não conseguiu resistir em mostrar sua agilidade e velocidade.
“Olhem para mim, todos!” exclamou a Lebre, saltando alto no ar. “Eu sou a criatura mais rápida desta floresta. Ninguém pode igualar a minha velocidade!”
Os animais assistiam com uma mistura de admiração e irritação. A natureza vaidosa da Lebre frequentemente os incomodava, mas não havia como negar seu talento.
A Tartaruga, que havia estado observando a cena calmamente, decidiu que era hora de ensinar à Lebre uma lição de humildade. Com um movimento lento e deliberado, ela avançou, seus olhos sábios encontrando os olhos excitados da Lebre.
“A velocidade não é tudo, Lebre,” disse a Tartaruga calmamente. “Você gostaria de competir comigo e ver se sua rapidez pode superar minha perseverança?”
A Lebre irrompeu em risadas, seu riso ecoando pela floresta. “Você? Competir comigo? Isso terminará antes mesmo de começar, Tartaruga!”
Os outros animais murmuraram entre si, intrigados com o desafio da Tartaruga. O Macaco, sempre o curioso, pulou para cima e para baixo. “Uma corrida! Uma corrida! Vamos ver essa corrida!”
Até mesmo o Elefante, que geralmente permanecia alheio a tais frivolidades, parecia interessado. Suas grandes orelhas batiam enquanto ele dava um aceno baixo e retumbante. “Vamos fazer isso de forma justa. Eu marcarei o percurso.”
Os animais rapidamente se organizaram. A corrida começaria na clareira perto do grande Baobá, atravessaria a floresta, cruzaria o riacho pela tora caída e terminaria de volta na clareira. A distância era considerável, mas a Lebre estava confiante de que poderia completá-la em pouco tempo.
Com a linha de partida desenhada na terra e os animais reunidos para assistir, o Elefante levantou sua tromba e tocou o início da corrida. “Na marca, preparados, vão!”
A Lebre disparou como uma flecha, suas pernas bombeando furiosamente enquanto deixava a linha de partida muito para trás. A Tartaruga, por outro lado, começou sua jornada com passos lentos e medidos. Ela se movia com propósito, seus olhos focados no caminho à frente.
A Lebre logo desapareceu de vista, seu ritmo rápido a levando rapidamente pela floresta. Ela ria sozinha, pensando o quão tola a Tartaruga foi ao desafiá-la. “Vou tirar um cochilo rápido e ainda vencer,” pensou ela com presunção.
Encontrando um local confortável sob uma árvore sombreada, a Lebre se esticou e rapidamente adormeceu, confiante de que tinha mais do que tempo suficiente para descansar.
Enquanto isso, a Tartaruga continuava avançando de forma constante. Ela não se apressava, nem parava para descansar. Sua determinação era inabalável, e ela sabia que cada passo, por menor que fosse, a aproximava da linha de chegada.
Horas se passaram, e o sol começou a se pôr. Os animais na linha de partida ficaram ansiosos, perguntando-se o que havia acontecido com a Lebre e a Tartaruga. Finalmente, quando o céu ficou de um laranja brilhante, uma figura de movimento lento emergiu da floresta.
Era a Tartaruga, ainda avançando, seus olhos fixos no objetivo. Os animais aplaudiram, suas vozes se elevando em excitação. A Lebre, assustada com o barulho, acordou de repente. Ela esfregou os olhos e olhou ao redor, percebendo com choque que tinha dormido demais.
Em pânico, a Lebre correu em direção à linha de chegada, suas pernas mais uma vez um borrão. Mas era tarde demais. Quando a Lebre entrou na clareira, a Tartaruga já havia cruzado a linha de chegada, recebida pelos gritos de alegria de seus amigos.
A Lebre parou bruscamente, suas orelhas caídas e a cabeça baixa. Ela havia aprendido uma lição valiosa sobre orgulho e excesso de confiança. Aproximou-se da Tartaruga e estendeu uma pata.
“Você estava certa, Tartaruga. A velocidade não é tudo. Parabéns.”
A Tartaruga sorriu calorosamente e apertou a pata da Lebre. “Obrigado, Lebre. Lembre-se, devagar e constante vence a corrida.”
Os animais celebraram a vitória da Tartaruga e, a partir daquele dia, a Lebre nunca mais se gabou de sua velocidade. Ela aprendeu a respeitar as forças dos outros e entendeu que o verdadeiro sucesso muitas vezes vem da perseverança e humildade.
Enquanto o sol se punha sobre a floresta, pintando o céu com tons de rosa e dourado, os animais se reuniram ao redor de uma fogueira, compartilhando histórias e aproveitando a companhia uns dos outros. A lição da corrida da Tartaruga e da Lebre seria contada por gerações, um lembrete de que, no coração da selva africana, a sabedoria e a paciência são tão poderosas quanto a velocidade e a força.
