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A História das Valquírias
A majestic scene of the Valkyries soaring over the battlefield, led by the fierce Brynhildr, as they prepare to guide the bravest warriors to Valhalla. The atmosphere captures the tension and grandeur of their role in the upcoming battle of Ragnarok.

Sobre a História: A História das Valquírias é um Myth de denmark ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para Adults. Oferece Cultural perspectivas. Uma história envolvente de bravura, destino e o fim dos deuses na mitologia nórdica.

Introdução

No coração da mitologia nórdica, as Valquírias se destacavam como seres temidos e reverenciados — donzelas guerreiras celestiais escolhidas pelo próprio Odin. Responsáveis por guiar as almas dos guerreiros mais valentes caídos para Valhalla, sua existência estava intrinsecamente ligada aos destinos tanto dos deuses quanto dos mortais. Enquanto sobrevoavam os céus em seus cavalos alados, eram as árbitrias do destino no campo de batalha, decidindo quem viveria para lutar em um novo dia e quem pereceria para se juntar ao exército de Odin na batalha final de Ragnarok.

As Valquírias eram mais do que mensageiras da morte; eram a personificação viva dos valores mais caros ao povo nórdico — valentia, lealdade e sacrifício. Esta é a história de seus feitos, seus sacrifícios e seu papel na formação do destino do cosmos.

A Convocação

O grande salão de Valhalla cintilava sob a luz do sol eterno de Asgard, suas altas colunas de ouro e marfim projetando longas sombras pelo chão. Guerreiros de todos os cantos dos Nove Reinos banqueteavam-se e bebiam, suas risadas ecoando enquanto recontavam histórias de batalhas passadas. Mas, no meio da festividade, um silêncio repentino tomou conta do salão quando Odin, o Todo-Pai, entrou.

Vestido com um manto de penas de corvo, seu único olho brilhava com o conhecimento das eras, Odin caminhou até o centro do salão. Sua voz ressoou, afiada e autoritária. “Valquírias, atendam-me.”

Das sombras emergiram as Valquírias, lideradas por Brynhildr, a mais formidável de seu tipo. Cada uma vestia uma armadura reluzente, seus capacetes coronados com as asas de falcões, suas armas brilhando com uma luz etérea. Ao se ajoelharem diante de Odin, o salão parecia tremer com o peso de sua presença.

O olhar de Odin percorreu-as, fixando-se em Brynhildr. Ela liderava suas irmãs há séculos, trazendo os guerreiros mais poderosos para seus salões, e nunca vacilou em seu dever.

“As dimensões estão à beira da destruição,” começou Odin, sua voz carregando o peso de uma profecia. “Ragnarok se aproxima. Os gigantes despertam em Jotunheim, e as forças do caos se reúnem. Devemos nos preparar. Vão, minhas Valquírias. Busquem os guerreiros mais bravos em Midgard. Tragam-nos para mim, pois eles lutarão na batalha final.”

Brynhildr deu um passo à frente, sua mão repousando no punho de sua espada. “Não falharemos, Todo-Pai,” declarou, sua voz firme como aço. “Trar-nos-emos os melhores guerreiros para seus salões.”

Odin assentiu, sua expressão impenetrável. “Vão agora,” disse. “O tempo é curto.”

Sem mais palavras, as Valquírias se viraram e saíram do salão, suas asas se abrindo amplamente enquanto alçavam voo. Abaixo delas, estendia-se Midgard, o reino dos mortais, onde a guerra rugia e o destino dos Nove Reinos seria decidido em breve.

Os Guerreiros de Midgard

As Valquírias desceram sobre os campos de batalha de Midgard como sombras, invisíveis aos olhos mortais, exceto para aqueles que o destino já havia marcado. Vestidas com armaduras que cintilavam como a luz das estrelas, moviam-se silenciosamente pelos campos encharcados de sangue, seus olhos procurando os guerreiros mais corajosos, aqueles que lutavam não apenas com habilidade, mas com uma coragem que desafiava a própria morte.

O olhar perspicaz de Brynhildr fixou-se em uma batalha que rugia em um vale cercado por montanhas escuras e cobertas de neve. Dois exércitos colidiam com fúria implacável, os sons de espadas golpeando escudos e os gritos dos feridos ecoando pelo vale.

