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A Lenda do Marid
Tarek stands by the moonlit shore, where land meets mystery, contemplating the powerful, unseen Marid of the deep.

Sobre a História: A Lenda do Marid é um Legend de saudi-arabia ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Wisdom e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. O desejo de um jovem se transforma em um teste de coragem, sabedoria e o verdadeiro preço da prosperidade.

No coração da Península Arábica, onde a vasta extensão do deserto encontra as águas turquesa do Golfo Pérsico, perdura uma lenda antiga—uma história sussurrada pelos anciãos para os jovens, lembrando-os das forças místicas que um dia governaram o mundo. Esta é a história do Marid, um ser formidável do mar, uma criatura nascida de marés enfumaçadas e magia sem limites, habitando onde a luz do sol mal penetra e as correntes seguem caminhos ocultos.

A lenda começa em uma aldeia à beira-mar, uma comunidade de pescadores humilde onde histórias de criaturas marinhas misteriosas se tornaram parte do dia a dia. Mas nenhuma era tão fascinante ou temida quanto o Marid—um poderoso e evasivo jinn ligado às partes mais profundas do oceano, capaz de realizar desejos, mas infame por sua natureza astuta. Aqueles que buscavam o Marid eram advertidos: apenas os inteligentes poderiam sobreviver, e somente os verdadeiramente sábios sairiam ilesos.

O Conto do Estranho

A aldeia estava agitada com entusiasmo quando um estranho, encapuzado e misterioso, chegou em uma noite particularmente tempestuosa. Ele falou de lugares além das areias do deserto, lugares onde rios cortam florestas esmeraldas e os céus estão perpetuamente encobertos—a um contraste nítido com o sol implacável e o calor da terra natal dos aldeões. Enquanto se sentava ao redor da fogueira com os aldeões curiosos, ele os encantava com histórias de suas viagens, sua voz baixa e cativante. E então, quase casualmente, mencionou o Marid.

Um misterioso estranho encapuzado conta histórias à beira do fogo para os aldeões fascinados.
O estranho cativa os aldeões ao redor do fogo, contando histórias sobre o poderoso Marid e despertando o coração de Tarek com saudade.

“Há um Marid que reside não longe daqui, além das alcances mais profundas do Golfo,” sussurrou o estranho, inclinando-se para mais perto para que apenas os mais próximos pudessem ouvir. “Dizem que este Marid serviu a reis poderosos, concedeu riquezas inimagináveis e até controlou os destinos de impérios inteiros.” Seus olhos brilhavam com uma luz estranha, como se ele mesmo tivesse contemplado a terrível beleza do Marid.

Um dos presentes, um jovem chamado Tarek, sentiu seu coração acelerar. Ele era pescador de profissão, sonhador por natureza, e sua família havia caído em tempos difíceis. A ideia de riquezas ou mesmo de um único desejo realizado pelo Marid encheu-o de um anseio insaciável.

“Será que o Marid realmente pode conceder a um homem tudo o que ele deseja?” perguntou Tarek, sua voz traindo esperança.

Os olhos do estranho se estreitaram enquanto estudava Tarek. “O poder do Marid é imenso, mas o preço é alto. Muitos tentaram e falharam em negociar com ele. O Marid é uma criatura de sua palavra, mas também é mestre em distorcer desejos. Apenas os inteligentes sobrevivem.”

Mas a mente de Tarek estava decidida. À medida que o estranho desaparecia nas sombras da noite, a decisão de Tarek apenas se fortalecia. Ele buscaria o Marid. Testaria sua astúcia contra a magia dele.

A Jornada Começa

Tarek passou os dias seguintes se preparando para sua jornada. Leva consigo os poucos pertences que valorizava, além de amuletos de proteção—a uma garrafa de sal, alguns talismãs de ferro e as contas de oração de sua mãe. Os anciãos da aldeia balançavam a cabeça, chamando-o de tolo por tentar uma missão tão perigosa, mas o coração de Tarek estava determinado.

