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Sobre a História: Os Gnomos Troladores de Grindelwald é um Legend de switzerland ambientado no Contemporary. Este conto Descriptive explora temas de Wisdom e é adequado para Adults. Oferece Cultural perspectivas. No coração de Grindelwald, um cético entra em uma lenda—e talvez nunca mais saia.
Grindelwald, Suíça—um lugar onde picos cobertos de neve penetram o céu, onde vales verdes se estendem infinitamente e onde histórias sussurram através do vento.
Os moradores têm sua cota de lendas. Alguns falam de espíritos de geleiras que assombram as cavernas congeladas. Outros mencionam um reino secreto escondido sob as montanhas. Mas a história mais famosa é a dos Gnomas Trapaceiros—seres pequenos e travessos que habitam as florestas, pregando peças em viajantes, desviando-os do caminho e guardando um tesouro que nenhum humano jamais reivindicou.
A maioria descarta as histórias como contos de fadas, criados para impedir que as crianças se afastem demais na floresta.
Mas não Felix Bauer.
Um jornalista cético com paixão por desmascarar mitos, Felix chegou a Grindelwald determinado a provar que os gnomos não passavam de folclore. Ele acreditava na lógica, nos fatos, em coisas que podiam ser medidas e registradas.
O que ele não acreditava—pelo menos, ainda—era em magia.
Felix estava na beira da Trilha do Crepúsculo, ajustando as alças de sua mochila. O caminho à sua frente serpenteava por uma densa floresta de pinheiros ancestrais, cujos galhos se torciam como dedos retorcidos. Uma névoa baixa envolvia as árvores, tornando impossível ver mais do que alguns metros à frente. Ele tirou seu caderno e folheou páginas de pesquisa. "Trilha do Crepúsculo," murmurou para si mesmo. "Nomeada assim pela maneira como a luz desaparece de forma anormalmente rápida, mesmo no meio do dia." O estalajadeiro o havia alertado durante o café da manhã. *"Se você ouvir risadas, volte. Se ver luzes, não siga. E faça qualquer coisa, nunca se desvie do caminho."* Felix havia rido das advertências, mas agora, parado na entrada da floresta, sentiu um arrepio desconfortável na nuca. Ele respirou fundo. Superstição, nada mais. Com um passo confiante, ele avançou. A princípio, a trilha parecia normal. O chão estava úmido, mas firme, o ar preenchido com o cheiro fresco de pinho. Pássaros cantavam à distância, e o ocasional farfalhar na vegetação indicava pequenas criaturas da floresta em seu dia a dia. Mas então, as coisas começaram a mudar. Tudo começou sutilmente. Uma curva acentuada na trilha onde seu mapa insistia que não deveria haver nenhuma. Uma árvore caída que parecia estranhamente familiar, como se ele já a tivesse passado antes. Felix verificou sua bússola. A agulha girava freneticamente, recusando-se a se estabilizar. Um calafrio percorreu sua espinha. E então ele ouviu. Nada profundas ou ameaçadoras—pequenas, agudas, como as gargalhadas de crianças brincando de esconde-esconde. Felix se virou abruptamente. A floresta atrás dele estava silenciosa. O caminho à frente se torcia de uma forma que não fazia sentido. Ele estendeu a mão para sua mochila—apenas para descobrir que ela havia desaparecido. Felix girou rapidamente, o coração batendo forte. Sua mochila estava em suas costas há apenas alguns segundos. Então, movimento. Pequenas figuras dispararam entre as árvores, não maiores que seu joelho, com as mãos minúsculas agarrando seus pertences. Um deles—um gnomo—segurava sua bússola, girando-a entre os dedos com um sorriso divertido. A respiração de Felix ficou presa. Ele sabia o que estava vendo, mas sua mente racional se recusava a aceitar. *"Não existe gnome,"* murmurou para si mesmo. O gnomo com o chapéu plumado—claramente o líder—incliniu a cabeça. "Então o que você supõe que somos?" Felix abriu a boca, depois a fechou. Os gnomos riram—um coro de risadinhas musicais—e jogaram sua mochila entre eles como um jogo de pega-pega. *"Devolva isso!"* Felix avançou, mas os gnomos eram rápidos demais. *"Você pegou o caminho errado, viajante,"* disse o líder com um sorriso. "Agora, você deve jogar nosso jogo." Felix estreitou os olhos. "Que tipo de jogo?" O gnomo girou um dedo no ar, e os outros ficaram em silêncio. "Um simples," disse ele. "Três charadas. Resolva-as, e seus pertences serão devolvidos. Se falhar... bem..." Ele gesticulou em direção às árvores em constante mudança. Felix engoliu em seco. Ele não tinha escolha. *"Tudo bem,"* disse ele. "Vamos jogar." A primeira charada veio rapidamente. *"Não tenho boca, mas sussurro. Movimento, mas não tenho pernas. Posso ser quebrado, mas não sou uma coisa. O que sou eu?"* Felix pensou intensamente. Sem boca, mas sussurra? Ele olhou ao redor, sentindo o ar fresco da montanha tocar sua pele. *"O vento,"* disse ele. Os gnomos bateram palmas em deleite. "Bom!" A segunda charada seguiu. *"Quanto mais você tira, mais deixa para trás. O que sou eu?"* Felix hesitou. Os gnomos contaram regressivamente—três, dois… *"Pegadas!"* ele respondeu abruptamente. O líder suspirou dramaticamente, mas os outros riram. "Muito bem." A última charada foi a mais difícil até então. *"Durmo durante o dia e brilho à noite. Se me encontrar, encontrará a luz. O que sou eu?"* Felix franziu a testa. A lua? Não, muito óbvio. Uma pausa. Então, ele percebeu. *"Vaga-lume!"* Os gnomos estouraram em aplausos selvagens. "Ele é esperto!" exclamou um deles. Rumpel, o líder, estudou Felix com novo interesse. "Talvez ele seja mais do que apenas um viajante." Felix mal teve tempo de processar isso antes que Rumpel falasse novamente. *"Temos um último desafio para você, humano."* Felix seguiu os gnomos mais fundo em seu reino. As árvores se tornavam mais estranhas, com galhos torcidos em formas impossíveis. Cogumelos brilhavam como lanternas, e cascatas corriam ao contrário, fluindo para cima em vez de para baixo. E no centro de tudo—o Poço Dourado. Felix se aproximou com cautela. *"Beba,"* disse Rumpel. Felix hesitou. "Por quê?" O gnomo sorriu de maneira compreensiva. "Para ver a verdade." A curiosidade venceu. Ele mergulhou as mãos na água cintilante e deu um gole. Instantaneamente, sua visão ficou turva. Ele viu flashes da história—reis antigos, guerras esquecidas, segredos enterrados sob os Alpes. E então—ele se viu. Seu reflexo na água encarava de volta—um gnomo trapaceiro com um chapéu plumado e um sorriso travesso. Felix recuou. "O que você fez?" Os gnomos apenas riram. *"Bem-vindo de volta,"* disse Rumpel. Felix Bauer nunca mais foi visto. Mas aqueles que se aventuram demais na Trilha do Crepúsculo ainda ouvem risadas no vento. Alguns dizem que são apenas as árvores. Mas os moradores sabem melhor. Porque de vez em quando, um novo gnomo trapaceiro é visto entre os antigos—um com um chapéu de jornalista e olhos sábios. E se você alguma vez ouvir risadas na floresta...Na Trilha do Crepúsculo
O Caminho que Muda
Risadas.
Os Trapaceiros Aparecem
O Desafio das Charadas
O Poço Dourado
Menor.
Epílogo
Corra.
FIM.