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A História do Oni
A young hero, Haruto, stands in a moonlit forest, his bow and arrow ready, as he prepares to confront the mysterious Oni lurking in the shadows of ancient Japan

Sobre a História: A História do Oni é um Legend de japan ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. Uma história de coragem, redenção e a luta contra demônios antigos.

Há muito tempo, nas exuberantes montanhas e nas florestas sombrias do antigo Japão, existiam criaturas nascidas da escuridão e do caos—seres temíveis conhecidos como Oni. Esses espíritos malévolos prosperavam em lugares esquecidos pelo homem, seu poder aumentando a cada noite de lua cheia. Altos e monstruosos, com presas afiadas como lâminas e olhos que brilhavam como brasas, os Oni eram produto de pesadelos. Mas, em meio ao terror que causavam, havia sussurros de heróis, de guerreiros que ousavam desafiar a fúria desses demônios. Nossa história começa com um desses heróis, um jovem chamado Haruto, cujo destino se entrelaçaria com o destino dos Oni de maneiras que ele jamais poderia imaginar.

O Menino da Aldeia

Na pequena aldeia de Takeshita, aninhada entre montanhas imponentes e rios sinuosos, vivia um jovem chamado Haruto. Ele não tinha mais de quinze anos, com uma constituição magra devido aos anos ajudando seu pai nos campos. Apesar de sua juventude, Haruto era conhecido por sua coragem, pois não tinha medo de aventurar-se nas florestas escuras para colher ervas e caçar animais.

Um dia, ao retornar de uma jornada profunda na floresta, Haruto notou um silêncio inquietante envolvendo a aldeia. Os sons habituais de crianças brincando e mulheres conversando haviam desaparecido. Em vez disso, havia apenas o leve farfalhar das folhas e o distante chamado de um corvo. Ao se aproximar do centro da aldeia, viu seu pai e os outros aldeões reunidos ao redor de uma figura misteriosa vestida de preto.

“O Oni retornou”, declarou o homem, sua voz grave. “Eles estão levando aldeões das cidades vizinhas, e é apenas uma questão de tempo até que venham a nós.”

Os anciãos da aldeia trocaram olhares preocupados. Haruto sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele ouviu histórias sobre os Oni desde criança—como eles vinham no meio da noite para raptar pessoas, deixando apenas cinzas e tristeza em seu rastro.

“Precisamos nos preparar”, sussurrou o pai de Haruto. “Devemos nos proteger.”

Mas enquanto os aldeões discutiam planos, Haruto sentiu um impulso inexplicável em direção à floresta. Algo o chamava, convidando-o a adentrar mais profundamente no desconhecido.

O Encontro

Naquela noite, incapaz de dormir, Haruto pegou seu arco e aljava e aventurou-se na floresta mais uma vez. Movia-se silenciosamente, seus passos leves sobre as folhas caídas. Quanto mais avançava, mais o ar se tornava frio e as sombras pareciam se torcer e se contorcer.

Então, ele viu. Em uma clareira banhada pela luz da lua, estava um Oni. Era monstruoso, com pele da cor do sangue e chifres que se projetavam de sua testa. Seus olhos queimavam com uma luz malévola e, em sua mão, segurava um enorme porrete de ferro.

A criatura se virou, seu olhar fixo em Haruto. Por um momento, o tempo pareceu congelar. Então, com um rugido que abalou as árvores, o Oni avançou. Haruto mal teve tempo de reagir. Desviou para o lado, sacou seu arco e disparou uma flecha. A flecha atingiu o braço do Oni, mas isso apenas pareceu enfurecer a besta.

Com outro rugido, o Oni balançou seu porrete. Haruto se abaixou, sentindo o vento passar por sua cabeça. Disparou outra flecha, desta vez mirando no olho da criatura. A flecha acertou em cheio, e o Oni uivou de dor, agarrando o rosto.

“Saia deste lugar!” gritou Haruto, o coração acelerado. “Saia ou eu te mato!”

O Oni hesitou, olhando para ele com seu único olho bom. Por um momento, Haruto pensou que ele atacaria novamente, mas então a criatura se virou e desapareceu na floresta, seus rosnados se apagando na noite.

Ofegante, Haruto caiu de joelhos. Ele havia conseguido. Enfrentara um Oni e sobreviveria para contar a história.

O Caminho do Guerreiro

Quando Haruto retornou à aldeia, foi recebido como um herói. Os aldeões elogiaram sua bravura, e até os anciãos o olharam com novo respeito. Mas Haruto sabia que isso era apenas o começo. Os Oni retornariam, e da próxima vez, não seriam tão facilmente assustados.

Nos meses seguintes, Haruto treinou incansavelmente. Aprendeu as artes da espada com um velho samurai que havia servido o imperador. Praticou arqueiria até poder acertar um alvo vendado. E todas as noites, aventurava-se na floresta, procurando sinais dos Oni.

