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Sobre a História: O Djinn do Mar Morto é um Myth de palestinian ambientado no Ancient. Este conto Poetic explora temas de Good vs. Evil e é adequado para Adults. Oferece Historical perspectivas. Uma lenda esquecida, um selo quebrado e o retorno de um Djinn ancestral—será que os erros da história podem ser desfeitos?.
Mar Morto. Um lugar de quietude, de silêncio, onde o ar está denso com sal, e a água reflete o céu como uma folha de vidro polido. Nenhum peixe nada sob sua superfície. Nenhuma planta se enraíza em suas profundezas. É um lugar onde a vida se recusa a existir.
Mas nem todas as coisas que existem são vivas.
Por séculos, sussurros carregados pelos ventos do deserto têm levado histórias de algo antigo, algo preso nas águas sem vida do mar. Uma maldição. Um segredo. Um ser cujo nome se perdeu no tempo, aprisionado por mãos há muito convertidas em pó.
Esta noite, esse segredo será desenterrado. E o mundo tremerá.
Yusuf Al-Faris sempre acreditou que lendas nasciam da verdade. Em algum lugar por trás das exagerações, dos contos de advertência e dos sussurros dos antigos contadores de histórias, havia um núcleo de realidade. Ele dedicou sua vida a encontrar essa verdade. O manuscrito estava diante dele, suas páginas secas e desmoronando, a tinta desbotada com o tempo. Ele traçou a escrita desconhecida com reverência, seus olhos ajustando-se à luz fraca da biblioteca antiga em Jericó. _"Sob as águas mortas jaz a escuridão presa." Yusuf reclinou-se, franzindo a testa. Ele vinha pesquisando as lendas do Rei Salomão há anos, reunindo histórias quase esquecidas de como o rei, conhecido não apenas por sua sabedoria, mas também por seu domínio sobre os espíritos, havia aprisionado Djinn poderosos em objetos inscritos com sigilos divinos. Mas este manuscrito falava de um Djinn diferente de todos os outros. As palavras descreviam uma entidade tão perigosa que até o fogo, a praga natural dos Djinn, não podia consumi-la. Foi necessário não apenas a magia de Salomão, mas o poder combinado de sacerdotes, feiticeiros e eruditos para selá-la sob o Mar Morto—sua prisão mantida firme por uma laje de obsidiana esculpida com encantamentos sagrados demais para serem falados em voz alta. O pulso de Yusuf acelerou. Se isso fosse verdade... Será que o selo ainda estava lá? Sua mente corria com possibilidades. Isso era mais do que um mito—isso era história. Uma história enterrada sob as águas espessas e imóveis do Mar Morto. Três dias depois, ele estava na orla, olhando para sua superfície espelhada. O sol estava se pondo, pintando a água com tons de cobre e ouro. A equipe de Yusuf havia montado o equipamento de mergulho, suas vozes baixas carregando pelo ar parado. “Isso é loucura”, murmurou Omar enquanto ajustava seu tanque de oxigênio. “Ninguém mergulha no Mar Morto sem um motivo.” “O motivo é a física”, disse Yusuf, forçando um tom confiante. “O sal dificulta a flutuabilidade, sim. Mas nós compensamos isso.” Omar balançou a cabeça. “Esse não é o motivo que eu quis dizer.” Os outros ficaram em silêncio, trocando olhares desconfortáveis. Os locais de Jericó os tinham alertado. Não apenas sobre as dificuldades do mergulho, mas sobre a maldição. Yusuf havia descartado os avisos como superstição, mas agora, estando à beira das águas escuras, sentiu o peso dessas palavras pressionando seu peito. Algo sobre este lugar parecia... errado. A equipe começou a descida. A água era densa, resistindo aos seus movimentos como se relutasse em deixá-los passar. A visibilidade era baixa, o mundo ao redor reduzido a sombras e aos estreitos feixes de suas lanternas. Então, da escuridão turva, algo massivo