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A História da Grande Serpente
A majestic view of the Great Serpent coiled around the distant mountains, as a group of Native American warriors and shamans prepare for their journey. The vibrant forest and the mystical atmosphere set the stage for the epic legend that is about to unfold.

Sobre a História: A História da Grande Serpente é um Legend de canada ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Educational perspectivas. Uma batalha lendária entre o homem, a natureza e a Grande Serpente.

Nos dias antigos, quando o mundo ainda era jovem e a terra pura e indomada, existiam criaturas de poder inimaginável. Entre elas estava a Grande Serpente, conhecida por muitos nomes entre as tribos, cada uma temendo e reverenciando sua força. Alguns a chamavam de “Uktena”, a serpente com chifres; outros sussurravam “Mishipeshu”, a pantera d'água, enquanto outros ainda a conheciam simplesmente como o protetor ou destruidor, dependendo de de que lado de sua ira alguém se encontrasse.

Por séculos, a Grande Serpente rastejou por rios, montanhas e sob a própria terra, comandando a natureza e o tempo com sua mera presença. A criatura era colossal, seu corpo envolvendo colinas e vales como rios de músculos e escamas, brilhando à luz do sol ou resplandecendo nas noites mais escuras. Diziam que seus olhos queimavam como brasas, perfurando as sombras do mundo e vendo tudo o que se movia.

A história da Grande Serpente começa com o povo da floresta, uma tribo que vivia em harmonia com a natureza. Eram caçadores, coletores e sonhadores. Acreditavam que a terra falava com eles de maneiras que apenas seus xamãs podiam realmente entender. Esses sábios ouviam o vento, interpretavam o voo dos pássaros e ouviam os sussurros dos rios. Diz-se que foram os primeiros a ouvir a voz da Grande Serpente, levada pelo vento como um aviso, ou talvez um chamado.

O Nascimento da Lenda

Muito antes de a Grande Serpente ser conhecida pela tribo, acreditava-se que ela era um mito, uma história contada para crianças à luz do fogo. Diziam que a Serpente dormia profundamente sob as montanhas, descansando no ventre da terra, esperando um tempo em que ressuscitaria para remodelar o mundo. Os xamãs falavam de um grande sonho — uma visão compartilhada por muitos — que prenunciava o dia em que a Serpente despertaria e traria grande prosperidade ou grande destruição.

Nesses primeiros dias, a tribo prosperava. A floresta era abundante, os rios límpidos e os animais em grande número. As pessoas viviam em paz, guiadas pela sabedoria de seus anciãos e pela força de seus guerreiros. Mas, com o passar das estações, as coisas começaram a mudar. Os animais tornaram-se escassos, os rios ficaram mais escuros e estranhos presságios começaram a aparecer. Pássaros voavam em padrões erráticos, lobos uivavam durante o dia e o céu parecia mais escuro, mesmo ao meio-dia.

Foi durante esse período de incerteza que a mais poderosa xamã da tribo, uma mulher chamada Mahala, recebeu uma visão. Ela sonhou com uma enorme serpente emergindo da terra, seus olhos brilhando como dois sóis, seu sibilo abalando os alicerces do mundo. Em seu sonho, a Serpente falou com ela. Disse que o tempo de seu despertar estava próximo e que a tribo deveria se preparar. Mahala acordou em terror, sabendo que o equilíbrio de seu mundo estava prestes a ser quebrado.

A Reunião das Tribos

Os dias que se seguiram foram cheios de tensão. Mahala convocou um grande conselho, reunindo não apenas seu próprio povo, mas também as tribos vizinhas que viviam na sombra das montanhas. Eram povos orgulhosos, cada um com seus próprios costumes e crenças, mas todos compartilhavam a mesma terra e suas lendas. Demorou para que concordassem em se juntar, pois muitos eram céticos quanto à visão de Mahala. Alguns pensavam que era apenas um sonho, enquanto outros temiam que falar da Serpente atrairia sua ira mais cedo.

