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A História da Yuki-onna
The mysterious Yuki-onna glides through a snowstorm in the mountainous landscape of Japan, blending with the blizzard as her ethereal figure haunts the frozen world.

Sobre a História: A História da Yuki-onna é um Legend de japan ambientado no Medieval. Este conto Dramatic explora temas de Loss e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. Uma história assombrosa de beleza, mistério e o frio abraço da Yuki-onna.

Profundamente nas montanhas cobertas de neve do Japão, onde o mundo está silencioso e o ar é puro, uma lenda antiga tem sido transmitida através das gerações. Esta é a história da Yuki-onna, a Mulher da Neve, uma figura misteriosa tanto bela quanto aterrorizante. Seu conto ecoa pelos vales durante os invernos mais rigorosos, sussurrado por aqueles que ousam aventurar-se em seu domínio congelado. Alguns dizem que ela é um fantasma, enquanto outros acreditam que ela é um espírito nascido da própria neve, assombrando as montanhas, aparecendo em noites tempestuosas para aqueles que perderam seu caminho.

O Nascimento de uma Lenda

Há muito tempo, no período Edo, uma pequena vila situada ao pé das montanhas tornou-se o cenário de um dos primeiros encontros registrados com a Yuki-onna. Era uma época em que o Japão ainda era governado por senhores feudais, e a superstição e o folclore moldavam a vida cotidiana. Os aldeões estavam acostumados a invernos rigorosos, mas nada os havia preparado para o frio particular de um ano fatídico.

Quando a primeira neve começou a cair, também começaram os sussurros sobre o retorno da Yuki-onna. Os anciãos falavam de uma mulher com pele tão pálida quanto a neve e lábios tão vermelhos quanto o sangue, que vagava pela encosta das montanhas durante as noites mais frias. Ela aparecia das nevascas, com seus cabelos negros fluindo como um rio de escuridão contra o fundo branco, deslizando pela neve com uma graça quase etérea. Seu hálito era tão frio quanto a própria morte, e aqueles que a encontravam raramente viviam para contar a história.

Dizia-se que a Yuki-onna fora uma mulher humana, uma figura trágica apanhada em uma tempestade feroz. Alguns acreditavam que ela procurava seu amante perdido, outros afirmavam que ela havia perecido tentando salvar seu filho do abraço gelado das montanhas. Qualquer que fosse a verdade, sua alma havia se fundido com a neve, e agora ela vagava pela terra como um espírito vingativo.

Naquela vila, um velho lenhador chamado Yoshiro vivia sozinho após perder sua família muitos anos antes. Ele era conhecido por sua coragem e resiliência, tendo sobrevivido a muitos invernos que ceifaram a vida de outros. No entanto, mesmo Yoshiro, com todos os seus anos de experiência nas montanhas, nunca havia visto um inverno como aquele.

Uma noite, após um longo dia de corte de lenha, Yoshiro aventurou-se mais profundamente na floresta do que o habitual, procurando por um tipo raro de árvore. Ao anoitecer, uma violenta nevasca começou a se abater, e ele percebeu que estava completamente perdido. O vento uivava entre as árvores, e a neve caía em grossas camadas, obscurecendo seu caminho. Exausto, Yoshiro buscou abrigo em uma pequena caverna, envolvendo-se em seu casaco enquanto se preparava para esperar a tempestade.

Yoshiro, um idoso lenhador, está sentado dentro de uma caverna quando Yuki-onna aparece na entrada durante uma nevasca.
O idoso comediante Yoshiro, exausto e congelado, encontra a Yuki-onna na entrada de uma pequena caverna enquanto uma feroz nevasca furiosa assola o exterior, sua figura espectral brilhando na escuridão.

O Primeiro Encontro

Foi naquela caverna, tremendo e meio adormecido, que Yoshiro encontrou pela primeira vez a Yuki-onna. Ela apareceu na entrada, sua figura mal visível através da neve em redemoinho, uma visão de beleza etérea. Seus longos cabelos negros fluíam atrás dela como uma sombra, e seus olhos brilhavam com uma luz antinatural. Apesar do ar gelado, seu quimono branco permanecia intocado pela neve, como se ela fosse parte própria da tempestade.

Yoshiro, fraco e desorientado, pensou a princípio que ela poderia ser uma alucinação causada pelo frio. Mas quando ela falou, sua voz era suave e melódica, arrepiando sua espinha. "Você está perdido, velho homem," disse ela, seu hálito congelando o ar entre eles. "Mas eu posso guiá-lo para casa."

