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Sobre a História: Fantasy Farrance é um Fantasy de france ambientado no Medieval. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para Young. Oferece Entertaining perspectivas. A jornada de uma jovem heroína para salvar seu reino das garras da escuridão.
No coração de um mundo não tão diferente do nosso, mas tocado pela magia dos sonhos e da imaginação, encontra-se a terra de Farrance. Um reino onde o ar está carregado de encantamento e o próprio solo parece pulsar com os segredos de eras passadas. Farrance é um lugar onde criaturas míticas vagueiam livremente, onde o sol e a lua compartilham o céu em uma dança delicada, e onde heróis e vilões igualmente esculpem seus destinos a partir do próprio tecido da realidade.
É neste mundo que nossa história se desenrola, onde as vidas de alguns moldarão o destino de muitos. Um conto de bravura, traição, amor e perda. Esta é a história de Farrance Fantasia.
O vento sussurrava pelas antigas carvalhos da Floresta Elderglen, carregando consigo o aroma de musgo e pinho. As folhas farfalhavam como se compartilhassem segredos umas com as outras, e o chão da floresta, coberto por suaves samambaias, parecia embalar a terra em um abraço terno. Foi aqui, neste cenário sereno, mas misterioso, que uma jovem chamada Elara despertou. Os olhos de Elara se abriram lentamente, revelando íris da cor do oceano mais profundo. Ela se sentou devagar, seus longos cabelos castanhos caindo sobre seus ombros como uma cascata de fogo. Sua cabeça doía com os remanescentes de um sonho—não, uma memória—de um lugar muito distante e, ainda assim, tão próximo. Ela olhou ao redor, desorientada. A última coisa que lembrava era de ter adormecido em sua pequena cabana à beira-mar, mas agora estava aqui, no coração de Elderglen, sem lembrança de como havia chegado. Ao se levantar, um brilho suave capturou sua atenção. A alguns passos de distância, aninhada entre as raízes de um carvalho antigo, estava uma pequena esfera cristalina. Ela pulsava com uma luz suave e rítmica, atraindo Elara como se guardasse as respostas para todas as suas perguntas. Elara estendeu a mão e suavemente segurou a esfera em suas mãos. Ao tocar a superfície fria, uma onda de energia percorreu seu corpo, enchendo-a de calor e clareza. A esfera começou a brilhar mais intensamente, e imagens começaram a dançar em suas profundezas. Elara observou maravilhada enquanto a visão se desdobrava diante dela. Ela viu um vasto reino, cujas torres alcançavam os céus, banhado por uma luz dourada. Um grande castelo permanecia em seu coração, cercado por jardins exuberantes e mercados movimentados. A cena mudou, e Elara viu-se de pé na sala do trono deste castelo, usando uma coroa de prata e esmeraldas. Ela não estava sozinha; ao seu lado estava um homem de cabelos negros como a noite e olhos tão escuros quanto a noite, um homem que exalava poder e confiança. Juntos, eles governavam Farrance, seu reino prosperando sob sua liderança sábia e justa. Mas a visão escureceu. O reino antes próspero estava agora envolto em sombras. As paredes do castelo desmoronavam e os jardins murchavam. O homem ao seu lado desapareceu, substituído por uma figura sombria com olhos flamejantes e um sorriso cruel. Elara sentiu um frio de desespero penetrar em seus ossos enquanto a visão desaparecia, deixando-a sozinha na floresta mais uma vez. Uma voz, suave porém imponente, ecoou em sua mente. "O destino de Farrance está em suas mãos, Elara. Busque as quatro relíquias de poder e una-as antes que a sombra recaia sobre todos nós." A voz persistia em seus pensamentos enquanto Elara iniciava sua jornada. Ela não tinha escolha a não ser seguir o caminho que lhe foi traçado. O destino de um reino inteiro dependia disso. A primeira relíquia, sabia ela, estava escondida nas Profundezas das Montanhas do Lamento, um lugar envolto em névoa e mistério, onde poucos ousavam se aventurar. Enquanto Elara deixava Elderglen, não conseguia afastar a sensação de que estava sendo observada. A floresta, antes um lugar de conforto e tranquilidade, agora parecia opressiva e ameaçadora. Sombras pareciam se mover além de sua linha de visão, e o vento trazia sussurros que faziam