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Sobre a História: Os Gigantes Adormecidos de Velebit é um Legend de croatia ambientado no Contemporary. Este conto Dramatic explora temas de Nature e é adequado para Adults. Oferece Cultural perspectivas. Lendas antigas sussurram sobre gigantes enterrados sob o Velebit—agora, eles estão despertando.
As Montanhas Velebit se estendem como uma coluna vertebral ininterrupta ao longo da costa adriática da Croácia, com seus picos irregulares e densas florestas envoltos em névoa e lenda. Por séculos, os moradores têm sussurrado histórias dos “Gigantes Adormecidos” — seres colossais de pedra e espírito que uma vez vagaram livremente pela terra, mas foram amaldiçoados a um sono eterno sob as montanhas.
A maioria descarta essas histórias como folclore, ecos de uma época em que as pessoas explicavam o inexplicável com mitos. Mas alguns — caçadores, antigos pastores e aqueles que ouvem atentamente os sussurros do vento — afirmam que os gigantes são reais. E pior, eles estão despertando.
Quando uma equipe de cientistas, arqueólogos e aventureiros parte para explorar a misteriosa atividade sísmica que sacode Velebit, espera encontrar nada além de rochas em movimento. Luka Radovic, um arqueólogo cético, está entre eles. Ele dedicou sua vida a desmascarar mitos, rastreando suas origens até fenômenos naturais e provando que a história é construída sobre fatos — não superstições.
Mas, à medida que sua jornada os leva mais profundamente ao coração da montanha, Luka começa a questionar tudo o que pensava saber. Tremores estranhos abalam a terra, sussurros inquietantes flutuam pelos vales e carvões antigos revelam avisos crípticos.
Algo sob Velebit está se movendo.
E em breve, o mundo conhecerá a verdade.
Luka ajustou as alças de sua mochila, inalando o ar frio da montanha. O sol estava começando a nascer sobre os picos, lançando longas sombras pela paisagem acidentada. Ao seu redor, sua equipe estava reunindo os equipamentos, verificando suprimentos e preparando-se para os dias que viriam. O Professor Ivan Markovic, um historiador cuja obsessão pela mitologia croata beirava o fervor religioso, estava no centro de tudo. Ele segurava um caderno de couro gasto, cheio de desenhos, anotações e transcrições de antigas lendas. Seus olhos brilhavam com a empolgação de um homem à beira de uma descoberta. “Estamos à porta de um antigo mistério”, anunciou Ivan, com a voz repleta de reverência. “As histórias antigas falam de gigantes que uma vez caminharam por esta terra antes de serem amaldiçoados a pedra. Mas e se —” ele fez uma pausa para efeito dramático, “— e se houver alguma verdade na lenda?” Luka suspirou. “Você quer dizer, e se um fenômeno geológico natural inspirou uma história que se distorceu ao longo dos séculos?” Ivan sorriu. “Ah, Luka. Sempre o racionalista.” Ao lado deles, Anja Petrovic, uma geóloga com olhos atentos e uma mente ainda mais afiada, estudava um conjunto de leituras sísmicas. “Racional ou não, algo incomum está acontecendo nesta região”, disse ela. “Os tremores não seguem nenhuma falha conhecida. É quase como se... algo estivesse se movendo sob a superfície.” Marko Lenic, o documentarista da equipe, sorriu enquanto ajustava sua câmera. “Parece roteiro de filme de terror”, disse ele. “Um grupo de exploradores ignora um aviso antigo e desperta algo que deveria ter permanecido enterrado.” Luka revirou os olhos. “Exceto pelo fato de que o mundo real não funciona assim.” Nenhum deles sabia o quão errado ele estava. No segundo dia de sua trilha, as montanhas começaram a parecer diferentes. As florestas se tornaram mais densas, o ar mais pesado, o silêncio mais profundo. Até os sons habituais da natureza — o canto dos pássaros, o farfalhar das folhas — pareciam abafados, como se a terra estivesse prendendo a respiração. Eles chegaram ao primeiro conjunto de carvões ao entardecer. Os símbolos estavam gravados em uma face rochosa imponente, com formas