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Sobre a História: A Lenda de Hathor é um Legend de egypt ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. Uma poderosa história de coragem e proteção divina no Antigo Egito.
Nas areias douradas do antigo Egito, onde o rio Nilo serpenteia como uma fita sagrada pelo deserto, existe uma lenda sussurrada através das eras. Esta é a história da deusa Hathor, uma divindade do amor, da alegria e da proteção, que uma vez desceu à terra para curar, proteger e restaurar a paz em um tempo envolto pelo caos. A história de Hathor está entrelaçada com mistério, fé e um toque de graça divina — um conto valorizado por aqueles que reverenciam as deusas antigas, que dizem ter caminhado entre os mortais e abençoado o mundo antigo com sua presença.
A lenda começa no sagrado templo de Dendera, onde os sacerdotes e sacerdotisas cuidavam diariamente da estátua da deusa, acreditando que seu espírito residia nela. Lá, em um dia como qualquer outro, uma jovem sacerdotisa chamada Anuket se preparava para os ritos diários quando uma ocorrência estranha prenunciou uma história que seria passada por gerações.
O templo estava banhado por uma luz suave e dourada enquanto a aurora se estendia sobre as pedras antigas, lançando longas sombras que dançavam nas paredes. Anuket, uma jovem devota com um coração tão puro quanto as águas do Nilo, estava diante da estátua de Hathor. Ela sussurrou uma oração, sua voz firme e reverente, enquanto acendia o incenso sagrado e colocava oferendas de flores de lótus aos pés da deusa. De repente, a luz trêmula das velas parecia intensificar-se, iluminando a estátua com um brilho de outro mundo. Anuket sentiu um arrepio percorrer sua espinha, seu pulso acelerando à medida que o ar se tornava denso com a sensação de uma presença divina. Ela ofegou ao perceber que não estava mais sozinha. Uma figura, radiante e graciosa, emergiu das sombras — uma mulher com pele tão suave quanto pedra polida e olhos cheios da sabedoria das eras. Não era uma mera mortal; era Hathor em pessoa, descida dos céus. Seu cocar, adornado com chifres de vaca e um disco solar, a marcava como deusa. Anuket caiu de joelhos, dominada pela admiração. Hathor falou, sua voz como a melodia de uma flauta, suave porém poderosa. “Levante-se, querida Anuket. Não temas, pois vim em um tempo de grande necessidade. A escuridão se agita no Egito, e estou aqui para trazer a luz.” O olhar de Hathor suavizou-se ao tocar o ombro de Anuket e, naquele instante, a jovem sacerdotisa sentiu uma onda de força e propósito fluir através dela. As palavras da deusa ecoaram em sua mente, enchendo-a de uma determinação inabalável. Por gerações, o povo do Egito conhecera Hathor como a deusa do amor, da fertilidade e da música, mas havia outro aspecto dela — um que emergia em tempos de extrema necessidade. Hathor, a vingadora do caos, a protetora dos vulneráveis e a guerreira feroz que traria equilíbrio de volta a um mundo à beira do tumulto. Dias após a visão de Hathor, estranhos presságios começaram a aparecer por todo o reino. Fazendeiros relataram que seu gado, normalmente calmo e abundante, havia se tornado inquieto, produzindo menos leite e se afastando dos rebanhos. Nos mercados, sussurros se espalhavam sobre figuras misteriosas vistas espreitando nas sombras, olhos brilhando na escuridão. Os sacerdotes falavam de uma profecia que previu um tempo de discórdia, um tempo em que a própria deusa teria que intervir para restaurar a ordem. Anuket viajou de Dendera a Tebas, buscando sabedoria no Oráculo de Amun. A jornada foi longa e traiçoeira, mas ela era movida por sua devoção a Hathor e pela crença de que sua deusa a havia escolhido para essa tarefa. Ao chegar ao Oráculo, foi recebida por uma velha sacerdotisa com olhos que pareciam penetrar na alma. O Oráculo falou em enigmas, como era seu modo. “No coração do deserto reside a fonte da escuridão, uma criatura nascida das sombras e da fome. Apenas a luz da deusa pode expulsá-la, porém ela testará a fé e a força daqueles que a seguem.” Anuket ouviu atentamente, seu coração pulsando tanto de medo quanto de antecipação. “Quem é essa criatura?” ela perguntou, sua voz trêmula. O Oráculo não deu nome, mas apenas gesticulou para o oeste, em direção à vasta extensão do deserto onde o sol se punha todas as noites. Lá, ela sabia, era para onde sua jornada a levaria. Anuket partiu, seu coração firme na determinação. Ela era acompanhada por um pequeno grupo de seguidores leais, cada um carregando uma tocha da chama de Hathor, simbolizando sua fé e dedicação. Eles viajaram através do calor abrasador, por tempestades de areia e planícies desoladas, até chegarem ao Vale da Serpente — um lugar temido por todos que conheciam seu nome. O ar estava denso com um silêncio inquietante, quebrado apenas pelo ocasional uivo do vento. Enquanto desciam pelo vale, a escuridão parecia se sobrepor a eles, espessa e pesada. Anuket sentiu sua tocha tremeluzir, e seu coração deu um salto quando sombras dançavam nas paredes do vale, movendo-se com vida própria. Uma figura apareceu à distância — uma besta com o corpo de um leão, asas de um abutre e olhos que brilhavam como ouro derretido. Este era Apep, a serpente do caos, uma entidade antiga que há muito residia no submundo, sedenta pela luz dos deuses. Com o poder de Hathor em seu coração, Anuket avançou, sua voz forte ao invocar sua deusa. “Pela luz de Hathor, eu te banjo de volta para as sombras!” ela gritou, erguendo sua tocha alto. Sua voz ecoou pelo vale e, em resposta, uma luz ofuscante irrompeu, envolvendo a criatura. Apep rugiu em desafio, suas garras cortando o ar, mas o poder de Hathor era muito forte. A luz o queimou, forçando-o a retornar à escuridão, onde desapareceu com um último e ensurdecedor berro. O vale ficou silencioso novamente, e Anuket caiu de joelhos, exausta porém triunfante. Ela havia enfrentado a personificação do caos e emergido vitoriosa. A jornada de volta para Dendera foi cheia de alívio e celebração. A notícia da bravura de Anuket e da bênção de Hathor se espalhou por todo o Egito, inspirando o povo a renovar sua fé na deusa. Os templos foram adornados com flores frescas, e oferendas de frutas e vinho foram colocadas aos pés de Hathor em gratidão por sua proteção. Anuket, agora reverenciada como uma heroína, foi recebida pelo sumo sacerdote de Dendera, que elogiou sua coragem e devoção. Entretanto, Anuket permaneceu humilde, sabendo que foi a luz de Hathor que a guiou através da escuridão. Ela dedicou sua vida a servir a deusa, ensinando aos outros sobre a graça e a força de Hathor, e lembrando-os de que, mesmo nos tempos mais sombrios, a luz da deusa sempre prevaleceria. Com o passar dos anos, a história da descida de Hathor tornou-se uma lenda querida, contada para crianças ao redor das fogueiras e cantada nos grandes salões do Egito. O nome de Anuket foi lembrado ao lado da deusa que ela serviu, seu legado entrelaçado na tapeçaria da rica história do Egito. E assim, a lenda de Hathor continuou viva, um testemunho do poder da fé e da luz duradoura do amor e da proteção diante do caos.A Visão Dourada de Hathor
O Presságio no Deserto
A Jornada pelo Deserto
O Retorno da Paz