7 min

Lugar Feliz
Harriet stands before the lakeside cottage, the early morning light casting a soft glow over the tranquil scene. As she gazes at the familiar yet distant place, emotions of nostalgia and uncertainty blend into the peaceful, reflective setting.

Sobre a História: Lugar Feliz é um Realistic Fiction de united-states ambientado no Contemporary. Este conto Conversational explora temas de Romance e é adequado para Adults. Oferece Entertaining perspectivas. Revisitando o passado para descobrir o que realmente importa na vida e no amor.

Às vezes, quando pensamos que deixamos para trás os lugares que nos moldaram, descobrimos que eles ainda estão entrelaçados no tecido de quem somos. Para Harriet e Wyn, o seu "lugar feliz" é uma espaçosa e ensolarada cabana à beira-mar, repleta de memórias de uma época em que tudo parecia simples. Mas voltar aqui agora parece o início de um lento desmoronamento, pois eles enfrentam fantasmas do que foi e a esperança persistente do que ainda poderia ser.

**Capítulo Um: Retornando à Cabana**

Harriet não pisara na cabana há três anos. No entanto, ao ficar diante dela, a visão a atingiu com uma força para a qual ela não estava preparada. As paredes caiadas de branco, o telhado inclinado e a grande janela em baía com vista para o lago traziam de volta todas as memórias que ela havia tentado evitar.

Ela podia ouvir as risadas das longas noites de verão, o suave splash do lago contra o cais e, mais dolorosamente, a voz de Wyn chamando-a, provocando-a com um afeto que só eles compreendiam. Ela acreditava que deixar este lugar para trás significaria deixá-lo para trás também, mas estando aqui agora, sentia como se ele ainda estivesse presente, em cada ranger do assoalho de madeira e em cada eco do vento entre as árvores.

Harriet e Wyn na varanda ao pôr do sol, com um céu dourado e o lago ao fundo, evitando o contato visual direto.
Harriet e Wyn estão lado a lado na varanda ao pôr do sol, suas emoções não resolvidas pairando no ar. O calor do sol poente contrasta com a tensão entre eles.

Ela havia voltado por Sabrina. Sabrina fora incansável, insistindo que todo o grupo se reunisse para mais um último verão na cabana, como se pudessem de alguma forma recapturar a magia que havia desvanecido. Eles haviam sido o grupo perfeito—Harriet, Wyn, Sabrina, Parth, Cleo e Kimmy. Agora, as coisas estavam desgastadas, mantidas juntas por fios de memórias e pela fachada de amizades que haviam mudado de maneiras que não gostavam de reconhecer.

**Capítulo Dois: A Reunião do Grupo**

Sabrina foi a primeira a chegar, sua risada alta preenchendo o espaço enquanto abraçava Harriet com força excessiva. Ela sempre fazia isso, como se tentasse fundir todos de volta através da pura força de vontade. Parth seguiu logo atrás, carregando sua bagagem e exibindo seu sorriso descontraído habitual. Cleo chegou em seguida, seu olhar afiado absorvendo tudo, sempre a pessoa que via demais, que sabia demais.

Harriet esperava que Wyn entrasse pela porta, preparando-se para o inevitável dilúvio de emoções, mas não foi Wyn quem entrou em seguida. Foi Kimmy, pulando com sua energia inabalável de sempre. Harriet não pôde deixar de sorrir—Kimmy sempre foi o coração do grupo, a quem acreditava em finais felizes quando o resto deles se tornava muito cínico.

Ainda assim, havia uma tensão no ar, um entendimento não dito de que isso não era o mesmo. O grupo deles agora tinha fissuras, e Harriet não tinha certeza se estavam ali para repará-las ou para finalmente reconhecê-las.

Quando Wyn finalmente chegou, Harriet sentiu o ar mudar. Ele estava mais quieto do que ela lembrava, mais reservado. Seu sorriso não chegava aos olhos, e Harriet se perguntava se ele sentia o mesmo peso que pressionava sobre ele que ela sentia. Eles não falavam desde o término, e agora, ao enfrentá-lo novamente, Harriet não tinha certeza se estava pronta para isso.

**Capítulo Três: Reconectando-se**

Os primeiros dias passaram em um borrão de atividades. Eles saíram para o lago, descansaram no cais e compartilharam refeições que pareciam dos bons tempos. Mas, por trás das risadas, havia algo frágil, algo delicado na maneira como interagiam.

Harriet notou a forma como Wyn evitava olhar para ela por muito tempo, a maneira como sua mão tremia como se quisesse alcançá-la, mas não o fazia. Ela percebeu como Sabrina e Parth trocavam olhares tensos, como se estivessem guardando um segredo que não podiam compartilhar. E Cleo—Cleo estava observando todos com aquele mesmo olhar afiado, como se esperasse o momento em que tudo se despedaçaria.

