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Sobre a História: A Lenda da Tunda é um Legend de colombia ambientado no Contemporary. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma batalha épica entre homem e mito no coração da selva.
A Tunda é uma lenda antiga sussurrada entre as densas copas e montanhas enevoadas da Colômbia e Equador. Esta criatura mítica, com seus poderes hipnóticos e aparência grotesca, tem assustado aldeões e exploradores por gerações. Ela é conhecida por assumir muitas formas, disfarçando-se como entes queridos ou se mesclando ao ambiente, atraindo suas vítimas profundamente na selva, onde nunca mais são vistas. Nossa história mergulha no coração dessa lenda, seguindo um jovem chamado Mateo, que deve enfrentar o sinistro encanto da Tunda e desvendar os mistérios que estão escondidos na selva.
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Mateo era um jovem pescador de uma pequena vila ao longo da costa do Pacífico da Colômbia. Criado por sua avó, Abuela Rosa, ele ouviu muitas vezes histórias sobre a Tunda durante longas noites, onde o estalar do fogo e a suave brisa do oceano forneciam o cenário perfeito para suas histórias misteriosas. “A Tunda,” dizia Abuela Rosa, “é uma metamorfoseadora. Ela é uma mestre da decepção, sempre esperando por alguém tolo o suficiente para vagar em seu domínio.” Mas Mateo, com a arrogância da juventude, descartava essas histórias como meras superstições. Numa noite fatídica, uma bela lua cheia pairava sobre o oceano, lançando um brilho prateado sobre a vila. Mateo sentiu uma vontade inexplicável de aventurar-se na densa selva que bordejava sua casa. Era como se algo—ou alguém—estivesse chamando-o, atraindo-o para o coração da natureza selvagem. Ignorando os avisos de sua avó, ele pegou uma pequena faca, sua rede de pesca e aventurou-se na escuridão. Enquanto Mateo avançava pela selva, ouviu sussurros suaves carregados pelo vento. Ele se virou bruscamente, esperando encontrar outro aldeão, mas estava sozinho. Ou assim pensava. O caminho tornou-se cada vez mais difícil, com cipós espessos e arbustos espinhosos impedindo o progresso de Mateo. Contudo, ele continuou avançando, impulsionado por uma força invisível. Após horas de caminhada, ele alcançou uma clareira e a viu—uma mulher banhada pela luz da lua, com longos cabelos negros cascatas pelas costas, balançando suavemente como se fossem pegos por uma brisa invisível. “Quem é você?” chamou Mateo. A mulher virou-se lentamente, revelando um rosto que parecia familiar, mas estrangeiro. Seus olhos eram escuros e profundos, e seu sorriso era ao mesmo tempo convidativo e perturbador. “Eu sou a Tunda,” sussurrou ela, com uma voz melódica porém inquietante. “E você, Mateo, se aventurou muito longe.” Antes que pudesse reagir, seu corpo se contorceu, transformando-se em uma figura grotesca com membros alongados e costas curvadas. Seus cabelos, antes lisos, agora pendiam em tentáculos embaraçados, semelhantes a serpentes. Mateo tropeçou para trás, mas era tarde demais. A Tunda avançou e, com um gesto da mão, o mundo ao seu redor começou a girar. Quando Mateo despertou, já não estava na selva. Estava de volta à sua vila. Tudo parecia normal, mas uma sensação estranha persistia em seu coração. Ele podia ouvir um suave zumbido, e de vez em quando, captava vislumbres de uma sombra no canto de sua visão. Abuela Rosa notou a mudança em seu neto. “O que você viu?” perguntou uma noite, enquanto sentavam junto ao fogo. Mateo, incapaz de lembrar os detalhes de seu encontro, apenas balançou a cabeça. Mas no fundo, ele sabia que algo havia mudado. Algo sombrio o havia seguido para casa. Dias se transformaram em semanas, e os aldeões começaram a sussurrar sobre Mateo. Diziam que ele estava agindo de maneira estranha, frequentemente vagando no meio da noite e voltando sem memória de onde havia estado. Alguns afirmavam ter visto uma figura sombria o seguindo, movendo-se conforme ele se movia, respirando conforme ele respirava. Então, numa noite, enquanto uma tempestade violenta rugia lá fora, a Tunda retornou. Ela apareceu na porta da casa de Mateo, seus olhos brilhando com uma luz sinistra. “Você agora pertence a mim,” sibilou ela. O pânico tomou conta de Mateo, e ele tropeçou para trás, agarrando a coisa mais próxima que pôde encontrar—a cruz de madeira que pendia acima da lareira. “Fique longe!” ele gritou. Mas a Tunda apenas riu. “Você não pode escapar de mim, Mateo. Eu agora faço parte