Capítulo 2: A Jornada
A floresta estava viva com atividade. Pássaros cantavam alto nas árvores, enquanto insetos zuniam e ronronavam no sub-bosque. O aroma de flores em floração preenchia o ar, misturando-se com o aroma terroso do chão da floresta. Era um dia como qualquer outro, mas logo se tornaria um dia para lembrar.
A Lebre, com sua energia inesgotável, vinha correndo pela floresta, entrelaçando-se entre árvores e saltando sobre arbustos. Seus movimentos rápidos agitavam folhas e faziam pequenas criaturas se esconderem. À medida que se aproximava da clareira onde muitos dos animais se reuniam, não pôde resistir à vontade de se exibir.
“Haha! Olhem para mim, todos!” exclamou a Lebre, realizando uma série de saltos e giros rápidos. “Eu sou a criatura mais rápida desta floresta, e não há ninguém que possa me pegar!”
Os animais levantaram os olhos de suas atividades. Alguns estavam divertidos, outros irritados com a constante vaidade da Lebre. Entre eles estava a Tartaruga, que assistia silenciosamente da borda da clareira.
“Lepre, todos sabemos que você é rápida,” disse o Macaco, pendurado de cabeça para baixo em um galho. “Mas a velocidade não é tudo, sabia?”
A Lebre sorriu e cruzou os braços. “Ah, é mesmo? O que mais importa tanto quanto a velocidade?”
A Tartaruga decidiu que era hora de falar. Com um movimento lento e deliberado, ela entrou na clareira. “Lepre, desafio você para uma corrida,” disse ela calmamente.
Os olhos da Lebre se arregalaram de surpresa, e então ela irrompeu em risadas. “Você? Competir comigo? Isso será muito fácil!”
Os outros animais murmuraram entre si, curiosos e entusiasmados com o desafio inesperado. Eles nunca tinham visto a Tartaruga fazer um movimento tão ousado antes.
“Vamos oficializar,” disse o Elefante, avançando. “Eu marcarei o percurso. Começaremos aqui, correremos pela floresta, cruzaremos o riacho pela tora caída e terminaremos de volta nesta clareira. Vocês dois concordam?”
“Concordo,” disse a Tartaruga, assentindo lentamente.
“Claro,” respondeu a Lebre, ainda rindo. “Isso terminará em um piscar de olhos.”
Com o percurso definido e os animais reunidos para assistir, o Elefante levantou sua tromba e tocou o início da corrida. “Na marca, preparados, vão!”
A Lebre disparou como um raio, deixando uma nuvem de poeira em seu rastro. A Tartaruga, no entanto, começou sua jornada com passos lentos e medidos, avançando de forma constante.
A corrida havia começado.
Capítulo 3: A Linha de Chegada
A Lebre disparou pela floresta, suas pernas poderosas a impulsionando para frente com incrível velocidade. O vento passava por suas orelhas, e ela sentia uma sensação de euforia ao saltar sobre galhos caídos e dartingar entre as árvores. Em pouco tempo, ela estava muito à frente da Tartaruga, que mal havia saído da clareira.
“Isso é muito fácil,” pensou a Lebre, olhando para trás e não vendo sinal de sua concorrente lenta. “Vou apenas descansar um pouco. Não há como a Tartaruga me alcançar.”
Ela encontrou um local confortável sob uma grande árvore de acácias, onde a sombra proporcionava um alívio fresco do sol. Deitada, esticou as pernas e bocejou. Em poucos momentos, ela estava profundamente dormindo, confiante em sua vitória.
Enquanto isso, a Tartaruga continuava sua jornada a um ritmo constante. Ela sabia que não era rápida, mas também sabia a importância da perseverança. Com cada passo lento e deliberado, ela se aproximava da linha de chegada.
À medida que o sol subia mais alto no céu, a Tartaruga enfrentava vários obstáculos. Havia galhos caídos para contornar, trechos de arbustos espinhosos para evitar e uma colina íngreme para escalar. Apesar desses desafios, ela nunca vacilou. Sua determinação era tão inabalável quanto as formações rochosas que pontilhavam a paisagem.
Horas se passaram, e o sol começou a se pôr, lançando longas sombras pelo chão da floresta. A Tartaruga finalmente chegou ao riacho com a tora caída. A água fluía suavemente, e a tora, embora velha e coberta de musgo, fornecia uma ponte robusta. Cuidadosamente, a Tartaruga subiu na tora e atravessou, seus movimentos lentos, mas seguros.
Ao alcançar o outro lado, ela notou um canteiro de flores silvestres crescendo próximo. Suas cores vibrantes e doce aroma preenchiam o ar, proporcionando um breve momento de beleza em sua árdua jornada. Ela fez uma pausa por um momento para apreciar a cena antes de continuar seu caminho.
