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O Rei Anão de Salzburgo
Deep beneath Salzburg, the hidden kingdom of Undermount thrives in secret. King Laurenz, a proud and wise ruler, sits upon his stone-carved throne as dwarves craft weapons, mine for riches, and engage in trade. The glowing gemstones embedded in the cavern walls bathe the golden halls in an ethereal light, illuminating a world unseen by men.

Sobre a História: O Rei Anão de Salzburgo é um Legend de austria ambientado no Medieval. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Historical perspectivas. Um reino escondido, a última resistência de um rei e uma lenda enterrada sob Salzburg.

Salzburgo — seu nome ecoa através dos anais da história como uma cidade de música, riqueza e grandiosidade. Mas, sob seus telhados dourados e fortalezas imponentes, além do alcance dos olhos mortais, existiu um reino diferente de qualquer outro.

Era um reino esculpido dos próprios ossos da terra — um santuário escondido de pedra e fogo, onde o som do martelo era tão comum quanto o batimento do coração dos homens acima. Foi aqui, bem abaixo das ruas de paralelepípedos da cidade e das colinas ondulantes, que viviam os anões de Undermount, invisíveis, cujas riquezas rivalizavam até mesmo com os mais grandiosos reis humanos.

No coração deste domínio subterrâneo governava o Rei Laurenz, uma lenda sussurrada entre os anciãos, um nome perdido no tempo, mas nunca na memória. Ele não era um governante comum — seu povo não o obedecia por medo, mas por amor. Sua sabedoria moldou os salões subterrâneos de Salzburgo em um império próspero de pedra e aço.

Mas, como todas as grandes coisas, chegou um momento em que o ciúme e a ganância ameaçaram fazer tudo desmoronar.

Esta é a história do Rei Anão de Salzburgo — seu reino, seu povo e a guerra que selou seu destino para sempre.

O Reino Escondido

Bem abaixo das agitadas ruas de Salzburgo, além do labirinto de catacumbas esquecidas, estava Undermount — uma cidade de fogo e pedra. Suas paredes foram esculpidas do próprio coração da montanha, iluminadas pelo brilho suave de gemas encantadas embutidas na rocha. O ar vibrava com o ritmo dos martelos batendo nas bigornas, e o aroma de carvão queimando e metal fundido preenchia os salões subterrâneos.

Por séculos, os anões de Undermount prosperaram em segredo, mestres de seu ofício. Suas forjas produziam armas mais afiadas do que qualquer conhecida pelos homens, seus artesãos esculpiam tesouros dignos de deuses, e suas minas extraíam gemas tão puras que ofuscavam as próprias estrelas.

O Rei Laurenz era diferente de qualquer anão antes dele — sábio além de seus anos, astuto como uma raposa e tão bondoso quanto feroz. Ele acreditava na harmonia, no equilíbrio. Embora governasse sob a terra, entendia a necessidade do comércio com o mundo acima.

Por muitos anos, fez alianças cuidadosas com mercadores humanos, trocando em segredo. Ouro por trigo, gemas por vinho, ferro por seda. Uma trégua delicada existia entre anões e homens, mantida pela cuidadosa diplomacia de Laurenz.

Mas a paz é como vidro — forte, porém frágil. E quando a ganância crava suas garras no coração dos homens, o vidro se estilhaça.

Em uma noite, um cavaleiro chegou de cima, trazendo um pergaminho selado com o brasão do Duque Leopoldo da Áustria.

O Ultimato do Duque

O grande salão de Undermount ficou silencioso enquanto o decreto era lido em voz alta:

_"Por ordem de Sua Graça, o Duque Leopoldo da Áustria, soberano de Salzburgo e suas terras circundantes, o povo da montanha deve se revelar e jurar lealdade à coroa. Doravante, todas as riquezas extraídas debaixo da cidade pertencem ao Duque, e um tributo deve ser pago em ouro, prata e gemas."_

_"Recusar-se será considerado um ato de traição."_

A corte irrompeu em indignação. Anões não eram estranhos à batalha, mas isto era um insulto sem medida.

“Jurar lealdade?” bradou Thrain Ferracrânio, um dos guerreiros mais confiáveis de Laurenz. “A um homem que se senta em seu palácio de pedra e cobiça o que não conquistou?”

