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Sobre a História: O Djinn das Montanhas Pamir é um Legend de afghanistan ambientado no Contemporary. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. Alguns segredos são melhores quando deixados em paz—uma vez despertados, não perdoam.
As Montanhas Pamir erguem-se como dentes irregulares, seus picos perdidos no abraço dos céus. Nesta terra remota e inflexível, a linha entre mito e realidade frequentemente se desfoca.
As pessoas de Shahr-e-Bozorg, uma vila aninhada nas sombras destas grandes montanhas, há muito sussurram sobre um ser antigo que percorre as altitudes—um Djinn, mais velho que o próprio tempo. Diz-se que ele guarda segredos enterrados na pedra, punindo aqueles que ousam invadir seu domínio.
Por séculos, esses avisos foram seguidos. Mas nem todos ouvem. Alguns acreditam estar além da superstição. E alguns, como Farid, descobrem a verdade tarde demais.
Esta é a sua história.
O sol começava a se pôr atrás dos picos quando Farid se juntou aos anciãos da vila na praça. Eles se sentaram ao redor de uma fogueira crepitante, seus rostos marcados pelo peso do tempo. — Você não deveria ir — disse o Velho Zahir, sua voz carregada de significado. — As montanhas não são suas para desafiar. Farid sorriu de canto, ajustando a faca em seu cinto. — Eu caminho por esses trilhos desde menino. Os conheço melhor que ninguém. Zahir balançou a cabeça. — Um homem pode conhecer o caminho, mas isso não significa que seja bem-vindo nele. Os outros murmurararam em concordância, a luz do fogo os refletindo em olhos cansados. — O Djinn observa, Farid. E ele não perdoa. Farid exalou bruscamente. — Respeito as histórias, Ancião, mas não as temo. Zahir o observou por um longo momento. Então, com um suspiro, alcançou as dobras de seu manto e puxou um pequeno amuleto intricadamente tecido. — Pegue isto — disse, pressionando-o na mão de Farid. — Pode não te salvar, mas pode te lembrar de ter cuidado. Farid olhou para o amuleto—a coisa simples, feita de fios torcidos e ervas secas das montanhas. Ele o guardou no bolso. Só mais tarde ele perceberia seu verdadeiro peso. O inglês chegou no dia seguinte. Richard Thornton não era um homem de superstição. Era um homem de ciência, de história, de fatos. Com seu diário gasto e seu entusiasmo sem fim, ele falava de impérios perdidos e tesouros esquecidos. — As cavernas, Farid — disse, seus olhos azuis brilhando. — Elas podem conter conhecimentos invisíveis há séculos. Farid concordou em guiá-lo. Sua jornada começou ao amanhecer, o céu pintado em tons de ouro e anil. Os primeiros dias foram tranquilos—os trilhos familiares serpenteando pelos vales, o cheiro de pinho denso no ar. Mas conforme subiam mais alto, o mundo parecia mudar. As árvores tornaram-se escassas. O ar afinava. E à noite, o silêncio era diferente. Não a tranquilidade pacífica das montanhas, mas algo mais pesado. Observador. Na terceira noite, o vento trouxe uma voz. — Farid… Thornton, mexendo as brasas do fogo, franziu o cenho. — Você ouviu isso? O sangue de Farid gelou. A voz não estava nem perto nem longe. Ela simplesmente *estava lá*. Uma memória surgiu—o aviso de Zahir. *Se você alguma vez ouvir a voz do Djinn, não responda.* Farid engoliu em seco. — Devemos dormir. Thornton hesitou, então assentiu. Mas ao se virar, Farid percebeu o leve tremor em suas mãos. Nenhum dos dois dormiu. Ao meio-dia, eles alcançaram seu destino. A boca da caverna se abria diante deles, emoldurada por rochas irregulares como as costelas de uma fera antiga. Símbolos estavam esculpidos na pedra—desgastados pelo tempo, mas ainda pulsando com um poder invisível. Thornton percorreu as gravações com as pontas dos dedos. — Magnífico… Farid mudou-se inquieto. O ar cheirava estranho—como metal queimado e poeira antiga. — Devemos ser rápidos — murmurou. Eles entraram. Quanto mais adentravam, mais o mundo exterior parecia desaparecer. As tochas tremulavam, suas respirações ecoavam. Sombras dançavam nas paredes, torcendo-se em formas que não pertenciam totalmente. Então eles encontraram a porta. Era maciça, forjada em pedra mas reluzente como se fosse ladeada de ouro. Mais símbolos cobriam sua superfície, se enrolando e curvando como uma escrita antiga. O rosto de Thornton estava iluminado de admiração. — Isso… isso pode preceder as conquistas de Alexandre. Ele estendeu a mão. — Não — avisou Farid. Mas era tarde demais. Thornton pressionou a palma da mão contra a pedra. A caverna estremeceu. E o sussurro retornou. — Você ousa… As tochas tremeluziram violentamente. O ar tornou-se espesso, sufocante. O chão sob eles *se moveu*. Então, a porta começou a se abrir. A escuridão além da porta não estava vazia. Ela estava viva. Uma forma emergiu, mudando como fumaça, mas sólida como pedra. Não tinha uma forma única—suas bordas estavam constantemente mudando, suas características sem lugar fixo. Mas seus olhos… Seus olhos queimavam como estrelas morrendo. — Você foi avisado. Thornton tropeçou para trás. — O quê—o que é isso? A voz do Djinn roncava pela caverna, abalando as próprias paredes. — Vocês buscam o que não é de vocês. Farid caiu de joelhos, seu coração batendo forte contra suas costelas. — Não queremos mal — sussurrou. Thornton, sem fôlego de medo, mas ainda movido por sua obsessão, deu um passo à frente. — Por favor! Deixe-me estudar isto! Eu—eu só quero entender. O Djinn *ririu*. Não era um som feito para ouvidos humanos. — Sem mal? — zombou. — Vocês tomam. Vocês reivindicam. Vocês *violam*. O ar espessou. Thornton ofegou, agarrando a garganta. A escuridão se enrolou ao redor dele como dedos. Então, com um último grito angustiado—ele desapareceu. Evaporou-se. Nenhum vestígio permaneceu. Farid não se mexeu. O Djinn voltou seu olhar para ele. — Você — disse. Farid cerraram os punhos, forçando sua voz a não tremer. — Eu vou embora. Eu juro. O Djinn o estudou, seus olhos estreitando. — Você irá contá-los. Farid abaixou a cabeça. — Sim. O Djinn exalou—um som como o vento antes de uma tempestade. Então, com um último lampejo de sombra, ele desapareceu. Farid fugiu. Quando chegou à vila, seu corpo estava machucado, sua mente desgastada. O Velho Zahir estava esperando. — Você viu — disse o ancião. Farid assentiu. Naquela noite, ele falou sobre o que havia acontecido. Os aldeões ouviram em silêncio. E eles acreditaram. Anos se passaram. Farid nunca mais subiu as montanhas. A história do Djinn tornou-se lenda, mas ele sabia a verdade. Então, uma noite, um viajante chegou. Jovem, ambicioso. Olhos cheios de curiosidade. Ele perguntou sobre a caverna. Sobre o Djinn. Farid, agora um homem idoso, encontrou seu olhar. — Não a busque — avisou. O viajante sorriu de canto. E enquanto o vento uivava pela vila naquela noite, Farid soube. O Djinn estava esperando. Esperando pelo próximo tolo que desafiasse seu domínio.O Aviso dos Anciãos
A Jornada Começa
A Caverna dos Segredos
A Ira do Djinn
O Mensageiro
Epílogo: O Próximo Buscador