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Sobre a História: Perfeitamente Norman é um Realistic Fiction de united-kingdom ambientado no Contemporary. Este conto Simple explora temas de Courage e é adequado para Children. Oferece Moral perspectivas. Uma história comovente de coragem, autoaceitação e a magia de abraçar quem você realmente é.
Norman sempre foi uma criança perfeitamente normal, e ele gostava assim. Tudo sobre ele era comum, assim como todos os seus amigos e colegas de classe. Ele apreciava as rotinas do dia a dia, seja jogando futebol no quintal, lendo gibis no seu quarto ou construindo coisas com blocos. Seu mundo era organizado, previsível e perfeitamente normal, exatamente do jeito que ele gostava.
No entanto, numa tarde de sábado, algo aconteceu que mudaria tudo para Norman. Era um dia ensolarado, e ele estava saboreando seu sorvete favorito em um banco do parque. Ele estava perdido em seus pensamentos quando sentiu uma sensação estranha. Antes que percebesse, um par de asas brilhantes e coloridas apareceu em suas costas.
Norman ficou tão assustado que quase deixou cair seu sorvete.
“De onde vieram essas asas?”, pensou ele, com o coração acelerado. “Eu não tenho asas. Sou apenas o Norman normal de sempre!”
Norman olhou para as asas admirado. Eram lindas, brilhando com cores que ele só tinha visto em arco-íris. Enquanto batiam, ele podia sentir o movimento suave atrás dele, levantando-o levemente do chão. Curioso, mas confuso, Norman olhou ao redor para ver se alguém mais havia notado. Felizmente, o parque estava quase vazio, e ninguém parecia estar olhando na sua direção. Ele rapidamente puxou o casaco sobre as asas, escondendo-as da vista. Mas escondê-las era mais difícil do que parecia. As asas eram grandes, e mantê-las guardadas sob o casaco parecia estranho e desconfortável. A partir daquele dia, Norman fez tudo o que podia para esconder suas asas. Usava casacos grossos e volumosos, mesmo quando estava quente lá fora. Evitava lugares onde alguém pudesse notar algo incomum. A princípio, parecia um pequeno preço a pagar para manter seu segredo seguro. Mas, com o passar dos dias, ele começou a se sentir diferente. Era como se uma parte dele estivesse trancada, sem poder respirar. As asas ansiavam por se estender, por voar, mas o medo de Norman as mantinha firmemente escondidas. A vida de Norman ficou mais silenciosa e solitária. Ele parou de ir ao parque, evitava ficar com os amigos e até deixou de jogar futebol, com medo de que as asas pudessem escapar. Seus amigos notaram a mudança e começaram a fazer perguntas. “Por que você não brinca mais com a gente, Norman?”, eles perguntavam. Mas ele só conseguia encolher os ombros e balbuciar uma desculpa, com muito medo de dizer a verdade. Até sua família começou a se preocupar. Sua mãe olhava para ele com olhos gentis e perguntava: “Está tudo bem, Norman?” E ele apenas assentia, forçando um pequeno sorriso. Mas por dentro, ele sentia como se um peso pressionasse sobre ele. Estava se tornando exaustivo manter esse segredo, esconder algo tão vibrante e vivo. Ele sentia falta da liberdade que costumava sentir e começou a se perguntar como seria a vida se pudesse mostrar suas asas para o mundo. Numa manhã ventosa, Norman estava em seu quarto, olhando pela janela enquanto as árvores balançavam ao vento. Ele podia ver pássaros voando alto no céu, asas abertas e livres. Observando-os, uma pequena faísca de desejo despertou em seu peito. Ele tirou o casaco e deixou suas asas se estenderem pela primeira vez em semanas. No silêncio de seu quarto, sem ninguém por perto para ver, ele deu uma leve batida com as asas. Elas o levantaram levemente do chão, o suficiente para sentir o ar se movendo sob ele. Por aquele breve momento, ele se sentiu verdadeiramente vivo. Sentiu-se completo. Justamente quando estava flutuando em seu quarto, ouviu uma batidinha suave na porta. Seu coração disparou, e ele correu para esconder as asas novamente, puxando o casaco de volta. Mas foi tarde demais—sua irmãzinha, Ava, havia espiado dentro. “Norman, são… asas?”, ela sussurrou, com os olhos arregalados de espanto. Norman congelou, mas o sorriso de Ava dissipou seu medo. “São lindas”, ela disse, estendendo a mão para tocar a borda das asas. Com o encorajamento gentil de Ava, Norman finalmente começou a sentir que talvez—apenas talvez—suas asas não fossem algo para esconder. Com o passar dos dias, Norman ficou mais confortável em mostrar suas asas para Ava, que prometeu manter seu segredo. Juntos, eles passavam horas em seu quarto enquanto ele praticava bater