arrepios percorrer sua espinha. Ela persistiu, determinada a cumprir seu destino. O caminho à frente era longo e repleto de perigos, mas Elara sabia que não podia voltar atrás. O peso da profecia repousava fortemente em seus ombros, e a memória da figura sombria assombrava cada passo que dava. Com a chegada da noite, Elara se encontrou à beira da floresta, as imponentes montanhas das Montanhas do Lamento se erguendo à distância. Montou acampamento, a luz tremeluzente da fogueira lançando sombras assustadoras nas árvores ao redor. Ela sabia que amanhã, sua jornada realmente começaria. Na manhã seguinte, Elara começou sua ascensão pelas montanhas. O caminho era íngreme e traiçoeiro, com rochas pontiagudas e cascalho solto ameaçando enviá-la ao despenhadeiro a cada passo. O ar ficava mais frio conforme subia, e logo ela se encontrou cercada por uma densa névoa. Horas se passaram, e os músculos de Elara doíam com o esforço da escalada. Mas ela não podia parar. A primeira relíquia estava em algum lugar dessas montanhas, e ela precisava encontrá-la antes que a escuridão que assombrava sua visão se tornasse realidade. Ao alcançar uma saliência estreita, Elara ouviu uma voz profunda e ressonante ecoar através da névoa. "Quem ousa transgredir o reino dos Guardiões da Montanha?" Assustada, Elara olhou ao redor, tentando localizar a origem da voz. Da névoa emergiu uma figura massiva, pelo menos duas vezes sua altura, com pele cinzenta como a pedra sob seus pés e olhos que brilhavam como brasas. A criatura, claramente um Guardião, bloqueava seu caminho. "Eu sou Elara, escolhida pelo destino para buscar as relíquias de poder e salvar Farrance da escuridão que se aproxima," ela respondeu, sua voz firme apesar do medo que a corroía. O Guardião a observou por um momento antes de se afastar. "Apenas os dignos podem passar," rugiu. "Prove sua força e sua determinação, e a relíquia será sua." Com isso, a névoa se separou, revelando uma escada de pedra que se estendia mais profundamente na montanha. Elara respirou fundo e começou sua ascensão, sabendo que o verdadeiro teste estava apenas começando. A escada parecia se estender para sempre, cada degrau mais extenuante que o anterior. O ar ficava mais rarefeito, e as respirações de Elara vinham em suspiros curtos e cansados. Mas ela avançava, sua determinação inabalável. Havera ido longe demais para voltar agora. Finalmente, ela alcançou o cume. Diante dela estava um templo antigo, cujas paredes eram adornadas com carvões de criaturas míticas e símbolos ancestrais. A entrada era vigiada por mais dois Guardiões, seus olhos fixos em Elara enquanto ela se aproximava. Sem dizer uma palavra, eles se afastaram, permitindo que ela entrasse no templo. Dentro, o ar estava carregado de magia. As paredes pareciam vibrar com energia, e o chão sob seus pés pulsava com vida. No centro da câmara, havia um pedestal, sobre o qual repousava a primeira relíquia—um amuleto cristalino que brilhava com uma luz etérea. Elara aproximou-se do pedestal, seu coração batendo forte no peito. Ao estender a mão para pegar o amuleto, sentiu uma onda de poder percorrer suas veias. A sala ao seu redor pareceu desaparecer, e ela se encontrou em um vasto vazio vazio. Uma voz, diferente da que a havia guiado antes, falou em sua mente. "A primeira relíquia é sua, Elara, mas sua jornada está longe de terminar. Você deve buscar as três restantes, pois apenas quando estiverem unidas você terá o poder de salvar Farrance." O vazio dissipou-se, e Elara se viu de volta no templo, o amuleto segurado firmemente em sua mão. Ela sabia o que precisava fazer. A próxima relíquia a aguardava nos Pântanos Encantados, um lugar de beleza e perigo, onde as linhas entre realidade e ilusão eram indistintas. Com renovada determinação, Elara deixou o templo e começou sua descida pela montanha, a primeira relíquia seguramente em sua posse. A jornada até os Pântanos Encantados foi longa e árdua. Elara viajou por dias, passando por densas florestas, atravessando rios caudalosos e sobre colinas ondulantes. Conforme se aproximava de seu destino, a paisagem começou a mudar. O chão tornou-se macio e esponjoso sob seus pés, e o ar ficou pesado de umidade. As árvores aqui eram retorcidas e