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Sardonicus" de Ray Russell
A foreboding Victorian castle, looming under a stormy sky, sets the stage for the dark and eerie tale of Sardonicus. The twisted trees and glowing windows hint at the hidden horrors within.

Sobre a História: Sardonicus" de Ray Russell é um Historical Fiction de ambientado no 19th Century. Este conto Dramatic explora temas de Redemption e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. Uma história de ganância, culpa e o grotesco, onde um sorriso distorcido oculta horrores indescritíveis.

Nas sombrias profundezas da Europa do século XIX, além do alcance da razão e da ciência, nasce a história de Sardonicus. É uma narrativa tecida com fios de loucura, crueldade e o grotesco—onde as sombras da natureza humana escondem segredos indescritíveis e consequências sombrias aguardam aqueles que se aventuram demais na escuridão. Nossa história começa com a convocação de um renomado médico londrino, Dr. Robert Cargrave, cujo conhecimento sobre a mente e o corpo está prestes a ser testado além dos limites da compreensão mortal.

A Convocação

O Dr. Robert Cargrave, um homem de profundo intelecto e compostura medida, estava sentado em seu escritório em uma noite chuvosa em Londres. Seus pensamentos estavam ocupados com os inúmeros casos de mistérios médicos que havia encontrado em sua carreira quando uma carta chegou de uma fonte inesperada. Ela trazia a assinatura de Maude Randall, uma mulher que um dia amou profundamente, mas de quem a vida o havia arrancado. Ela agora vivia em um castelo distante como esposa de um Barão chamado Sardonicus.

A carta era breve e carregada de urgência. Maude implorava a Cargrave que viesse em seu auxílio, que viajasse para sua casa remota, pois seu marido sofria de uma aflição estranha e aterradora. Os detalhes eram vagos, mas o desespero em suas palavras era inconfundível. Sem hesitar, Cargrave fez as malas e embarcou em uma jornada para o desconhecido.

A Chegada

A viagem levou Cargrave para longe dos confortos da civilização. À medida que as paisagens ao seu redor se tornavam mais desoladas, um sentimento de pressentimento se infiltrava em seu coração. O castelo de Sardonicus se erguia à frente, situado no alto de uma colina como um predador à espera de devorar as almas daqueles que se aproximavam.

Ao chegar, Cargrave foi recebido por um servo corcunda chamado Krull, cuja aparência grotesca era igualada apenas por seu comportamento frio. Krull o conduziu pelos corredores escuros e cavernosos do castelo até chegarem à câmara onde Maude aguardava. Ela havia mudado desde a última vez que o viu—pálida, com os olhos sombreados de medo. Ela o abraçou com uma voz trêmula, sussurrando que as coisas estavam piores do que pudesse ter explicado em sua carta.

Foi então que Cargrave foi apresentado a seu marido, o Barão Sardonicus. Sua aparência era um horror além da compreensão. Seu rosto estava congelado em um sorriso horrível, a pele esticada sobre seu crânio, os lábios puxados para trás em um desdém perpétuo. Seus olhos, amplos e fixos, pareciam penetrar na própria alma de Cargrave.

Sardonicus explicou, com uma voz amarga e resignada, que essa maldição havia recaído sobre ele anos atrás e que todos os esforços para curá-lo haviam falhado. Agora, ele depositava suas esperanças na expertise médica de Cargrave.

O Dr. Cargrave encontra Sardonicus em uma sala mal iluminada, onde o sorriso grotesco do Barão e seus olhos arregalados criam uma atmosfera tensa.
O Dr. Cargrave encontra o aterrorizante Sardonicus pela primeira vez, seu sorriso grotesco assombrando o médico no castelo às escuras.

A Maldição Revelada

Ao longo de vários dias, Cargrave investigou a condição de Sardonicus, examinando tanto os aspectos físicos quanto psicológicos de sua aflição. Sardonicus não era apenas vítima de uma desfiguração grotesca, mas também um homem consumido pelo medo, culpa e desespero.

Numa noite particularmente inquietante, durante o jantar no grande, porém decadente, salão de jantar, Sardonicus revelou a sombria história de como sua aflição surgiu. Ele havia sido um homem pobre, um plebeu chamado Marek, vivendo na miséria com sua esposa e lutando para sobreviver. Seu pai, um homem cruel e avarento, deixara uma quantia considerável de dinheiro enterrada em sua sepultura quando faleceu. Movido pela ganância e pelo desejo de se tirar da pobreza, Marek havia exumado o cadáver de seu pai para recuperar o dinheiro.

O ato de profanar a sepultura de seu pai teve uma consequência imediata e horrível. Enquanto Marek arrancava as moedas de ouro do aperto do esqueleto, seu rosto se contorceu no sorriso horrível que agora ostentava, e ele se tornou o Barão Sardonicus.

Maude, agora casada com esse monstro, havia caído em uma vida de medo e desesperança, presa pelo homem que um dia acreditou amar. Cargrave, embora horrorizado com o que havia aprendido, resolveu ajudá-la a escapar das garras de Sardonicus.