de você. E em breve, você virá comigo para a selva para sempre.” O medo de Mateo se transformou em determinação. Ele percebeu que a única maneira de se libertar do domínio da Tunda era enfrentá-la de frente, aventurar-se de volta à selva e confrontá-la mais uma vez. Com a bênção de sua avó e as orações da vila, Mateo partiu para a selva. Desta vez, ele não vagava sem rumo. Ele sabia para onde precisava ir. O caminho parecia se abrir à sua frente, levando-o cada vez mais fundo na folhagem densa. Enquanto caminhava, os sussurros ficavam mais altos, incitando-o a desistir, a abandonar sua missão. Mas ele continuou, guiado por uma força invisível. Horas se passaram, e a selva tornou-se mais sinistra, seus verdes vibrantes transformando-se em tons doentios de cinza. Finalmente, Mateo alcançou uma caverna escondida sob uma árvore antiga. A entrada era marcada por símbolos estranhos, e ele sabia que ali residia a Tunda. Entrando, encontrou-se em uma vasta câmara iluminada por um brilho de outro mundo. No centro, estava a Tunda, seus olhos queimando de fúria. “Você ousa me desafiar?” rosnou ela. “Eu não serei sua prisioneiro,” declarou Mateo, desembainhando sua faca. “Não mais.” A Tunda avançou contra ele, e eles se enfrentaram em uma luta violenta. A força dela era esmagadora, e por um momento, Mateo temeu ser consumido por sua escuridão. Mas então, ele lembrou-se das histórias de sua avó. A Tunda só podia ser derrotada confrontando sua verdadeira forma—aquela que ela escondia sob seus disfarces. Com todo o seu coragem, Mateo agarrou o braço da Tunda e olhou em seus olhos. “Mostre-me quem você realmente é,” exigiu. A criatura hesitou, e por um momento, Mateo viu algo—a faísca de vulnerabilidade, um vislumbre de tristeza. E então, com um grito ensurdecedor, a forma da Tunda começou a se transformar, derretendo-se como fumaça. Quando a névoa se dissipou, Mateo viu uma jovem mulher diante dele. Ela não era mais grotesca, mas parecia frágil e assustada. “Por favor,” sussurrou ela. “Não me machuque.” “Quem é você?” perguntou Mateo, abaixando a faca. “Meu nome é Marisol,” respondeu ela, com lágrimas escorrendo pelo rosto. “Eu já fui humana, mas a magia da selva me transformou na Tunda. Tenho estado presa nesta forma por séculos, incapaz de me libertar.” O coração de Mateo doía por ela. Ele sabia que tinha uma escolha: podia matá-la e pôr fim à maldição da Tunda ou encontrar outra maneira de ajudá-la. “Existe uma maneira de quebrar o feitiço?” perguntou. Marisol assentiu. “Você deve acender o fogo sagrado no coração da selva. Isso purificará a escuridão que me prende.” Com determinação renovada, Mateo partiu com Marisol ao seu lado. Eles viajaram mais fundo na selva até chegarem a uma clareira enorme onde um altar antigo estava erguido. Ao se aproximarem, Mateo sentiu a pulsação mágica da selva ao seu redor, e soube que ali estava o coração. Ele reuniu as ervas sagradas e a madeira e começou a construir o fogo. Conforme as chamas ganhavam vida, uma luz brilhante encheu a clareira, banindo as sombras que atormentavam a selva há tanto tempo. A forma de Marisol começou a brilhar, e ela soltou um suspiro de alívio. “Obrigado, Mateo,” sussurrou. “Você me libertou.” Antes que pudesse responder, ela desapareceu, deixando para trás apenas um leve aroma de flores. Mateo retornou à sua vila, para sempre mudado por seu encontro com a Tunda. Ele não mais vagava sem rumo, pois havia encontrado seu propósito. Tornou-se o protetor da selva, garantindo que mais ninguém cairia vítima da maldição da Tunda. Os aldeões notaram a mudança nele e falavam de como ele enfrentou a Tunda e saiu vitorioso. Abuela Rosa, com um sorriso de conhecimento, abraçou seu neto. “Você fez bem,” disse ela. “A selva está segura novamente.” E embora Mateo já não pudesse mais ver Marisol, ele sabia que ela finalmente estava em paz, livre da escuridão que a aprisionava há tanto tempo. A lenda da Tunda continuava viva, mas já não era mais uma história de medo e desespero. Tornou-se uma história de coragem, redenção e o poder da luz para banir até as sombras mais escuras. Enquanto o sol nascia sobre a vila, Mateo ficou na praia, observando as ondas quebrarem nas rochas. Ele sabia que os mistérios da selva sempre estariam lá, esperando para serem descobertos. Mas, por enquanto, estava contente, sabendo que enfrentou a escuridão e venceu.O Chamado da Selva
O Encontro
O Retorno da Tunda
No Coração da Escuridão
A Verdade Revelada
Epílogo: Uma Nova Aurora