Laurenz ergueu a mão, ordenando silêncio. Seu rosto, normalmente tão composto, estava sombrio. Levantou-se lentamente, cada movimento deliberado, sua voz profunda ecoando pela câmara.

“Volte ao seu Duque,” disse ao mensageiro, “e diga-lhe o seguinte: Não somos súbditos de homens. A riqueza de Undermount pertence ao seu povo. Se o Duque deseja reivindicá-la, que venha e a tome ele mesmo.”

O cavaleiro hesitou, seu rosto pálido. Ele já havia entregue mensagens de guerra antes, mas nunca a um rei que o encarava como a própria morte. Com uma reverência rígida, virou-se e desapareceu na escuridão dos túneis.

No momento em que ele partiu, Laurenz voltou-se para seu conselho.

“Isto é apenas o começo,” murmurou.

E ele estava certo.

Guerra de Cima

O sopro do inverno varreu Salzburgo, trazendo consigo os primeiros sinais de guerra. Os exércitos do Duque vieram em ondas, suas tochas piscando como vaga-lumes contra a noite nevada.

Eles cavaram na encosta da montanha, procurando as entradas escondidas para Undermount. Trouxeram picaretas e martelos, esperando escavar seu caminho para o reino anão e reivindicar seus tesouros.

Mas os anões eram os verdadeiros mestres da montanha. Conheciam suas veias, suas fraquezas, cada passagem escondida. Para cada túnel que os humanos cavavam, os anões desabavam outro. Para cada ponte que tentavam cruzar, uma nova armadilha era colocada.

Os homens do Duque Leopoldo lutavam contra fantasmas — contra um inimigo que não podiam ver, um inimigo que atacava das sombras e desaparecia sem deixar rastro.

Por três longos meses, o cerco continuou. E, ainda assim, Undermount permaneceu de pé, inquebrável.

Até que, numa noite fatídica, o impensável aconteceu.

A Queda de Undermount

Um explorador humano — Gregor Falkenrath, um homem conhecido por sua astúcia — descobriu algo que os anões haviam esquecido há muito tempo.

Um antigo poço de mineração, abandonado décadas antes, que levava diretamente ao coração de Undermount.

Antes do amanhecer, as forças de Leopoldo invadiram os túneis, enchendo a cidade subterrânea como uma maré de aço e fogo.

Gritos preencheram o ar enquanto os anões corriam para defender seu lar. Martelos colidiram com espadas. Sangue manchou as ruas douradas. O Rei Laurenz liderou a carga, seu grande machado cortando as fileiras inimigas, seus olhos queimando de fúria.

Mas estavam em menor número. Nenhum nível de habilidade podia virar a maré contra um exército tão vasto.

E assim, Laurenz fez uma escolha — uma que seria lembrada por gerações vindouras.

O Ato Final

Machucado e sangrando, Laurenz retirou-se para a câmara sagrada da Pedra da Terra — o coração do reino anão. Um cristal diferente de qualquer outro, pulsando com magia antiga, presenteado aos anões pela própria montanha.

Com seu último suspiro, colocou as mãos sobre ele e sussurrou as palavras dos antigos reis.

A montanha rugiu em resposta.

Túnel desabou. Pedra estilhaçou. Os salões de Undermount desmoronaram enquanto a magia da Pedra da Terra os selava, aprisionando tanto anões quanto invasores.

O Rei Laurenz deu sua vida para que o legado de seu povo não caísse nas mãos dos homens.

E assim, Undermount deixou de existir.

A Lenda Continua Vivendo

Séculos se passaram desde aquela noite fatídica.

A cidade de Salzburgo ainda permanece, seu povo alheio ao reino que dorme sob seus pés. Alguns dizem que os fantasmas dos anões ainda caminham pelos túneis à noite, seus sussurros levados pelo vento. Outros afirmam que os grandes tesouros de Undermount permanecem enterrados, esperando por uma alma digna para descobri-los.

E se você se aventurar fundo nas velhas catacumbas, na escuridão onde nenhuma luz alcança…

Você ainda pode ouvi-lo.

O som de um martelo batendo na pedra.

Os últimos ecos de um rei que se recusou a se curvar.

Porque lendas nunca realmente morrem.

Fim.

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