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Sobre a História: A História do Tengu é um Legend de japan ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma jornada de coragem e sabedoria se desenrola enquanto um jovem samurai treina sob a orientação do lendário Tengu.
No Japão antigo, nas altas e áridas montanhas e no coração das densas florestas cobertas de névoa, existia uma raça de seres misteriosos conhecidos como os Tengu. Essas criaturas lendárias, frequentemente retratadas com corpos humanos, asas semelhantes a aves e narizes longos e temíveis, eram tanto temidas quanto respeitadas pelos humanos. Acreditava-se que os Tengu eram espíritos poderosos, guardiões das montanhas e protetores dos segredos escondidos nas antigas florestas. No entanto, também eram conhecidos por sua natureza travessa e, às vezes, malévola, frequentemente pregando peças em viajantes desavisados que se aventuravam em seu domínio.
A mais famosa dessas criaturas era um Tengu chamado Sojobo, que governava as florestas do Monte Kurama. Sojobo era conhecido por sua imensa força, sabedoria e habilidade em artes marciais. As lendas dizem que ele podia invocar ventos ferozes com um único bater de suas asas e havia dominado a arte da esgrima, ensinando essas habilidades a monges errantes que eram corajosos o suficiente para buscar sua orientação. Mas mesmo Sojobo, por mais poderoso que fosse, tinha uma história que ainda estava por ser contada.
Em uma fresca noite de outono, quando as folhas carmesim começaram a cair, um viajante solitário chamado Kenshin adentrou a escura floresta do Monte Kurama. Kenshin era um jovem samurai que havia ouvido rumores sobre as habilidades lendárias dos Tengu e partiu em uma jornada para encontrar Sojobo, esperando aprender as artes antigas com ele. Ele caminhava com propósito, mas uma ponta de dúvida persistia em seu coração, pois muitos o haviam alertado sobre os perigos que o aguardavam. À medida que o sol mergulhava abaixo do horizonte, a floresta ficava mais escura e um silêncio estranho se instalava ao redor de Kenshin. De repente, uma rajada de vento varreu as árvores e uma figura sombria apareceu diante dele. Era Sojobo, com seu rosto vermelho brilhando na tênue luz da lua e olhos resplandecentes com uma luz misteriosa. — Qual é o seu propósito em minha floresta, mortal? — a voz de Sojobo ecoou pelas árvores, profunda e imponente. Kenshin engoliu o medo e se curvou profundamente. — Busco sua orientação, grande Tengu. Desejo aprender os caminhos da espada e a sabedoria que você possui. Sojobo estudou o jovem samurai por um momento, então assentiu. — Muito bem, mas seja avisado: o caminho que você busca é traiçoeiro, e apenas aqueles com um coração puro e espírito inabalável podem sobreviver ao treinamento. Nos meses seguintes, Kenshin treinou sob o olhar atento de Sojobo. O Tengu era um mestre rigoroso e exigente, ensinando a Kenshin a arte da esgrima, meditação e os modos da floresta. Ele ensinou a Kenshin a mover-se como o vento, a atacar com a precisão de um falcão e a ouvir os sussurros das árvores. Kenshin suportou inúmeras dificuldades, mas sua determinação nunca vacilou e, lentamente, começou a dominar as habilidades que Sojobo lhe transmitia. Um dia, enquanto lutavam no topo de um penhasco com vista para o vale, Sojobo falou. — Você aprendeu muito, Kenshin. Mas há uma lição que você ainda não compreendeu — a importância do equilíbrio. Um verdadeiro guerreiro deve saber quando lutar e quando mostrar misericórdia. Kenshin assentiu, embora não compreendesse completamente as palavras de seu mestre. Ele logo aprenderia seu significado da maneira mais desafiadora imaginável. Em uma noite fatídica, enquanto uma tempestade rugia pelas montanhas, uma criatura terrível emergiu das trevas. Era um Oni, um demônio feroz com olhos vermelhos brilhantes, garras afiadas e chifres que curvavam como os de um carneiro. O Oni havia estado aterrorizando as vilas próximas e agora buscava desafiar Sojobo, esperando reivindicar o poder do Tengu para si. Sojobo permaneceu alto e firme enquanto o demônio se aproximava, enquanto Kenshin observava à distância, com o coração batendo de medo. — Fique atrás, Kenshin — ordenou Sojobo. — Esta batalha é minha. O Oni investiu contra Sojobo, e os dois se chocaram com uma força que abalou as montanhas. Sojobo movia-se com uma velocidade relâmpago, suas asas