nodosas, seus galhos estendendo-se como mãos esqueléticas. Elara sabia que havia chegado aos Pântanos Encantados. Os pântanos eram um lugar de grande beleza, com flores vibrantes desabrochando entre as águas turvas e vaga-lumes dançando no crepúsculo. Mas também eram um lugar de perigo, onde ilusões podiam desviar até o viajante mais experiente. Ela caminhou pelas águas rasas, seus sentidos em alerta máximo. Os pântanos estavam cheios de criaturas tanto maravilhosas quanto aterradoras, e Elara sabia que precisava ser cuidadosa. Cada ondulação na água, cada farfalhar de folhas podia ser um sinal de algo espreitando logo abaixo da superfície. À medida que se aventurava mais profundamente nos pântanos, começou a ouvir sussurros. Eram suaves no início, como o farfalhar das folhas ao vento, mas tornaram-se mais altos à medida que avançava. Os sussurros pareciam vir de todos os lados, mas ela não conseguia ver ninguém. "Volte, Elara," os vozes advertiam. "Você encontrará apenas a morte aqui." Mas Elara insistiu, determinada a encontrar a segunda relíquia. As vozes tornaram-se mais insistentes, seu tom mais sinistro, mas ela as ignorou. Sabia que os pântanos estavam tentando pregar peças em sua mente, para fazê-la duvidar de si mesma. Enquanto Elara continuava sua jornada, os sussurros começaram a se materializar, formando a figura de um homem. Ele era alto e esguio, com um brilho travesso no olhar e um sorriso que insinuava segredos não revelados. Ele era o Ilusionista, o guardião da segunda relíquia, e estava ali para testar sua determinação. "Bem-vinda, Elara," disse o Ilusionista, sua voz suave e aveludada. "Você chegou longe, mas a segunda relíquia não será tão facilmente conquistada." Elara endireitou os ombros, encontrando seu olhar. "Estou pronta para qualquer desafio que você tenha para mim." O sorriso do Ilusionista se alargou. "Muito bem. Para reivindicar a segunda relíquia, você deve navegar pelo Labirinto dos Espelhos. Mas esteja avisada, nem tudo é o que parece. Os espelhos mostrarão seus maiores medos, seus desejos mais profundos e tudo o mais. Só enfrentando-os você poderá encontrar a relíquia." Com um aceno de mão, o Ilusionista conjurou a entrada do labirinto. As paredes eram feitas de vidro polido, refletindo a imagem de Elara de todos os ângulos. Ela respirou fundo e entrou, pronta para enfrentar o que estivesse à frente. O labirinto era um emaranhado de reflexos, cada curva levando a outro beco sem saída. Enquanto vagava pelo labirinto, Elara viu vislumbres de seu passado, seu futuro e seus medos mais profundos. Viu-se de pé no campo de batalha, ensanguentada e machucada, cercada pelos corpos de seus camaradas caídos. Viu-se sentada no trono de Farrance, uma coroa sobre sua cabeça, mas com um olhar de tristeza nos olhos. Mas também viu visões de esperança. Viu-se reunindo-se com o homem de sua visão, suas mãos entrelaçadas enquanto enfrentavam a escuridão. Viu Farrance restaurada à sua antiga glória, uma terra de paz e prosperidade. Essas visões deram-lhe força para continuar, para ultrapassar as ilusões e encontrar o verdadeiro caminho através do labirinto. Finalmente, ela chegou ao centro, onde a segunda relíquia a aguardava. Era um espelho, emoldurado de ouro, com uma inscrição que dizia: "Somente aqueles que veem além da superfície podem reivindicar o poder dentro." Elara estendeu a mão e tocou o espelho, e novamente foi transportada para o vazio. "Você fez bem, Elara," disse a voz. "Duas relíquias permanecem. A próxima está no Deserto dos Sussurros, onde as areias escondem segredos há muito esquecidos. Vá agora, e que sua força a sustente através dos provações que virão." O Deserto dos Sussurros era diferente de qualquer lugar que Elara já tivesse visto. As areias eram de um vermelho profundo, e o vento trazia consigo o som de vozes distantes, como se o próprio deserto estivesse vivo com as memórias daqueles que vieram antes. O sol batia impiedosamente, e o calor era quase insuportável, mas Elara avançava, movida pela certeza de que estava um passo mais próxima de salvar Farrance. A jornada pelo deserto foi exaustiva. As areias se moviam sob seus pés, tornando cada passo uma luta, e os sussurros no vento tornaram-se mais altos e