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Sobre a História: Seja gentil. é um Realistic Fiction de united-states ambientado no Contemporary. Este conto Simple explora temas de Friendship e é adequado para Children. Oferece Moral perspectivas. **Uma história sobre o efeito dominó da bondade e como pequenas ações podem fazer uma grande diferença.** Era uma vez em uma pequena cidade, onde as pessoas costumavam passar umas pelas outras sem repararem. Um dia, uma jovem chamada Sofia decidiu que queria mudar isso. Ela acreditava que pequenas ações de bondade poderiam criar um impacto maior do que se imaginava. Sofia começou seu dia com um simples gesto: ao comprar café, sorriu para a barista e agradeceu com sinceridade.
Em uma pequena sala de aula ensolarada, uma menina chamada Talia estava sentada perto da janela, com o queixo apoiado na mão. Ela observava o céu chuvoso, sentindo o peso de algo em seu coração. Não era tristeza nem raiva, mas algo entre os dois—uma sensação de inquietação. Talia lembrava-se do incidente que havia acontecido apenas momentos antes, durante a aula de arte, e de como as risadas de todos encheram a sala de uma maneira que soava aguda e cortante. Ela não conseguia afastar aquilo de sua mente.
Hoje era o dia em que Tanisha havia derramado suco de uva em seu vestido novo, de um rosa claro. A mancha se espalhou no tecido como uma pequena flor escura, e as bochechas de Tanisha ruborizavam de constrangimento enquanto as risadas explodiam ao seu redor. Talia observava, sentindo uma pontada de simpatia, querendo estender a mão, mas hesitando, sem saber o que dizer ou fazer. Ela se perguntava: *O que realmente significa ser gentil?*
Enquanto Talia refletia sobre essa questão, ela lembrava de todos os pequenos atos de bondade que havia testemunhado ou do qual havia feito parte. Ela lembrava de sua mãe trazendo sopa para um vizinho idoso quando ele estava doente e de seu pai oferecendo uma carona para um amigo que perdeu o ônibus. Esses atos pareciam tão pequenos, mas pareciam tão grandes. Mas seriam suficientes para fazer Tanisha se sentir melhor? Talia sentiu-se determinada a descobrir.
O Ato de um Sorriso
No dia seguinte, Talia chegou à escola com uma missão. Ela havia decidido que faria Tanisha sorrir, não importava o quê. Ela avistou Tanisha sentada sozinha debaixo de uma árvore durante o recreio, apertando sua lancheira com força, olhando para baixo.
"Oi, Tanisha!" Talia a cumprimentou alegremente, sentando-se ao lado dela. Tanisha olhou para cima, com o rosto ainda marcado pelo constrangimento de ontem. "Quer trocar lanches? Eu tenho biscoitos com manteiga de amendoim." Ela estendeu os biscoitos, sorrindo.
Tanisha hesitou, mas finalmente sorriu de volta, um sorriso pequeno e hesitante. "Claro," respondeu ela, pegando um biscoito.
Talia sentiu um calor acolhedor em seu peito enquanto compartilhavam o lanche em um silêncio confortável. Não era muito, mas era um começo. E talvez, apenas talvez, esse pequeno ato de bondade gerasse ondas, fazendo Tanisha se sentir um pouco mais confortável. Talia não sabia que seu gesto pequeno já havia plantado uma semente que iria crescer muito além do pátio da escola.

Mais que Palavras
Mais tarde naquela semana, Talia começou a pensar em outras maneiras de ser gentil. Ela percebeu que a bondade nem sempre envolvia gestos grandiosos ou palavras impressionantes. Às vezes, era apenas sobre estar presente para alguém que precisava de um amigo.
Numa tarde chuvosa, enquanto se alinhavam para a aula de educação física, Talia notou outro colega de classe, Marco, lutando com seus tênis de ginástica. Seus dedos tropeçavam nos cadarços, evidenciando frustração em sua testa franzida. As outras crianças passavam rapidamente, ansiosas para chegar à sala de ginástica e jogar pega-pega, mas Talia parou.
"Precisa de ajuda, Marco?" ela perguntou gentilmente.
Marco olhou para ela, surpreso, mas então assentiu agradecido. "Obrigado," murmurou, afastando-se para que ela pudesse alcançar os cadarços.
Enquanto ela o ajudava a amarrar os tênis, Talia podia sentir alguns colegas observando. Ela os ignorou e se concentrou nos cadarços, certificando-se de que estivessem perfeitos.
"Está tudo pronto," disse ela, dando-lhe um sorriso tranquilizador.
Marco sorriu, e Talia sentiu aquele calor acolhedor novamente. Ela não precisou dizer muito; às vezes, ações realmente falam mais alto que palavras. Ela se perguntou se Marco se lembraria daquele momento e se sentiria inspirado a ajudar alguém outro dia.
Uma Corrente de Bondade
No dia seguinte, Talia percebeu que Marco estava, de fato, espalhando a bondade. Ela o viu segurando a porta para outro colega e compartilhando seu almoço com um novo aluno que havia esquecido o dele. Talia sentiu um orgulho crescente. Poderia ser que seu pequeno ato de bondade tivesse desencadeado algo nele?
Durante a semana, Talia continuou procurando pequenas maneiras de ser gentil. Ela compartilhou seus materiais de arte com alguém que havia esquecido os seus, elogiou o desenho de um colega tímido e ofereceu-se para limpar a sala de aula após um projeto de arte. Cada ato a fazia sentir como se estivesse adicionando um pouco de calor à sua escola, como pedaços de um cobertor que lentamente cobririam toda a sala de aula.

