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Ngoné e a Máscara Sagrada
Ngoné stands at the edge of the mystical forest at dawn, her heart set on retrieving the stolen Sacred Mask. Behind her, the towering baobab trees and distant village whisper the ancient stories of her ancestors.

Sobre a História: Ngoné e a Máscara Sagrada é um Legend de senegal ambientado no Ancient. Este conto Poetic explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. A jornada corajosa de uma menina para resgatar o relicário sagrado de sua aldeia do reino dos Djinn.

Introdução

No coração do Senegal, onde a terra respira com a sabedoria de espíritos ancestrais e as árvores de baobá sussurram segredos do passado, havia uma aldeia chamada Ndiongolor. Era um lugar onde a tradição era sagrada, onde histórias moldavam a vida de seu povo e onde os espíritos dos antepassados eram honrados com devoção inabalável.

A cada cinquenta anos, a aldeia realizava um grande festival dedicado a Jomfatu, o espírito guardião de sua terra. No centro da cerimônia estava a Máscara Sagrada de Jomfatu, uma relíquia passada de geração em geração, esculpida na madeira de uma árvore antiga e dita possuir o poder dos antepassados. O festival não era apenas uma celebração; era um pacto entre os vivos e os espíritos, uma renovação de equilíbrio e prosperidade.

Mas, à medida que o festival se aproximava, o desastre atingiu.

Numa manhã, a aldeia acordou e encontrou a cabana sagrada saqueada. A máscara— a relíquia mais preciosa de Ndiongolor— tinha desaparecido. A notícia se espalhou como fogo, enviando ondas de medo pelo povo. Sem a máscara, o festival não poderia prosseguir. Sem o festival, os espíritos poderiam abandoná-los.

No meio do caos, uma jovem chamada Ngoné ficou com o coração acelerado. Diferente dos outros que se desesperaram, ela sentiu algo despertar profundamente dentro de si— uma chamada. Ela tinha apenas quatorze anos, mas sempre fora diferente. Inquieta. Curiosa. Sem medo de coisas que outros evitavam.

“A máscara deve ser encontrada,” disse ela, com a voz firme.

Os anciãos da aldeia, reunidos em sua cabana de conselho, olharam para ela com olhos cansados.

“Esta não é uma tarefa para uma criança,” disse o Tio Demba, balançando a cabeça. “É uma jornada cheia de perigos.”

Maam Koumba, a avó de Ngoné e a griot da aldeia, a estudou com olhos que tinham visto muitas estações. “E, no entanto,” murmurou, “talvez os espíritos a tenham escolhido.”

O silêncio que se seguiu estava carregado de incerteza. Finalmente, o mais velho do conselho falou. “Se os espíritos escolheram, devemos ouvir.”

E assim, foi decidido. Ngoné, a garota que nunca havia se aventurado além do rio, partiria em busca da máscara sagrada.

Ela não sabia o que a aguardava além da segurança de seu lar. Não conhecia os perigos que espreitavam nas sombras.

Tudo o que sabia era que precisava trazer a máscara de volta.

Ou então os espíritos se afastariam de seu povo para sempre.

As Pegadas na Poeira

Na manhã seguinte ao roubo, os anciãos se reuniram diante da cabana sagrada, inspecionando as poucas evidências que restaram.

Uma única pegada.

Não era a pegada de um aldeão— muito estreita, muito leve. Quem quer que tenha levado a máscara era um forasteiro.

Ngoné ajoelhou-se ao lado dela, traçando as bordas da marca com os dedos. “Isso não é da aldeia,” disse ela.

O Ancião Moussa assentiu. “Não, esta é a pegada de alguém que anda levemente, como um caçador… ou um ladrão.”

Um murmúrio se espalhou entre os aldeões. A suspeita se transformou em medo.

“Poderia ter sido os espíritos?” alguém sussurrou.

“Os Djinn,” outro murmurou.

Mas Maam Koumba balançou a cabeça. “Nenhum espírito deixa pegadas na poeira.”

Os anciãos debateram. Alguns queriam enviar uma equipe de busca. Outros temiam o que poderiam encontrar.

Mas Ngoné não esperou. Naquela noite, enquanto a aldeia debatia, ela preparou uma pequena bolsa— bolos de milho secos, um cantil e um pequeno amuleto que Maam Koumba lhe dera uma vez. Um amuleto para proteção.

Então, sob o manto da escuridão, ela seguiu as pegadas para fora da aldeia.

Ela não sabia para onde elas a levariam.

Ela apenas sabia que precisava segui-las.

O Conto do Malandro

Ngoné se aproxima cautelosamente de Samba, o Trapaceiro, que está sentado em um tronco esculpindo uma figurinha em uma densa floresta da África Ocidental.
Ngoné encontra Samba, o Travesso, nas profundezas da floresta, na esperança de desvendar a verdade sobre a Máscara Sagrada desaparecida.

As pegadas a levaram além dos campos de milho, passando pela curva do rio e entrando na densa floresta de Soumbe. Quanto mais ela avançava, mais as árvores se fechavam ao seu redor. O ar se tornava denso, preenchido com os sons de criaturas invisíveis.

