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Sobre a História: O Troll da Floresta de Värmland é um Legend de sweden ambientado no Contemporary. Este conto Descriptive explora temas de Nature e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma lenda sobre o antigo guardião da natureza e o preço do desrespeito.
As densas florestas de Värmland, na Suécia, sempre foram um lugar de mistério. Além do limite familiar onde os aldeões colhiam frutas vermelhas e cortavam lenha, existia um mundo que ninguém ousava entrar. Os pinheiros ancestrais se erguiam como sentinelas vigilantes, suas raízes entrelaçadas em segredos tão antigos quanto o tempo. Histórias falavam do troll da floresta, um guardião das matas que punia aqueles que desrespeitavam seu domínio. A maioria descartava esses contos como lendas, mas para aqueles que ouviam o vento uivar tarde da noite ou viam sombras se mover onde nenhum humano estava presente, as histórias pareciam advertências.
Elin Svensson cresceu na aldeia de Björkhult, um assentamento pitoresco situado na beira da floresta. A vida na aldeia era simples—manhãs cedo cuidando do gado, tardes dedicadas à costura ou à pesca, e noites passadas reunidas ao redor da fogueira compartilhando histórias. Foi durante essas longas noites que Elin ouviu pela primeira vez sobre o troll da floresta. Sua avó, Astrid, era uma mestre contadora de histórias, sua voz trêmula pela idade, mas rica em emoção. Ela contava contos de uma criatura tão antiga quanto as montanhas, com pele como casca de árvore e olhos que brilhavam como brasas. “Dizem que o troll vigia a floresta,” Astrid costumava começar, sua voz abaixando para um sussurro conspiratório. “Não é nem bondoso nem cruel, mas justo. Aqueles que respeitam a floresta não têm nada a temer. Mas aqueles que a roubam? Eles pagam o preço.” Elin adorava essas histórias, embora frequentemente se perguntasse se sua avó realmente acreditava nelas. Quando perguntada, Astrid apenas encolhia os ombros. “A floresta lembra de tudo,” ela dizia de forma enigmática. “Você também faria bem em lembrar disso.” Uma manhã, após uma nevasca particularmente pesada, Elin saiu para coletar lenha perto da borda da floresta. O ar estava fresco, e seu fôlego se formava na frente dela como pequenas nuvens. Enquanto caminhava, seus olhos vasculhavam o chão nevado, procurando por galhos secos. Foi então que ela as viu—pegadas. Eram enormes, muito maiores do que qualquer humano ou animal que ela conhecia. As marcas eram profundas, como se tivessem sido feitas por algo imensamente pesado, e tinham impressões que lembravam garras nas pontas dos dedos. Elin se ajoelhou ao lado de uma, colocando a mão de luva dentro da marca para comparar o tamanho. A simples dimensão das pegadas fez um calafrio percorrer sua espinha. Sua curiosidade sobrepujou o medo. Contra seu melhor julgamento, ela começou a seguir a trilha. As pegadas levavam para dentro da floresta, serpenteando entre as árvores e desaparecendo nas sombras. A floresta estava estranhamente silenciosa enquanto Elin se aventurava mais fundo. Os sons habituais do canto dos pássaros e das folhas farfalhando estavam ausentes, substituídos por um silêncio opressor. Até mesmo seus passos, abafados pela neve, pareciam intrusivos. Ela passou por árvores antigas com raízes retorcidas que pareciam escavar-se do chão, seus galhos formando formas retorcidas acima dela. Logo, ela começou a notar símbolos estranhos esculpidos nas árvores. Eram desconhecidos, quase rúnicos, e pareciam brilhar fracamente na luz difusa que filtrava pela copa. Um sentimento de desconforto se instalou nela, mas ela não conseguia voltar atrás—não agora. Sua curiosidade havia se transformado em uma necessidade de entender o que a estava atraindo. Após o que pareceram horas, Elin emergiu em uma clareira. No centro, erguia-se uma grande estrutura de pedra, sua superfície coberta de musgo e hera. A formação assemelhava-se a uma cabana rudimentar, embora nenhum humano pudesse ter construído algo assim. As pegadas levavam diretamente à sua entrada. Elin hesitou. Seus instintos gritavam