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Sobre a História: Os Três Bodes Gruff é um Folktale de norway ambientado no Medieval. Este conto Simple explora temas de Courage e é adequado para Children. Oferece Moral perspectivas. Três valentes cabras enganam um troll faminto para alcançar um paraíso de grama verde nesta atemporal fábula norueguesa.
Em um vale verdejante e exuberante, aninhado entre imponentes montanhas norueguesas, viviam três bodes. Não eram bodes comuns; eram conhecidos longe e amplamente como os Bodes Bilígrus. Cada um dos bodes possuía qualidades distintas que os tornavam únicos, mas compartilhavam um objetivo comum—atravessar a velha e precária ponte que levava à encosta repleta de grama verde e doce. Essa grama era a mais suculenta de todo o vale e crescia no outro lado da ponte que atravessava um rio ruidoso. No entanto, havia um problema significativo. Debaixo daquela ponte vivia um troll horrível e temível.
Esse troll, com suas garras afiadas, grande nariz e rugido aterrorizante, guardava a ponte com ciúmes. O troll estava sempre com fome e devorava qualquer um que tentasse atravessar sua ponte sem pensar duas vezes. Os Bodes Bilígrus sabiam que, se conseguissem passar pelo troll, poderiam se deliciar com a deliciosa grama que os aguardava. Então, eles elaboraram um plano para enganar o troll e atravessar a ponte rumo ao paraíso do outro lado.
O mais jovem e pequeno dos Bodes Bilígrus era conhecido como Billyzinho. Embora pequeno, ele era esperto e ágil. Billyzinho frequentemente se via desviando de lobos no vale, usando seu pensamento rápido e velocidade para escapar do perigo. Hoje, no entanto, ele enfrentava um desafio muito maior. Era a vez dele atravessar a ponte primeiro. Com uma sensação de apreensão e determinação, Billyzinho trotava em direção à ponte. Seus pequenos cascos tilintavam nas tábuas de madeira enquanto ele avançava, o som ecoando pelo vale. O rio corria abaixo dele, lembrando a queda perigosa que aguardava qualquer um que pudesse cair. Assim que alcançou o centro da ponte, o chão começou a tremer. O troll havia percebido sua presença. Com um rugido terrível, o troll pulou debaixo da ponte e bloqueou o caminho de Billyzinho. Seus olhos amarelos brilhavam de fome enquanto observava o pequeno bode. “Quem está batendo e tocando minha ponte?” rugiu o troll, sua voz fazendo Billyzinho arrepiar. “Sou eu, Billyzinho Bode Bilígrus,” respondeu o jovem bode, tremendo ligeiramente, mas firme. O troll se inclinou mais perto, seu hálito fétido preenchendo o ar. “Vou te devorar!” rosnou o troll, estalando os lábios. Billyzinho pensou rapidamente. Sabia que não tinha força para lutar contra o troll, mas talvez pudesse convencê-lo a deixá-lo passar. “Ah não, você não quer me comer,” disse Billyzinho. “Sou muito pequeno e não seria uma refeição satisfatória. Mas meu irmão, ele é muito maior que eu! Se você esperar por ele, terá um banquete!” O troll estreitou os olhos, considerando as palavras de Billyzinho. A ideia de uma refeição maior e mais satisfatória era tentadora demais para resistir. “Tudo bem,” resmungou o troll, “você pode passar. Mas estarei esperando pelo seu irmão!” Aliviado, Billyzinho rapidamente correu pela ponte e desapareceu na alta grama do outro lado, seguro por enquanto. Pouco depois que Billyzinho atravessou, o segundo Bode Bilígrus, chamado Billymediano, aproximou-se da ponte. Billymediano era maior e mais forte que seu irmão mais novo, mas não era tão rápido ou ágil. Ainda assim, ele sabia que se Billyzinho havia conseguido atravessar, ele também conseguiria. Billymediano aproximou-se confiantemente da ponte, seus cascos batendo pesadamente nas tábuas de madeira. O som era muito mais alto desta vez, e não demorou muito para o troll perceber a aproximação de outro