E então, ela o viu.

Um homem sentado em um tronco caído, entalhando uma pequena figura de madeira com uma faca curva. Seu cabelo estava selvagem, suas vestes remendadas e gastas. Mas seus olhos—afiados e brilhantes—guardavam a astúcia de uma raposa.

Samba, o Malandro.

Ngoné tinha ouvido as histórias. Ele era um exilado, um homem que vivia de sua astúcia, nem confiável nem verdadeiramente temido. Era conhecido por vender segredos… por um preço.

“Você veio longe para uma garota,” disse ele sem olhar para cima.

Ngoné não se intimidou. “Estou procurando a Máscara Sagrada de Jomfatu.”

Samba sorriu maliciosamente. “E você acha que eu a tenho?”

“Não,” disse Ngoné cuidadosamente. “Mas acho que você sabe quem a tem.”

O malandro riu, sua faca cortando a madeira com facilidade. “Inteligente. Mas conhecimento não é grátis.”

Ngoné mergulhou na bolsa e tirou uma única concha de cowrie. Uma oferta de griot.

O sorriso de Samba se ampliou. “Um preço justo.” Ele inclinou-se. “A máscara foi roubada por um estranho. Nem um homem, nem um espírito, mas algo entre os dois.”

O estômago de Ngoné se contorceu. “Os Djinn.”

Samba assentiu. “Eles a levaram além do rio, para o domínio deles.”

Um silêncio caiu entre eles.

Ninguém cruza para a terra dos Djinn.

Ninguém que o faz retorna alguma vez.

Mas Ngoné não tinha escolha.

Ela se virou para sair.

“Espere,” chamou Samba atrás dela. “Você vai precisar disso.”

Ele lhe lançou uma pequena bolsa. Ela a pegou, sentindo algo liso dentro.

“Um amuleto,” disse Samba. “Para cruzar para o mundo deles.”

Ngoné hesitou.

Ela não confiava nele.

Mas pegou o amuleto mesmo assim.

Então, ela se virou em direção ao rio.

A Terra dos Djinn

Ngoné está à beira de um rio brilhante à noite, preparando-se para cruzar para o reino dos Djinn, com um amuleto protetor em mãos.
Ngoné hesita à beira do rio místico, ciente de que, uma vez que o cruzar, entrará no reino dos Djinn, onde poucos se atrevem a ir.

O rio era diferente de qualquer coisa que ela já havia visto. Largo, escuro e estranhamente parado.

Ngoné respirou fundo e pisou nas pedras que formavam uma ponte natural.

No momento em que cruzou, o mundo mudou.

O ar cheirava diferente— mais rico, mais selvagem. As árvores eram mais altas, suas raízes como mãos retorcidas alcançando seus tornozelos. As sombras se moviam, observando.

E então, ela o viu.

O Djinn.

Ele era alto, vestido com trajes feitos do céu noturno, seus olhos dourados brilhando como vaga-lumes.

“Você busca a máscara,” disse ele, com uma voz como o vento.

Ngoné assentiu, seus dedos apertando o amuleto de Samba. “Ela pertence ao meu povo.”

O Djinn a estudou. “Para tomar algo dos Djinn, deve haver uma barganha.”

Ngoné engoliu em seco. “O que você quer?”

“Uma história,” disse o Djinn. “Uma história que seja verdadeira, tão profunda quanto o rio.”

Ngoné fechou os olhos.

E ela falou.

Ela falou de sua aldeia, das árvores de baobá que guardavam sua história, dos griots que cantavam seu passado. Ela falou dos antepassados, dos espíritos que os guiavam.

Ela falou da máscara— não apenas como um objeto, mas como um espírito em si.

Quando ela terminou, o Djinn ficou em silêncio.

Então, com um gesto de pulso, ele revelou a máscara.

“Você honrou os antepassados,” disse ele. “Pegue-a.”

Ngoné apertou a máscara contra o peito.

E ela correu.

O Retorno

Ngoné se encontra diante de um Djinn imponente com olhos dourados, implorando pela devolução da Máscara Sagrada em um reino etéreo e resplandecente.
Ngoné enfrenta o poderoso Djinn, oferecendo uma história em troca da Máscara Sagrada que detém o destino de sua aldeia.

Ela chegou a Ndiongolor ao amanhecer, sem fôlego e triunfante.

Quando os aldeões viram a máscara, ficaram em silêncio.

E então, Maam Koumba a ergueu alto.

“Os espíritos falaram!” ela gritou.

O festival foi salvo.

E a partir daquele dia, o nome de Ngoné foi cantado entre os griots, eternamente lembrada como Ngoné, Guardiã da Máscara Sagrada.

Ngoné retorna à sua aldeia ao amanhecer, segurando a Máscara Sagrada enquanto os moradores se reúnem, alegres e prontos para dar início ao festival.
Ngoné retorna triunfantemente a Ndiongolor ao amanhecer, a Máscara Sagrada em suas mãos, pronta para restaurar a sagrada tradição do festival.

Fim.

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