De volta sob a árvore de acácias, a Lebre se mexeu e abriu os olhos. O céu estava tingido com os tons do pôr do sol, e ela percebeu que havia dormido muito mais do que pretendia. O pânico se instalou quando ela lembrou da corrida.
“Como pude ser tão descuidada?” murmurou, saltando para seus pés. Sem perder mais um segundo, ela correu em direção à linha de chegada, seu coração batendo acelerado no peito.
Capítulo 4: A Lição
Enquanto a Lebre corria pela floresta, sua velocidade era incomparável. Ela saltava sobre pedras e atravessava clareiras, seus olhos fixos no caminho à frente. A linha de chegada estava ao alcance das mãos, mas uma dúvida persistente a corroía. Ela havia dormido demais? Será que a Tartaruga poderia ter conseguido alcançá-la?
Quando entrou na clareira onde a corrida havia começado, a Lebre parou de repente. Seus olhos se arregalaram de descrença. Lá, cruzando a linha de chegada, estava a Tartaruga, movendo-se lentamente, mas constantemente.
Os animais explodiram em aplausos, suas vozes enchendo o ar de emoção. As orelhas da Lebre caíram, e ela sentiu um profundo senso de vergonha. Ela havia subestimado a Tartaruga e superestimado suas próprias habilidades.
A Tartaruga, respirando pesadamente, mas sorrindo, olhou para cima enquanto a Lebre se aproximava. “Parabéns, Tartaruga,” disse a Lebre, estendendo uma pata. “Você me ensinou uma lição valiosa. A velocidade não é tudo.”
A Tartaruga assentiu e apertou a pata da Lebre. “Obrigado, Lebre. Lembre-se, devagar e constante vence a corrida.”
Os animais se reuniram, parabenizando a Tartaruga por sua vitória e compartilhando a celebração. Mesmo o Macaco, que havia sido cético em relação ao desafio, admitiu que a Tartaruga tinha se provado.
Naquela noite, enquanto a floresta se acomodava no silêncio da noite, os animais sentaram-se ao redor de uma fogueira, compartilhando histórias e risadas. A história da corrida da Tartaruga e da Lebre seria contada e recontada, um lembrete da importância da perseverança, humildade e respeito pelas forças dos outros.
No dia seguinte, a Lebre acordou sentindo uma mistura de determinação e humildade. Ela percebeu que seu excesso de confiança havia sido sua queda, e estava ansiosa para se redimir. Aproximou-se da Tartaruga, que estava desfrutando de um café da manhã tranquilo com folhas frescas.
“Tartaruga, tenho pensado,” começou a Lebre. “Gostaria de aprender com você. Você me ensinaria sobre paciência e perseverança?”
A Tartaruga olhou para cima, um brilho nos olhos. “Claro, Lebre. Todos nós temos forças diferentes, e podemos aprender uns com os outros.”
Nas semanas seguintes, a Lebre passou tempo com a Tartaruga, observando seus métodos e praticando a paciência. Ela aprendeu a apreciar o valor de fazer as coisas devagar e de maneira completa. A Tartaruga, por sua vez, admirava a nova dedicação e disposição da Lebre para crescer.
À medida que as estações mudavam, a comunidade da floresta notou uma transformação notável na Lebre. Ela ainda era rápida, mas já não era vaidosa. Ajudava seus amigos, ouvia seus conselhos e se tornou um membro valorizado do grupo.
Um dia, uma jovem antílope se aproximou da Lebre. “Lepre, você pode me ajudar? Preciso coletar comida para o inverno, mas não consigo fazer isso sozinha.”
A Lebre sorriu e assentiu. “Claro, pequenina. Juntos, vamos conseguir.”
A Lebre e a jovem antílope trabalharam lado a lado, seus esforços combinados tornando a tarefa muito mais fácil. A velocidade da Lebre foi complementada por sua nova paciência, e a jovem antílope aprendeu a importância de trabalhar em equipe.
A notícia da transformação da Lebre se espalhou por toda a floresta, e os animais a admiravam ainda mais por sua humildade e bondade. A história da corrida da Tartaruga e da Lebre continuou a inspirar, lembrando a todos que a verdadeira força vem de dentro e que cada criatura tem algo valioso a oferecer.
Os anos passaram, e a Tartaruga e a Lebre envelheceram. Permaneceram amigos próximos, seu vínculo fortalecido pelas lições que haviam ensinado um ao outro. A floresta prosperou, um testemunho da harmonia e respeito que havia sido cultivada entre seus habitantes.
Enquanto o sol se punha sobre a floresta, lançando um brilho quente sobre as árvores, a Tartaruga e a Lebre sentaram-se juntas, observando o mundo ao seu redor. Elas sabiam que sua história viveria, passada de geração em geração, um conto atemporal de sabedoria, perseverança e amizade.