No meio da luta estava Sigurd, um guerreiro de grande renome, cujo nome já era sussurrado em lendas por toda a terra. Sua espada brilhava no sol poente enquanto ele derrubava inimigo após inimigo, seus movimentos graciosos porém mortais. Sua armadura estava danificada e manchada de sangue, mas ele lutava com a força de dez homens, imperturbável diante das probabilidades esmagadoras contra ele.

Brynhildr observou-o por um longo momento, seu coração tocado por sua bravura. Aqui estava um homem digno de Valhalla.

Enquanto Sigurd derrubava mais um oponente, Brynhildr avançou, sua forma tornando-se visível perante ele. Sigurd congelou, seus olhos se arregalando ao contemplar a Valquíria diante de si, suas asas prateadas estendidas.

“Sigurd, filho de Sigmund,” chamou Brynhildr, sua voz carregando-se sobre os sons da batalha como um clarim. “Sua coragem lhe ganhou um lugar em Valhalla. Quando você cair, levarei sua alma aos salões de Odin, onde você festeará com os deuses e se preparará para a batalha final de Ragnarok.”

Sigurd encontrou seu olhar, seu peito subindo e descendo pelo esforço. Não havia medo em seus olhos, apenas aceitação. “Se meu tempo chegou, partirei de bom grado,” disse, sua voz firme. “Mas não cairei facilmente, Valquíria.”

Brynhildr sorriu, com um toque de admiração em sua expressão. “Lute bem, Sigurd. Seu destino está selado.”

Com isso, ela abriu suas asas e desapareceu no ar, deixando Sigurd para continuar sua batalha. Ele lutou com vigor renovado, sabendo que mesmo na morte, a glória o aguardava. À medida que o sol começava a se pôr e o campo de batalha se aquietava, o destino de Sigurd estava selado. Ele foi derrubado por flechas, seu corpo caindo ao chão entre os mortos.

Brynhildr desceu mais uma vez, ajoelhando-se ao lado de sua forma caída. “Está na hora, Sigurd,” sussurrou, sua voz suave porém resoluta. Sua alma se levantou de seu corpo sem vida, e Brynhildr o acolheu em seus braços. Com um poderoso bater de suas asas, ela o levou a Valhalla, onde Odin aguardava a chegada de seu mais novo campeão.

A Tempestade que se Aproxima

Em Valhalla, Sigurd foi recebido como um herói. Seus feitos na vida eram cantados pelos guerreiros que o precederam, suas vozes enchendo o grande salão com canções de glória e honra. Ele banqueteava-se entre os deuses, seu lugar assegurado no exército de Odin para a batalha que viria. Mas mesmo enquanto os guerreiros celebravam, uma sensação de inquietação se estabeleceu sobre as Valquírias.

Brynhildr podia sentir no ar — a mudança dos destinos, a presença iminente de algo escuro e terrível. As Nornas, as tecelãs do destino, haviam alertado há muito tempo sobre Ragnarok, o fim dos dias quando os deuses enfrentariam sua condenação. Mas agora, parecia que esse dia estava mais próximo do que nunca.

Uma noite, enquanto contemplava os campos de Valhalla, Brynhildr sentiu uma presença ao seu lado. Ela se virou para ver Odin de pé ao seu lado, seu rosto sombrio.

“Todo-Pai,” cumprimentou ela, inclinando a cabeça.

O único olho de Odin fixou-se nela, o peso dos séculos em seu olhar. “O tempo está se aproximando,” disse calmamente. “Os fios do destino estão se desfazendo, e os deuses não podem mais evitar seu destino. Loki nos traiu.”

Os olhos de Brynhildr se estreitaram. “Loki? O que ele fez?”

“Ele se aliou aos gigantes de Jotunheim e semeou discórdia entre os deuses. Ele busca trazer Ragnarok, não apenas atrasá-lo. Sua traição não conhece limites, e em breve as forças do caos estarão em nossos portões.”

A mão de Brynhildr apertou firmemente o punho de sua espada. Loki, o deus trapaceiro, sempre fora uma fonte de problemas, mas traição em tal escala era impensável. “O que devemos fazer?” perguntou ela, sua voz dura.