as asas, acostumando-se ao peso e ao ritmo. Numa noite, Ava disse: “Norman, você deveria deixar os outros verem. As asas são parte de você, assim como qualquer outra coisa.” Mas Norman hesitou. A ideia de todos verem suas asas, de se destacar dos demais, o enchia de tanto excitação quanto de medo. “Mas e se as pessoas não gostarem delas?”, ele perguntou. Ava olhou para ele pensativamente. “Então talvez elas não fossem para ser suas amigas. Mas aqueles que se importam com você vão entender. Eles vão te amar pelo que você é, asas e tudo mais.” As palavras dela ficaram com ele, e lentamente, Norman começou a considerar como seria viver abertamente com suas asas. Ele poderia finalmente fazer o que sempre sonhou—voar sem medo. Num domingo ensolarado, Norman respirou fundo e decidiu que era hora de deixar os outros verem suas asas. Encontrou-se com seus amigos no parque, sentindo-se nervoso, mas determinado. À medida que se aproximava, podia sentir os olhares curiosos dos amigos sobre ele, notando as cores brilhantes espreitando de seu casaco. “Norman… são asas?”, um dos amigos perguntou maravilhado. Norman assentiu, com o coração acelerado. Ele tirou o casaco, deixando as asas se estenderem amplamente sob a luz do sol. Por um momento, houve silêncio, e Norman prendeu a respiração, esperando pelas reações. Então, um a um, seus amigos sorriram. “Uau, são incríveis!”, disse um deles, estendendo a mão para tocá-las. “Você consegue voar com elas?”, perguntou outro, com os olhos arregalados de admiração. Norman sentiu uma onda de alegria enquanto batia suas asas e se levantava do chão, flutuando bem acima dos amigos. Eles aplaudiram e vibraram, suas risadas enchendo o ar. Ele nunca se tinha sentido tão livre, tão aceito. A partir daquele dia, a vida de Norman mudou. Ele não sentia mais a necessidade de esconder ou disfarçar quem era. Usava suas asas com orgulho, permitindo que se estendessem e voassem sempre que quisesse. Descobriu novas alturas, tanto literalmente quanto figurativamente, ao abraçar seu verdadeiro eu. Continuou a brincar com os amigos, a rir, a aprender, mas agora fazia tudo isso com um brilho adicional, uma liberdade que nunca tinha sentido antes. Ele não era apenas Norman mais—era Norman com asas, e isso estava perfeitamente bem para ele. Seus amigos, família e até seus professores passaram a amar suas asas, não apenas como uma característica única, mas como um reflexo de sua coragem e aceitação de si mesmo. Norman percebeu que o que ele tanto temia—ser diferente—era, na verdade, sua maior força. Com o passar do tempo, as asas de Norman se tornaram um símbolo de esperança para as pessoas ao seu redor. Pessoas que se sentiam diferentes, que tinham suas próprias características únicas que escondiam, começaram a se inspirar na coragem de Norman. Ele mostrou a elas que era ok ser diferente, se destacar e deixar suas cores brilharem. Norman começou um clube na escola, convidando outros que se sentiam diferentes para se juntar e compartilhar suas próprias histórias. Juntos, formaram uma comunidade de aceitação e apoio, celebrando as coisas que tornavam cada pessoa única. Logo, toda a escola estava agitada com empolgação, e todos aprendiam a abraçar suas próprias “asas”, seja qual fosse a forma que tomassem. Norman e seus amigos costumavam ir ao parque, onde ele podia voar alto acima deles. Enquanto voava, sentia a luz quente do sol em seu rosto, o vento fresco em seus cabelos e a emoção de ser completamente ele mesmo. Seus amigos vibravam e aplaudiam de baixo, e às vezes até estranhos paravam para assistir ele voar. Um dia, enquanto voava sobre o parque, olhou para baixo e notou Ava acenando para ele, suas próprias pequenas asas brilhando ao sol. O coração de Norman se encheu de orgulho. Ele percebeu que sua escolha de ser ele mesmo havia inspirado outros, até mesmo sua irmãzinha, a abraçar seus próprios presentes únicos. {{{_04}}} Norman percorreu um longo caminho desde aquele menino comum que apenas queria ser como todos os outros. Agora, ele era algo mais—alguém que não tinha medo de mostrar suas cores, de abraçar o que o tornava diferente. Ele aprendeu que ser único não era algo a temer, mas algo a se celebrar. E assim, Norman continuou a viver sua vida com suas asas orgulhosamente à mostra, mostrando ao mundo que ser perfeitamente Norman significava ser perfeitamente, maravilhosamente, ele mesmo.O Segredo das Asas
Uma Decisão Solitária
O Momento da Realização
Aprendendo a Voar
A Decisão de Revelar
Abraçando Seu Verdadeiro Eu
Uma Vida em Cores Completas
Voando Juntos
Conclusão: Perfectly Norman