Líderes tribais se reúnem sob uma árvore sagrada, discutindo seu plano para enfrentar a Grande Serpente.
Líderes tribais se reúnem ao redor de uma antiga árvore sagrada, debatendo qual deve ser sua ação para enfrentar a Grande Serpente que está despertando.

Mas à medida que mais e mais sinais apareciam — animais desaparecendo, o céu escurecendo e a terra tremendo sob seus pés — as tribos sabiam que algo estava por vir. Os líderes de cada tribo se reuniram sob a árvore sagrada, um carvalho colossal que dizia-se estar presente desde o início dos tempos, e ali debateram o que deveria ser feito.

Mahala ficou diante deles, seus olhos ferozes de convicção. Ela disse que a Grande Serpente não era apenas uma força de destruição, mas também de criação. Tinha o poder de remodelar o mundo, de trazer nova vida ou de tirá-la. A chave, ela disse, era o equilíbrio. A Serpente devia ser respeitada, apaziguada e compreendida. Se pudessem encontrar uma maneira de viver em harmonia com ela, poderiam evitar o desastre.

Mas nem todos concordaram. Alguns acreditavam que a Serpente deveria ser combatida, que era um demônio enviado para testar sua força. Outros pensavam que deveriam fugir, abandonando a terra que os sustentava há gerações.

Após muitos dias de debate, decidiu-se que um grupo de guerreiros, liderado pelos mais corajosos de cada tribo, buscaria a Grande Serpente. Eles viajariam para o coração das montanhas, onde dizia-se que ela dormia, e lá fariam a paz com ela ou se preparariam para lutar.

A Jornada para as Montanhas

A jornada para as montanhas era perigosa. O grupo, totalizando doze pessoas, incluía guerreiros, caçadores e xamãs, cada um escolhido por suas habilidades únicas. A própria Mahala liderava o grupo, carregando consigo itens sagrados destinados a comunicar com o mundo espiritual, pois ela acreditava que somente por meios espirituais poderiam esperar raciocinar com a Serpente.

À medida que avançavam mais profundamente nas montanhas, os sinais do poder da Serpente tornavam-se mais aparentes. Os rios que cruzavam estavam envenenados, os peixes flutuando sem vida na superfície. As árvores ao redor desapareciam como se algo tivesse drenado a própria vida delas. O ar tornava-se mais frio, apesar de estarem no meio do verão, e sons estranhos ecoavam pelos vales à noite.

Na terceira noite da jornada, acamparam perto de um grande lago na base da montanha mais alta. Enquanto se sentavam ao redor do fogo, discutindo os próximos passos, um ronco baixo sacudiu o chão. A superfície do lago começou a ondular e, de seu centro, uma forma maciça começou a emergir. A Grande Serpente havia despertado.

Guerreiros e xamãs atravessam montanhas acidentadas em direção à toca da Serpente, com um lago visível ao fundo.
Guerreiros e xamãs nativos americanos viajam pelas montanhas traiçoeiras em direção à toca da Serpente, com um lago refletindo o céu atrás deles.

Os guerreiros sacaram suas armas, prontos para lutar, mas Mahala avançou, levantando as mãos em um gesto de paz. A cabeça da Serpente pairava sobre eles, seus olhos brilhando, suas escamas cintilando à luz da lua. Era maior do que qualquer criatura que já tinham visto, seu corpo enrolado na água como um rio sem fim.

Mahala falou com a Serpente na língua antiga, uma linguagem conhecida apenas pelos xamãs. Ela lhe ofereceu presentes — penas, pedras e ervas sagradas — símbolos de paz e respeito. Por um momento, a Serpente pareceu considerar suas palavras. Seus enormes olhos estreitaram-se e ela abaixou a cabeça mais perto da margem. Mas, quando parecia que a paz seria possível, algo aconteceu.

Um dos guerreiros, dominado pelo medo, lançou sua lança na Serpente. A arma atingiu suas escamas e ricocheteou inofensivamente, mas o dano estava feito. A Serpente recuou, sibilando de fúria. Sua cauda chicoteou, enviando ondas batendo na margem, e o chão tremeu sob seus pés. Os guerreiros se dispersaram, tentando evitar a ira da Serpente.

