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Sobre a História: O Macaco e o Crocodilo (coleção Kalila e Dimna) é um Fable de iran ambientado no Ancient. Este conto Simple explora temas de Friendship e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma história de inteligência e amizade diante do perigo.
Era uma vez, em uma floresta exuberante à beira de um rio sereno, vivia um macaco esperto chamado Moti. Moti era conhecido por toda a floresta por sua inteligência e agilidade. Ele fazia sua morada em uma árvore alta e robusta que lhe proporcionava uma abundante oferta de frutas doces e suculentas. A vida era pacífica para Moti, e ele aproveitava seus dias saltando de galho em galho e balançando nas cipós.
Uma tarde ensolarada, enquanto Moti mascava uma manga madura, ele percebeu algo se movendo na água abaixo. Curioso, ele olhou para baixo e viu um crocodilo chamado Kavi nadando lentamente em direção à margem do rio. Kavi era uma criatura grande e formidável, mas seus olhos eram gentis. Moti sempre teve cautela com crocodilos, mas havia algo diferente em Kavi.
“Olá lá em cima!” chamou Kavi em um tom amigável. “Tenho observado você por dias e devo dizer que você leva uma vida maravilhosa naquela árvore.”
Moti, sempre cauteloso mas educado, respondeu: “Obrigado, Sr. Crocodilo. Meu nome é Moti. Como posso ajudá-lo hoje?”
Kavi sorriu. “Vim para ser seu amigo, Moti. Eu moro neste rio, e às vezes pode ser bastante solitário. Talvez possamos fazer companhia um ao outro?”
Moti pensou sobre isso por um momento. Ele nunca havia feito amizade com um crocodilo antes, mas Kavi parecia sincero. “Eu gostaria muito disso, Kavi,” disse ele. “Amigos são sempre bem-vindos.”
A partir desse dia, Moti e Kavi tornaram-se os melhores amigos. Todos os dias, Kavi nadava até a margem do rio para ouvir as histórias de Moti e compartilhar contos de suas aventuras submarinas. Moti, por sua vez, jogava as frutas mais doces de sua árvore para que Kavi pudesse desfrutar. Eles riam e conversavam por horas, deliciando-se com a companhia um do outro.
No entanto, Kavi tinha uma esposa chamada Kami, que vivia em uma parte profunda e escura do rio. Kami não ficou satisfeita com a nova amizade de Kavi. Ela tinha ouvido falar das deliciosas frutas de Moti e ficou enciumada. Ela desejava o coração do macaco, acreditando que teria um sabor ainda mais doce do que as frutas que ele compartilhava com Kavi.
Numa noite, quando Kavi voltou para casa, Kami o confrontou. “Por que você perde seu tempo com esse macaco?” ela exigiu. “Se ele é realmente seu amigo, ele compartilhará mais do que apenas frutas com você. Eu quero o coração dele!”
Kavi ficou horrorizado. “Como você pode pedir uma coisa dessas, Kami? Moti é meu amigo. Eu não posso traí-lo dessa maneira.”
Os olhos de Kami se estreitaram. “Se você realmente me ama, fará o que eu pedir. Traga o coração do macaco, ou não volte mais!”
Kavi estava dividido entre sua lealdade a Moti e seu dever para com sua esposa. Passou uma noite sem dormir à beira do rio, contemplando seu dilema. Finalmente, decidiu que avisaria Moti sobre o plano maligno de Kami e o ajudaria a escapar.
Na manhã seguinte, Kavi nadou até a margem onde Moti esperava com uma nova colheita de frutas. Kavi tentou aparentar estar alegre, mas Moti sentiu que algo estava errado.
“O que te aflige, meu amigo?” perguntou Moti, preocupado.
Kavi suspirou profundamente. “Moti, temo trazer notícias graves. Minha esposa Kami deseja o seu coração. Ela acredita que terá o mesmo sabor doce das frutas que você me dá. Ela ordenou que eu o trouxesse para ela.”
Moti ficou chocado, mas rapidamente recuperou a compostura. “Obrigado por me contar a verdade, Kavi. Entendo a difícil posição em que você está. Mas não se preocupe; eu tenho um plano.”
A mente de Moti fervilhava enquanto ele elaborava uma fuga inteligente. “Diga a Kami que estou disposto a lhe dar meu coração, mas ele está escondido em um lugar especial. Você deve me levar até lá primeiro.”
Kavi concordou, aliviado por Moti ter uma solução. Ele nadou de volta para Kami e disse que Moti estava disposto a cooperar. Kami, gananciosa e ansiosa, acreditou na mentira e permitiu que Kavi levasse Moti até ela.
Moti subiu nas costas de Kavi, e eles partiram rio abaixo. Enquanto viajavam, Moti apontou para uma ilha à distância. “Ali,” disse ele, “é onde escondi meu coração.”
Kavi nadou até a ilha e deixou Moti desembarcar. Uma vez seguro em terra, Moti se virou para Kavi. “Obrigado, meu amigo. Você salvou minha vida. Agora, volte para sua esposa e diga a ela que eu te enganei. Ela não desejará mais meu coração agora que sabe que está fora de seu alcance.”
Kavi assentiu, com os olhos cheios de gratidão. “Sentirei sua falta, Moti. Você é um verdadeiro amigo.”
“E você, Kavi, é um crocodilo nobre,” respondeu Moti. “Adeus, meu amigo.”
Com o coração pesado, Kavi nadou de volta para Kami e contou a verdade. Kami ficou furiosa, mas não havia nada que pudesse fazer. Ela percebeu que sua ganância lhe custou não apenas o coração do macaco, mas também a confiança de seu marido.
Moti, agora seguro na ilha, encontrou uma nova árvore para chamar de lar. Ele sentia falta de Kavi, mas sabia que sua amizade havia salvado sua vida. De seu novo poleiro, observava o rio, sempre atento, mas grato pelo vínculo que compartilhou com Kavi.
No final, Moti viveu uma vida longa e feliz, sempre lembrando da fuga inteligente que o manteve seguro. E Kavi, embora entristecido pela perda do amigo, aprendeu uma lição valiosa sobre lealdade e o verdadeiro significado da amizade.