Harriet sentada sozinha no cais à noite, contemplando o lago banhado pela luz da lua com uma expressão pensativa.
Harriet senta-se tranquilamente no cais à noite, a luz da lua refletindo-se no lago. A cena pacífica, porém melancólica, reflete sua contemplação interna.

Uma noite, após um jantar particularmente longo, Harriet se encontrou sozinha na varanda, olhando para o lago. A luz da lua refletia na água, transformando-a em uma folha prateada. Era lindo, mas também dolorosamente familiar. Ela quase podia ouvir o eco da voz de Wyn ao seu lado, dizendo o quanto ele amava aquele lugar, o quanto ele a amava.

Ela não ouviu Wyn se aproximar até que ele estava ao seu lado. Sua presença era tão familiar, tão sólida, que exigiu toda a sua força para não se encostar nele. Eles ficaram em silêncio por uma eternidade, o peso das palavras não ditas pairando entre eles.

**Capítulo Quatro: Verdades Reveladas**

Com o passar dos dias, as fissuras no grupo começaram a se alargar. Harriet não conseguia ignorar como Sabrina e Parth estavam se afastando, ou como Cleo parecia mais distante do que o usual. Até o otimismo incessante de Kimmy começava a vacilar.

Um grupo de amigos ao redor de uma fogueira à noite, iluminados pela luz quente do fogo e com expressões tensas, enquanto as estrelas brilham no céu.
Em volta da fogueira, o grupo de amigos luta com suas relações em transformação. O calor das chamas contrasta com a tensão em suas conversas, enquanto cada um se debate com verdades não ditas.

Tudo culminou em uma noite quando estavam sentados ao redor da fogueira, o ar pesado de tensão. Harriet podia sentir a pressão crescendo, como uma tempestade antes de finalmente se quebrar. E quando isso aconteceu, não foi da maneira que ela esperava.

Sabrina foi a primeira a quebrar o silêncio. “Não podemos continuar fingindo que tudo está igual,” ela disse, com a voz trêmula. “Não somos as mesmas pessoas que éramos quando começamos a vir aqui.”

Harriet observou o maxilar de Parth se tensionar, suas mãos se fechando em punhos ao lado do corpo. “Você está certa,” ele disse, com a voz carregada de frustração. “Mas talvez não precisemos ser.”

Por um momento, ninguém falou. A fogueira estalava no silêncio, o único som quebrando a tensão entre eles.

**Capítulo Cinco: Um Novo Começo**

Na manhã seguinte, Harriet acordou antes de todos os outros. O sol estava apenas começando a nascer, lançando um suave brilho dourado sobre o lago. Ela sentou-se na beira do cais, com os pés pendurados na água, e deixou-se respirar.

Harriet e Wyn sentados silenciosamente no cais ao amanhecer, refletindo sobre seu futuro incerto.
Com o amanhecer, Harriet e Wyn sentam-se lado a lado no cais, observando o sol nascer. A cena serena reflete sua contemplação agridoce sobre o que está por vir.

Ela não tinha certeza do que aconteceria com o grupo, ou com Wyn, mas sabia uma coisa com certeza: ela não podia continuar a segurar o passado. Este lugar, por mais bonito que fosse, não era o mesmo sem as pessoas que o tornavam especial. E se eles não conseguiam encontrar uma maneira de seguir em frente juntos, então talvez fosse hora de deixar ir.

Wyn juntou-se a ela no cais alguns momentos depois, sentando-se ao seu lado sem dizer uma palavra. Eles não precisavam falar—aí silêncio era suficiente. Ambos sabiam que aquele era o último verão na cabana, a última chance de descobrir o que viria a seguir.

E talvez, apenas talvez, isso estivesse bem.

Eles ficaram juntos, assistindo ao nascer do sol, e pela primeira vez em muito tempo, Harriet se sentiu em paz. O que quer que acontecesse a seguir, ela ficaria bem. Todos ficariam.

**Epílogo: Seguindo em Frente**

Quando todos finalmente fizeram as malas e deixaram a cabana, houve um entendimento silencioso entre eles. As coisas não seriam as mesmas, mas isso não significava que estavam quebrados. Eram pessoas diferentes agora, e tudo bem.

Enquanto Harriet dirigia para longe da cabana, ela olhou no espelho retrovisor pela última vez. As paredes caiadas de branco e o telhado inclinado desapareceram de vista, mas as memórias permaneceram com ela.

Ela não tinha certeza se voltaria algum dia, mas sabia de uma coisa: a cabana sempre seria o seu lugar feliz, não importa para onde a vida a levasse.

Loved the story?

Share it with friends and spread the magic!

Cantinho do leitor

Curioso sobre o que os outros acharam desta história? Leia os comentários e compartilhe seus próprios pensamentos abaixo!

Avaliado pelos leitores

Baseado nas taxas de 0 em 0

Rating data

5LineType

0 %

4LineType

0 %

3LineType

0 %

2LineType

0 %

1LineType

0 %

An unhandled error has occurred. Reload