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Sobre a História: A Menina dos Fósforos é um Fairy Tale de denmark ambientado no 19th Century. Este conto Poetic explora temas de Loss e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma história comovente de amor, esperança e imaginação diante das dificuldades.
Era a noite amargamente fria da véspera de Ano Novo. Flocos de neve dançavam no vento cortante, cobrindo os paralelepípedos da movimentada praça da cidade. Um alegre burburinho de vozes e risos ecoava pelas ruas enquanto famílias apressavam-se de um lado para o outro, com os braços carregados de pacotes e presentes. Atrás de cada vitrine, fogueiras aquecidas tremeluziam, lançando brilhos dourados na noite nevada. Em todos os lugares, havia um ar de celebração e conforto.
No entanto, em meio a toda essa alegria, uma pequena figura passava despercebida pelas ruas. Era uma menininha, frágil e tremendo de frio, segurando um punhado de fósforos. Seu vestido fino esvoaçava com o vento, sem oferecer proteção contra o frio. Seus pés estavam descalços, azuis e inchados pelo frio, pois havia perdido suas sandálias—as enormes sandálias de sua falecida mãe—enquanto atravessava a rua mais cedo naquele dia. Uma carruagem que passava a assustou, e enquanto ela corria para evitá-la, uma das sandálias foi perdida na neve enquanto a outra foi pega por um menino travesso, que riu ao declarar que seria o berço perfeito para seu gato.
Agora, a menininha vagava pelas ruas, despercebida pelas multidões alegres. "Fósforos! Fósforos finos! Por favor, comprem fósforos!" ela chamava com uma voz tão fraca que era engolida pelo vento. Suas mãos tremiam enquanto levantava os punhados, seus dedos avermelhados e machucados pelo frio.
Com o cair da noite, a temperatura parecia cair ainda mais. Os dentes da menina batiam de frio enquanto ela se arrastava pela neve. Ela não havia vendido um único fósforo durante todo o dia, e seu pequenino estômago doía de fome. O cheiro de carnes assadas e pastelaria temperada vinha das casas que ela passava, tornando sua dor ainda mais intensa. A ideia de voltar para casa enchia-a de pavor. Seu pai, um homem cruel e impaciente, certamente a castigaria por não conseguir ganhar dinheiro. Suas pequenas mãos apertavam os fósforos enquanto ela continuava caminhando, seu coração pesado de medo e desespero. Finalmente, a menina encontrou um pequeno canto protegido entre dois prédios. As paredes ofereciam um pouco de alívio do vento uivante, mas o frio ainda penetrava em seu vestido e em seus ossos. Encolhendo as pernas debaixo de si, ela se encolheu no canto, segurando os fósforos firmemente contra o peito. O frio cortante tornou-se insuportável, e seus pequeninos dedos mal conseguiam se mover. Desesperada, ela riscou um dos fósforos na parede. Uma faísca brilhou, e o fósforo pegou fogo. A chama era pequena, mas brilhante, e seu calor se espalhou por suas mãos congeladas. Enquanto observava a luz tremeluzente, ela começou a crescer em sua imaginação. A parede opaca à sua frente parecia derreter, substituída pela visão de um grande fogão de ferro. Seu fogo brilhava calorosamente, irradiando calor que a envolvia como um abraço carinhoso. Ela esticou as mãos em direção ao fogão, sentindo o calor imaginário nas pontas dos dedos. Mas, conforme o fósforo se apagava, a visão desaparecia, deixando-a novamente na fria escuridão. Suas mãos caíram para seu colo, agora mais frias do que nunca. Decidida a recapturar o calor fugaz, ela riscou outro fósforo. Desta vez, a chama dançava ainda mais brilhante, iluminando as paredes ao seu redor. Em seu brilho, o espaço diante dela se transformou em uma grandiosa sala com uma grande mesa em seu centro. A mesa estava repleta de comida—ganso assado crocante e dourado, vegetais fumegantes e uma torta perfumada. O delicioso aroma preenchia seus sentidos, e sua boca salivava. Ela se imaginou pegando uma fatia do ganso, saboreando seu rico sabor. Assim que ela estendeu a mão, o fósforo se apagou, e o banquete suntuoso desapareceu. Ela ficou mais uma vez no frio, seu estômago vazio doando mais do que nunca. Tremendo, a menina acendeu outro fósforo, seus dedos tremendo enquanto o riscava na parede. Desta vez, uma magnífica árvore de Natal apareceu diante dela, mais esplêndida do que qualquer outra que ela já tinha visto. A árvore se erguia alta, seus galhos cobertos de enfeites brilhantes e pequenas velas que brilhavam como estrelas. No topo, uma estrela brilhante lançava uma luz dourada sobre a sala. A menininha estendeu a mão para tocar um dos enfeites, um anjo de vidro cintilante, mas assim que seus dedos tocaram, o fósforo se apagou. A árvore e suas luzes desapareceram na escuridão, deixando-a no silêncio da noite congelada. Com lágrimas nos olhos, ela riscou outro fósforo. Desta vez, a chama trouxe à tona a visão mais bonita de todas—sua avó. A gentil senhora, que havia falecido anos atrás, apareceu diante dela, radiante e sorrindo. A menininha exclamou de alegria, “Vovó! Oh, leve-me com você! Não me deixe aqui!” Sua avó estendeu os braços, e a menina sentiu-se envolvida por seu calor. Desesperada para manter a visão viva, ela riscou fósforo após fósforo, até que todos eles ardiam juntos em uma luz brilhante. O frio, a fome e a tristeza derreteram enquanto ela se sentia elevada das ruas ásperas para o abraço amoroso de sua avó. Com a primeira luz da aurora, a neve havia parado de cair, e a cidade despertou para um novo ano. No canto onde a menininha havia buscado abrigo, seu corpo sem vida jazia encolhido na neve. Suas bochechas estavam rosadas, e seus lábios ostentavam um leve sorriso. Os fósforos gastos estavam espalhados ao seu redor, com as pontas carbonizadas. Os moradores se reuniram, balançando a cabeça diante da cena. Murmuravam palavras de pena, lamentando o destino da pobre criança. No entanto, ninguém poderia imaginar a beleza que ela havia visto em seus últimos momentos—o calor do fogão, o banquete na mesa, o brilho da árvore de Natal e o amor de sua avó. Embora sua vida tenha sido repleta de sofrimento, a história da pequena menina dos fósforos perdura como um lembrete comovente da fragilidade da vida e da importância da bondade. Seu espírito, liberto da dureza do mundo, agora repousa em um lugar de calor eterno e felicidade, embalada nos braços do amor.Uma Noite Desesperada
Um Momento de Calor
Visões de Conforto
A Magia da Luz
Uma Visão de Amor
A Manhã Seguinte
Um Legado de Compaixão