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Sobre a História: O Fantasma do Castelo de Buda é um Historical Fiction de hungary ambientado no Renaissance. Este conto Conversational explora temas de Justice e é adequado para Adults. Oferece Historical perspectivas. Um castelo assombrado, uma verdade perdida e um fantasma em busca de justiça—será que a história finalmente a libertará?.
Castelo de Buda, a grandiosa fortaleza que domina o horizonte de Budapeste, Hungria, testemunhou séculos de história—conquistas, traições e a ascensão e queda de impérios. Mas, dentro de suas muralhas de pedra, onde reis outrora governaram e guerras foram travadas, persiste uma presença que o tempo não apagou.
A lenda da Lady Katalin Hunyadi é sussurrada entre historiadores e caçadores de fantasmas. Ela era uma nobre acusada de traição, condenada injustamente e executada nas profundezas do castelo. Dizem que seu espírito ainda perambula pelos corredores, buscando eternamente a justiça que lhe foi roubada.
Poucos ousaram descobrir a verdade, e aqueles que tentaram nunca ficaram tempo suficiente para concluir seu trabalho.
Até agora.
Esta é a história de Erik Kovács, um historiador que se recusou a desviar o olhar, que seguiu os sussurros do passado por corredores à luz de velas e câmaras ocultas, determinado a encontrar a verdade por trás do fantasma do Castelo de Buda.
A viagem de trem de Viena a Budapeste havia sido longa, mas Erik mal percebeu as horas passarem. Sua mente estava consumida pela pesquisa que passara anos compilando—os relatos dos funcionários do castelo que juravam ter visto a Lady in White, os documentos de tribunal centenários, as cartas secretas que insinuavam uma encobrimento. Esta não era apenas mais uma história de fantasma. Quando o trem chegou à Estação Keleti, Erik respirou fundo. A cidade se estendia diante dele em um crepúsculo dourado, o Rio Danúbio refletindo o brilho das lamparinas. A Ponte das Correntes direcionou seu olhar para a colina onde o Castelo de Buda se erguia em majestade silenciosa. Um sentimento se instalou em seu peito—empolgação misturada com inquietação. Ele fez check-in em uma pequena pousada histórica do lado de Buda da cidade, seus pisos de madeira rangendo sob suas botas. A proprietária, uma mulher idosa chamada Ilona, o observou com olhos sábios enquanto lhe entregava a chave. – Você veio por ela, não foi? – perguntou ela. Erik hesitou. – Pela história, – disse, embora ambos soubessem que era mais do que isso. Ilona apenas assentiu. – Ela espera por alguém como você. A noite já havia caído quando Erik chegou ao castelo. Os turistas haviam ido embora, as ruas que levam ao Bastião dos Pescadores silenciosas, exceto pelo eco ocasional de passos. Com permissão especial da Sociedade Histórica Húngara, Erik havia obtido acesso aos terrenos do castelo após o expediente. O guarda de segurança, Gábor, era um velho amigo de seu mentor e concordou em deixá-lo explorar partes do Palácio Real que normalmente estavam interditadas à noite. – Fique longe dos túneis inferiores – advertiu Gábor enquanto destrancava o portão principal. – Algumas portas estão trancadas por um motivo. Os grandiosos salões estavam estranhamente silenciosos. O cheiro de pedra antiga e cera de candelabros centenários pairava no ar. Ele passou pela Igreja de Matias, sua torre lançando uma longa sombra sob a lua. Então, na Fonte de Matias, ele sentiu. Uma mudança no ar. Erik se virou bruscamente, seu pulso acelerando. Uma figura estava na base da fonte—a figura de uma mulher, seu longo vestido brilhando como se fosse feito de névoa. Sua respiração estagnou. Então—ela desapareceu. Apenas o sussurro permaneceu. *"Me ajude."