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Lendas de Weissen
A cloaked stranger on horseback enters the misty Bavarian village of Weissen, where ancient legends loom in the surrounding dense forests and cobblestone streets echo with whispers of the unknown.

Sobre a História: Lendas de Weissen é um Legend de germany ambientado no Medieval. Este conto Dramatic explora temas de Good vs. Evil e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma história de coragem, poder ancestral e a luta para preservar um delicado equilíbrio na mística Floresta de Schwarzhain.

Aninhada no profundo das vales envoltos pela névoa da Baviera, a pequena aldeia de Weissen prosperava em isolamento. Cercada pela vasta Floresta Schwarzhain, seus pinheiros imponentes serviam como sentinelas ao longo de séculos de histórias sussurradas e superstições. Os habitantes viviam vidas simples, ligados pela tradição e por um entendimento tácito de que certos lugares na floresta nunca deveriam ser perturbados. As lendas da Schwarzhain eram tão antigas quanto as próprias árvores, falando de espíritos que guardavam a santidade da terra e puniam aqueles que ousavam invadir.

No coração do folclore de Weissen estava a história de uma nascente sagrada escondida na Schwarzhain, dita para abrigar um artefato de poder inimaginável. Os aldeões temiam a nascente, a contemplando com reverência e temor. Era sua crença inabalável que este artefato, embora de natureza protetora, traria calamidade a qualquer um que tentasse reivindicá-lo.

Esse equilíbrio de respeito e medo permaneceu inquebrado por gerações, até que, em uma fria noite de outono, um estranho chegou a Weissen. Sua presença marcou o início de uma história que mudaria a aldeia—e suas lendas—para sempre.

A Chegada do Estranho

Os aldeões descobrem um antigo arco de pedra coberto de musgo no coração da Floresta Schwarzhain, iluminado por uma luz etérea.
Lukas e seus companheiros descobrem o antigo arco de pedra escondido nas profundezas da Floresta Schwarzhain, que marca o limiar da fonte sagrada.

Era no final da noite quando o estrondo das cascos ecoou pelas estreitas ruas de paralelepípedos de Weissen. Um vento cortante uivava pelos becos enquanto um cavaleiro solitário se aproximava. Envolto em uma capa escura e desgastada pelo tempo, o estranho exalava um ar de mistério. Seu rosto permanecia oculto sob a sombra do capuz, salvo pelo leve brilho de olhos penetrantes que refletiam a luz das lanternas da rua.

Ele desmontou diante da taverna da aldeia, amarrando seu cavalo—um garanhão preto e elegante—ao poste envelhecido. Os poucos aldeões que ousaram espreitar pelas janelas sussurraram apressadamente. Alguns especularam que ele era um viajante perdido; outros, lembrando-se de antigas histórias, murmuraram que poderia ser um arauto de desgraça.

Dentro da taverna, o calor acolhedor do fogo pouco fazia para dissipar o frio que acompanhava o estranho. Ele pediu um schnapps com uma voz baixa e ressonante, fazendo com que o barman estremecesse. A conversa na sala silenciou-se. Enquanto saboreava sua bebida, desenrolou um pergaminho envelhecido e o colocou sobre o balcão.

A presença do estranho inquietou a todos, especialmente Frau Engel, a anciã da aldeia. Suas mãos retorcidas seguravam o rosário enquanto se aproximava dele. “O que o traz aqui, viajante?” ela perguntou, com a voz firme apesar da apreensão.

Em resposta, o estranho deslizou o pergaminho em sua direção. Era um mapa—a mapa da Schwarzhain, marcado com símbolos que ninguém na taverna reconhecia. Frau Engel pálida, suas mãos trêmulas recusavam-se a tocá-lo.

“Está começando,” sussurrou ela, com a voz mal audível sobre o estalo do fogo.

O Mapa Antigo

Na manhã seguinte, o mapa foi levado a Lukas Reinhardt, o historiador da aldeia e professor da escola. Lukas, um homem estudioso com óculos de armação de arame e uma predileção por decifrar textos antigos, estudou o mapa com fascínio crescente. As marcações eram inconfundíveis: runas germânicas antigas, cuidadosamente inscritas ao longo de um caminho sinuoso que levava profundamente na Schwarzhain.