estranhamente humanóides. Figuras enormes se erguiam acima de fileiras de outras menores, ajoelhadas. Seus olhos ocos pareciam seguir a equipe enquanto se moviam. Ivan passou os dedos sobre os carvões com uma mistura de admiração e empolgação. “Estes carvões são anteriores a qualquer civilização conhecida nesta região”, murmurou. “Estamos falando de milhares de anos, pelo menos.” Luka os examinou de perto, procurando sinais de desgaste, erosão — qualquer coisa que explicasse como sobreviveram aos séculos. “Isso poderia ser uma representação de um mito de criação antigo”, disse ele, embora nem mesmo ele estivesse totalmente convencido. Anja franziu a testa. “Essas linhas aqui”, apontou para marcas irregulares sob as figuras gigantes. “Elas se assemelham a falhas geológicas... Quase como se as pessoas que fizeram isso soubessem algo sobre a atividade sísmica da montanha.” Marko ajustou sua câmera. “Os locais dizem que você pode ouvir vozes no vento à noite”, disse ele. “Sussurros em uma língua que ninguém entende.” Naquela noite, enquanto acampavam sob as estrelas, Luka ficou acordado ouvindo o vento. Ele movia-se pelas árvores como um ser vivo, mudando, sussurrando. E sob tudo isso, ele achou que ouviu algo mais. Uma voz. Chamando seu nome. Na manhã seguinte, a equipe tropeçou em algo extraordinário. Uma caverna havia sido revelada por um deslizamento de rocha recente, sua entrada aberta como a boca de alguma besta antiga. Dentro, no fundo da escuridão, encontraram o que não deveria ser possível. Uma figura de pedra massiva, semi-enterrada na terra, seu corpo coberto de runas intrincadas. Não era uma estátua. Era algo mais. Luka passou a mão sobre a superfície lisa, sentindo um arrepio percorrer seu corpo. A rocha parecia... quente. “Isso não é apenas uma formação geológica”, sussurrou Anja. “A composição desta pedra — é diferente. Quase... orgânica.” Ivan se ajoelhou ao lado dela, afastando camadas de poeira. Mais símbolos emergiram, aqueles que estavam escondidos há séculos. Luka os rastreou cuidadosamente, juntando seu significado. E então ele congelou. _"Não os acorde."_ Um profundo estrondo sacudiu a caverna. Poeira choveu do teto. A pedra sob seus pés tremeu. E em algum lugar à distância, um som como trovoada ecoou pelas montanhas. Mas não era trovoada. Era respiração. Os tremores ficaram mais fortes, a própria montanha parecendo se mover e gemer. Fendas se espalharam pelas paredes da caverna. “Movimentem-se!” gritou Anja. Eles correram para o ar livre justamente quando um rugido ensurdecedor partiu o céu. Árvores balançavam violentamente. Rochas desabavam pela encosta da montanha. E então, diante de seus próprios olhos, a figura dentro da caverna se agitou. A pedra rachou e desmoronou enquanto uma mão enorme empurrava as camadas de terra. Um som gutural e profundo ressoou do subsolo. Então, lentamente, o gigante abriu os olhos. Marko, ainda gravando, sussurrou, “Isso... é impossível.” Mas não era. Das profundezas das montanhas, mais figuras começaram a se mover. Os Gigantes Adormecidos de Velebit estavam despertando. Ivan, pálido e trêmulo, sussurrou, “A maldição não foi criada para nos proteger deles. Foi feita para protegê-los de nós.” Mas era tarde demais. A humanidade havia perturbado algo antigo. E os gigantes não estavam mais dormindo. O governo croata isolou a área, chamando-a de perigo geológico. Relatórios oficiais citaram um evento sísmico sem precedentes. Mas aqueles que estiveram lá — Luka, Anja, Ivan, Marko — conheciam a verdade. Os gigantes eram reais. E eles estavam observando. Luka ficou à beira das montanhas, encarando as imensas figuras à distância. Eles haviam recuado, por enquanto. Mas ele sabia que não permaneceriam escondidos para sempre. Um dia, o mundo terá que enfrentar a verdade. E quando esse dia chegar... Os gigantes ressurgirão novamente.O Chamado da Montanha
Os Sussurros no Vento
O Despertar
O Despertar dos Gigantes
Epílogo: Um Mundo Mudado Para Sempre
Fim.