criando rajadas de vento que rasgavam as árvores, mas o demônio era implacável. A batalha continuou por horas, nenhum dos oponentes disposto a ceder. Kenshin observava maravilhado, mas, ao fazê-lo, viu algo que gelou seu sangue. Os ataques do demônio estavam se tornando mais fortes e Sojobo começava a cansar. O jovem samurai sabia que, se não interviesse, seu mestre cairia. Reunindo toda a coragem que podia, Kenshin avançou, desembainhando sua espada. — Não, Kenshin! — Sojobo gritou, mas já era tarde demais. Kenshin golpeou o demônio, ferindo-o, mas o Oni virou-se contra ele com um rugido, derrubando-o ao chão. Naquele momento, os olhos de Sojobo ardendo de fúria, ele reuniu toda a sua força, desferindo um golpe final que fez o demônio desabar na floresta. O Oni permaneceu imóvel, derrotado. Sojobo ajoelhou-se ao lado de Kenshin, que estava gravemente ferido. — Seu tolo — disse suavemente. — Você deveria ter ficado para trás. Kenshin sorriu fracamente. — Não podia deixá-lo lutar sozinho, mestre. O Tengu suspirou e balançou a cabeça. — Você ainda tem muito a aprender. Os dias se transformaram em semanas, e Kenshin se recuperou lentamente de seus ferimentos. Sojobo continuou a treiná-lo, mas havia uma nova tensão entre eles. Kenshin havia provado sua bravura, mas, ao fazê-lo, também desafiou as ordens de seu mestre. O jovem samurai lutava com isso, mas permanecia determinado a dominar as habilidades que buscava aprender. Uma noite, enquanto sentavam-se à beira de uma fogueira, Sojobo falou. — Você aprendeu muito, Kenshin, mas há uma lição final. O poder, o verdadeiro poder, vem com um preço. Não basta ser forte; você também deve ser sábio. Kenshin franziu a testa. — Não entendo, mestre. Os olhos de Sojobo tornaram-se distantes. — Houve um tempo em que eu também buscava poder. Pensava que a força sozinha me tornaria invencível. Mas estava errado. Tornei-me arrogante e, em minha arrogância, fiz inimigos. Perdi amigos e quase me perdi. Kenshin ouviu em silêncio e, pela primeira vez, viu seu mestre não como um guerreiro invencível, mas como um ser que havia lutado, que enfrentou seus próprios demônios. E naquele momento, Kenshin entendeu o que Sojobo vinha tentando lhe ensinar o tempo todo. Meses se passaram e o treinamento de Kenshin finalmente chegava ao fim. Ele havia se tornado um guerreiro habilidoso e Sojobo estava orgulhoso dele. Mas havia um teste final que Kenshin precisava enfrentar antes de ser considerado verdadeiramente um mestre. Sojobo levou Kenshin a uma clareira isolada na floresta, onde uma grande cachoeira descia em uma piscina cintilante. — Isto — disse Sojobo — é onde você enfrentará seu último desafio. Você deve lutar contra mim e deve fazê-lo com toda a sua força. Os olhos de Kenshin se arregalaram de choque. — Mas mestre, eu não posso— — Você deve — interrompeu Sojobo. — Esta é a única maneira de provar que você aprendeu o que lhe ensinei. Kenshin respirou fundo e assentiu. Desembainhando sua espada, ele enfrentou seu mestre, com o coração batendo forte no peito. A batalha foi feroz e, pela primeira vez, Kenshin sentiu que realmente conseguia igualar a força de Sojobo. Mas mesmo enquanto lutava, ele lembrou-se das palavras de seu mestre — a importância do equilíbrio, de saber quando lutar e quando mostrar misericórdia. No auge da batalha, Kenshin viu uma abertura e atacou. Mas, em vez de desferir um golpe fatal, ele parou sua espada a centímetros do coração de Sojobo. — Eu me rendo — disse, baixando sua arma. Sojobo sorriu, seus olhos brilhando de orgulho. — Você fez bem, Kenshin. Provou-se digno. Kenshin deixou o Monte Kurama, com o coração cheio de gratidão pelas lições que aprendeu. Ele tornou-se um grande guerreiro, seu nome ecoando através dos anais da história. Mas nunca esqueceu o Tengu que lhe ensinou, o guardião das montanhas que lhe mostrou o verdadeiro significado de força e sabedoria. E quanto a Sojobo, ele permaneceu nas florestas do Monte Kurama, vigiando a terra, sabendo que havia transmitido seu conhecimento a um digno sucessor. E na quietude da noite, quando o vento sussurrava entre as árvores, quase se podia ouvir sua voz, lembrando aqueles que o ouviam sobre a importância do equilíbrio, da coragem e do preço do verdadeiro poder.Um Estranho na Floresta
O Início do Treinamento
O Demônio das Montanhas
O Preço do Poder
O Teste Final
Epílogo: A Jornada de um Guerreiro