A expressão de Odin escureceu. “Devemos nos preparar para a guerra. As Valquírias devem continuar trazendo os guerreiros mais bravos para Valhalla. Mas precisaremos de mais do que isso. Precisaremos de aliados além dos reinos dos vivos.”

O coração de Brynhildr afundou. Ela sabia o que ele queria dizer. Helheim, o reino dos mortos, era o único lugar onde poderiam encontrar a força necessária para enfrentar Loki e seu exército. Mas Hel, a governante daquele reino sombrio, era filha de Loki, e não era de alguém que entregaria seus mortos tão facilmente.

“Eu irei a Helheim,” disse Brynhildr, sua voz firme apesar da inquietação que a dominava. “Falarei com Hel e buscarei sua ajuda.”

Odin assentiu, embora sua expressão permanecesse grave. “Tenha cuidado, Brynhildr. Hel não é como seu pai, mas também não é amiga dos deuses. Ela pode não aceitar bem seu pedido.”

Brynhildr deu um breve aceno de cabeça, determinação ardendo em seu peito. Ela faria o que fosse necessário para proteger os reinos, mesmo que isso significasse aventurar-se no coração da própria morte.

A Descida a Helheim

Com um pequeno grupo de suas Valquírias mais confiáveis, Brynhildr partiu para Helheim, o reino escuro e frio onde residiam as almas daqueles que não morreram em batalha. Era um lugar de crepúsculo eterno, onde os mortos vagavam sem rumo, suas vozes pouco mais do que sussurros ao vento.

Ao entrarem no reino, o ar tornou-se pesado com o cheiro de decadência. A armadura das Valquírias tilintava suavemente enquanto caminhavam pela penumbra, seus olhos vasculhando a paisagem desolada em busca de qualquer sinal de vida — ou morte.

Nos portões de Helheim, foram recebidas por Hel, ela mesma. A deusa da morte era uma visão temível, seu rosto metade belo, metade apodrecido, como se a vida e a morte lutassem constantemente dentro dela. Seus olhos brilhavam com uma luz fria e pálida enquanto observava as Valquírias.

“Por que vocês vêm ao meu reino, Valquíria?” A voz de Hel era oca, ecoando pelo ar vazio. “Que negócios têm com os mortos?”

Brynhildr avançou, encontrando o olhar de Hel com resolução inabalável. “Buscamos sua ajuda, Hel. Loki traiu os deuses e Ragnarok está sobre nós. Precisamos das almas dos guerreiros mais bravos que residem em seu reino. Eles são a única esperança que temos de detê-lo.”

Os lábios de Hel se torceram em um sorriso, embora não alcançasse seus olhos. “E por que eu deveria ajudá-los? O que me importa com o destino dos deuses?”

Brynhildr apertou os punhos, lutando para manter a calma. “Porque se Loki conseguir, nem Helheim será poupada. Os reinos cairão no caos, e você perderá o controle sobre os mortos. Você quer que seu pai tenha domínio sobre até mesmo seu próprio domínio?”

O sorriso de Hel desvanecia, substituído por uma expressão fria e calculista. “Vocês apresentam um argumento convincente, Valquíria. Mas eu não liberto meus mortos levianamente. O que vocês me oferecerão em troca?”

Brynhildr hesitou. Não esperava que Hel negociasse pelas almas dos mortos. Mas não poderia partir sem elas. “O que você pede?” disse ela finalmente.

O olhar de Hel desviou para as asas de Brynhildr. “Sua lealdade,” disse ela suavemente. “Quando Ragnarok chegar, você lutará por mim, não por Odin.”

As Valquírias atrás de Brynhildr ficaram tensas, suas mãos alcançando suas armas. Mas Brynhildr ergueu a mão para pará-las. Ela sabia que recusar a demanda de Hel significaria partir de mãos vazias. E sem as almas dos mortos, os deuses teriam pouca chance de sobreviver a Ragnarok.

“Aceito seus termos,” disse Brynhildr, sua voz firme apesar da turbulência em seu coração.

Hel sorriu novamente, satisfeita. “Então os mortos são seus. Mas lembre-se, Valquíria — ninguém escapa do seu destino.”

