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Sobre a História: A Dança de Verão das Sânzienes é um Legend de romania ambientado no Medieval. Este conto Descriptive explora temas de Romance e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. Uma história de amor, magia e a dança eterna entre dois mundos.
Na beleza selvagem das Montanhas Cárpatos na Romênia, o próprio ar parecia pulsar com histórias mais antigas que a terra sob ele. Contos de magia e mistério eram tão comuns quanto o vento que sussurrava entre os pinheiros imponentes. Entre essas histórias, havia uma que despertava tanto fascínio quanto medo: a lenda das Sânziene, as fadas do solstício de verão, que diziam dançar nas noites do solstício em pradarias douradas, abençoando aqueles que favoreciam e amaldiçoando quem ousasse cruzá-las.
Por séculos, os aldeões desta remota parte da Romênia viveram com um pé no mundo mortal e o outro no reino do folclore. Esta história começa em Moondale, uma pequena aldeia onde a fronteira entre o ordinário e o extraordinário era mais tênue do que em qualquer outro lugar. Todos os anos, no dia 24 de junho, os aldeões homenageavam as Sânziene com oferendas e rituais, como se para lembrar a si mesmos que não estavam sozinhos neste mundo—que forças invisíveis moldavam suas vidas de maneiras que nem sempre podiam compreender.
Lucian era um homem da terra, ferreiro de ofício, com mãos fortes e alma tranquila. Ele passara a maior parte de seus 25 anos vivendo uma vida prática, moldando ferro e aço em ferramentas e armas para os aldeões. Ao contrário de seus pares, Lucian era cético em relação às antigas histórias que envolviam Moondale. Para ele, eram apenas distrações, relíquias de uma era em que as pessoas não conseguiam explicar o caos estranho e belo do mundo natural. Mas este ano, algo parecia diferente. Com a chegada do solstício de verão, a aldeia parecia vibrar de antecipação, como se o próprio chão soubesse que algo extraordinário estava prestes a acontecer. Flores incomuns, douradas e perfumadas, apareciam da noite para o dia nas pradarias ao redor da aldeia. Os aldeões sussurravam sobre presságios, e as crianças afirmavam ter visto luzes brilhantes esvoaçando pelas árvores à noite. Lucian descartou tudo isso, concentrando-se em sua forja. No entanto, quando olhava para fora de sua oficina ao entardecer, não podia ignorar o estranho zumbido no ar—um som como música distante, fraco, mas persistente. Isso lhe causava um calafrio na espinha, embora não soubesse por quê. A noite anterior ao solstício, a praça da aldeia fervilhava de atividade. Mulheres teciam coroas de flores silvestres, crianças riam e dançavam, e os anciãos preparavam oferendas de pão, mel e ervas. Segundo a tradição, esses presentes seriam deixados na borda da floresta para apaziguar as Sânziene. O melhor amigo de Lucian, Matei, deu-lhe um tapinha nas costas, com um sorriso largo e malicioso. “Vamos, Lucian! É hora de parar de se esconder nessa tua forja. Hoje à noite, nós celebramos!” “Tenho trabalho para terminar”, respondeu Lucian, embora seu coração não estivesse nisso. Matei revirou os olhos. “Você tem trabalho todas as noites. Apenas desta vez, junte-se a nós. Quem sabe? Talvez as Sânziene tenham piedade de você e te enviem uma esposa.” Lucian riu, balançando a cabeça, mas as palavras de Matei ficaram ecoando. Havia algo no ar naquela noite, algo que ele não conseguia explicar completamente. Contra seu melhor julgamento, ele concordou em ir. Quando o sol mergulhou abaixo do horizonte, Lucian e Matei se juntaram a um pequeno grupo de jovens carregando oferendas para a floresta. O caminho era familiar, mas parecia estranhamente diferente sob a luz prateada da lua crescente. Quanto mais se adentravam, mais Lucian sentia o zumbido no ar, como um batimento cardíaco distante que se fortalecia a cada passo. A floresta se abriu para uma clareira como nenhuma que Lucian já havia visto. A grama brilhava com uma luz de outro mundo, e flores desabrochavam em cores impossíveis. No centro da clareira, um grupo de mulheres dançava em círculo, seus movimentos fluidos e hipnóticos. Seus vestidos dourados cintilavam como se fossem tecidaos com luz solar, e suas risadas ecoavam como uma melodia. A respiração de Lucian ficou presa na garganta. Eram mulheres comuns; eram as Sânziene. Uma delas, mais alta que as demais, virou seu olhar para ele. Seus olhos eram de um âmbar penetrante, e seu cabelo cascava como ouro líquido pelas costas. Parecia ao mesmo tempo incrivelmente jovem e antiga, sua presença irradiando calor e poder. “Bem-vindo”, disse ela, com uma voz como uma canção. “Você veio longe para nos encontrar. Busca nossas bênçãos?” Lucian hesitou. Matei deu um passo à frente, inclinando-se desajeitadamente. “Viemos com ofertas, honradas. Não queremos desrespeito.” A alta Sânziana sorriu, mudando o olhar de volta para Lucian. “E você?”, perguntou. “O