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O Pescoço e o Fiddle
The story begins by a misty riverbank in a mystical Swedish forest, where a young fiddler encounters the haunting beauty of the Neck’s music under the glow of a full moon.

Sobre a História: O Pescoço e o Fiddle é um Legend de sweden ambientado no Medieval. Este conto Dramatic explora temas de Perseverance e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. Uma história assombrosa de música, ambição e os mistérios da wilderness sueca.

Prólogo: Sussurros na Floresta

Em uma aldeia abraçada pelas florestas do norte da Suécia, onde as sombras dos altos pinheiros se estendiam como sentinelas vigilantes, a música ocupava um lugar especial nos corações de seu povo. Nas noites rigorosas de inverno, melodias aqueciam as almas, e nos verões vibrantes, o som de violinos ecoava pelos campos, misturando-se ao zumbido das abelhas.

Lars Johansson era o melhor violinista que a aldeia conhecia há gerações. Seu toque podia fazer crianças dançarem em risadas descontroladas ou convencer idosos solenes a chorar silenciosamente. No entanto, por todo o seu talento, Lars frequentemente sentia como se algo faltasse—uma profundidade, um mistério, uma faísca que distinguia sua música.

Mal sabia ele que a floresta estava ouvindo. Ela tinha sua própria música, muito mais antiga e selvagem do que qualquer coisa que Lars já havia tocado. E estava esperando por alguém corajoso—ou tolo—o suficiente para ouvi-la.

A Melodia Assombrada

Lars encontra o Neck tocando uma gaita feita de ossos em uma rocha coberta de musgo, à beira de um rio iluminado pela lua.
Lars encontra o enigmático Neck pela primeira vez, cativado por sua melodia assombrosa sob o brilho da lua em uma floresta iluminada.

A noite em que tudo começou foi incomumente silenciosa. Lars estava voltando para casa após uma celebração de solstício de verão em uma aldeia próxima, com seu violino preso firmemente às costas. O caminho pela floresta era familiar, mas estranhamente quieto, como se a floresta prendesse a respiração. O único som era o murmúrio distante do Rio Torne, serpenteando pela terra como um fio de prata.

Então, começou—a melodia tão assombrada, tão dolorosamente bela, que parou Lars em seus trilhos. O som não pertencia a nenhum instrumento que ele já havia ouvido. Não era apenas música; era uma história, cheia de anseio, tristeza e algo muito mais profundo.

Compelido, Lars seguiu o som, seus pés espatifando a grama coberta de geada até chegar à margem do rio. Lá, empoleirada em uma pedra no meio das águas correntes, estava uma figura envolta pelo luar. Seus cabelos prateados cintilavam como luz estelar líquida, e seus dedos longos dançavam sobre as cordas de um violino esculpido em osso.

Lars reconheceu a figura dos contos antigos. O Neck, o espírito das águas, dizia-se que tocava música tão fascinante que poderia levar até os mais fortes à ruína. Ele deveria ter corrido, mas a curiosidade o dominava com força excessiva.

A Barganha

O Neck parou de tocar, voltando seu olhar sobrenatural para Lars. "Quem anda tão descuidadamente perto do meu rio?" sua voz cantava, baixa e melódica como a própria corrente.

"Eu sou Lars, um violinista," ele gaguejou, inclinando-se ligeiramente. "Não vim com intenções de mal. Sua música me trouxe até aqui—nunca ouvi nada parecido."

O Neck inclinou a cabeça, um fantasma de sorriso brincando em seus lábios. "Um violinista, diz? Então você entende o poder da música."

"Entendo," respondeu Lars, embora sua voz vacilasse sob o olhar inabalável do Neck.

"Não completamente," disse o Neck, seu tom afiado. "Sua música dança na superfície, mas carece da profundidade das águas, do peso da terra, da verdade da tristeza e da alegria entrelaçadas. Se você deseja dominá-la, haverá um preço."

"Qual preço?" Lars perguntou, segurando firmemente o estojo de seu violino. Ele já conhecia as histórias—nenhum acordo com um espírito vinha sem uma condição.

"Se você falhar em aprender a verdadeira essência da música dentro de um ano, sua alma será minha." O sorriso do Neck se alargou, revelando dentes como pérolas.

Lars hesitou. Pensou em sua vida modesta, nos elogios de seus vizinhos e na dor em seu peito sempre que tocava, sabendo que havia algo quase fora de alcance. "Eu aceito," disse, selando seu destino.

Lições à Margem do Rio

Lars pratica à beira do rio enquanto o Neck toca uma gaita de osso nas proximidades, sob a suave luz da lua.
Lars pratica fervorosamente à beira do rio, aprendendo a essência das misteriosas melodias do Neck sob sua vigilante orientação.

Todas as noites durante o ano seguinte, Lars retornava à margem do rio, onde o Neck o esperava com seu violino de osso. As lições eram diferentes de tudo que Lars havia imaginado. O Neck não ensinava com palavras, mas com música.