Partiu sozinho, seu pequeno barco de pesca enfrentando as ondas enquanto navegava em direção ao lar supostamente do Marid. A jornada foi árdua, o sol escaldava durante o dia e os ventos eram frios à noite. Finalmente, na quarta noite, enquanto navegava sobre as águas mais profundas, uma densa neblina desceu, ocultando seus arredores.

Então, uma voz—uma voz diferente de qualquer que ele já tivesse ouvido, ressoando tanto em sua mente quanto no ar—falou com ele. “Quem ousa perturbar as águas do Marid?”

Com o coração pulsando, Tarek respondeu, “Eu sou Tarek, um humilde pescador. Procuro um desejo, um favor de você, grande Marid.”

A água ao seu redor começou a borbulhar e agitar-se, e lentamente, a figura do Marid emergiu. Era um ser imponente, cintilando como as ondas iluminadas pela lua, com traços tanto belos quanto aterradores.

A risada do Marid ecoou sobre a água. “Um pescador busca meu favor? E o que, Tarek, você desejaria?”

A voz de Tarek tremia enquanto falava, “Desejo prosperidade, o suficiente para ajudar minha família e minha aldeia a prosperarem.”

Os olhos do Marid se estreitaram, sua expressão era indecifrável. “Muito bem. Mas prosperidade é um desejo amplo. Quanto você está disposto a arriscar para alcançá-la?”

Tarek engoliu em seco. “O que for necessário.”

O Marid sorriu, um brilho perigoso em seus olhos. “Então que os jogos comecem.”

A Primeira Prova

O barco de Tarek balançou para frente, aparentemente controlado por uma força invisível, e antes que percebesse, estava navegando em direção a uma ilha isolada, um pedaço de terra envolto em névoa. A voz do Marid ecoou em seus ouvidos, “Para sua primeira prova, você deve recuperar a Pérola de Sawa—a gema escondida no coração da ilha. Traga-a para mim, e você passará.”

A ilha era diferente de tudo que Tarek já tinha visto. Suas areias brilhavam com um brilho estranho, e o ar cheirava a sal e algo antigo, algo atemporal. Ele vagou pelos manguezais retorcidos e subiu por um caminho estreito até chegar a uma caverna escura no centro da ilha.

Dentro, encontrou a pérola repousando em um pedestal, brilhando com uma luz de outro mundo. Mas, ao estender a mão para pegá-la, uma serpente se enroscou no pedestal, seus olhos dourados fixando-se nele. A serpente falou, sua voz um sibilo sinistro, “Muitos vieram pela pérola. Poucos saíram. O que te faz pensar que você é digno?”

Tarek sentou-se, respondendo, “Não venho por riqueza, mas pelo bem-estar de minha família e minha aldeia.”

O olhar da serpente suavizou, e ela deslizou para o lado, permitindo que ele pegasse a pérola. Ao tocá-la, sentiu uma onda de energia percorrer seu corpo, e soube que havia passado na primeira prova.

Quando retornou ao seu barco, o Marid o aguardava, sorrindo aprovemente. “Você fez bem, Tarek. Mas ainda há mais desafios a enfrentar.”

A Caverna das Sombras

Para a segunda prova, o Marid o levou a uma caverna sob as ondas, um reino escondido onde sombras dançavam e tremeluziam contra as paredes como entidades vivas. As instruções do Marid eram claras: “Dentro, você encontrará três figuras. Uma é verdadeira, a outra enganosa, e a terceira permanece neutra. Faça uma pergunta a cada uma para descobrir qual é qual.”

Tarek se depara com uma serpente de olhos dourados que guarda uma pérola brilhante em uma caverna.
Em uma ilha envolta em névoa, Tarek se depara com uma serpente de olhos dourados que guarda a Pérola de Sawa, com a coragem guiando cada um de seus passos.

