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Sobre a História: O Bosque de Bambu de Jeju é um Legend de south-korea ambientado no Medieval. Este conto Dramatic explora temas de Loss e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. No coração do bosque de bambu de Jeju, a história paira em sussurros—aguardando para ser ouvida.
Ilha de Jeju é um lugar de beleza indomada—uma terra moldada pelo fogo vulcânico, lendas sussurradas e o ritmo incessante do mar. Embora a ilha seja conhecida por seus campos ondulantes de flores de canola, crateras vulcânicas e praias de areia negra, existe um lugar raramente mencionado pelos locais.
Um denso bosque de bambu imponente, onde o vento nunca parece se acomodar, e o ar carrega uma presença além do reino dos vivos. Alguns afirmam que é assombrado, outros acreditam que protege um segredo antigo, perdido no tempo. O Bosque de Bambu de Jeju, eles o chamam—a place onde a história perdura em sussurros, esperando pela alma certa para ouvir.
Muitos tentaram desvendar seu mistério, mas poucos retornaram inalterados. Alguns afirmam ter se perdido, presos em um labirinto sem fim de verde. Outros dizem ter ouvido vozes—murmúrios suaves e tristes que os chamavam das profundezas do bosque. E então há as histórias da mulher de branco, uma figura etérea que aparece para aqueles que buscam respostas.
Esta é a história de Yun-Seo, um estudioso do continente, que veio a Jeju em busca da verdade. O que ele encontrou, no entanto, foi algo muito maior do que a história—uma narrativa de amor, perda e um destino ligado pelas folhas sussurrantes do bosque de bambu.
Yun-Seo chegou a Jeju precisamente quando a névoa matinal começava a se dissipar. O porto fervilhava com pescadores descarregando sua pesca diária, o ar espesso com o cheiro de sal e frutos do mar frescos. Um homem de letras mais do que de trabalho, Yun-Seo destacava-se entre os locais com sua vestimenta acadêmica—um hanbok azul-marinho forrado com seda fina, um diário encadernado em couro preso sob seu braço. Seus olhos, afiados de curiosidade, escaneavam o horizonte. Ele estava ali com um único propósito: encontrar as Crônicas do Bosque de Bambu, um texto que dizia conter a história esquecida dos clãs perdidos de Jeju. A jornada havia sido longa, mas sua determinação era inabalável. Diferentemente de muitos que descartavam antigas lendas como mera fantasia, Yun-Seo acreditava que todo mito continha uma semente de verdade. Seu destino estava além das vilas, passando pelas colinas ondulantes e estradas de terra sinuosas—no coração da ilha, onde o bambu crescia mais denso. Ele havia lido sobre o bosque em antigos pergaminhos, relatos deixados por viajantes que afirmavam ter ouvido vozes entre os bambus. Alguns acreditavam que eram os espíritos de guerreiros já desaparecidos, outros pensavam ser apenas um truque do vento. Mas Yun-Seo não era alguém facilmente dissuadido por superstições. Conforme avançava para o interior, os sons familiares da vida na vila desapareciam atrás dele. A estrada estreitava, o dossel das árvores acima tornando-se mais denso até que apenas fragmentos de luz solar alcançavam o chão. E então, logo após a última curva no caminho, ele viu— O Bosque de Bambu de Jeju. Entrar no bosque era como cruzar para outro mundo. O bambu imponente se estendia em direção ao céu, seus caules verde-jade tão densos que bloqueavam o sol. O chão era macio sob os pés de Yun-Seo, coberto por uma espessa camada de folhas caídas. O ar estava fresco, úmido e estranhamente parado. Mas não era o silêncio que preenchia o bosque. Eram os sussurros. A princípio, Yun-Seo os descartou como um truque do vento, mas quanto mais ele ouvia, mais claros eles se tornavam. *"O passado nunca se vai... O passado nunca se vai..."