A Batalha com a Serpente

A batalha que se seguiu foi feroz e caótica. Os guerreiros, embora habilidosos, não eram páreo para a Grande Serpente. Ela se movia com uma velocidade e poder terríveis, seu corpo massivo atravessando as árvores e enviando pedras rolando pela encosta da montanha. Vários guerreiros foram lançados no lago, seus gritos perdidos no rugido da água.

Mahala, vendo que a violência apenas enfureceu a Serpente, tentou desesperadamente acalmá-la. Ela chamou os espíritos da terra e do céu, implorando por sua ajuda. Ela entoou orações e lançou ervas sagradas ao ar, esperando apaziguar a besta. Mas a Serpente estava além da razão. Tinha sido despertada com raiva e agora buscava apenas destruição.

A Grande Serpente ergue-se do lago, sua figura imponente projetando-se sobre os guerreiros que estão na margem.
A Grande Serpente emerge do lago, sua forma colossal pairando sobre os guerreiros atônitos na margem enquanto eles encaram a criatura mítica.

Enquanto a batalha continuava, ficou claro que os guerreiros não conseguiram derrotar a Serpente. Um a um, eles caíram, seus corpos quebrados pelas enormes voltas da Serpente ou esmagados pelo peso das árvores caídas. Apenas Mahala e alguns outros permaneciam, de pé na borda do lago, suas armas inúteis contra as escamas impenetráveis da criatura.

Mas, quando toda esperança parecia perdida, algo milagroso aconteceu. O céu, que estava escuro e tempestuoso desde o despertar da Serpente, de repente clareou. Uma luz brilhante apareceu, iluminando o lago. Da luz, uma figura emergiu — um espírito antigo, conhecido pela tribo como a Grande Águia, a protetora da terra.

A Grande Águia mergulhou do céu, suas asas abertas, e com um grito poderoso, atacou a Serpente. As duas grandes criaturas colidiram, sua batalha abalando a própria terra. A Serpente sibilou e balançou sua cauda, mas a Águia era rápida demais, movendo-se para dentro e fora do alcance, suas garras rasgando as escamas da Serpente.

Por horas que pareceram eternas, a batalha continuou. Mas, no final, a Grande Águia foi vitoriosa. Com um golpe final, cravou suas garras na cabeça da Serpente e, com um rugido ensurdecedor, a Serpente colapsou, seu corpo massivo afundando de volta no lago.

As Consequências

Os sobreviventes, ensanguentados e exaustos, assistiram enquanto a Grande Águia circulava sobre o lago uma última vez antes de desaparecer nas nuvens. A Serpente havia partido, seu corpo repousando no fundo do lago, mas os danos que causou demorariam gerações para cicatrizar. A terra estava marcada, os rios envenenados e muitos bravos guerreiros haviam sido perdidos.

Mas Mahala sabia que a batalha não havia sido em vão. A Grande Águia os havia salvado, e a morte da Serpente significava que o equilíbrio poderia ser restaurado à terra. As tribos, embora divididas pelo conflito, uniriam-se para reconstruir, para curar as feridas deixadas pela Grande Serpente.

A Grande Serpente e a Grande Águia lutam ferozmente, com nuvens de tempestade e destroços espalhados pela paisagem caótica.
O confronto final entre a Grande Serpente e a Grande Águia faz a terra tremer, enquanto nuvens tempestuosas se acumulam e as forças da natureza colidem.

E assim, a história da Grande Serpente tornou-se uma lenda, passada de geração em geração. Era uma história de aviso, de respeito pelas forças da natureza e da necessidade de equilíbrio. As tribos nunca esqueceram as lições aprendidas naquele dia e honraram a Grande Serpente, não como inimiga, mas como um lembrete do poder do mundo ao seu redor.

Embora a Serpente não mais vagasse pela terra, seu espírito vivia nos rios, nas montanhas e nos corações das pessoas. Eles sabiam que, um dia, a Serpente poderia ressuscitar novamente e, quando isso acontecesse, estariam preparados.

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