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Os Guerreiros Prateados de Kutná Hora
A mist-covered Kutná Hora with Gothic spires and an ancient silver mine entrance glowing ominously in the foreground.

Sobre a História: Os Guerreiros Prateados de Kutná Hora é um Legend de czech-republic ambientado no Medieval. Este conto Descriptive explora temas de Good vs. Evil e é adequado para Adults. Oferece Historical perspectivas. Um pedido esquecido, uma mina amaldiçoada e uma batalha entre luz e sombra—algumas lendas se recusam a morrer.

Introdução

Por séculos, a medieval cidade de Kutná Hora, no coração da República Tcheca, havia sido um lugar de lendas sussurradas. Uma cidade construída sobre veias de prata, suas riquezas um dia rivalizavam com as de Praga. Mas sob as ruas de paralelepípedos e as grandes catedrais havia algo muito mais antigo que qualquer mina — um segredo enterrado sob séculos de pedra, esquecido pelo tempo, mas nunca verdadeiramente desaparecido.

Entre as muitas histórias que perduravam em vozes baixas, a mais duradoura era a dos *Stríbrní Bojovníci* — os Guerreiros de Prata. Envoltos em armaduras brilhantes e jurados a um antigo juramento, eles um dia protegeram as minas de ladrões, invasores e forças mais sombrias que espreitavam além da compreensão humana. Ninguém sabia o que havia acontecido com eles. Alguns diziam que desapareceram quando a prata se esgotou. Outros acreditavam que nunca tinham partido.

Para o historiador e arqueólogo Viktor Dvorák, lendas eram feitas para serem estudadas, dissecadas e, ultimamente, provadas falsas. Até que ele encontrou algo que não podia explicar — um manuscrito antigo escondido sob a Igreja de Santa Bárbara, suas páginas grossas de poeira e segredos.

E pela primeira vez em sua vida, Viktor temeu que uma lenda pudesse ser real.

O Manuscrito das Sombras

A Igreja de Santa Bárbara era uma obra-prima da arquitetura gótica, suas torres se estendendo em direção aos céus como os dedos de santos esquecidos. O ar estava denso com o cheiro de madeira envelhecida, incenso e pedra úmida. A luz do sol filtrava-se através dos vitrais, pintando o chão com tons de carmesim e ouro.

Viktor Dvorák ajoelhou-se nos frios azulejos, afastando a poeira com os dedos enluvados. Ele havia passado anos estudando a história medieval tcheca, mas o que estava diante dele era algo que nunca havia sido registrado em qualquer arquivo oficial.

Um símbolo.

Era tênue, quase invisível sob a sujeira, mas não havia como enganar-se — a imagem de uma espada de prata entrelaçada com hera. Correspondia aos relatos de textos esquecidos, aqueles descartados por estudiosos como mitos.

Lenka Havlíková, uma jornalista com sagacidade afiada e um instinto ainda mais apurado para histórias, agachou-se ao seu lado, bloco de notas na mão.

"O que é isso?" ela perguntou, os olhos brilhando de curiosidade.

"Um brasão," murmurou Viktor. "A marca dos Guerreiros de Prata."

A sobrancelha de Lenka se franziu. "Eu pensei que eles eram apenas uma lenda."

"Eu também."

Ele arrancou a telha, revelando uma cavidade rasa. Dentro, havia um manuscrito, sua capa de couro rachada pelo tempo. A respiração de Viktor ficou presa ao levantá-lo cuidadosamente. Ele folheou as páginas frágeis, escaneando a elegante escrita em latim até encontrar a passagem final.

_"O dia chegará em que as veias de prata secarão, e os guerreiros se erguerão mais uma vez. Sob a capela, no ventre da terra, seu dever permanece inacabado."_

Lenka inclinou-se mais perto. "O que você acha que isso significa?"

Viktor engoliu em seco. "Significa que precisamos ir para o subterrâneo."

Viktor Dvorák ergue um antigo manuscrito de uma cavidade escondida sob a Igreja de Santa Bárbara, enquanto Lenka Havlíková observa, maravilhada.
Profundamente sob a Igreja de Santa Bárbara, Viktor descobre um manuscrito oculto que exibe o emblema esquecido dos Guerreiros de Prata.

Nas Profundezas

As minas de prata de Kutná Hora haviam sido seladas há muito tempo. Oficialmente, devido à instabilidade e preocupações de segurança. Informalmente, havia rumores — sussurros de pessoas que entravam e nunca retornavam.

Viktor já havia visto inúmeras minas antes, mas nenhuma como esta. O ar estava denso com umidade, as paredes escorregadias com condensação. As lanternas deles cortavam túneis de luz na escuridão, iluminando vigas de madeira enegrecidas pelo tempo.

Cada passo ecoava, o som sendo engolido quase imediatamente pelo silêncio opressor.

"Por que parece que estamos sendo observados?" murmurou Lenka, apertando seu casaco mais perto.

Viktor não respondeu. Estava muito concentrado no que estava por vir.

Então, eles encontraram.

