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Sobre a História: As Joias Amaldiçoadas do Château de Chillon é um Legend de swaziland ambientado no Renaissance. Este conto Dramatic explora temas de Redemption e é adequado para Young. Oferece Historical perspectivas. A busca de um historiador pela verdade revela uma maldição que se recusa a ser silenciada.
Introdução
O luar cintilava na superfície do Lago Genebra, lançando ondulações prateadas contra as antigas pedras do Château de Chillon. A fortaleza medieval, resistente por séculos, havia testemunhado inúmeras histórias de guerra, traição e nobreza. No entanto, uma lenda sussurrada pelos seus frios corredores permaneceu inacabada — a maldição da Condessa Éléonore de Montreux e suas joias lendárias.
Essas pedras preciosas, supostamente avaliadas em uma fortuna, também eram consideradas portadoras de uma terrível maldição. Ao longo dos anos, muitos as procuraram, e nenhum escapou da desgraça. Alguns desapareceram sem deixar rastros; outros perderam a sanidade, murmurando sobre sombras que sussurravam na noite.
Quando o Dr. Victor Armand, um renomado historiador da Universidade de Lausanne, recebeu um convite da Sociedade Histórica Suíça para examinar um cofre recentemente desenterrado dentro do castelo, ele viu uma oportunidade de desmentir as superstições.
Mas, como logo descobriria, algumas histórias se recusam a ser reescritas.
A Chegada do Erudito
Victor ajustou os óculos enquanto dirigia pela estrada à beira do lago, a silhueta do Château de Chillon aparecendo ao longe. Ele já havia visitado o castelo antes, mas desta vez, tudo parecia diferente. O convite havia sido urgente, o curador, Laurent Dubois, quase implorava em sua carta.
Ao sair do carro, Victor inalou o ar fresco do outono. O lago se estendia até o horizonte, suas águas escuras estranhamente calmas.
Laurent o recebeu na entrada, com a expressão tensa. “Você chegou a tempo,” disse, apertando a mão de Victor. “Presumo que você esteja familiarizado com a lenda?”
Victor sorriu de canto. “Qual delas? Este lugar está repleto delas.”
A voz de Laurent abaixou para um sussurro. “As joias.”
Victor suspirou. “Sim, li sobre a Condessa Éléonore. Executada por bruxaria no século XVI, acusada de amaldiçoar as joias com seu último suspiro. Mas, certamente, você não acredita nessas coisas?”
Laurent hesitou. “Venha comigo. Veja por si mesmo.”
O Cofre dos Segredos
Profundamente sob o castelo, onde o lago lambia as fundações de pedra, Laurent conduziu Victor por uma passagem recentemente revelada durante as renovações. O ar estava úmido, carregando o cheiro de pedra antiga e algo… metálico.
Dentro do cofre, um pedestal de mármore negro permanecia no centro, iluminado por lanternas. Sobre ele repousava uma coleção de joias — rubis, esmeraldas e safiras, intocadas pelo tempo. A maior delas, um rubi carmesim, parecia brilhar de dentro.
Victor franziu a testa. “Elas deveriam ter se deteriorado ao longo dos séculos. Essas parecem como se tivessem sido colocadas aqui ontem.”
Laurent assentiu gravemente. “É por isso que eu te chamei. Algo não está certo.”
Quando Victor estendeu a mão, seus dedos tocando a superfície do rubi, um frio súbito varreu a sala. As lanternas piscavam. Das profundezas do corredor, um sussurro ecoou — uma voz que nenhum homem reconhecia.
Victor recolheu a mão, o coração acelerado. “Você ouviu isso?”
Laurent engoliu em seco. “Você me diz, Professor. Você ainda acha que isso é apenas uma lenda?”
O Lamento da Condessa
Naquela noite, o sono escapou de Victor. Ele ficou acordado em seus aposentos, olhando para as vigas de madeira acima. O castelo gemia ao seu redor, acomodando-se na noite.
Em determinado momento, o cansaço venceu, e o sonho surgiu.