O Experimento

Impulsionado por sua curiosidade científica, Cargrave começou a elaborar tratamentos para reverter a condição de Sardonicus. Ele experimentou vários estimulantes nervosos, acreditando que a aflição fosse resultado de algum distúrbio nervoso obscuro. No entanto, nenhum de seus tratamentos teve efeito duradouro, e a condição de Sardonicus parecia piorar à medida que seu desespero aumentava.

Sardonicus, percebendo a futilidade dos esforços de Cargrave, tornou-se mais tirânico. Ele exigia resultados e começava a falar em tons ominosos sobre as consequências se Cargrave falhasse. Enquanto isso, Maude crescia cada vez mais temerosa pela segurança de Cargrave, revelando-lhe a extensão da crueldade de Sardonicus. Sardonicus mantinha uma coleção de máscaras grotescas e instrumentos de tortura em uma câmara secreta, que usava para infligir sofrimento às almas indefesas em seu domínio.

Sardonicus desenterrando o túmulo de seu pai à luz de uma lanterna, puxando moedas de ouro da mão de um esqueleto em um cemitério iluminado pela lua.
Sardonicus profana o túmulo de seu pai, movido pela ganância, enquanto o cemetery iluminado pela lua projeta sombras de culpa e terror.

A Fuga de Maude

À medida que os dias se arrastavam, Cargrave percebeu que sua única opção era encontrar uma maneira de libertar Maude do controle de Sardonicus. Ele elaborou um plano que permitiria a Maude escapar do castelo sob o pretexto de buscar refúgio em uma cidade próxima, enquanto Cargrave confrontaria Sardonicus uma última vez.

Em um confronto tenso e fatídico, Cargrave apresentou a Sardonicus o que afirmava ser uma cura experimental final. Sardonicus, cego por seu desejo de alívio, concordou em submeter-se ao procedimento. No entanto, Cargrave não tinha a intenção de curá-lo. Em vez disso, administrou um poderoso sedativo que imobilizaria Sardonicus tempo suficiente para Maude fugir.

O plano funcionou. Maude fugiu na noite, e Sardonicus, enfraquecido pelo sedativo, ficou vulnerável. Mas as ações de Cargrave não foram sem consequência. Sardonicus, em seu delírio, jurou que sua maldição continuaria viva, que seu sorriso grotesco permaneceria gravado na memória daqueles que o injustamente ofenderam.

A Confrontação Final

No frio e desolado castelo, Cargrave enfrentou o monstruoso Sardonicus pela última vez. A voz de Sardonicus, agora pouco mais que uma garganta rouca, ecoava pelos corredores escurecidos enquanto ele revelava a extensão completa de sua maldade. Ele havia usado sua riqueza e poder para destruir vidas, trazer sofrimento àqueles que o cruzavam, e agora pretendia fazer Cargrave pagar por sua traição.

Mas Sardonicus subestimou a determinação do médico. Armado com seu conhecimento de anatomia humana e um senso de justiça que havia se desenvolvido ao longo do tempo no castelo, Cargrave usou as ferramentas à sua disposição para tornar Sardonicus impotente.

Em um ato final de desafio, Sardonicus tentou se levantar, seu rosto torcido em uma versão ainda mais grotesca do sorriso que o atormentava há anos. Mas seu corpo, enfraquecido por anos de crueldade e desespero, cedeu sob o peso de seus pecados.

Cargrave deixou o castelo, nunca mais retornando. Ele levaria consigo a memória de Sardonicus pelo resto de seus dias, assombrado pelo conhecimento de que algumas maldições nunca poderiam ser totalmente quebradas.

Maude corre por uma floresta escura, fugindo do castelo com medo, enquanto a névoa envolve as árvores e a luz da lua penetra entre os galhos.
Maude foge pela noite, seu manto esvoaçando enquanto ela escapa do abraço sombrio do castelo e de Sardonicus.

Epílogo: O Preço da Culpa

Maude encontrou refúgio em uma vila tranquila, longe da sombra do castelo, onde viveu o resto de seus dias em paz. Cargrave, embora aliviado por Maude ter escapado, foi para sempre marcado pelos eventos que testemunhou. Ele retornou a Londres, mas seu trabalho já não lhe proporcionava o mesmo sentimento de satisfação. A memória do sorriso retorcido de Sardonicus o assombrava, lembrando-o do preço da ambição desmedida e da escuridão que reside na alma humana.

Quanto ao castelo, ele permaneceu de pé, um monumento decadente à crueldade e loucura de Sardonicus. Os moradores locais falavam dele apenas em sussurros, e poucos ousavam se aproximar de suas paredes desmoronadas. Aqueles que o faziam afirmavam ainda ouvir a risada de Sardonicus ecoando pela noite—uma risada que carregava o peso de mil pecados indescritíveis.

No final, a maldição de Sardonicus não era apenas a dele. Era a maldição de todos que cruzaram seu caminho, uma maldição que persistiria muito além de seu corpo ter se transformado em pó.

O Dr. Cargrave se destaca sobre a figura imóvel de Sardonicus em um corredor sombrio, com uma atmosfera solene preenchendo o ambiente.
O Dr. Cargrave se inclina sobre o caído Sardonicus, o sorriso grotesco ainda congelado no rosto do Barão, marcando o fim de sua tirania.

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