Ao entrar na caverna, Tarek viu três figuras sombrias à sua frente. Respirou fundo, lembrando-se do aviso do Marid: “Confie em seus instintos, mas lembre-se, as aparências podem enganar.”

A primeira figura afirmava ser verdadeira, insistindo que nunca mentiria. A segunda figura reivindicava neutralidade, enquanto a terceira acusava a primeira de engano. Tarek estudou seus rostos, percebendo que o olhar do verdadeiro possuía uma sinceridade sutil. Escolhendo sabiamente, apontou para a primeira figura, afirmando sua crença.

As sombras se dispersaram, e o Marid apareceu, acenando com a cabeça. “Você escolheu bem. A sabedoria guia seus passos, Tarek. Mas resta um desafio final.”

A Aposta

O desafio final do Marid era ao mesmo tempo simples e infinitamente complexo: uma aposta de palavras. Se Tarek conseguisse superar o Marid em um enigma, seu desejo seria concedido sem condições. Mas se falhasse, ele se tornaria um servo do Marid por toda a eternidade.

Os olhos do Marid brilharam com antecipação enquanto ele apresentava o enigma: “Eu não estou vivo, mas cresço; não tenho pulmões, mas preciso de ar. O que sou?”

Tarek ponderou as palavras, considerando cada pista cuidadosamente. Finalmente, sorriu, percebendo a resposta. “Fogo,” respondeu confiantemente.

A expressão do Marid vacilou, e pela primeira vez, Tarek viu genuína surpresa em seus olhos. Ele riu, um som tanto áspero quanto reverente. “Muito bem, Tarek. Você me venceu.”

O Desejo

Com suas provações concluídas, o Marid concedeu a Tarek seu desejo. Mas também fez um aviso: “Prosperidade tem um preço, Tarek. Cuidado com a ganância, pois ela destruirá o que você mais preza.”

Tarek se depara com três figuras sombrias em uma caverna, cada uma com uma expressão diferente.
Dentro da caverna das sombras, Tarek observa atentamente três figuras, em busca daquela que é verdadeira para passar pelo segundo desafio do Marid.

Tarek retornou à sua aldeia um homem rico, suas redes sempre cheias, sua família bem alimentada e seu lar repleto de felicidade. Mas com o passar do tempo, ele começou a notar o preço que o Marid havia avisado. Vizinhos tornaram-se invejosos, amizades ficaram tensas, e a ganância infiltrou-se nos corações ao seu redor.

Lembrando-se das palavras do Marid, Tarek soube que precisava compartilhar sua fortuna. Doou generosamente para sua aldeia, construindo escolas, ajudando famílias e criando uma prosperidade que pertencia a todos.

A Visita Final

Uma noite, muitos anos depois, enquanto Tarek sentava-se à beira-mar, ouviu a voz familiar do Marid. “Você cumpriu sua promessa, Tarek, e honrou o desejo sabiamente. Você é um dos poucos que conseguiu manejar o dom sem cair na maldição dele.”

Tarek sorriu, humildemente tocado pelas palavras do Marid. “Obrigado, Marid. Aprendi que a verdadeira prosperidade não está no que se possui, mas no que se compartilha.”

A forma do Marid cintilou, fundindo-se com as ondas. “Então, meu amigo, sua história perdurará, como uma lenda para aqueles que buscam a sabedoria acima de tudo.”

E enquanto o Marid desaparecia nas ondas, Tarek sabia que sua jornada estava completa. Ele enfrentou a criatura lendária, conquistou seu desejo e deixou para trás um legado que seria contado por gerações vindouras.

Tarek está de pé à beira do oceano ao pôr do sol, de frente para a forma cintilante do Marid que se eleva das ondas.
Ao pôr do sol, Tarek reencontra o Marid, humilde por sua jornada e pronto para honrar a sabedoria que adquiriu.

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