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Sobre a História: A História do Fantasma do Barba Negra é um Legend de ambientado no 18th Century. Este conto Descriptive explora temas de Perseverance e é adequado para Adults. Oferece Entertaining perspectivas. Um historiador enfrenta o fantasma amaldiçoado do Barba Negra em uma emocionante história de tesouros e terror nos mares.
Por séculos, o Caribe tem sido palco de histórias de piratas, tesouros perdidos e espíritos inquietos. Entre elas, nenhuma lenda se impõe tanto quanto a de Barba Negra, o pirata mais notório que já navegou pelos mares. Seu reinado temível chegou a um fim sanguinolento em 1718, mas a lenda de seu fantasma perdura, assombrando o naufrágio de seu navio, a Vingança da Rainha Ana. Este conto entrelaça mistério, história e ocorrências sobrenaturais, uma mistura de realidade e mito nas águas azuis do Caribe.
**Capítulo Um: Sussurros do Vento**
O sol se punha sobre o Caribe, lançando tons de laranja e rosa no céu, iluminando as ondas suaves enquanto lambiam a costa. Na pequena vila de pescadores de Port du Soleil, histórias do lendário pirata Barba Negra eram sussurradas ao redor das fogueiras enquanto os pescadores consertavam suas redes. Diziam que seu espírito ainda vagava mar adentro, procurando pelo tesouro que perdeu há muito tempo.
Ezra Dawson, um jovem historiador fascinado pelo folclore pirata, chegou à vila para conduzir pesquisas para seu mais recente livro sobre lendas caribenhas. Ele havia encontrado um antigo mapa escondido em um arquivo esquecido na Inglaterra, um mapa que dizia ser desenhado por um dos próprios tripulantes de Barba Negra. O mapa apontava para o local onde o tesouro de Barba Negra descansava, mas mais intrigante eram os rumores de que também indicava onde o fantasma do pirata permanecia.
“Tem certeza de que quer ir até lá?” perguntou Tomas, um velho pescador enrugado, enquanto tomava seu rum. “Ninguém volta dessas águas à noite. O fantasma de Barba Negra guarda seu tesouro ferozmente.”
Ezra sorriu, embora sentisse um leve nervosismo. “Não tenho medo de histórias de fantasmas, Tomas. Além disso, isso pode ser a descoberta da minha vida.”
Tomas se inclinou mais perto, sua voz rouca. “Barba Negra não era apenas um pirata comum. Dizem que ele fez pactos com o próprio diabo. Sua alma está condenada a vagar para sempre. Tome cuidado, rapaz, ou você encontrará mais do que tesouro.”
Com esse aviso ominoso ressoando em seus ouvidos, Ezra se preparou para zarpar. Ele havia alugado um pequeno barco e contratado um capitão local para levá-lo até as coordenadas marcadas no mapa, bem além da segurança da vila. O mar estava calmo e o ar noturno silencioso, quase demais.

Enquanto navegavam em águas abertas, uma estranha névoa começou a surgir, densa e antinatural. Ela envolveu o barco como um manto, engolindo as estrelas do céu e transformando o mundo em um crepúsculo turvo. O capitão, um homem estoico chamado Manuel, segurou o leme com força. “Isso não está certo,” murmurou. “O mar… está morto de silêncio.”
Ezra, olhando por cima da borda do barco, de repente percebeu que a água abaixo deles havia mudado. Não era mais o azul cristalino do Caribe, mas tinha se tornado negra como tinta, como se as profundezas fossem infinitas. Um arrepio frio subiu por sua coluna.
De repente, o barco balançou como se algo enorme tivesse raspado contra seu casco. Manuel amaldiçoou silenciosamente, com os olhos arregalados. “Precisamos voltar!”
Mas antes que pudesse mudar de curso, uma luz espectral apareceu no horizonte. Ela pisqueava como uma lanterna, lançando um brilho sinistro através da névoa. O coração de Ezra disparou no peito. “É isso! É para lá que temos que ir!” ele gritou.
Relutantemente, Manuel dirigiu-se em direção à luz, embora o medo estivesse esculpido em cada linha de seu rosto. À medida que se aproximavam, a silhueta de um navio começou a emergir da névoa—uma galeão massiva, com velas rasgadas e esfarrapadas, casco coberto de cracas. Era a Vingança da Rainha Ana.