* Ele hesitou, sua respiração ficando presa na garganta. Quem estava falando? Era um eco de algo há muito esquecido, ou ele estava realmente ouvindo as vozes daqueles que viveram aqui? O som parecia vir de todas as direções, tecendo-se através do bambu como mãos invisíveis acariciando as folhas. Yun-Seo respirou fundo para se estabilizar. Ele estava ali por conhecimento, não por histórias de fantasmas. Avançou, deixando que as vozes o guiassem mais profundamente no bosque. Enquanto caminhava, notou algo estranho—o ar havia se tornado mais denso, mais pesado, como se estivesse atravessando uma barreira invisível. E então, bem à frente, a névoa começou a girar. Foi então que ele a viu. Ela estava entre o bambu, sua figura parcialmente obscurecida pela névoa cintilante. Seu hanbok era branco, o tecido delicado esvoaçando levemente apesar da quietude do ar. Seu cabelo longo cascava pelas costas, tão escuro quanto o céu noturno, e embora Yun-Seo ainda não pudesse ver seu rosto, havia algo inconfundivelmente assombroso em sua presença. Seus instintos lhe diziam para correr, mas a mente do estudioso recusava-se a ser influenciada pelo medo. "Quem é você?" ele perguntou, sua voz cuidadosa, medida. A mulher virou-se ligeiramente, seus movimentos lentos, deliberados, como se tivesse esperado que ele falasse. *"Você busca o passado,"* disse ela. Sua voz não era nem áspera nem acolhedora. Era... antiga, cansada. *"Mas o passado não deve ser perturbado."* Yun-Seo engoliu seco. Havia algo em seu tom—não um aviso, mas uma tristeza, como se ela tivesse pronunciado essas palavras incontáveis vezes antes. "Eu só desejo compreender," disse ele. "Saber o que foi perdido." Um longo silêncio se estendeu entre eles. Então, pela primeira vez, ela se virou totalmente para ele. Seu rosto era bonito mas triste, seus olhos carregando uma profundidade de dor que nenhum mortal deveria suportar. *"Então, siga."* Sem mais uma palavra, ela adentrou mais no bosque. Yun-Seo hesitou apenas por um momento antes de segui-la. O caminho que ela o conduziu era diferente—mais antigo, intocado pelo tempo. A névoa se densificava, enroscando-se na base do bambu como tentáculos fantasmagóricos. Então ele o viu. Um altar de pedra, meio enterrado sob séculos de folhas caídas. Estava coberto de antigas esculturas, inscrições em uma língua que não era falada há gerações. Mas quando Yun-Seo estendeu a mão para tocar a superfície, um súbito entendimento o atingiu—aquele não era apenas um lugar sagrado. Era um túmulo. Seu peito apertou ao finalmente compreender. A mulher não era apenas um espírito. Ela era a última filha de um clã perdido, massacrada por sua resistência. Seu povo havia sido apagado da história, suas histórias deixadas sem contar. Até agora. Os sussurros cresceram até se tornarem um vento uivante, circulando Yun-Seo como mãos invisíveis agarrando suas vestes. *"Você contará ao mundo?"* a mulher perguntou, sua voz mal acima de um sussurro. O coração de Yun-Seo pulsava forte. Se ele revelasse a verdade, mudaria a história. Mas se permanecesse em silêncio, suas vozes seriam perdidas para sempre. Com as mãos trêmulas, ele pegou seu diário. *"Eu contarei sua história."* Imediatamente, o vento cessou. A mulher sorriu—uma expressão triste e fugaz. Então, como a névoa, ela desapareceu. Yun-Seo deixou o bosque, seu diário preenchido com as palavras dos esquecidos. E embora a história debateria sua veracidade, aqueles que se aventuraram no Bosque de Bambu de Jeju sabiam melhor. Pois mesmo agora, em noites tranquilas, quando o vento passa pelo bambu, *"O passado nunca se vai... O passado nunca se vai..."*A Jornada do Estudioso
O Caminho dos Sussurros
A Mulher no Bosque de Bambu
O Segredo Manchado de Sangue
O Preço do Conhecimento
Epílogo: O Legado do Bosque
os sussurros retornam.
Fim.