Uma noite, enquanto Haruto sentava à beira de um pequeno riacho, ouviu uma voz. “Você luta bem, jovem.” Ele se virou para ver uma mulher idosa parada atrás dele. Ela usava um quimono esfarrapado, com cabelos brancos como a neve.

“Quem é você?” perguntou Haruto, a mão movendo-se para sua espada.

“Eu sou Yasumi”, respondeu ela. “Uma guardiã desta terra. E eu sei por que você está aqui.”

Os olhos de Haruto se arregalaram. “Você conhece os Oni?”

Yasumi assentiu. “Os Oni não são meros monstros. Eles eram homens, amaldiçoados por seu próprio ódio e raiva. Se você deseja derrotá-los, deve entender a dor deles.”

Intrigado, Haruto ouviu enquanto Yasumi contava sobre um grande senhor Oni que governava as montanhas—um ser de imenso poder e fúria. Se Haruto pudesse derrotá-lo, os outros Oni seriam forçados a recuar.

“Eu farei isso”, declarou Haruto. “Eu derrotarei este senhor Oni.”

A Jornada

O caminho para o esconderijo do senhor Oni era traiçoeiro, serpenteando por penhascos íngremes e florestas densas. Haruto viajou por dias, enfrentando ventos fortes e chuvas torrenciais. Pelo caminho, enfrentou muitos desafios—animais selvagens, terrenos traiçoeiros e até outros Oni que buscavam impedi-lo.

Mas, a cada passo, Haruto se fortalecia. Aprendeu a dominar seu medo, a transformá-lo em uma arma. E a cada batalha, sentia-se mais próximo de seu objetivo final.

Numa noite, enquanto descansava ao lado de uma fogueira, sentiu uma presença. “Você é corajoso, mas a coragem sozinha não será suficiente”, sussurrou a voz de Yasumi em seu ouvido. “Lembre-se do que eu te disse. Entenda a dor deles.”

Haruto fechou os olhos, deixando as palavras dela se fixarem. Pensou nos Oni que havia enfrentado, no olhar de angústia em seus olhos. Poderia ser que essas criaturas não eram tão malignas quanto lhe fizeram acreditar?

O Senhor Oni

Finalmente, Haruto chegou ao esconderijo do senhor Oni, uma caverna maciça esculpida no lado de uma montanha. O ar estava denso com o fedor de sangue e decomposição, e o chão estava coberto com os ossos dos caídos. Fortalecendo-se, Haruto entrou.

Lá, sentado em um trono de crânios, estava o senhor Oni. Era enorme, seu corpo coberto de cicatrizes e feridas que brilhavam com uma luz ardente. Seus olhos queimavam com ódio, e ao olhar para Haruto, rosnou.

“Então, você veio para morrer, pequeno”, rosnou o senhor Oni.

“Vim acabar com isso”, respondeu Haruto, sacando sua espada.

A batalha que se seguiu foi feroz e brutal. O senhor Oni era poderoso, cada golpe fazia a caverna tremer até seu núcleo. Mas Haruto era mais rápido, mais ágil. Ele desviava e se esquivava, atacando sempre que via uma abertura.

À medida que a luta continuava, Haruto começou a enxergar a verdade. Os movimentos do senhor Oni eram lentos, dolorosos, como se cada passo lhe causasse agonia. E em seus olhos, Haruto viu não ódio, mas tristeza.

“Por que você luta?” gritou Haruto, desviando de outro golpe. “O que te leva a essa loucura?”

O senhor Oni hesitou, o peito arfando. “Eu era... um homem”, sussurrou. “Um guerreiro como você. Mas fui consumido pela raiva, pela dor. E assim, me tornei... isto.”

Haruto abaixou sua espada. “Você pode ser livre”, disse ele. “Não precisa ser esse monstro.”

O senhor Oni olhou para ele por um longo momento, então soltou um rugido que abalou a própria terra. Com um último e desesperado golpe, colapsou no chão, seu corpo se dissolvendo em cinzas.

Enquanto a poeira se assentava, Haruto caiu de joelhos. Ele havia vencido. Mas mais do que isso, aprendeu a verdade—que até os monstros mais temíveis podiam ser redimidos.

O Retorno

Haruto retornou à sua aldeia um homem mudado. Os aldeões o receberam com comemorações e celebrações, mas ele só conseguia pensar nas últimas palavras do senhor Oni. Sabia que a batalha estava longe de terminar, que ainda havia Oni espreitando nas sombras, esperando sua chance de atacar.

Mas Haruto não estava mais com medo. Ele enfrentou a escuridão e saiu vitorioso. E ao olhar para a aldeia, sabia que continuaria a lutar—não apenas contra os Oni, mas contra a escuridão dentro de si mesmo.

Pois essa foi a verdadeira lição dos Oni—que todos temos o poder de nos tornarmos monstros, mas também temos o poder de escolher um caminho diferente.

E assim, a história de Haruto, o menino que enfrentou os Oni e viveu para contar a história, espalhou-se amplamente, inspirando outros a enfrentar seus próprios demônios, a confrontar sua própria escuridão e a encontrar a luz interior.

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