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Sobre a História: Sang Kancil e os Crocodilos é um Fable de malaysia ambientado no Ancient. Este conto Simple explora temas de Wisdom e é adequado para Children. Oferece Moral perspectivas. Sang Kancil engana os ferozes crocodilos com seus truques astutos.
Numa floresta tropical exuberante na ilha da Malásia, vivia um esperto pequeno cervo-mouse conhecido como Sang Kancil. Sang Kancil não era muito grande, nem particularmente forte, mas o que lhe faltava em tamanho e força, compensava com sua astúcia e sagacidade. Sua inteligência era sua maior arma e, vez após vez, ele a usava para enganar até os animais mais ferozes da floresta.
Num dia particularmente quente, Sang Kancil se viu vagando pela floresta, procurando algo para comer. A floresta era densa e verde, cheia dos sons de pássaros cantando e insetos zumbindo. Mas, apesar de sua beleza, Sang Kancil estava ficando cansado e com sede. Ele sabia que o rio, que fluía lentamente pela floresta, estava próximo, então decidiu seguir em direção a ele.
Ao se aproximar da margem do rio, Sang Kancil viu a água cintilante fluindo lentamente, mas havia um problema. O rio estava cheio de crocodilos — grandes bestas escamosas que estavam sempre com fome e mais do que ansiosas para devorar qualquer coisa que se aproximasse demais da água.
Sang Kancil sentou-se na margem do rio por um momento, pensando sobre o que fazer. Os crocodilos eram perigosos, mas ele precisava atravessar o rio para encontrar comida do outro lado. De repente, uma ideia surgiu em sua cabeça, e um sorriso malicioso se espalhou por seu rosto.
"Por que não transformar isso em um jogo?" pensou consigo mesmo. E com isso, ele chamou os crocodilos.
"Olá, Crocodilos!" Sang Kancil gritou do outro lado da água. "Tenho uma mensagem importante para o vosso rei!"
Os crocodilos pararam de derivar preguiçosamente e voltaram sua atenção para a pequena criatura que estava na margem do rio. Ficaram surpresos ao ouvir uma voz tão audaciosa vindo de um animal tão pequeno.
"O que é, Kancil?" um dos crocodilos perguntou, nadando um pouco mais perto.
"Fui enviado pelo rei da floresta para entregar uma mensagem ao vosso rei," respondeu Sang Kancil. "Mas antes que eu possa contar a mensagem, preciso contar todos os crocodilos no rio. O rei da floresta quer saber exatamente quantos de vocês existem."
Os crocodilos, curiosos e um pouco lisonjeados por o rei da floresta querer saber sobre eles, começaram a se reunir.
"Não há necessidade de mentir," continuou Sang Kancil, sua voz suave e convincente. "Vou precisar que cada um de vocês se alinhe, deste lado do rio ao outro, para que eu possa contar vocês um por um."
Os crocodilos, sem perceber que Sang Kancil estava tramando algo, concordaram com o plano. Um a um, eles formaram uma linha através do rio, suas costas longas e escamosas criando uma espécie de ponte. Sang Kancil sorriu enquanto o último crocodilo tomava seu lugar.
"Agora, vou começar a contar!" ele anunciou em voz alta.
Com um salto no passo, Sang Kancil pulou sobre as costas do primeiro crocodilo.
"Um!" ele gritou alegremente. Depois, pulou para o próximo crocodilo, chamando, "Dois!" E assim por diante, continuou, pulando de um crocodilo para o outro, contando cada um enquanto atravessava o rio. Os crocodilos assistiam orgulhosos enquanto Sang Kancil os contava, sem perceber que estavam sendo enganados.
"Dez! Onze! Doze!" Sang Kancil continuou, até que havia pulado sobre todos os crocodilos e alcançado com segurança o outro lado do rio.
No momento em que chegou à margem, virou-se para os crocodilos e riu. "Obrigado por me ajudarem a atravessar o rio!" disse com um sorriso astuto. "Não precisei entregar nenhuma mensagem. Eu só queria atravessar sem ser comido!"
Os crocodilos ficaram furiosos ao perceberem que haviam sido enganados, mas já era tarde demais. Sang Kancil já havia desaparecido na mata densa, bem fora do alcance deles.