Embora ele tivesse ouvido as histórias, Yoshiro não temia a Yuki-onna como imaginava. Em vez disso, sentiu uma estranha calma se instalar sobre ele. Havia algo cativante nela, algo que o fazia querer segui-la, mesmo sabendo do perigo.

A Yuki-onna estendeu a mão, seus dedos pálidos e delicados, e Yoshiro sentiu-se levantar, compelido a aceitar sua oferta. No entanto, ao dar um passo em direção a ela, o coração do velho deu uma repentina e dolorosa pancada, e ele desabou no chão. O frio era demais para ele, e seu corpo, frágil após anos de trabalho árduo, não conseguiu mais suportar.

A Yuki-onna o observou cair, sua expressão indecifrável. Por um momento, ela pareceu hesitar, como se não soubesse o que fazer. Então, com um movimento lento e gracioso, ajoelhou-se ao lado dele, retirando gentilmente a neve de seu rosto. "Durma, velho homem," sussurrou ela, seu hálito gelado contra sua pele. "Durma, e você não sentirá mais o frio."

Enquanto a visão de Yoshiro se desfazia, a última coisa que ele viu foi o rosto da Yuki-onna, sereno e belo, como uma deusa da neve.

Uma Jornada Fatídica

Não muito longe da vila, outro homem, um jovem viajante chamado Sato, estava atravessando as montanhas. Ele havia deixado sua casa em busca de aventura e havia ouvido contos da Yuki-onna das pessoas que encontrou em sua jornada. Diferente dos aldeões, que falavam dela com medo, Sato sentia-se intrigado pela lenda. Sempre foi atraído pelo misterioso e desconhecido, e a ideia de encontrar um espírito tão poderoso o entusiasmava.

Enquanto caminhava pela neve, sua mente divagava sobre as histórias que havia ouvido. Alguns diziam que a Yuki-onna podia controlar o clima, convocando nevascas com mero pensamento. Outros afirmavam que ela podia congelar o coração de uma pessoa com apenas um olhar. No entanto, também havia contos de sua misericórdia, daqueles que ela poupava por compaixão ou amor.

Sato, curioso e ousado, se perguntava que tipo de espírito ela realmente era.

Sua resposta veio mais cedo do que esperava.

Uma noite, enquanto acampava em uma clareira, uma tempestade violenta se abateu sem aviso. O vento rugia entre as árvores, e a neve começou a cair em cortinas cegantes. Sato apressou-se a fazer uma fogueira, mas as chamas foram rapidamente apagadas pelo vento. Ele sabia que tinha poucas chances de sobreviver à noite sem abrigo.

Enquanto se encolhia sob sua capa, tentando se aquecer, ele a viu.

A Yuki-onna.

Sato, um jovem viajante, observa Yuki-onna parada na borda de uma clareira coberta de neve durante uma tempestade de neve.
Sato, o jovem viajante, observa com admiração e incerteza a figura distante da Yuki-onna, seu quimono branco brilhando em meio à tempestade de neve que assola a clareira da montanha.

Ela estava na borda da clareira, seu quimono branco brilhando na escuridão. Seus cabelos negros chicoteavam seu rosto, e seus olhos brilhavam como gelo. Por um momento, Sato pensou que estava sonhando, mas quando ela falou, sua voz era tão clara quanto o vento.

"Você busca a morte, viajante?"

Sato, apesar do frio, sentiu seu coração acelerar. "Busco a verdade," respondeu. "Ouvi as histórias da Yuki-onna. Quero saber se são verdadeiras."

A Yuki-onna inclinou a cabeça, sua expressão indecifrável. "E se forem verdadeiras? E então?"

"Eu não sei," admitiu Sato. "Mas quero vê-la por mim mesmo."

O espírito o observou por um longo momento, seus olhos perfurando a escuridão. Então, sem uma palavra, ela se virou e começou a caminhar, sua figura desaparecendo na nevasca. Sato, determinado a segui-la, levantou-se e marchou atrás dela, sua respiração ofegante enquanto o frio mordia sua pele.

A tempestade ficou mais feroz conforme caminhavam, o vento uivando como um bando de lobos. As pernas de Sato queimavam de exaustão, e suas mãos estavam dormentes pelo frio, mas ainda assim, ele continuava, seus olhos fixos na figura fantasmagórica à frente.

Eles caminharam por horas que pareceram intermináveis, a neve caindo cada vez mais densa a cada passo. Justo quando Sato pensava que não poderia ir mais longe, a Yuki-onna parou e se virou para enfrentá-lo.

