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Sobre a História: A História de Rá é um Myth de egypt ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Good vs. Evil e é adequado para All Ages. Oferece Educational perspectivas. A épica jornada de Rá, o Deus Sol, para proteger a vida e preservar o equilíbrio.
Nas escaldantes areias do antigo Egito, onde o sol lançava um brilho dourado implacável sobre a terra, existia uma história que seria recontada por gerações. Era a história de Rá, o Deus do Sol, e os desafios que ele enfrentava para proteger o equilíbrio do cosmos e assegurar seu domínio sobre a terra e o céu. Essa história, como as dunas mutáveis do deserto, evoluía com o tempo, uma saga lendária que refletia a reverência eterna que o povo do Egito tinha pelo deus do sol.
Rá não era apenas um símbolo de poder, mas também a personificação da vida em si. Ele conduzia sua barca solar pelo céu a cada dia, lutando contra o caos que ameaçava engolir o mundo. Sua jornada do nascer ao pôr do sol simbolizava o ciclo da vida e da morte, ordem e caos, e a luta eterna para manter o equilíbrio. Mas mesmo um deus como Rá não estava imune aos desafios e perigos que se escondiam nas sombras de seu próprio reino.
Há muito tempo, quando o mundo ainda era jovem, havia apenas escuridão e silêncio. As águas primordiais de Nun cobriam tudo, um vasto mar caótico que se estendia infinitamente rumo ao nada. Dentro deste mar sem fim residia Atum, o deus auto-criado, que traria vida e ordem ao vazio. Atum sentiu um despertar dentro de sua própria essência, um desejo de dar forma ao mundo. Das profundezas de seu ser, ele convocou Rá, o Deus do Sol, uma força ardente de luz e calor. Rá emergiu de Atum, sua presença radiante perfurando a escuridão e iluminando o universo. Sua aparição marcou o amanhecer da criação, a primeira luz que transformaria para sempre o reino do caos em um mundo cheio de vida e propósito. Rá olhou para as águas de Nun e proferiu seu primeiro comando: “Haja ordem neste caos.” Sua voz ecoou pelo vazio, e as águas começaram a se dividir, dando origem à terra. A luz de Rá tocou a terra, tornando-a fértil e abundante. Foi aqui que ele criou os primeiros seres, criando deuses e deusas para servir como zeladores de seu novo reino. Entre eles estavam Shu, o deus do ar, e Tefnut, a deusa da umidade, que ajudariam Rá a moldar o mundo de acordo com sua visão. À medida que a criação de Rá tomava forma, ele era aclamado como o deus supremo, o governante dos céus e da terra. A cada amanhecer, Rá conduzia sua barca solar pelo céu, banhando a terra com sua luz divina. Mas, como em todas as coisas, a supremacia de Rá logo seria testada. Nas profundezas sombrias do Duat, o submundo egípcio, uma serpente poderosa chamada Apef se enroscava à espera. Apef, também conhecido como a Serpente do Caos, desprezava Rá e tudo o que ele representava. Enquanto a luz de Rá trazia vida e ordem, Apef prosperava na escuridão e na desordem. Movido por um desejo insaciável de engolir o mundo em caos, Apef jurou destruir Rá e mergulhar o Egito em uma noite eterna. A cada noite, quando Rá descia ao Duat, ele enfrentava Apef em uma batalha feroz e implacável. Apef, com escamas tão escuras quanto a noite mais profunda, surgia das sombras e tentava devorar a luz de Rá. O confronto entre as duas forças tinha uma importância cósmica—uma batalha que decidia o destino do mundo a cada noite. No entanto, Rá estava preparado. Ele tinha aliados: Set, o deus das tempestades e desertos, que lutava ao seu lado, empunhando sua lança para atacar Apef e manter a serpente à distância. Apesar das adversidades, Rá e seus seguidores conseguiam superar os ataques de Apef todas as noites, permitindo que o sol nascesse novamente todas as manhãs. Essa vitória noturna era celebrada pelo povo do Egito, que a via como um triunfo da ordem sobre o caos, da vida sobre a morte. No entanto, Rá sabia que Apef nunca deixaria de tentar trazer a escuridão, e por isso permanecia vigilante, preparado para o retorno da serpente a cada noite. Com o passar dos séculos, Rá começou a se cansar. Embora seu poder fosse incomparável, o fardo da guarda eterna pesava fortemente sobre ele. Ele olhava para o povo do Egito, que havia começado a depender de sua luz e proteção, e sentia uma saudade de uma vida livre de deveres. Rá sabia que, sem sua presença, o caos logo consumiria o mundo, mas mesmo um deus não podia ignorar seus próprios desejos indefinidamente. Um dia, a deusa Hathor se aproximou dele. Ela era a deusa da alegria, da música e da dança, uma presença radiante que trazia delícia a todos que a encontravam. Vendo o cansaço de Rá, Hathor buscava aliviar seu fardo. Ela sussurrou doces palavras sobre um paraíso além do alcance de Apef, um lugar onde os deuses poderiam descansar e estar livres das responsabilidades terrenas. Tentado por suas palavras, Rá considerou abandonar sua jornada diária pelo céu. Ele imaginava um mundo sem ele, onde poderia finalmente experimentar a liberdade que tanto desejava. Mas, enquanto ponderava essa possibilidade, os outros deuses ficaram inquietos. Eles sabiam