“É um caminho para o coração da Schwarzhain,” explicou Lukas a Frau Engel. “Para a nascente sagrada. Esses símbolos—essa linguagem—é anterior à era romana. É notável.”

“É amaldiçoado,” interrompeu a anciã, com a voz afiada. “Os espíritos têm protegido essa nascente por séculos. Qualquer um que a busque trará ruína para nós.”

Apesar de seus avisos, a curiosidade de Lukas era insaciável. Ele passou o dia estudando o mapa, esboçando seus detalhes em seu diário. Naquela noite, reuniu um pequeno grupo de aldeões de confiança, incluindo sua irmã mais nova Greta, uma jovem audaciosa e engenhosa, e Karl, o ferreiro robusto cuja força e coragem não tinham igual. Juntos, resolveram seguir o mapa e desvendar seus segredos.

Dentro da Schwarzhain

O conselho da aldeia debate o mapa misterioso em um rústico salão de madeira iluminado por uma fogueira central, enquanto os aldeões estão em um estado de ansiedade.
Os aldeões se reúnem no hall do conselho, com medo e tensão no ar, enquanto discutem o misterioso mapa e sua ligação com o Schwarzhain.

Ao amanhecer, o grupo aventurou-se na Schwarzhain, o mapa firmemente apertado nas mãos de Lukas. A floresta era um labirinto opressor de árvores imponentes, seus copos densos lançando um crepúsculo eterno sobre o solo da floresta. O ar estava úmido e frio, e cada farfalhar de folhas parecia carregar o peso de olhos invisíveis observando das sombras.

A jornada foi árdua. Eles cruzaram riachos envoltos em névoa, escalaram raízes tão grossas quanto troncos de árvores e navegaram por ravinas traiçoeiras. O mapa os levou a um antigo arco de pedra, meio enterrado sob musgo e hera. Além dele, encontraram a nascente sagrada—a piscina cristalina que cintilava com uma luz de outro mundo, sua superfície perfeitamente imóvel apesar do vento.

Enquanto Lukas se aproximava da nascente, um zumbido baixo e ressonante preenchia o ar. O chão sob seus pés começou a tremer. Das sombras das árvores emergiram figuras que pareciam esculpidas da própria floresta. Sua pele assemelhava-se à casca, brilhando suavemente com veias verdes de energia, e seus olhos ardendo como chamas esmeraldas.

Os aldeões caíram de joelhos, dominados pelo medo, mas Lukas manteve-se firme. Um dos espíritos, maior e mais imponente que os outros, avançou. Sua voz ecoava como o vento entre as árvores. “Por que vocês vieram ao nosso santuário?”

Lukas engoliu o medo. “Não queremos mal algum,” disse ele, com a voz firme. “Buscamos entender sua lenda e proteger nossa aldeia.”

Os espíritos os advertiram sobre o artefato sob a nascente—uma relíquia de poder imenso que, se perturbada, traria devastação. Eles permitiram que o grupo partisse ileso, mas os alertaram para nunca mais retornarem.

O Despertar da Relíquia

De volta a Weissen, o grupo relatou seu encontro. A maioria dos aldeões ficou horrorizada, instando-os a deixar a Schwarzhain e seus segredos intocados. Mas o mapa e o aviso dos espíritos haviam despertado algo em Lukas: a crença de que o artefato poderia ser usado para proteger a aldeia da crescente inquietação na floresta.

Elias, o estranho, que havia observado de longe, finalmente falou. Revelou que era um guardião, enviado para garantir que o artefato permanecesse intocado. “O aviso dos espíritos não deve ser levado levianamente,” disse ele. “O que vocês buscam controlar controlará vocês.”

Apesar dos avisos de Elias, o conselho decidiu desenterrar a relíquia. As perturbações na Schwarzhain—tempestades estranhas, colheitas murchas—estavam se tornando severas demais para ignorar. Acreditavam que a relíquia era sua única esperança.

