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Sobre a História: A Lenda dos Quinkins é um Legend de australia ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Inspirational perspectivas. A jornada de um jovem garoto ao coração de um antigo mundo espiritual para salvar sua terra da escuridão.
Há muito tempo, nas terras ancestrais do que hoje conhecemos como Península de Cabo York, na Austrália, viviam dois poderosos espíritos conhecidos como Quinkin. Esses espíritos, tanto temidos quanto respeitados pelas tribos aborígenes, eram considerados os guardiões da terra. Sua lenda foi transmitida através de gerações, ensinando lições de coragem, força e a importância de compreender o equilíbrio entre a luz e a escuridão. Esta é a história deles, um conto de amizade, conflito e a eterna luta entre o bem e o mal.
Diz-se que os Quinkin eram duas entidades distintas: os bons espíritos chamados "Turramulli" e os malévolos chamados "Imjim". Os Turramulli eram altos e magros, com membros que se estendiam como galhos de árvores e olhos que brilhavam calorosamente como brasas na noite. Eles cuidavam da terra, guiando os viajantes pela selva traiçoeira e protegendo-os de perigos. Os Imjim, por outro lado, eram baixos, com membros poderosos e olhos que ardia de malícia. Eles espreitavam nas sombras, escondendo-se em cavernas escuras e emboscando os desavisados. A terra que os Quinkin habitavam era sagrada e repleta de vida. Era um mundo de florestas densas, rios sinuosos e penhascos imponentes, com cada fenda e canto ecoando os sussurros dos espíritos antigos. Foi aqui que as tribos aborígenes contavam histórias ao redor da fogueira, relembrando a bravura daqueles que enfrentaram os Quinkin e sobreviveram para contar sua história. Em uma pequena aldeia na beira do território dos Quinkin, vivia um menino chamado Jara. Ele era curioso, corajoso e conhecido por seu espírito aventureiro. Desde jovem, Jara havia sido cativado pelas histórias dos Quinkin. Muitas vezes, ele escapava da cabana de sua família à noite para contemplar as montanhas distantes, imaginando como seria conhecer os lendários espíritos. Certa noite, enquanto os anciãos da aldeia contavam outra história sobre os Quinkin, Jara tomou uma decisão. Ele se aventuraria no coração do território dos Quinkin para ver esses espíritos por si mesmo. Ele não o fazia por glória ou para se provar a alguém; o fazia porque sentia uma atração, uma conexão estranha com esses seres ancestrais. Jara partiu ao amanhecer, carregando apenas uma pequena lança e um saco de água. Caminhou pela densa mata, com a névoa matinal grudando em sua pele. À medida que avançava mais profundamente na terra, as árvores se tornavam mais densas e o ar mais fresco. Os sons da floresta pareciam mudar, como se sussurrassem para ele, incentivando-o a seguir em frente. Por dias, Jara vagou, encontrando criaturas que nunca tinha visto antes. Ele atravessou rios, subiu colinas íngremes e navegou por arbustos espessos. Sua jornada estava repleta de desafios, mas cada um deles apenas fortalecia sua determinação. Quando a noite caiu no terceiro dia, Jara montou acampamento ao lado de um pequeno riacho, sentindo o peso do cansaço pressionando sobre ele. Foi então que ele ouviu – um rosnado baixo e retumbante. Seu coração saltou uma batida ao se virar, segurando sua lança firmemente. Emergiu das sombras um Turramulli, seus olhos brilhando na escuridão. Jara sentiu uma mistura de medo e admiração enquanto o espírito se aproximava, imponente com seus membros esguios e olhar sábio. O Turramulli falou, sua voz como o vento farfalhando entre as folhas. "Por que você veio a esta terra, jovem?" Jara respirou fundo, sua voz trêmula. "Queria vê-lo... ver se as histórias eram verdadeiras." O Turramulli o observou por um momento, então sorriu. "As histórias são verdadeiras, mas não capturam toda a essência do que somos. Você é corajoso por ter chegado tão longe." Jara sentiu um senso de orgulho, mas também de curiosidade. "Vocês são os únicos Quinkin aqui?" A expressão do Turramulli escureceu. "Não. Os Imjim também estão aqui, e estão ficando inquietos. Eles buscam espalhar medo e caos, para tomar esta terra para si. Você deve partir antes que seja tarde." Mas Jara era teimoso. "Quero ajudar. Deve haver algo que eu possa fazer." O Turramulli hesitou, então assentiu. "Muito bem. Se você deseja ajudar, deve estar preparado para o perigo que está por vir." O Turramulli guiou Jara pela floresta, ensinando-lhe os caminhos dos espíritos. Ele aprendeu a mover-se silenciosamente, a ouvir os sussurros do vento e a ler os sinais da terra. Os dias se transformaram