**Capítulo Dois: O Capitão Fantasma**
O navio fantasmagórico pairava diante deles, impossivelmente real e, no entanto, inegavelmente espectral. Suas madeiras rangiam como se estivessem vivas, e o ar ao seu redor parecia vibrar com uma energia malévola. Ezra sentiu sua respiração prender na garganta. Poderia este realmente ser o lendário navio de Barba Negra?
Sem pensar, Ezra subiu a bordo da Vingança da Rainha Ana, deixando Manuel no pequeno barco, congelado de medo. Quando seus pés tocaram o convés, a temperatura despencou e um silêncio espesso e opressor se instalou sobre ele. O único som era o rangido da velha madeira do navio e o ocasional estalo da água contra o casco.
Ele aventurou-se mais fundo no navio, a luz de sua lanterna lançando sombras longas e retorcidas nas paredes. Cada passo parecia pesado, como se olhos invisíveis observassem cada movimento seu. Quanto mais ele avançava, mais forte se tornava a sensação de pavor, mas a curiosidade e determinação de Ezra o impulsionavam adiante.
No final de um longo corredor, ele chegou à cabine do capitão. A porta, meio apodrecida e coberta de algas, gemeu ao ser empurrada. Dentro, o ambiente estava quase perfeitamente preservado, como se congelado no tempo. Uma grande escrivaninha ocupava o centro, coberta de mapas e cartas antigas, e acima dela pendia um retrato do próprio Barba Negra—seus olhos escuros e selvagens encarando diretamente Ezra.
De repente, uma voz, baixa e ronca, ecoou pela cabine. “O que procuras, mortal?”
Ezra girou-se, com o coração disparado. Ali, na esquina, estava o fantasma de Barba Negra—alto e imponente, com sua barba negra ainda fumegando como se tivesse sido recém-apagada. Seus olhos brilhavam como brasas na escuridão.
“Eu… eu estou procurando pelo tesouro,” gaguejou Ezra, embora soubesse naquele momento que o tesouro era a menor de suas preocupações.
O fantasma de Barba Negra riu de forma sombria. “Tesouro, é? Muitos o buscaram, mas ninguém viveu para contar a história. Achas que podes reivindicar o que é meu?”
“Não quero roubá-lo,” disse Ezra rapidamente. “Apenas quero entender. A história… a lenda.”
O fantasma do pirata aproximou-se, sua figura dominando Ezra. “Falas de lendas, mas isso não é mera história, garoto. Minha alma está condenada, ligada a este navio e estas águas. Ninguém pode levar o que é meu sem pagar o preço.”
Ezra engoliu em seco, tentando reunir coragem. “Deve haver uma maneira de quebrar a maldição, de te libertar deste destino.”
Os olhos flamejantes de Barba Negra estreitaram-se. “Achas que podes negociar com o próprio diabo? Minha alma está além de salvação.”
Mas Ezra não tinha tanta certeza. Havia algo mais na lenda, alguma pista que ele estava perdendo. Ele olhou ao redor da cabine, seus olhos pousando em um diário velho e esfarrapado sobre a escrivaninha. Será que aquilo continha as respostas?
Antes que pudesse alcançá-lo, o fantasma de Barba Negra soltou um rugido arrepiante, sua forma tremeluzindo e escurecendo. “Basta!” ele bradou. “Saia deste lugar ou enfrente a ira dos mortos!”
Ezra recuou, o ar se tornando espesso com uma energia fétida e sufocante. Ele sabia que não tinha escolha. Virando-se rapidamente, fugiu da cabine, os sons das risadas maníacas de Barba Negra ecoando em seus ouvidos.
**Capítulo Três: A Chave para a Maldição**
De volta ao pequeno barco, Manuel esperava, com o rosto pálido. “Você o viu?” perguntou, com a voz quase um sussurro.
Ezra assentiu, ainda abalado pelo encontro. “Sim. E ele está guardando algo… algo importante.”
Enquanto navegavam de volta do navio fantasmagórico, a mente de Ezra fervilhava. O diário—ele precisava voltar à Vingança da Rainha Ana e recuperá-lo. Era a chave para entender a maldição de Barba Negra, ele tinha certeza disso. Mas como poderia retornar sem invocar novamente a ira do pirata?