Uma parede, diferente das demais, estava no final do túnel. O mesmo brasão do manuscrito havia sido esculpido na pedra, suas linhas ainda nítidas apesar dos séculos de erosão. Viktor hesitou, então estendeu a mão e pressionou a palma contra o símbolo.

A pedra se moveu.

Um baixo estrondo vibrava pela caverna enquanto a parede se abria, revelando uma câmara escondida além.

Viktor e Lenka exploram uma vasta câmara subterrânea repleta de armaduras revestidas de prata, escudos e restos mortais esqueléticos congelados no tempo.
No coração das minas de prata abandonadas de Kutná Hora, Viktor e Lenka descobrem uma câmara secreta intocada pelo tempo.

Dentro, fileiras de armaduras alinhavam as paredes, suas superfícies brilhando apesar da passagem do tempo. Escudos repousavam contra suportes de armas enferrujadas, e no centro da sala estava um altar há muito esquecido.

Mas eram os corpos que faziam o sangue de Viktor gelar nas veias.

Esqueletos, ainda vestidos com suas armaduras de prata, iam em posições de vigilância eterna. Alguns estavam encostados nas paredes, outros ajoelhados perante o altar como se em oração silenciosa.

Lenka exalou bruscamente. "Isso é… isso é real."

As mãos de Viktor tremiam enquanto ele traçava as runas esculpidas na superfície do altar. "Eles não guardavam apenas as minas," ele sussurrou. "Eles protegiam algo."

Então, um sussurro.

Ténue, mas inegável.

Lenka ficou tensa. "Você ouviu aquilo?"

Viktor assentiu lentamente.

Eles não estavam sozinhos.

O Despertar

Os sussurros tornaram-se mais altos, entrelaçando-se no ar como uma brisa invisível. Sombras estendiam-se de forma antinatural ao longo das paredes da câmara, e então—

As armaduras se moveram.

Guerreiros armados de prata, com olhos brilhantes, emergem de seu sono ancestral em uma câmara subterrânea mal iluminada, enquanto a poeira dança ao seu redor.
Os Guerreiros Prateados despertam, suas armaduras reluzentes refletindo a fraca luz das tochas enquanto se preparam para enfrentar uma ameaça invisível.

Um por um, os Guerreiros de Prata se ergueram de onde haviam repousado por séculos. Suas armaduras brilhavam como se acabassem de ser polidas, seus movimentos eram suaves, porém estranhamente silenciosos. Por trás de seus viseiros, olhos ardentes com uma luz pálida e fantasmagórica.

Lenka segurou o braço de Viktor. "Me diga que isso é algum tipo de reencenação histórica elaborada."

"Eu queria que fosse," Viktor respirou.

Um dos guerreiros avançou. Sua presença era imponente, o brasão de prata em seu peito brilhando à luz das tochas. Quando ele falou, sua voz era oca, porém firme.

"Quem busca o conhecimento dos esquecidos?"

Viktor forçou-se a falar. "Somos historiadores. Buscamos a verdade."

O guerreiro inclinou a cabeça. "A verdade é algo perigoso."

Um profundo tremor sacudiu a caverna. Poeira chovia do teto, e os guerreiros se viraram bruscamente, suas armas desembainhadas. Algo estava se agitando na escuridão além deles.

E estava vindo.

A Maldição de Prata

Um rosnado gutural ecoou pelos túneis. As sombras pareciam se solidificar, enrolando-se em uma forma monstruosa com olhos ocos e brilhantes. Movia-se como fumaça, mudando e torcendo com fluidez antinatural.

Os Guerreiros de Prata formaram uma formação, levantando suas armas. Seu líder se voltou para Viktor.

"Saia," ele ordenou.

Viktor ficou paralisado. "O que é aquela coisa?"

"A razão pela qual permanecemos."

A criatura investiu.

Os guerreiros enfrentaram seu ataque de frente, suas espadas golpeando contra sua forma mutável. Faíscas voaram, e pela primeira vez, Viktor viu o verdadeiro poder dos guerreiros. Eles não eram meros fantasmas — eram protetores, ligados a este lugar por algo muito mais antigo que a história.

O olhar de Viktor se voltou para o altar. A inscrição brilhava suavemente.

_"Sacrificium argenti. Somente a prata pode aprisionar a escuridão."_

Sua respiração ficou presa. "A prata — é um selo."

Os guerreiros compreenderam. Um por um, eles deitaram suas armas, colocando-as em círculo ao redor da besta. No momento em que a última espada tocou o chão, a câmara explodiu em uma luz ofuscante.

Então—silêncio.

Os guerreiros desapareceram. Apenas suas armaduras vazias permaneceram.

Epílogo: Os Esquecidos Renascerão

Dias depois, Viktor e Lenka estavam novamente na Igreja de Santa Bárbara. As minas haviam sido seladas novamente, seus segredos enterrados mais uma vez.

Contudo, enquanto Viktor traçava a antiga inscrição no chão, ele conhecia a verdade.

Algumas lendas nunca morrem.

Alguns guerreiros nunca descansam.

E um dia, eles se ergueriam novamente.

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