Ele estava na praça do castelo. As tochas tremulavam com o vento. E diante dele estava uma mulher vestida com um vestido fluido, seus cabelos embaraçados, os olhos cheios de tristeza.
“Você deve me libertar,” ela sussurrou. “As joias me prendem a este lugar. Elas famintas por dor.”
Victor tentou falar, mas sua voz o traiu. A mulher levantou a mão em direção ao seu peito, e de repente, ele estava se afogando — caindo na escuridão, em algo frio e sem fim.
Ele acordou de repente, ofegante. A sala estava gelada como gelo.
Victor sentou-se, esfregando o rosto. Foi apenas um sonho. Apenas um—
A porta rangeu ao se abrir.
Victor se virou, com a respiração ofegante. Mas o corredor além estava vazio.
Uma História de Sangue
Determinado a encontrar respostas, Victor passou o dia seguinte vasculhando registros antigos na biblioteca do castelo.
Os relatos pintavam um quadro sombrio.
Éléonore de Montreux havia sido uma mulher de influência, conhecida por sua beleza e inteligência. Contudo, em 1587, ela foi acusada de traição contra o duque governante. O julgamento foi rápido, o veredicto inevitável. Mas antes de sua execução, ela foi forçada a assistir enquanto os tesouros da família — as joias — eram confiscados.
Um relato de um monge descrevia seus últimos momentos:
*"Ela chorou sobre as pedras, sussurrando palavras em uma língua desconhecida. As joias escureceram, e a sala ficou fria. A partir daquele dia, a desgraça assolou todos que as tocaram."*
Victor exalou. Todo mito tem raízes em alguma verdade. Mas isso era realmente uma maldição, ou apenas uma série infeliz de coincidências?
A resposta veio mais cedo do que ele esperava.
A Maldição se Aperta
Ao entardecer, o castelo já não era o mesmo.
Tudo começou com os sussurros — murmúrios baixos e ininteligíveis que flutuavam pelos corredores. Então, objetos se moviam quando ninguém estava por perto. Um livro voou da estante. Uma vela tremeluzia e se apagava, apesar da ausência de vento.
Philippe, um dos assistentes de Victor, caiu nas escadas, quebrando o braço. Isabelle, outra pesquisadora, afirmou ter sentido algo a tocar nela no escuro — dedos frios, invisíveis, mas inconfundíveis.
Mas foi Laurent quem sofreu o pior.
Victor o encontrou olhando para o lago, com o rosto pálido e as mãos trêmulas. “Ela falou comigo,” Laurent sussurrou. “Ela disse que temos que devolver as joias.”
O sangue de Victor gelou. “Para onde?”
“O lago.”
O Retorno às Profundezas
A noite estava quase passando da meia-noite quando Victor e sua equipe levaram as joias amaldiçoadas até a margem do castelo. O vento uivava sobre o lago, e a água fervia como se estivesse ciente de sua presença.
Com uma respiração profunda, Victor levantou o rubi. Ele parecia pesado na mão, quase relutante em partir.
E então, a voz retornou.
*"Libere-me."*
Um grito lacerante preencheu a noite enquanto Victor arremessava o rubi no lago. Uma a uma, as joias restantes seguiram, afundando no abismo.
No momento em que a última pedra desapareceu, o castelo ficou em silêncio. O vento cessou. As sombras recuaram.
E, pela primeira vez em séculos, o Château de Chillon parecia… mais leve.
Epílogo: A Lenda Continua
Na manhã seguinte, a presença sinistra do castelo tinha desaparecido. O ar estava mais claro, a atmosfera menos opressiva.
Victor estava à beira da água, observando as ondulações se dissiparem. Ele partiu para desmentir uma lenda, mas no final, testemunhou algo além da explicação.
Ele se virou para partir, mas algo brilhou sob a água — uma única joia, intocada pelo tempo.
Por um momento, considerou recuperá-la.
Mas, como havia aprendido, algumas histórias eram melhores deixadas nas profundezas.
E algumas maldições nunca realmente morrem.