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Sobre a História: O Tesouro Maldito de Pag é um Legend de croatia ambientado no Renaissance. Este conto Descriptive explora temas de Good vs. Evil e é adequado para Adults. Oferece Historical perspectivas. Alguns tesouros são melhores quando permanecem não descobertos.
A ilha de Pag, na Croácia, é uma terra de pedra e vento, um lugar onde o mar sussurra segredos para aqueles que ousam ouvir. Pescadores contam histórias de luzes estranhas piscando sobre a água, de vozes chamando das falésias em noites sem lua e de um tesouro enterrado tão profundamente nos ossos da ilha que até o próprio tempo não conseguiu reivindicá-lo.
Por séculos, a lenda do *Tesouro Amaldiçoado de Pag* persistiu — uma história de ganância, traição e morte. Alguns dizem que ele está escondido em uma caverna sob as rochas irregulares, uma fortuna roubada pelo corsário veneziano Marco Bonatti no século XVI. Outros afirmam que ele é guardado pelos espíritos daqueles que o buscaram antes, suas almas acorrentadas ao próprio ouro que cobiçavam.
A maioria descarta a lenda como apenas isso — um conto para manter os curiosos afastados. Mas Nikola Dragic não era como a maioria das pessoas.
Historiador experiente e caçador de tesouros nas horas vagas, Nikola passou anos perseguindo mitos, descobrindo artefatos perdidos e separando fato de folclore. Ele acreditava que toda lenda continha um núcleo de verdade e estava determinado a encontrá-lo.
Desta vez, ele estava preparado para arriscar tudo.
A velha biblioteca em Zadar cheirava a poeira e tinta, suas estantes carregadas de livros que testemunharam séculos passarem. Nikola estava curvado sobre um manuscrito antigo, suas páginas quebradiças sob seus dedos. *"Bonatti fugiu para a ilha de Pag, escondendo seu espólio sob a terra antes que sua traiçoeira tripulação se voltasse contra ele. Suas últimas palavras amaldiçoaram o ouro e todos que o buscarem."* Um mapa rudimentar foi esboçado nas margens, a tinta desbotada, mas ainda legível. Nikola traçou as linhas com uma mão enluvada, a excitação pulsando em suas veias. A localização era vaga — em algum lugar ao longo da costa norte de Pag, perto de uma baía isolada. Ele olhou para as anotações espalhadas ao seu redor. Dezenas de relatos, desde registros venezianos até diários do século XIX, todos indicavam o mesmo lugar. O problema não era encontrar a caverna. O problema era sair vivo. Nikola se recostou e exalou. Era hora. Caçar tesouros não era uma empreitada solitária, especialmente quando se tratava de algo tão perigoso quanto isso. Primeiro, havia Luka Petrovic — amigo de infância de Nikola e especialista em sobrevivência que passara anos liderando expedições nos Bálcãs. Se as coisas desandassem, Luka era quem os tiraria vivos dali. Então, havia Ana Vukovic, uma mergulhadora profissional que mapeou cavernas subaquáticas pelo Adriático. Se o tesouro estava escondido em uma caverna inundada, ela era a melhor chance de alcançá-lo. E, por fim, Ivan Kovac, um historiador que dedicou sua vida a descobrir artefatos perdidos. Ele não era um lutador, mas sabia mais sobre a história veneziana do que qualquer pessoa que Nikola já conhecera. Se houvesse uma pista oculta, Ivan a encontraria. Os quatro se encontraram em um pequeno café à beira do porto, uma tempestade se formando à distância. — Eu ainda não gosto disso — murmurou Ivan, mexendo seu café. — Toda história sobre esse tesouro termina em sangue. — A história também — respondeu Luka com um sorriso. — Estamos apenas adicionando mais um capítulo. Nikola espalhou o mapa sobre a mesa. — Partimos ao amanhecer. Eles chegaram a Pag de barco, as falésias se erguendo como dentes irregulares do mar. O ar cheirava a sal e pedra, e um vento forte açoitou a paisagem rochosa. Os moradores não foram receptivos. Um velho no cais balançou a cabeça quando Nikola mencionou a caverna. — Nada além de morte espera