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Sobre a História: O Ermita~o e o Rato é um Fable de iran ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Wisdom e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Um eremita transforma um rato em uma menina, mas ela acaba voltando à sua verdadeira natureza.
Em uma floresta isolada, longe do mundo agitado, vivia um sábio eremita idoso chamado Kaladitya. Seus dias eram dedicados à contemplação silenciosa, tendo como únicas companhias os animais da floresta que passaram a confiá-lo. Entre essas criaturas havia um ratinho pequeno e tímido que frequentemente corria ao redor de sua cabana, roendo migalhas deixadas pelo eremita. Esse ratinho, embora pequeno e aparentemente insignificante, tinha uma natureza curiosa e frequentemente observava o eremita com olhos brilhantes e inteligentes.
Numa manhã fresca de outono, Kaladitya estava sentado fora de sua cabana, meditando sob o calor suave do sol nascente. O ratinho se aproximou dele, atraído pela aura pacífica que cercava o eremita. Kaladitya abriu os olhos e viu o ratinho aos seus pés. Ele sorriu e falou suavemente.
“Pequeno, por que você corre tão inquieto? O que aflige seu pequeno coração?”
O ratinho, percebendo a bondade do eremita, respondeu em sua própria língua estridente. “Grande eremita, sou apenas uma criatura pequena e fraca, sempre com medo de predadores. Gostaria de ser mais forte e viver sem medo.”
Kaladitya refletiu sobre as palavras do ratinho. Seu coração estava cheio de compaixão pela minúscula criatura. Usando seus poderes místicos, ele decidiu realizar o desejo do ratinho. Fechou os olhos, murmurou um encantamento antigo e, em um redemoinho de energia mágica, o ratinho começou a se transformar. Seu pequeno corpo cresceu, o pelo recuou e logo, onde o ratinho havia estado, havia uma jovem menina com olhos brilhantes e um rosto inocente.
A menina olhou para sua nova forma maravilhada e então para Kaladitya. “Obrigado, bondoso eremita. Sinto-me tão diferente, muito mais do que era.”
Kaladitya assentiu. “A partir de agora, você será conhecida como Aranya. Use esta forma com sabedoria e viva sem medo.”
Aranya rapidamente se adaptou à sua nova vida. Ela aprendeu a andar, a falar e a interagir com o mundo como humana. Seus dias eram preenchidos com alegria e liberdade, explorando a floresta e aprendendo com Kaladitya. Os animais da floresta, embora inicialmente cautelosos, passaram a aceitá-la como uma das suas. Ela estava feliz, mas algo dentro dela sempre se sentia um pouco deslocado.

Um dia, enquanto Aranya brincava perto da borda da floresta, ela encontrou um jovem príncipe chamado Anirudh que havia se perdido durante uma caçada. Ele ficou impressionado com sua beleza e graça. “Quem é você, bela donzela?”, perguntou ele.
“Eu sou Aranya”, respondeu ela, “uma amiga de todas as criaturas desta floresta.”
Anirudh ficou cativado por ela e logo começou a visitar a floresta com mais frequência, sob o pretexto de caçar, mas na verdade, ele estava atraído por Aranya. Eles passaram muitas horas juntos, conversando e rindo, e gradualmente, o vínculo entre eles se aprofundou até se transformar em amor.
Apesar da alegria que encontrava na companhia de Anirudh, Aranya sentia um anseio inexplicável, uma chamada interior que ela não podia ignorar. Ela procurou Kaladitya, buscando sua sabedoria.
“Grande eremita, embora eu esteja feliz, sinto um impulso em direção a algo que não consigo entender. É como se meu verdadeiro eu estivesse me chamando de volta.”
Kaladitya olhou para ela com olhos compreensivos. “Aranya, minha querida, você nasceu como um ratinho. Embora eu tenha te transformado, sua verdadeira natureza ainda reside dentro de você. Você deve decidir onde seu coração realmente está.”
Confusa, Aranya voltou para a floresta, tentando reconciliar suas experiências como humana com as memórias de sua vida como ratinho. Uma noite, enquanto observava o pôr do sol, Anirudh a encontrou profunda em pensamentos.
“Aranya, o que te aflige?”, perguntou ele suavemente.
Lágrimas encheram seus olhos enquanto ela se voltava para ele. “Anirudh, eu te amo, mas sinto que não estou destinada para esta vida. Meu coração me chama de volta para o que realmente sou.”
Anirudh ficou de coração partido, mas compreendeu sua luta. “Eu sempre te amarei, não importa a forma que você tiver”, sussurrou ele.
Com o coração pesado, Aranya voltou para Kaladitya. “Sábio eremita, tomei minha decisão. Embora eu valorize o tempo que passei como humana, desejo retornar ao meu verdadeiro eu.”
Kaladitya assentiu, orgulhoso de sua coragem. “Muito bem, Aranya. É importante ser fiel a si mesmo.”
Ele entoou o encantamento mais uma vez e, num flash, a menina se transformou de volta no pequeno ratinho. Aranya correu até Kaladitya, seus olhos ainda cheios de gratidão e compreensão. O eremita sorriu para ela. “Bem-vinda de volta, pequena.”

Aranya, agora ratinho novamente, continuou a viver na floresta, mas ela já não tinha mais medo. Ela tinha o coração de uma humana e a sabedoria de suas experiências. Anirudh visitava a floresta com frequência, sempre encontrando consolo ao saber que Aranya estava lá, cuidando dele. Seu vínculo permaneceu, transcendendo as fronteiras da forma e da natureza.
Kaladitya cuidava de ambos, um guardião silencioso de sua amizade duradoura. E assim, o ratinho que se tornou uma menina e depois voltou a ser um ratinho viveu uma vida cheia de amor, coragem e verdadeira compreensão de si mesmo.