* Na manhã seguinte, Erik dirigiu-se ao Museu de História de Budapeste, situado dentro do próprio castelo. Ele havia combinado um encontro com o Dr. László Horváth, um historiador que passara décadas estudando o lado mais sombrio do passado do Castelo de Buda. – Espero que você saiba no que está se metendo – disse László, conduzindo Erik aos arquivos. – A maioria das pessoas que persegue essa história não permanece por muito tempo. – Por causa do fantasma? – perguntou Erik. László deu uma risada cínica. – Porque a verdade é perigosa. Juntos, eles analisaram antigos registros de tribunal, documentos de julgamento e cartas trocadas entre nobres no final dos anos 1400. O que encontraram pintava um quadro perturbador. Katalin Hunyadi havia sido acusada de traição contra o rei Matthias Corvinus, mas as acusações eram frágeis—baseadas em rumores e no testemunho de uma única testemunha: o conde István Bathory, um nobre poderoso com muito a ganhar. Investigações adicionais revelaram algo ainda mais assustador—Bathory havia desaparecido apenas semanas após a execução de Katalin. Sua última localização conhecida? Os túneis subterrâneos do Castelo de Buda. Naquela noite, Erik retornou ao castelo com a aprovação relutante de Gábor. Ele desceu ao Labirinto, uma vasta rede de túneis subterrâneos que serviram como prisões, adegas e esconderijos para segredos melhor deixados esquecidos. Sua lanterna tremulava enquanto ele se movia pelos corredores úmidos. Então, algo chamou sua atenção. Uma porta, parcialmente selada com tijolos. Os sussurros retornaram, mais suaves desta vez, incitando-o a seguir em frente. Removendo poeira e teias de aranha, ele descobriu uma câmara escondida. Dentro, um pendente de prata ornamentado repousava sob camadas de terra. O emblema nele não era de Katalin—mas do brasão da família Bathory. Um calafrio percorreu sua espinha. Ele acabara de encontrar prova de que Bathory foi preso ali após trair Katalin? De repente, o ar ficou pesado. A temperatura despencou. Então—uma voz. *"Você vê agora."* Erik se virou lentamente. De pé na porta estava o fantasma da Lady Katalin. Ela era luminosa, sua forma tremulando como a luz de uma vela. Seus olhos escuros se fixaram nos de Erik, cheios de tristeza e súplica. – Bathory mentiu – sussurrou Erik. O fantasma assentiu. Ela levantou uma mão translúcida e apontou para a parede distante. Erik aproximou-se, passando os dedos pela pedra. Algo clicou. A parede se moveu, revelando um esqueleto selado. Conde István Bathory. O traidor nunca escapou do Castelo de Buda. Ele havia sido silenciado—possivelmente pelas mesmas pessoas que o usaram para incriminar Katalin. Um novo sussurro flutuou pela câmara. *"Meu nome... Limpe-o."* Erik não perdeu tempo. Com a ajuda do Dr. Horváth, ele compilou evidências suficientes para reabrir o caso de Katalin. O governo húngaro revisou as descobertas e, em poucos meses, a inocência da Lady Katalin Hunyadi foi oficialmente reconhecida. Sua história foi reescrita nos livros de história, e um monumento foi colocado próximo à Fonte de Matias em sua honra. Na noite da inauguração, Erik estava diante da fonte, perdido em pensamentos. O vento se agitou. Um sussurro suave. *"Obrigado."* Ele se virou, mas não havia ninguém ali. Pela primeira vez, o castelo parecia em paz. Anos depois, Erik publicou *O Legado Perdido da Lady Katalin*, relatando o mistério que ele desvendara. O livro tornou-se um best-seller, atraindo milhares ao Castelo de Buda, todos ansiosos para ver o local onde a história havia sido reescrita. Alguns afirmavam ouvir sussurros à noite. Alguns viam luzes tremeluzentes nos corredores. Mas Erik sabia—Katalin havia seguido em frente. Ainda assim, quando visitava o castelo, às vezes sentia o peso do passado pressionando-o. E uma vez, apenas uma vez, ele o ouviu novamente. *"Nunca esqueça."*A Chegada a Budapeste
O Castelo Após o Anoitecer
Segredos nos Arquivos
O Labirinto Abaixo
Um Apelo do Passado
Justiça Finalmente
Epílogo
Fim