Tempo de leitura: 4 min

Sobre a História: A História de Neferu e o Lótus Sagrado é um Myth de egypt ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Inspirational perspectivas. A missão de Neferu para salvar sua aldeia e restaurar o Nilo.
Introdução
No coração do antigo Egito, próximo às águas que dão vida ao Nilo, havia uma aldeia chamada Per-Bastet. A aldeia prosperava sob a proteção da deusa Bastet, com seu povo vivendo harmoniosamente com a natureza e os deuses. Entre eles estava uma jovem chamada Neferu, cuja beleza e bondade eram renomadas por toda a terra. Esta é a sua história, um conto de coragem, fé e os poderes místicos do lótus sagrado.
Parte I: O Sonho
Uma noite, Neferu teve um sonho vívido. Ela estava à beira do Nilo, com a luz do luar cintilando em sua superfície. A deusa Ísis apareceu diante dela, radiante e majestosa.
"Neferu," Ísis falou, sua voz como o fluxo calmante do rio, "o Nilo em breve será assolado por uma grande seca. Apenas o lótus sagrado pode restaurar suas águas. Você deve encontrá-lo e trazê-lo de volta para o seu povo."
Neferu acordou, o coração acelerado. A visão de Ísis permaneceu em sua mente. Determinada a salvar sua aldeia, ela decidiu buscar o lótus sagrado.
Parte II: O Início da Jornada
Ao amanhecer, Neferu compartilhou seu sonho com seus pais. Embora preocupados, eles apoiaram sua missão. Armada com uma pequena bolsa de provisões, ela partiu em direção ao deserto, onde acreditava que o lótus sagrado poderia ser encontrado.
A jornada foi árdua. Neferu atravessou as areias escaldantes, sua fé guiando seus passos. Ela enfrentou muitos desafios: calor torrente, tempestades de areia ferozes e terrenos traiçoeiros. Contudo, sua determinação nunca vacilou.
À medida que os dias se transformavam em semanas, a força de Neferu começou a diminuir. Justo quando o desespero ameaçava dominá-la, ela tropeçou em um oásis. A visão de água e sombra foi um alívio abençoado. Ela descansou e reabasteceu suas forças, contemplando seu próximo movimento.
Parte III: O Guardião do Oásis
Enquanto estava no oásis, Neferu conheceu uma misteriosa senhora chamada Amunet. Com olhos tão aguçados quanto os de um falcão, Amunet parecia saber muito sobre a missão de Neferu.
"Eu estava esperando por você," disse Amunet. "O lótus sagrado que você busca é guardado por espíritos ferozes. Para recuperá-lo, você deve provar a pureza do coração e a força do espírito."
Neferu ouviu atentamente enquanto Amunet explicava os testes que teria que enfrentar. O primeiro teste era de resistência, o segundo de sabedoria e o terceiro de compaixão.
Para o teste de resistência, Neferu teve que atravessar o Grande Deserto do Desespero sem vacilar. Armada com as bênçãos de Amunet, ela enfrentou o sol implacável e as dunas sem fim. Ela caminhou incansavelmente, seus pensamentos focados no bem-estar de sua aldeia.
Para o teste de sabedoria, ela teve que resolver o enigma da Esfinge. Ao chegar à morada da Esfinge, o guardião de pedra falou:
"Eu não estou vivo, mas cresço; não tenho pulmões, mas preciso de ar; não tenho boca, mas posso me afogar. O que sou eu?"
Neferu ponderou o enigma. Após um longo silêncio, ela respondeu: "Você é o fogo."
A Esfinge assentiu, permitindo que ela prosseguisse.
Parte IV: O Teste da Compaixão
O teste final avaliou a compaixão de Neferu. Ela encontrou um jovem preso sob uma palmeira caída. Embora o tempo estivesse se esgotando, ela escolheu ajudar o garoto. Com grande esforço, ela o libertou e cuidou de seus ferimentos.
O garoto revelou-se um espírito disfarçado. "Você mostrou verdadeira compaixão, Neferu. Você é digna do lótus sagrado."
Guiada pelo espírito, Neferu chegou a um lago escondido cercado por vegetação exuberante. No centro do lago florescia o lótus sagrado, cujas pétalas brilhavam com luz divina. Ela cuidadosamente colheu a flor e começou sua jornada de volta para casa.

Parte V: O Retorno
Neferu retornou à sua aldeia, recebida por sua família e amigos ansiosos. Ela apressou-se até o Nilo e colocou o lótus sagrado em suas águas. Instantaneamente, o rio começou a fluir com vigor renovado, suas águas cintilando de vida.
Os aldeões se alegraram, elogiando Neferu por sua bravura e devoção. Eles realizaram um grande festival em sua honra, celebrando o retorno do seu amado rio e as bênçãos dos deuses.
A jornada de Neferu tornou-se uma lenda, contada e recontada por gerações. O lótus sagrado continuou a florescer junto ao Nilo, um símbolo de esperança e resiliência.
E assim, a aldeia de Per-Bastet prosperou novamente, protegida pelos deuses e nutrida pelas águas sagradas do Nilo.