lá — disse ele. — Volte. Nikola o agradeceu e seguiu em frente. A superstição não o impediria agora. Sua jornada os levou para o norte ao longo da costa, seguindo o mapa rudimentar do manuscrito. O caminho era áspero, as rochas cortantes sob suas botas. Horas se passaram antes que Ana avistasse algo — uma abertura nas falésias, meio escondida pela vegetação densa. — É aqui — disse ela, afastando as vinhas. A entrada se abria diante deles, um túnel escuro levando profundamente na terra. Uma rajada repentina de vento uivou pela caverna como um sussurro. Ivan estremeceu. — Eu não gosto disso. Nikola apertou o bolso da lanterna. — Não vamos voltar agora. As paredes da caverna se fechavam conforme avançavam, seus passos ecoando na quietude. A água pingava do teto, formando poças que refletiam os feixes trêmulos da lanterna. Após uma hora de exploração cuidadosa, Ana encontrou uma passagem subaquática. — Ela leva mais adentro — disse ela, ajustando seu equipamento de mergulho. — Vamos ter que passar por aqui. Um a um, eles deslizaram para a superfície, o frio mordendo sua pele. O túnel era estreito, a rocha pressionando dos dois lados. Por um momento, Nikola sentiu o peso da terra acima dele, a escuridão sufocante ameaçando arrastá-lo para baixo. Então ele emergiu. Eles haviam entrado em uma enorme câmara subterrânea, o teto perdido nas sombras. Estalactites pendiam como adagas congeladas, e o ar cheirava a antiguidade — úmido, frio e intocado pelo tempo. E ali, no centro da caverna, estava o tesouro. Moedas de ouro transbordavam de baús quebrados. Jóias brilhavam na luz tênue. Uma espada ornamentada repousava sobre uma pilha de prata, sua lâmina gravada com símbolos perdidos no tempo. Por um longo momento, ninguém falou. Então Luka estendeu a mão para uma moeda. Um sussurro encheu o ar. A temperatura despencou. Sombras se esticavam de forma antinatural pelas paredes. Luka gritou, seu corpo convulsionando. Sangue escorria de seu nariz, seus dedos tremendo. A moeda caiu de seu aperto, aterrissando com um som oco* clink* contra o chão de pedra. Uma voz — baixa, gutural e cheia de raiva — ecoou pela caverna. *"Vocês ousam perturbar o que é meu?"* Figuras emergiram das trevas — formas fantasmas vestidas com roupas esfarrapadas do século XVI, seus olhos ocos queimando de fúria. A forma espectral de Marco Bonatti avançou, sua mão esquelética segurando o punho de um cutelo enferrujado. *"Fores avisados."* Ivan caiu de joelhos, sussurrando uma oração. Ana agarrou sua faca de mergulho, embora não servisse para nada contra os mortos. A mente de Nikola disparou. Os espíritos não estavam apenas protegendo o tesouro. Eles estavam ligados a ele. Tomar o tesouro significava assumir sua maldição. Nikola agarrou o braço de Luka. — Deixem isso! Temos que ir! A caverna tremeu enquanto os espíritos lamentavam, o som aumentando para um tom insuportável. O chão ruiu sob eles, e o tesouro — amaldiçoado e eterno — começou a se afundar na terra. Eles correram. De volta pela caverna, pela água gelada, pelo túnel estreito que parecia se fechar ao redor deles. A entrada se erguia à frente, a primeira luz do amanhecer rompendo sobre o mar. Com um último esforço de força, eles tropeçaram na praia, arfando por ar. A caverna atrás deles desabou. O tesouro estava perdido mais uma vez. Luka se recuperou, mas nunca falou sobre o que viu naqueles momentos em que a maldição o dominou. Ivan abandonou completamente a caça a tesouros. Ana deixou a Croácia, nunca mais pisando em Pag. Quanto a Nikola, ele passou o resto de sua vida tentando esquecer. Mas algumas noites, quando o vento uivava pelas rochas, ele ainda podia ouvir o sussurro. *"Vocês foram sábios em partir… mas outros virão."* O tesouro de Pag permaneceu onde sempre esteve — esperando.Um Mapa de Morte
A Equipe se Reúne
A Ilha Chama
Descida ao Desconhecido
A Maldição Desencadeada
A Fuga
Epílogo: Alguns Segredos Devem Permanece
FIM