"Você é forte," disse ela suavemente. "Mais forte do que a maioria que me busca."

Sato, mal conseguindo ficar de pé, conseguiu um sorriso fraco. "Quero entendê-la," disse ele. "Quero saber por que você faz o que faz."

A expressão da Yuki-onna suavizou, e por um momento, Sato pensou ver um lampejo de tristeza em seus olhos. "Eu faço o que é necessário," disse ela calmamente. "A neve é meu lar, e aqueles que entram nele estão à minha mercê. Alguns eu poupo, e outros... outros eu não posso."

A Tragédia da Mulher da Neve

As palavras da Yuki-onna ecoaram na mente de Sato enquanto ele permanecia diante dela, o frio penetrando em seus ossos. "Por que você não pode poupar todos?" perguntou ele, sua voz mal audível acima do vento.

A Yuki-onna desviou o olhar, seu olhar distante. "Não é minha escolha," disse ela. "Estou ligada à neve, ao frio. É a minha natureza. Estar comigo é aceitar o destino do inverno – belo, mas mortal."

Sato sentiu uma pontada de tristeza pela espírito diante dele. Ela não era um monstro cruel, como os aldeões acreditavam, mas uma figura trágica, presa em um ciclo de morte e renascimento, ligada ao frio que a sustentava.

Naquele momento, Sato percebeu que a Yuki-onna não era apenas um espírito da neve – ela *era* a neve. Sua existência estava ligada à própria essência do inverno, e enquanto a neve caísse, ela continuaria a assombrar as montanhas.

Com o coração pesado, Sato se ajoelhou diante dela, baixando a cabeça em respeito. "Obrigado," disse ele suavemente. "Por me mostrar a verdade."

A Yuki-onna não respondeu, mas sua expressão suavizou, e pela primeira vez, Sato viu

um brilho de calor em seus olhos.

À medida que a tempestade começava a diminuir, a Yuki-onna se virou e desapareceu na neve que caía, deixando Sato sozinho na clareira. Ele a observou partir, seu coração pesado com o conhecimento de que havia sido poupado, mas a um grande custo.

O Retorno

Sato retornou à vila no dia seguinte, seu corpo fraco pelo frio, mas seu espírito mais forte do que nunca. Ele havia visto a Yuki-onna e havia vivido para contar a história.

Mas com o passar dos anos, Sato nunca conseguiu esquecer a Mulher da Neve. Ele frequentemente retornava às montanhas durante os meses de inverno, na esperança de avistá-la mais uma vez. Embora nunca a visse novamente, sentia sua presença em cada nevasca, sua voz no vento e sua tristeza no frio.

Os aldeões também continuaram a falar da Yuki-onna, suas histórias se tornando mais elaboradas a cada ano que passava. Alguns afirmavam que ela era um espírito vingativo, enquanto outros acreditavam que ela era uma protetora das montanhas, guiando viajantes perdidos para a segurança.

Mas Sato conhecia a verdade.

A Yuki-onna não era nem um monstro nem uma guardiã. Ela era simplesmente uma figura trágica, ligada à neve, buscando algo que nunca poderia ter.

E assim, a lenda da Yuki-onna viveu, sussurrada pelas montanhas, carregada pelo vento e gravada nos corações daqueles que ousavam aventurar-se em seu domínio congelado.

Sato se ajoelha diante de Yuki-onna no meio de uma violenta nevasca nas montanhas do Japão.
No meio de uma feroz nevasca, Sato se ajoelha diante da Yuki-onna, demonstrando seu respeito pela etérea Mulher da Neve, enquanto o vento uiva pelas montanhas cobertas de neve.

Epílogo: O Inverno Eterno

Mesmo agora, muitos anos depois, a história da Yuki-onna continua a ser contada. Viajantes que enfrentam as montanhas cobertas de neve falam de uma bela mulher de branco, sua figura deslizando pelas nevascas como um fantasma. Alguns dizem que ela aparece para aqueles que estão perdidos, oferecendo-lhes uma chance de salvação, enquanto outros afirmam que ela traz a morte para aqueles que se aventuram demais no frio.

Mas não importa a história, uma coisa permanece certa: a Yuki-onna é tão parte do inverno quanto a própria neve. Ela é eterna, imutável e sempre presente, um lembrete assombrador do poder e da beleza das montanhas que ela chama de lar.

E enquanto a neve cair, a lenda da Yuki-onna continuará a perdurar, um conto de beleza, tragédia e o abraço frio do inverno.

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