para ela sair, mas algo—talvez a mesma força que a havia trazido até ali—urgia que ela se aproximasse. Ela afastou a cortina de hera e entrou. O interior estava tenuemente iluminado por fungos luminosos que se agarravam às paredes. O ar estava úmido e carregava um cheiro terroso, como folhas em decomposição. No centro da câmara, um trono feito de pedra e galhos retorcidos estava erguido. E sobre ele, sentava-se o troll. O troll era diferente de tudo o que Elin poderia ter imaginado. Sua pele era áspera e texturizada como a casca de uma árvore, e seus olhos âmbar brilhantes pareciam penetrar-a completamente. Era imenso, sua forma curvada preenchendo a sala. Quando falou, sua voz era profunda e ressonante, como o gemido de árvores antigas em uma tempestade. “Você é corajosa—ou tola—para vir aqui,” disse ele, seu olhar fixo nela. O coração de Elin disparou, mas ela conseguiu gaguejar, “Eu segui suas pegadas.” O troll inclinou a cabeça, sua expressão indecifrável. “Poucos ousam segui-las. O que você busca, criança?” “Eu... Eu queria saber se as histórias eram verdadeiras,” ela admitiu. “Sobre o troll que guarda a floresta.” A risada do troll foi baixa e retumbante, como um trovão distante. “As histórias. Elas apenas arranham a superfície.” O troll gesticulou para que ela se sentasse, e apesar do medo, Elin obedeceu. Na hora seguinte, a criatura falou sobre a história da floresta—de um tempo em que a terra era selvagem e os humanos viviam em harmonia com a natureza. Mas conforme as aldeias cresciam e as árvores eram derrubadas, o equilíbrio começou a pender. “Esta floresta está viva,” disse o troll. “Ela lembra de cada corte, cada cicatriz. Eu sou sua voz, suas mãos, seu protetor. Se o equilíbrio for quebrado, as consequências serão terríveis.” Antes de partir, o troll entregou-lhe um pequeno amuleto de madeira, esculpido com runas intricadas. “Leve isto,” disse ele. “Isso te protegerá.” Elin retornou à aldeia, sua mente girando com o que havia vivenciado. Ela não contou a ninguém, nem mesmo à sua avó, sobre o troll. Mas começou a passar mais tempo na floresta, aprendendo seus ritmos e tratando-a com respeito renovado. Meses depois, forasteiros chegaram a Björkhult. Eram madeireiros, atraídos pela promessa de lucro com o madeira intocada da floresta. Falavam de indústria e progresso, mas para Elin, seus planos pareciam destruição. Ela tentou avisá-los. “A floresta é sagrada,” ela lhes disse. “Se vocês a prejudicarem, vão se arrepender.” Mas os madeireiros riram. Para eles, ela era apenas uma garota supersticiosa. Os madeireiros começaram seu trabalho, derrubando árvores e desmatando a terra. A princípio, tudo parecia bem. Mas logo suas ferramentas começaram a desaparecer e seus equipamentos quebravam em circunstâncias misteriosas. Uma noite, um rugido terrível ecoou pela floresta, fazendo tremer o chão sob seus pés. Na manhã seguinte, a clareira onde os madeireiros trabalhavam estava coberta por vegetação densa. As árvores que haviam sido derrubadas erguiam-se novamente, como se o tempo tivesse sido revertido. Aterrorizados, os madeireiros fugiram, deixando seus equipamentos para trás. Os aldeões, também, ficaram abalados. Até os céticos não podiam negar que algo poderoso vivia na floresta. A partir daquele dia, ninguém ousou mais prejudicar a floresta. Elin tornou-se sua guardiã não oficial, garantindo que os aldeões a tratassem com respeito. Embora nunca mais tenha visto o troll, ela frequentemente sentia sua presença, observando das sombras. Com o passar dos anos, a história do troll da floresta de Värmland tornou-se novamente uma lenda, um conto para assustar crianças e lembrar os adultos do poder da natureza. Mas Elin conhecia a verdade. Ela sempre carregava o amuleto do troll consigo, um lembrete silencioso da criatura ancestral que confiara a ela seus segredos. E no coração da floresta, o troll continuava sua vigília, o eterno guardião de uma terra que lembrava de tudo.Os Sussurros da Aldeia
As Pegadas Estranhas
A Profundidade da Floresta
A Clareira
O Troll Fala
O Aviso do Guardião
Os Forasteiros
A Fúria do Troll
O Legado