Ragnarok

Os céus sobre Asgard escureceram, a luz outrora brilhante do sol apagada pelas nuvens de tempestade que se reuniam acima. O ar crepitava de tensão enquanto as forças do caos se reuniam. Gigantes de Jotunheim, demônios de fogo de Muspelheim e os mortos de Helheim estavam todos prontos para marchar em direção aos salões dourados dos deuses.

Odin, vestido com sua armadura de batalha e empunhando sua poderosa lança Gungnir, estava de pé nos portões de Asgard, seu rosto sombrio. Ao seu lado estava Thor, deus do trovão, seu martelo Mjolnir crepitando com eletricidade. Atrás deles, os guerreiros de Valhalla, liderados por Brynhildr e as Valquírias, preparavam-se para a batalha que viria.

O coração de Brynhildr acelerou enquanto contemplava o exército inimigo. As forças de Loki eram vastas e as chances pareciam impossíveis. Mas ela sabia que não podiam recuar. O destino dos reinos dependia de sua vitória.

Quando a primeira onda de gigantes carregou em sua direção, Brynhildr soltou um grito de guerra, sua espada brilhando na luz tênue enquanto alçava voo. As Valquírias seguiram-na, suas asas abertas amplamente enquanto mergulhavam na confusão.

A batalha foi feroz e caótica, com gigantes, deuses e guerreiros colidindo em um turbilhão de aço e magia. Brynhildr lutou com toda a sua força, sua espada cortando as fileiras dos inimigos com precisão mortal. Mas mesmo enquanto lutava, podia sentir o peso do destino pressionando sobre ela. Ragnarok não era apenas uma batalha; era o fim de todas as coisas.

À medida que a batalha rugia, Brynhildr se encontrou frente a frente com Loki. Os olhos do deus trapaceiro brilhavam com malícia enquanto ele sorria para ela, sua língua serpentente piscando entre os lábios.

“Você acha que pode parar o destino, Valquíria?” ele zombou, sua voz carregada de veneno. “Você pode ter trazido os mortos, mas mesmo eles não podem mudar o que está por vir.”

Brynhildr ergueu sua espada, seus olhos ardendo de fúria. “O destino pode ser inevitável, mas lutarei até o fim.”

Com um rugido, ela avançou contra Loki, suas lâminas colidindo em uma chuva ofuscante de faíscas. A batalha entre elas foi intensa e, por um momento, parecia que Brynhildr teria vantagem. Mas Loki era astuto e, com um movimento traiçoeiro e rápido, derrubou-a.

Enquanto Brynhildr caía no chão, suas asas se dobrando e sua espada se despedaçando, ela olhou para o céu escurecido. Ragnarok havia chegado, exatamente como a profecia previu. Os deuses caíam, e o mundo seria refaço.

Mas mesmo enquanto a luz saía de seus olhos, Brynhildr sabia que seu sacrifício não havia sido em vão. As Valquírias lutaram com honra, e seu legado viveria nos corações dos guerreiros que sobreviveram. E embora o velho mundo terminasse, um novo surgiria de suas cinzas.

À distância, podia ouvir os guerreiros de Valhalla, suas vozes elevadas em canção enquanto enfrentavam o fim. E naquele momento, Brynhildr sorriu, pois sabia que mesmo na morte, as Valquírias nunca seriam esquecidas.

O Legado das Valquírias

O mundo após Ragnarok era um lugar de renascimento. Os antigos deuses haviam desaparecido, seu reinado encerrado nas chamas da batalha final. Mas a memória das Valquírias perdurava. Eram lembradas como mais do que servas de Odin — eram heroínas, símbolos de coragem, lealdade e do espírito indomável do guerreiro.

No novo mundo que surgiu das cinzas do antigo, as histórias das Valquírias foram passadas de geração em geração. Seus feitos eram cantados por bardos, seus nomes gravados na história dos deuses e dos mortais.

Brynhildr, Sigurd e as outras Valquírias que lutaram e caíram em Ragnarok foram honradas em canções e lendas. E enquanto suas histórias fossem contadas, elas nunca desapareceriam de verdade. Pois, nos corações daqueles que as lembravam, as Valquírias viveriam para sempre.

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