apareceu. Uma ruína. O leito marinho estava repleto de pedras desmoronadas, pilares que há muito caíram, meio enterrados sob camadas de sal. E no centro de tudo, erguendo-se alto como um monumento a algo esquecido, estava uma laje de obsidiana pura e negra. A respiração de Yusuf ficou presa. O selo. Ele se aproximou, passando os dedos enluvados sobre as antigas esculturas. Os símbolos eram diferentes de tudo o que ele já tinha visto. Pulsavam, levemente, como se estivessem vivos. No momento em que seus dedos tocaram— Uma onda de choque irrompeu da pedra, atirando-o para trás. O mar gritou. A água fervia violentamente enquanto um som—baixo, gutural e cheio de raiva—ondulava nas profundezas. A obsidiana rachou, veias brilhantes de fogo tecendo uma teia por sua superfície. E então— Algo se moveu sob eles. Algo despertou. Yusuf arfou por ar enquanto mãos o arrastavam para a orla. Piscou contra a noite, tossindo água, o peito arfando. O ar vibrava com energia. O mundo ao seu redor parecia diferente, mais pesado—como se algo invisível tivesse se instalado sobre ele. Então ele ouviu os gritos. Ele empurrou-se para cima, seu corpo doendo, e virou-se em direção à água. E lá, emergindo do Mar Morto, estava Al-Muhtazir. Ele era imponente, sua forma alternando entre sombra e fogo, adornado com faixas de ouro antigo que brilhavam sob a luz da lua. Seus olhos queimavam como brasas derretidas, sua presença distorcendo o próprio ar ao seu redor. Ele inalou profundamente, como se estivesse saboreando a liberdade pela primeira vez em séculos. “QUEM OUSA QUEBRAR O SELLO DE SALOMÃO?” O som de sua voz fez o próprio chão tremer. Yusuf engoliu em seco, forçando-se a ficar de pé. “Eu—” Sua voz quebrou. “Eu não quis te libertar.” O olhar dourado de Al-Muhtazir fixou-se nele. Um sorriso lento e arrepiante se espalhou pelo seu rosto. “Então sua ignorância será sua ruína.” Ele levantou a mão, e o vento explodiu para fora, enviando Yusuf e sua equipe caindo no chão. Mas antes que o Djinn pudesse atacar novamente— Uma voz soou, forte e inabalável. “Basta.” Uma mulher idosa, vestida de branco, estava à beira do mar. Sua presença era radiante, sua aura vibrando com poder. Ela era uma Guardiã do Selo. E ela tinha vindo para terminar o que Salomão começou. A Guardiã avançou, seu cajado afundando na areia. “Vocês estão presos pelas antigas leis”, disse ela, sua voz imponente. “Podem levar uma alma, mas nenhuma outra.” Al-Muhtazir inclinou a cabeça, ponderando. Então, para horror de Yusuf, ele sorriu. “Muito bem”, refletiu. “Deixe o homem escolher.” O estômago de Yusuf se contorceu. Sua vida… ou a de outro. Ele sabia o que precisava fazer. “Eu vou ficar.” Mas a Guardiã virou-se para ele, sua expressão inexpressiva. “Não”, sussurrou ela. “Esse não é o seu destino.” Ela levantou as mãos, e os sigilos do selo quebrado queimaram em sua pele. Fogo dourado irrompeu ao redor deles, formando um vórtice de luz que puxava Al-Muhtazir de volta. O Djinn rugiu, seu corpo lutando contra o domínio da magia. E então— O mar silenciou. A noite voltou a estar em silêncio. A Guardiã desabou, seu dever cumprido. Yusuf a segurou antes que ela caísse. “Você nos salvou.” Ela sorriu levemente. “Não, filho. Você salvou.” Então, como poeira ao vento, ela desapareceu. Yusuf retornou a Jericó, para sempre mudado. O mundo jamais saberia o que aconteceu naquela noite. Mas, enquanto ele sentava em seu estudo, olhando para o último fragmento restante do selo, ele o sentiu. Os símbolos ainda pulsavam. O Djinn não havia partido. Ele estava simplesmente esperando.A Descoberta do Erudito
Nas Profundezas
O Despertar de Al-Muhtazir
A Última Resistência
Ele Partiu
Epílogo: A Maldição Permanece
Fim.