Agora, seguro do outro lado do rio, Sang Kancil continuou sua jornada, sorrindo para si mesmo pela forma inteligente que havia enganado os crocodilos. No entanto, ele ainda não estava completamente seguro. A floresta abrigava muitas outras criaturas perigosas, e, por mais esperto que fosse, Sang Kancil sabia que teria que ficar atento.
Enquanto vagava mais profundamente na floresta, Sang Kancil encontrou uma clareira onde uma grande e majestosa árvore se erguia. Sob a árvore, viu um arbusto cheio de frutas maduras e suculentas. Seu estômago ronronou de excitação, e ele rapidamente se dirigiu ao arbusto.
Mas antes que pudesse dar uma mordida, um som de farfalhar chamou sua atenção. Ele congelou no lugar, suas orelhas tremendo enquanto escutava atentamente. Das sombras surgiu uma elegante e astuta tigresa, seus olhos dourados fixos em Sang Kancil.
"Ah, Sang Kancil," a tigresa rosnou suavemente, um sorriso curvando as bordas de sua boca. "Estava esperando por você."
O coração de Sang Kancil disparou, mas ele não deixou seu medo se mostrar. Sabia que se mostrasse qualquer sinal de fraqueza, a tigresa o atacaria instantaneamente.
"Por que você está me esperando, querida Tigresa?" Sang Kancil perguntou, tentando manter sua voz calma e composta.
"Ouvi histórias sobre o quão esperto você é," respondeu a tigresa. "Mas hoje, vou ver se sua astúcia pode salvá-lo de minhas garras."
Sang Kancil pensou rapidamente, sua mente correndo enquanto tentava elaborar um plano. A tigresa era rápida e forte, mas Sang Kancil sabia que poderia usar o próprio orgulho da tigresa contra ela.
"Bem, Tigresa," disse Sang Kancil lentamente, "se você quer me pegar, terá que provar que é digna do desafio. Eu já enganei os crocodilos, e se você quer ser a única a me pegar, precisará me mostrar que é mais rápida e mais inteligente que eles."
A tigresa estreitou os olhos, intrigada com o desafio de Sang Kancil. "E como você propõe que eu faça isso?" perguntou ela.
Sang Kancil sorriu. "É simples. Há um percurso de corrida logo além desta clareira. Vamos correr até o topo daquela colina e voltar. Se você puder me vencer, eu me renderei gladly para você."
A tigresa, confiante em sua força e velocidade, concordou com o desafio sem hesitar.
"Muito bem," disse a tigresa, flexionando seus poderosos músculos. "Vamos correr."
Mas a tigresa não sabia que Sang Kancil já havia avistado um pequeno caminho escondido que cortava a floresta, um atalho que lhe permitiria vencer a corrida facilmente.
"Na sua marca," disse Sang Kancil, posicionando-se na linha de partida. A tigresa agachou-se ao seu lado, pronta para avançar.
"Preparar... Já!" Sang Kancil gritou.
A tigresa disparou, correndo pelo percurso o mais rápido que suas pernas podiam levá-la. Mas enquanto a tigresa corria em plena velocidade, Sang Kancil deslizou para o lado, entrando no caminho escondido e correndo rapidamente através das árvores. O atalho permitiu que ele alcançasse a colina e retornasse à linha de partida muito antes que a tigresa percebesse o que havia acontecido.
Quando a tigresa finalmente retornou, arfando e ofegante de tanto esforço, ficou chocada ao ver Sang Kancil parado ali, parecendo completamente relaxado.
"Você já voltou?" a tigresa ofegou, atônita.
Sang Kancil sorriu e assentiu. "Eu disse, querida Tigresa, não sou apenas esperto, mas também rápido. Você pode ser forte, mas parece que terá que trabalhar na sua velocidade."
A tigresa, muito envergonhada para admitir a derrota, recuou pela floresta, deixando Sang Kancil aproveitar sua vitória.

Sang Kancil passou o resto da tarde felizmente se deliciando com as frutas do arbusto. Estava cheio e satisfeito, mas o sol começava a se pôr, e ele sabia que era hora de voltar para casa. Enquanto retornava em direção ao rio, refletia sobre como sua astúcia mais uma vez o havia salvo do perigo.
No entanto, sua jornada ainda não havia terminado. Ao se aproximar da margem do rio, viu os crocodilos ainda à espreita na água, seus olhos brilhando de raiva pela traição anterior.
Desta vez, Sang Kancil sabia que não poderia simplesmente usar o mesmo truque para atravessar. Os crocodilos não caíriam nele novamente. Ele teria que pensar em um novo plano — e rápido.
Justo quando Sang Kancil estava ponderando sua próxima jogada, notou uma árvore alta crescendo perto da margem do rio. Os galhos da árvore se estendiam sobre a água, e uma ideia se formou em sua mente.
Com um rápido olhar para os crocodilos, Sang Kancil subiu na árvore e pulou em um dos galhos que se estendiam sobre a água. O galho era resistente o suficiente para suportar seu peso e, com um salto de fé, ele pulou do galho e aterrissou com segurança do outro lado do rio.
Os crocodilos, percebendo que haviam sido enganados mais uma vez, estalaram suas mandíbulas em frustração, mas não havia nada que pudessem fazer. Sang Kancil havia atravessado o rio com segurança, deixando os crocodilos zangados para trás.
Enquanto Sang Kancil desaparecia na floresta, não pôde deixar de rir consigo mesmo de como havia facilmente enganado os crocodilos. Sua astúcia o salvou mais uma vez, e ele sabia que, enquanto permanecesse alerta e de mente rápida, continuaria a prosperar na floresta.

A partir daquele dia, a reputação de Sang Kancil como a criatura mais esperta da floresta só cresceu. Os outros animais maravilhavam-se com sua capacidade de enganar até os predadores mais ferozes, e sabiam que, enquanto Sang Kancil estivesse por perto, havia esperança mesmo para os mais pequenos e fracos entre eles.
E assim, Sang Kancil continuou a viver sua vida na floresta, sempre encontrando novas maneiras de ficar um passo à frente do perigo. Ele teve muitas outras aventuras nos dias e anos que se seguiram, cada uma cheia de emoção, perigo e truques inteligentes que deixavam os outros animais maravilhados.
Mas, não importando quantas vezes ele enganasse os crocodilos, a tigresa ou qualquer uma das outras criaturas da floresta, Sang Kancil sempre permaneceu humilde, sabendo que era sua astúcia, não seu tamanho ou força, que o tornava especial.

E assim, a lenda de Sang Kancil, o esperto cervo-mouse, perdurou, passada de geração em geração por contadores de histórias e animais, como um lembrete de que mesmo os mais pequenos e aparentemente mais fracos entre nós podem triunfar com inteligência e pensamento astuto.