insistentes. Eles falavam de batalhas esquecidas, de amores perdidos, de promessas quebradas e sonhos não realizados. Tentavam distraí-la, afastá-la de seu caminho, mas Elara sabia melhor do que ouvir. Enquanto atravessava as dunas, ela avistou uma figura à distância. A princípio, pensou que fosse uma miragem, mas conforme se aproximava, percebeu que era real. Era uma mulher, vestida com túnicas fluidas que pareciam brilhar à luz do sol, seu rosto escondido atrás de um véu. "Bem-vinda, Elara," disse a mulher, sua voz suave porém imponente. "Eu sou a Guardiã dos Segredos, e guardo a terceira relíquia. Para reivindicá-la, você deve responder a um enigma. Falhe, e o deserto a consumirá." Elara assentiu, pronta para enfrentar o desafio. "Qual é o enigma?" A Guardiã sorriu por baixo de seu véu. "Eu não estou viva, mas cresço. Não tenho pulmões, mas preciso de ar. Não tenho boca, mas posso me afogar. O que sou eu?" Elara pensou por um momento, sua mente acelerada. A resposta veio como um raio. "Fogo," disse ela com confiança. O sorriso da Guardiã se ampliou. "Correto. Você provou ser digna. A terceira relíquia é sua." Ela gesticulou para a areia aos seus pés, e ela começou a se mover e girar, revelando uma pequena chama dourada encapsulada em vidro. Elara a pegou, sentindo o calor da chama irradiar através do vidro. Sabia que esta era a terceira relíquia, e com ela, estava um passo mais próxima de cumprir seu destino. Com a terceira relíquia em mãos, Elara partiu para o destino final—as Cavernas de Cristal, onde a última relíquia dizia-se estar escondida. A jornada foi longa, e os desafios que enfrentara pesavam fortemente sobre ela, mas ela persistiu, sabendo que o fim estava à vista. A entrada das Cavernas de Cristal estava escondida profundamente dentro de uma montanha, e conforme Elara adentrava, ficou impressionada com a beleza do lugar. As paredes da caverna estavam forradas com cristais de todas as cores, suas superfícies capturando a luz e lançando arco-íris pela câmara. O ar era fresco e preenchido com o leve zumbido da magia. No coração da caverna, Elara encontrou a relíquia final. Era um cristal, transparente como água, suspenso no ar por uma força invisível. Mas, ao estender a mão para pegá-lo, uma figura emergiu das sombras. Era a figura sombria de sua visão, a que havia assombrado seus sonhos. Seus olhos brilhavam com uma luz antinatural, e seu sorriso era tão cruel quanto ela lembrava. "Você fez bem, Elara," disse ele, sua voz carregada de maldade. "Mas aqui termina sua jornada. As relíquias são minhas, e com elas, trarei escuridão para Farrance." O coração de Elara batia forte em seu peito, mas ela recusou-se a recuar. "Eu não deixarei," disse ela, sua voz cheia de determinação. "Farrance não cairá para sua escuridão." A figura riu, um som frio e oco. "Veremos." A batalha final foi feroz. A figura lançou magia negra, enchendo a caverna com sombras e desespero. Mas Elara lutou de volta com o poder das relíquias, sua luz expulsando a escuridão. A batalha continuou, o próprio ar crepitando com energia, até que, finalmente, Elara desferiu o golpe final. A figura sombria soltou um grito de dor e fúria enquanto era consumida pela luz das relíquias. A caverna tremeu, os cristais se estilhaçando enquanto a escuridão era banida de uma vez por todas. Quando a poeira baixou, Elara ficou sozinha, a relíquia final em sua mão. Ela conseguiu. Salvou Farrance. Com as relíquias unidas, Elara retornou a Farrance, onde foi saudada como uma heroína. O reino foi restaurado à sua antiga glória, as sombras que o assombravam banidas para sempre. O homem de sua visão, que agora ela sabia se chamar Kael, ficou ao seu lado enquanto governavam juntos, trazendo paz e prosperidade à terra. Elara havia cumprido seu destino, mas sabia que sua jornada estava longe de terminar. Sempre haveriam novos desafios, novas ameaças a enfrentar, mas ela estava pronta. Com as relíquias ao seu lado e o apoio de seu povo, não havia nada que ela não pudesse superar. Farrance estava segura, e o futuro era brilhante.O Despertar
A Profecia
A Jornada Começa
Os Guardiões da Montanha
A Primeira Relíquia
Os Pântanos Encantados
O Desafio do Ilusionista
O Deserto dos Sussurros
A Prova Final
O Retorno