Ao amanhecer, Lukas, Greta, Karl e alguns aldeões corajosos retornaram à nascente. Usando pás e picaretas, cavaram sob as águas cristalinas, seu progresso dificultado pelas raízes e pedras que pareciam resistir a cada esforço.

Finalmente, desenterraram um baú de ferro ennegrecido. Quando o abriram, uma onda de energia irrompeu, abalando a floresta e derrubando-os no chão. Dentro estava a relíquia: uma esfera cristalina, girando com luz e sombra, pulsando com poder bruto e indomado.

As Bestas Libertadas

O artefato desperta na fonte de Schwarzhain, liberando luz e sombra enquanto espíritos e raízes reagem violentamente ao seu redor.
O despertar do artefato na fonte de Schwarzhain provoca uma erupção de luz e sombra, com espíritos da floresta surgindo em resposta.

O despertar da relíquia desencadeou uma reação imediata. Das profundezas da Schwarzhain veio um rugido ensurdecedor. A terra tremeu, e sombras começaram a se coalescer em formas monstruosas—feras com corpos espectrais mutáveis e olhos que ardendo com malícia. Essas criaturas, ligadas ao poder da relíquia, eram seus guardiões e seus executores.

Os aldeões fugiram de volta para Weissen, as bestas logo atrás. Elias permaneceu nos portões da aldeia, seu cajado brilhando com energia radiante. Com um movimento de punho, ele convocou uma barreira de luz, comprando aos aldeões momentos preciosos para se prepararem.

Horas depois, a aldeia estava sob cerco. As bestas patrulhavam as ruas, seus uivos gelando o sangue de quem ousava ouvir. Barreiras foram rapidamente construídas, e cada aldeão apto tomou armas.

Elias explicou que a relíquia não era apenas uma ferramenta de poder—era um fragmento de uma força maior que equilibrava criação e destruição. Apenas alguém com uma vontade inabalável e um coração puro poderia manejá-la sem cair vítima de sua influência.

Greta, que havia sido profundamente afetada por sua visão na nascente, deu um passo à frente. “Eu farei isso,” disse ela. “Eu vi o que precisa ser feito.”

A Última Resistência

Greta tomou a relíquia em suas mãos, e sua energia percorreu seu corpo como fogo e gelo. Sua visão ficou turva enquanto os espíritos da Schwarzhain apareciam diante dela. Eles lhe concederam sua força, ligando-a à sua vontade enquanto ela se tornava um conduto para seu poder.

Com a orientação dos espíritos, Greta confrontou as bestas. A energia da esfera aumentou, e a luz dos espíritos da Schwarzhain iluminou o campo de batalha. Uma a uma, as criaturas caíram, suas formas se dissipando como fumaça ao vento.

Quando a última besta recuou para as sombras, Greta desmaiou, a relíquia escapando de seu controle. Os espíritos reapareceram, tomando a esfera e desaparecendo na floresta. Suas palavras de despedida ecoaram no ar: “O equilíbrio está restaurado.”

Epílogo: Uma Nova Lenda

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Weissen sobreviveu, mas carregou as cicatrizes de seu embate. A Schwarzhain foi declarada terra sagrada, sua entrada marcada com avisos para as futuras gerações. Greta se recuperou, mas seu cabelo antes escuro havia se tornado branco—a lembrança permanente de seu vínculo com os espíritos. Lukas dedicou-se a preservar a lenda, garantindo que Weissen nunca esquecesse o preço de mexer com forças além da compreensão.

Elias desapareceu, deixando para trás apenas seu cajado. Alguns diziam que ele havia retornado à Schwarzhain; outros acreditavam que havia cumprido seu dever e seguido em frente. A esfera, escondida nas profundezas da floresta, permanecia sob os olhos vigilantes dos espíritos.

E assim, a história de Weissen cresceu e se transformou em lenda, passada de geração em geração—a história de coragem, sacrifício e o delicado equilíbrio entre humanidade e natureza.

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