Nos dias seguintes, Ezra vasculhou a vila, procurando qualquer pista ou lenda que pudesse ajudá-lo. Conversou com os mais velhos, leu textos antigos e juntou fragmentos de histórias sobre o pacto de Barba Negra com forças sombrias. Diziam que ele havia feito um acordo com uma bruxa do mar, trocando sua alma por poder eterno, mas que na morte, a bruxa o amaldiçoou para permanecer ligado a seu navio e tesouro até que a dívida fosse paga.
Ezra percebeu que, para quebrar a maldição, ele precisaria encontrar o local de descanso da bruxa e recuperar uma relíquia—a pérola negra dita ter o poder de romper o vínculo entre Barba Negra e seu navio.

Mas a tarefa não seria fácil. A pérola estava escondida no coração do mar, em um lugar onde poucos ousavam aventurar-se.
**Capítulo Quatro: No Abismo**
Com determinação renovada, Ezra partiu em busca da pérola. Reuniu uma tripulação de marinheiros corajosos, homens dispostos a arriscar suas vidas pela chance de encontrar tesouro ou glória. Juntos, navegaram pelo oceano aberto, seguindo o antigo mapa que os conduzia até o covil da bruxa—a uma série de cavernas submarinas ditas estar cheias de magia antiga.
A jornada foi perigosa. Tempestades açoitaram seu navio e criaturas estranhas espreitavam nas profundezas, mas Ezra persistiu. Ele podia sentir o peso da maldição de Barba Negra pressionando sobre ele, os olhos flamejantes do fantasma observando cada movimento seu.
Finalmente, após o que pareceu uma eternidade, chegaram à entrada da caverna. A água estava estranhamente calma, e a boca da caverna se abria como as mandíbulas de uma besta.
“Tem certeza disso?” perguntou um dos marinheiros, com a voz trêmula.
Ezra assentiu, embora seu coração batesse acelerado no peito. “Este é o único caminho.”
Mergulharam na água, nadando cada vez mais fundo nas escuras profundezas da caverna. A água ficou mais fria e a luz da superfície desapareceu até que ficaram cercados pela escuridão.
Mas então, à distância, uma luz fraca apareceu—a pérola.
Ela estava sobre um pedestal, brilhando com uma luz de outro mundo, lançando sombras sinistras nas paredes da caverna. Quando Ezra estendeu a mão para pegá-la, um arrepio percorreu sua espinha. Ele sabia que, uma vez tocada a pérola, não haveria volta.

Ele a segurou na mão e, instantaneamente, a caverna começou a tremer. A água rugia ao seu redor enquanto a magia antiga era liberada, abalando as próprias fundações da terra.
Nadaram por suas vidas, escapando por pouco da caverna desabando enquanto as águas fervilhavam violentamente ao redor deles.
**Capítulo Cinco: Quebrando a Maldição**
Ezra e sua tripulação retornaram à Vingança da Rainha Ana sob o manto da noite. O navio fantasmagórico pairava na névoa, exatamente como antes, mas desta vez, Ezra estava preparado. Ele segurava a pérola negra firmemente na mão, sentindo seu poder pulsar através dele.
O fantasma de Barba Negra apareceu diante dele mais uma vez, seus olhos flamejantes ardendo de raiva. “Ousaste retornar, mortal?”
Ezra permaneceu firme. “Vim para terminar isso.”
Com isso, ele ergueu a pérola negra, sua luz brilhando cada vez mais até engolir todo o navio. Barba Negra rugiu de fúria, sua forma tremeluzindo e desaparecendo enquanto a maldição era quebrada.
O navio tremeu e gemeu, suas madeiras rachando e estilhaçando enquanto começava a afundar nas profundezas do mar. O fantasma de Barba Negra soltou um último e agonizante grito antes de desaparecer na éter.
A Vingança da Rainha Ana não existia mais, e o espírito de Barba Negra finalmente estava em paz.
Quando o sol nasceu no horizonte, Ezra e sua tripulação navegaram de volta para Port du Soleil, o peso da maldição aliviado de seus ombros. A lenda do fantasma de Barba Negra continuaria viva, mas agora, era apenas isso—a uma lenda.

**Epílogo**
Ezra nunca mais falou da pérola negra, e o tesouro de Barba Negra permaneceu perdido no mar. Mas a história do fantasma de Barba Negra, e do corajoso historiador que ousou enfrentá-lo, espalhou-se por todo o Caribe, tornando-se matéria de lenda. O mar guardava muitos segredos e alguns, como Ezra aprendeu, eram melhor deixados intocados.