em semanas, e Jara se fortaleceu, mais sintonizado com as forças ancestrais ao seu redor. Uma noite, enquanto sentavam-se ao lado do fogo, o Turramulli falou sobre os Imjim. "Eles são criaturas da escuridão, alimentando-se do medo e do desespero. Se não forem detidos, consumirã? tudo." Jara ouviu atentamente, seu coração batendo forte. "Como podemos derrotá-los?" "Há uma caverna," explicou o Turramulli. "No fundo, há uma pedra que detém o poder da terra. Se pudermos recuperá-la, podemos usar seu poder para banir os Imjim." A jornada até a caverna foi perigosa. Os Imjim observavam, esperando qualquer oportunidade para atacar. À medida que Jara e o Turramulli se aproximavam, podiam sentir a presença malévola dos espíritos se tornando mais forte. O ar tornou-se denso, e um silêncio assustador os envolveu. Quando chegaram à entrada da caverna, Jara sentiu uma onda de medo invadir seu ser. Mas ele continuou, guiado pela presença constante do Turramulli. A caverna estava escura, com suas paredes cobertas por marcas antigas. Quanto mais adentravam, mais frio ficava, até finalmente alcançarem a câmara onde a pedra descansava. Ela brilhava fracamente, pulsando com uma luz suave. Jara deu um passo à frente, estendendo a mão para tocá-la quando uma figura sombria emergiu da escuridão. Era um Imjim, seus olhos queimando de raiva. Com um rosnado, lançou-se contra Jara. A luta foi feroz. O Imjim movia-se com uma velocidade incrível, suas garras cortando o ar. Jara desviava e bloqueava, sua lança reluzindo na luz tênue. O Turramulli juntou-se à batalha, usando seus longos membros para manter o Imjim afastado. Mas o espírito era forte, e parecia que eles seriam sobrecarregados. Jara sentiu sua força desaparecer, mas recusou-se a desistir. Com um último esforço de energia, ele avançou sua lança, atingindo o coração do Imjim. O espírito soltou um grito estridente antes de se dissolver em sombras. A caverna tornou-se silenciosa mais uma vez. Ofegante, Jara estendeu a mão e pegou a pedra. Ela sentia-se quente em sua mão, e ele podia sentir o poder fluindo através dela. O Turramulli colocou uma mão em seu ombro, um olhar de orgulho em seus olhos. "Você fez bem, jovem." Com a pedra na mão, Jara e o Turramulli retornaram à aldeia. A terra parecia ganhar vida enquanto viajavam, as árvores balançando e os animais conversando excitadamente. Era como se a própria essência da terra reconhecesse sua vitória. Quando chegaram, os aldeões ficaram maravilhados. Eles se reuniram ao redor de Jara, ouvindo atentamente enquanto ele relatava sua jornada. Os anciãos assentiram em aprovação, e as crianças o olhavam com olhos arregalados, sonhando com suas próprias aventuras um dia. Jara foi celebrado como um herói, mas não deixou o elogio subir à cabeça. Ele sabia que sua jornada era apenas uma pequena parte de uma história muito maior, que continuaria muito depois de sua partida. Os Turramulli, também, lhe ensinaram a importância da humildade e respeito pela terra e seus espíritos. Certa noite, enquanto estava sentado ao lado do fogo, o Turramulli apareceu diante dele mais uma vez. "Você provou a si mesmo, Jara," disse. "Mas sempre haverá desafios a enfrentar. Os Imjim retornarão, assim como outros perigos. Cabe a você e ao seu povo proteger esta terra." Jara assentiu, um sentimento de propósito enchendo-o. "Farei isso. Eu prometo." O Turramulli sorriu, então desapareceu na noite, deixando Jara a contemplar as estrelas. Anos se passaram, e Jara envelheceu, mas a lenda de sua jornada nunca se apagou. Ela foi transmitida de geração em geração, inspirando inúmeros outros a se aventurarem na terra dos Quinkin e descobrirem sua própria força. Os espíritos permaneceram, cuidando da terra, e o equilíbrio entre a luz e a escuridão foi mantido. E assim, a lenda dos Quinkin continuou viva, lembrando-nos da coragem, força e resiliência que existe dentro de cada um de nós, esperando para ser descoberta. {{{_04}}} Os Quinkin, tanto Turramulli quanto Imjim, continuaram a existir nos reinos sombrios entre os mundos, para sempre ligados à terra que guardavam. Os Turramulli mantiveram-se vigilantes, guiando os perdidos e protegendo os inocentes, enquanto os Imjim permaneciam na escuridão, sempre esperando por um momento de fraqueza. Mas enquanto houvesse aqueles que lembravam a história de Jara, o poder da terra permanecia forte, e os espíritos sabiam que a luz sempre perduraria, mesmo nos tempos mais sombrios.A Terra dos Espíritos
Um Menino Chamado Jara
A Jornada Começa
O Encontro
O Teste
Na Escuridão
A Batalha
O Retorno
A Recompensa de um Herói
A Lenda Continua
Epílogo: Os Vigilantes Eternos