bode. O troll pulou novamente, aterrissando na frente de Billymediano com um estrondo que sacudiu a ponte. “Quem está batendo e tocando minha ponte?” rosnou o troll, seus olhos brilhando de malícia. “Sou eu, Billymediano Bode Bilígrus,” respondeu o bode, firme. O estômago do troll roncou, e ele lambeu os lábios. “Vou te devorar!” rugiu, inclinando-se em direção ao bode de tamanho médio. Mas Billymediano rapidamente seguiu o exemplo de seu irmão mais novo. “Ah não, você não quer me comer,” disse com confiança. “Sou muito maior que Billyzinho, mas meu irmão mais velho é ainda maior e mais forte que eu. Se você esperar por ele, terá a melhor refeição que já teve!” O troll coçou o queixo, claramente tentado pela ideia de uma refeição ainda maior. Seu estômago roncou novamente, e sua ganância o dominou. “Tudo bem,” resmungou o troll. “Você pode passar, mas seu irmão grande melhor valer a espera!” Billymediano não perdeu tempo. Ele atravessou a ponte rapidamente, juntando-se a Billyzinho no campo de grama verde do outro lado. Finalmente, chegou a vez do terceiro e maior dos Bodes Bilígrus enfrentar o troll. Billygrande era um bode maciço, seus chifres curvados e afiados, seus músculos fortes e capazes. Ele havia observado seus irmãos atravessarem a ponte e sabia que havia chegado o momento de confrontar o troll pessoalmente. Com passos confiantes, Billygrande aproximou-se da ponte. Seus cascos ecoavam alto nas tábuas de madeira, reverberando pelo vale como trovões. O troll, já esperando debaixo da ponte, ouviu-o vindo à distância. Antes que Billygrande alcançasse o meio da ponte, o troll saltou, rosnando de antecipação. “Quem está batendo e tocando minha ponte?” rugiu o troll, sua voz retumbando pelo vale. “Sou eu, Billygrande Bode Bilígrus,” respondeu o maior dos bodes, ereto e destemido diante da presença intimidadora do troll. O troll sorriu maliciosamente. “Ah, finalmente! Você é quem eu estava esperando! Vou te devorar e fazer um banquete como nunca antes!” Mas Billygrande não estava com medo. Ele abaixou a cabeça, seus chifres brilhando sob a luz do sol. “Bem, você pode tentar,” disse Billygrande, sua voz calma mas firme. “Mas aviso que não sou tão fácil de assustar quanto meus irmãos.” O troll riu, mostrando seus dentes afiados. “Veremos sobre isso!” Com um rugido terrível, o troll avançou contra Billygrande, pronto para devorá-lo em um único movimento. Mas Billygrande estava preparado. Ele avançou com força total, usando toda a sua força para empurrar o troll com seus poderosos chifres. A força do golpe lançou o troll pelo ar, fazendo-o cair no rio ruidoso abaixo. O troll gritou enquanto caía na água, onde foi levado pela corrente, nunca mais sendo visto. Com o troll derrotado, Billygrande Bode Bilígrus atravessou calmamente a ponte para se juntar a seus irmãos. Juntos, os três Bodes Bilígrus celebraram sua vitória. Eles haviam enganado e derrotado o temível troll e agora estavam livres para pastar na doce grama verde que cobria as encostas. Por dias, eles se deleitaram com a deliciosa grama, ficando mais fortes e gordos a cada dia que passava. Não precisavam mais se preocupar com o troll debaixo da ponte. Eles haviam conquistado sua recompensa e desfrutavam da paz e tranquilidade de seu novo lar. A história dos Bodes Bilígrus logo se espalhou por todo o vale. Outros animais admiraram sua coragem e engenhosidade, e também atravessaram a ponte para desfrutar da rica grama do outro lado. A ponte, outrora um lugar perigoso guardado por um troll ganancioso, tornou-se um símbolo de liberdade e novos começos. E assim, os três Bodes Bilígrus viveram felizes para sempre, sua aventura tornando-se uma lenda passada de geração em geração.O Primeiro Bode Bilígrus
O Segundo Bode Bilígrus
O Terceiro Bode Bilígrus
O Banquete dos Bodes Bilígrus