que busca?” “Eu… eu não sei”, admitiu Lucian. Sua voz parecia pequena, insignificante, diante de sua beleza de outro mundo. “Então talvez”, disse ela, aproximando-se, “você encontre a resposta em nossa dança.” Enquanto as Sânziene iniciavam sua dança novamente, a clareira parecia ganhar vida. O ar se espessava com o aroma de flores silvestres, e as estrelas acima cintilavam como se fizessem parte da música. Lucian observava, hipnotizado, enquanto a alta Sânziana se aproximava dele. “Junte-se a nós”, disse ela, estendendo a mão. Sua voz era suave, mas carregava um comando não dito. Lucian hesitou. Ele tinha ouvido as histórias—como aqueles que dançavam com as Sânziene nunca mais eram os mesmos. Alguns retornavam abençoados, outros amaldiçoados, e alguns nunca voltavam. “O que acontece se eu aceitar?”, perguntou ele. O sorriso dela desvanecia, e por um momento, seus olhos pareciam tristes. “Se você dançar conosco, estará ligado ao nosso mundo. Verá coisas que nenhum mortal deveria ver, e sua vida nunca mais será a mesma. Mas também provará uma alegria que não pode imaginar.” O coração de Lucian disparou. Cada instinto gritava para que ele ficasse, mas ele se encontrou dando um passo à frente, atraído por uma força invisível. Ele pegou sua mão, e o mundo ao seu redor se dissolveu em luz e música. No momento em que Lucian se juntou à dança, o tempo perdeu todo o significado. Ele sentiu como se estivesse flutuando, seus pés mal tocando o chão. As Sânziene giravam ao seu redor, seus movimentos tecendo uma tapeçaria de luz e sombra. Visões inundaram sua mente—memórias de seu passado, vislumbres de futuros possíveis e imagens de lugares que ele nunca tinha visto. Ele se viu como uma criança, correndo pelos campos com seu pai. Viu o rosto de sua mãe, marcado pela preocupação. E viu Irina—a alta Sânziana—sorrindo para ele com uma ternura que fazia seu peito doer. Quando a dança terminou, Lucian se encontrou sozinho na clareira. A luz dourada havia desaparecido, e os primeiros raios da aurora começavam a romper através das árvores. Ele olhou para sua mão e viu uma marca estranha—um sigilo dourado brilhante, fraco, mas inconfundível. A voz de Irina ecoou em sua mente: “Você escolheu, Lucian. Agora sua jornada começa.” Retornando à aldeia, Lucian lutava para entender o que havia acontecido. Os aldeões o observavam, com os olhos arregalados de admiração e medo. Sua avó foi a primeira a falar. “Você dançou com elas,” disse ela, com a voz trêmula. “As Sânziene te marcaram. A magia delas agora flui por suas veias.” Nos dias seguintes, Lucian notou mudanças. Estava mais forte, mais rápido e mais sintonizado com as emoções ao seu redor. Ele podia sentir a alegria, a tristeza e o medo dos outros como se fossem seus próprios. Mas a marca em sua mão era um lembrete constante do que ele havia feito, e ele não conseguia afastar a sensação de que não pertencia mais completamente ao mundo mortal. Meses se passaram, e a vida de Lucian tornou-se um ato de equilíbrio entre sua antiga existência e os estranhos novos poderes que havia recebido. Os aldeões o reverenciavam como alguém abençoado pelas Sânziene, mas alguns sussurravam que ele estava amaldiçoado. Uma noite, Irina apareceu a ele em um sonho. Sua voz era suave, mas carregava um peso inegável. “Chegou a hora, Lucian. Você deve decidir onde está seu coração. Se deseja retornar às Sânziene, encontre-me na clareira na próxima noite de verão.” Na noite seguinte ao solstício de verão, Lucian retornou à clareira dourada. Irina o aguardava, seu vestido cintilando sob a luz da lua. “Você viveu entre dois mundos por um ano,” disse ela. “Agora você deve escolher. Fique conosco e abrace a eternidade, ou retorne à sua aldeia e viva uma vida mortal.” Lucian pensou na vida que havia construído em Moondale—os amigos que deixaria para trás, a alegria tranquila de sua forja. Mas também pensou em Irina e na magia das Sânziene, um mundo que havia aberto seus olhos para maravilhas que ele nunca poderia ter imaginado. Após um longo silêncio, ele deu um passo à frente e pegou sua mão. “Escolho você,” disse ele. Quando a primeira luz da aurora surgiu, Lucian desapareceu na névoa dourada, sua vida mortal desvanecendo-se na memória. Os aldeões nunca mais o viram novamente, mas em noites de solstício de verão, afirmavam ouvir o som de risos e música se dissipando da floresta. A lenda de Lucian e as Sânziene tornou-se um conto querido em Moondale, um lembrete da linha tênue entre o visto e o invisível. Para alguns, era uma história de amor e sacrifício. Para outros, era um conto de advertência. Mas para todos, era a prova de que a magia ainda persistia no mundo, esperando por aqueles corajosos o suficiente para encontrá-la.A Aldeia de Moondale
O Convite do Solstício de Verão
A Clareira Dourada
Um Acordo Perigoso
A Dança do Destino
A Marca das Sânziene
O Teste do Coração
A Escolha Final
Epílogo
Fim