A Arte de Ouvir
Um dia, durante o tempo de leitura livre, Talia notou um colega chamado Sam sentado sozinho, encarando a capa de seu livro em vez de lê-lo. Sam costumava ser quieto e não participava dos jogos que as outras crianças jogavam. Curiosa, Talia deslizou para o assento ao lado dele.
“Você gosta desse livro?” ela perguntou suavemente.
Sam olhou para ela, surpresa brilhando em seus olhos. “Não sei,” disse ele devagar. “Às vezes é difícil de focar.”
Talia assentiu, ouvindo sem interromper. Ela não precisava consertar nada ou dar sugestões; ela apenas precisava estar lá, para fazê-lo se sentir visto e ouvido.
Conforme Sam continuava a compartilhar um pouco de seus pensamentos, sua voz se fortalecia, ficando mais confiante. Quando o sinal tocou, ele sorriu e agradeceu por ouvir. Talia foi embora com o coração leve, percebendo que às vezes a bondade era tão simples quanto ser um bom ouvinte.
A Bondade Está em Todo Lugar
Talia começou a notar atos de bondade em todos os lugares onde ia. O professor emprestando um lápis extra, um aluno ajudando outro com matemática, sua mãe deixando um bilhete em sua lancheira que dizia: “Estou orgulhosa de você.” Esses atos eram silenciosos, frequentemente despercebidos, mas poderosos.
Ela decidiu manter um diário de bondade, anotando todos os atos de bondade que via ou experimentava. Algumas páginas estavam preenchidas com os nomes das pessoas a quem queria agradecer, enquanto outras continham memórias de momentos que a faziam sentir feliz ou cuidada. Talia começou a entender que a bondade não era apenas sobre uma grande ação. Era sobre muitos pequenos atos, somando-se para criar um mundo melhor.

Uma Nova Perspectiva
Um dia, a professora de Talia anunciou um projeto de classe sobre bondade. Eles iriam criar uma “Árvore da Bondade” na parede, onde cada aluno poderia adicionar uma folha descrevendo um ato de bondade que haviam feito ou recebido. Talia ficou empolgada. Ela tinha tantas ideias para compartilhar!
Ela escreveu sobre ajudar Marco com seus tênis, ouvir Sam e seus momentos com Tanisha. Cada folha que adicionava a fazia sentir que estava contribuindo para algo muito maior que ela mesma. E, enquanto observava seus colegas adicionarem suas folhas, ela percebeu que a bondade era um presente que todos tinham o poder de dar.
Quando a Árvore da Bondade estava completa, era uma bela exibição de cores e palavras. Cada folha contava uma história, e juntas, criavam um dossel de bondade que todos podiam apreciar.
Uma Escola Mais Brilhante
No final do ano letivo, Talia notou que sua sala de aula havia se transformado. As crianças estavam mais amigáveis, mais dispostas a ajudar umas às outras e menos rápidas para julgar ou rir dos erros dos outros. Tanisha, Marco e Sam haviam todos mudado de suas próprias maneiras, e ela também.
Talia sentia orgulho da pessoa que estava se tornando. Ela sabia que a bondade não era apenas sobre fazer os outros se sentirem melhor; era também sobre crescer seu próprio coração, sobre sentir uma profunda conexão com o mundo ao seu redor.
Conclusão: O Efeito Cascata
A jornada de Talia não terminou quando o ano letivo acabou. Ela levou as lições que aprendeu para o verão e além. Continuou procurando maneiras de ser gentil, percebendo que suas ações, por menores que fossem, poderiam criar ondas que se espalhariam de maneiras que ela nem sempre podia ver.
No final, Talia compreendeu que a bondade não era apenas um único ato ou uma única palavra. Era uma forma de viver, uma escolha que ela podia fazer todos os dias. E enquanto ela continuasse fazendo essa escolha, sabia que estava tornando o mundo um lugar mais brilhante e melhor.