Quando o Neck tocava, Lars não apenas ouvia as notas—ele as sentia. Uma melodia triste carregava o peso de uma mãe chorando por seu filho perdido. Um trinado alegre capturava a liberdade efervescente do canto dos pássaros na primavera. Lars aprendeu a ouvir os sussurros da floresta, o ritmo do rio e até mesmo o silêncio da noite.

No início, Lars lutava. Seus dedos tropeçavam enquanto tentava imitar as melodias do Neck, e sua frustração frequentemente transbordava. "Por que isso é tão difícil?" ele gritou uma vez, sua voz ecoando pelas árvores.

O Neck o observava calmamente. "A música não é apenas som, mortal. É emoção, memória e verdade. Até que você abrace isso, você falhará."

Lentamente, dolorosamente, Lars começou a melhorar. Ele tocava até que seus dedos estavam ásperos, até que a música parecia um segundo batimento cardíaco. Os aldeões notaram a mudança em sua tocabilidade; havia se tornado mais rica, mais profunda e, às vezes, tão comovente que até o fazendeiro mais endurecido enxugava lágrimas de seus olhos.

Mas Lars sabia que ainda tinha muito a percorrer. O ano estava se esvaindo, e o teste final se aproximava.

O Teste

Lars toca seu violino apaixonadamente durante o teste final do Neck à beira de um rio iluminado pela lua.
Lars se apresenta com paixão e precisão durante o teste final do Neck, enquanto a música envolvente ressoa ao longo do rio iluminado pela lua.

No último dia do ano, Lars estava na margem do rio, seu violino na mão. O Neck apareceu, sua presença tão imponente como sempre. "Você está pronto, mortal?" perguntou.

"Estou," disse Lars, embora sua voz tremesse.

O Neck assentiu. "Então toque. Mostre-me o que você aprendeu. Se sua música realmente capturar a alma do rio, você será livre."

Lars fechou os olhos, deixando as memórias do ano passado o invadirem. Pensou na tristeza nas melodias do Neck, na alegria nas risadas dos aldeões e no ritmo eterno do próprio rio. Então começou a tocar.

A melodia iniciou-se suavemente, como as primeiras gotas de chuva na água calma. Cresceu, capturando o fluxo do rio—o babar suave de um riacho, o caos rugente das corredeiras e a serenidade profunda de uma poça tranquila. Falava de vida, morte e tudo entre elas.

Quando Lars terminou, o silêncio pairou no ar. O olhar penetrante do Neck suavizou-se e ele assentiu lentamente. "Você fez bem, mortal. Sua música agora é digna do espírito do rio."

Alívio inundou Lars, mas a expressão do Neck tornou-se séria. "Lembre-se, este dom não está sem seus fardos. Sua música tocará os corações de todos que a ouvirem, mas também revelará suas tristezas. Use-a sabiamente."

Com isso, o Neck desapareceu, deixando apenas o som do rio para trás.

O Fardo do Violinista

Lars retornou à sua aldeia, para sempre mudado. Sua música era mais poderosa do que nunca, mas veio a um custo. Onde quer que tocasse, as pessoas choravam—não apenas pela beleza da música, mas pelas emoções que ela despertava. Memórias há muito enterradas ressurgiam, e os aldeões se viam revivendo tanto seus momentos mais felizes quanto os mais dolorosos.

No início, Lars lutava com esse fardo. "Por que minha música os machuca?" perguntou ao ancião da aldeia, uma mulher sábia que havia vivido muitos invernos.

"Não machuca," respondeu ela gentilmente. "Ela cura. A dor faz parte da vida, e sua música nos ajuda a enfrentá-la."

Embora confortado, Lars frequentemente sentia o peso de seu dom. Tocava esparsamente, reservando sua música para momentos em que fosse mais necessária. Casamentos, funerais e festivais de colheita tornaram-se seu palco, cada melodia um presente para as pessoas que amava.

Epílogo: O Eco do Rio

Lars caminha por um caminho na floresta iluminado pelo amanhecer, com seu violino sob o braço, voltando para sua aldeia após ter dominado a música do Pescoço.
Lars retorna à sua aldeia ao amanhecer, carregando o peso de sua jornada transformadora e as melodias assombrosas aprendidas com o Pescoço.

Com o passar dos anos, a lenda de Lars cresceu. Sua música vivia nos corações de quem a ouvia, e a história de seu acordo com o Neck tornou-se um conto de advertência para músicos ambiciosos.

Mesmo hoje, nas silenciosas florestas da Suécia, alguns dizem que é possível ouvir o violino do Neck se você ouvir atentamente à margem do rio. E se você for corajoso o suficiente para seguir o som, pode se encontrar frente a frente com o espírito das águas, seu destino repousando nas cordas de um violino.

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