que, sem a luz de Rá, o mundo desceria ao caos, e assim arquitetaram um plano para lembrá-lo de seu dever. Eles convidaram Rá para um grande banquete, enchendo o salão com as risadas e a alegria dos deuses. Enquanto Rá observava seus colegas de divindade se deleitarem em sua liberdade, ele foi lembrado do propósito que servia. Ele não era apenas um deus, mas o guardião da própria vida. Revigorado pela festividade e pela realização de sua importância, Rá resolveu continuar sua jornada, para proteger o mundo que havia se tornado sua criação e sua responsabilidade. A decisão de Rá de permanecer trouxe alegria aos outros deuses, e eles buscaram honrá-lo criando seres que o adorassem e servissem fielmente. Juntos, eles moldaram os humanos a partir da argila do Nilo, insuflando-lhes vida e concedendo o dom da razão e da linguagem. Essas novas criaturas, frágeis porém resilientes, foram incumbidas do dever de honrar Rá e manter sua ordem sobre a terra. Os humanos adoravam Rá com fervor, construindo grandes templos e oferecendo orações que ecoavam pela terra. Rá estava satisfeito com sua devoção, pois via neles um reflexo de sua própria essência divina. Os humanos, em sua simplicidade e sinceridade, lembravam Rá da beleza e fragilidade da vida. No entanto, à medida que os humanos se multiplicavam e se espalhavam pela terra, começaram a se tornar arrogantes e a esquecer seu criador. Alguns até questionavam o poder de Rá, desafiando os deuses e trazendo desordem ao mundo. Desapontado, Rá decidiu que eles precisavam ser lembrados de seu lugar no grande esquema. Ele convocou Sekhmet, a deusa com cabeça de leão da guerra, e a enviou à terra para punir os humanos rebeldes. A fúria de Sekhmet era incomparável; ela trazia destruição e desespero àqueles que ousavam desafiar os deuses. No entanto, conforme o derramamento de sangue aumentava, o coração de Rá amoleceu. Ele viu o sofrimento de suas criações e sentiu pena delas, pois elas eram, afinal, seus filhos. Para deter a rampagem de Sekhmet, Rá elaborou um plano engenhoso. Ele derramou vinho tinto pela terra, enganando Sekhmet para que o bebesse, fazendo-a acreditar que era o sangue de suas vítimas. Bêbada e pacificada, Sekhmet cessou seu ataque, e a paz voltou à terra. Esse evento serviu como um lembrete para os humanos do poder e da misericórdia de seu criador, e eles redobrararam seus esforços para honrar Rá e seguir seus ensinamentos. Com o passar dos anos se transformando em séculos, Rá envelheceu. Embora continuasse poderoso, ele sabia que até os deuses não eram imunes à passagem do tempo. Ele começou a se preparar para o dia em que desceria ao Duat pela última vez, para se juntar aos deuses que o precederam. Uma noite, enquanto o sol mergulhava no horizonte, Rá sentiu um estranho puxão, como se o próprio Duat o estivesse chamando. Ele reuniu seus aliados mais próximos—Hórus, o deus com cabeça de falcão; Toth, o deus da sabedoria; e Anúbis, o guia jacal do morto—e se preparou para viajar pelo submundo. Enquanto viajavam pelos túneis escuros e tortuosos do Duat, Rá encontrou os espíritos dos mortos, que se estendiam a ele com súplicas e louvores. Sua luz iluminava o caminho, dissipando a escuridão e guiando as almas perdidas rumo ao descanso final. No entanto, à medida que se adentravam mais profundamente, encontraram os guardiões do Duat, seres ferozes que testavam a coragem e a força de Rá. No coração do Duat estava Apef, esperando pela última jornada de Rá. Desta vez, a batalha foi mais feroz do que nunca. Apef era implacável, percebendo o estado enfraquecido de Rá e determinado a devorá-lo de uma vez por todas. Rá convocou toda a sua força restante, auxiliado por seus aliados, e juntos derrotaram a serpente, empurrando-a para as profundezas do Duat. Exausto, mas vitorioso, Rá continuou sua jornada até alcançar o Campo de Juncos, um paraíso onde viveria em paz para a eternidade. Com a partida de Rá, o mundo ficou sob os cuidados dos deuses e dos humanos. Eles o lembravam através de rituais e histórias, recontando sua jornada pelo céu e suas batalhas contra Apef. Cada amanhecer era uma homenagem a Rá, um lembrete de que sua luz brilharia para sempre sobre a terra, mesmo no além. Os sacerdotes do Egito preservaram o legado de Rá, construindo templos e estátuas em sua honra. Eles ensinaram ao povo que, embora Rá tivesse deixado o mundo mortal, seu espírito vivia em cada raio de sol, em cada campo de cultivo e em cada sopro de vida. Rá não apenas trouxe luz ao mundo físico, mas também iluminou os corações daqueles que acreditavam nele. E assim, a história de Rá perdurou, passada de geração em geração, uma narrativa de criação, conflito e esperança duradoura. Dizia-se que, mesmo no além, Rá vigiasse suas criações, guiando-as ao longo de suas vidas e inspirando-as a honrar o delicado equilíbrio entre ordem e caos. Em cada amanhecer e pôr do sol, a jornada de Rá continuava, um ciclo eterno que falava da resiliência da vida e do poder duradouro da luz.A Ascensão de Rá e o Nascimento do Sol
O Desafio de Apef
A Tentação de Rá
A Criação dos Humanos
A Descida de Rá ao Duat
O Legado de Rá