7 min

A Sereia de Isla Verde
As the sun sets over Isla Verde, the waves whisper ancient secrets. A mysterious silhouette emerges from the depths—a mermaid, her dark, piercing eyes watching from beneath the shimmering water. Is she a guardian, a curse, or something in between?

Sobre a História: A Sereia de Isla Verde é um Legend de puerto-rico ambientado no Contemporary. Este conto Descriptive explora temas de Romance e é adequado para Adults. Oferece Cultural perspectivas. Um amor tão profundo quanto o oceano, um destino tão incerto quanto a maré.

As lendas sussurram através da brisa quente do mar de Isla Verde, Porto Rico. Elas são carregadas pelas ondas, murmuradas nos ventos salgados, passadas de uma geração para a outra no brilho de encontros na praia à luz de fogueiras. Histórias de uma sereia—bela, amaldiçoada e eterna—que permanece sob as ondas de safira. Alguns a chamam de guardiã, outros de fantasma. Mas todos concordam em uma coisa—ela é real.

Dizem que aqueles que a vislumbraram nunca mais foram os mesmos.

Esta é a história de Santiago Rivera, um homem de ciência, e Marina, a enigmática sereia cujo canto teceu o destino de Isla Verde.

A Canção do Mar

O sol quase havia desaparecido no horizonte, pintando o céu com pinceladas de âmbar e violeta. Santiago Rivera estava na varanda de sua casita alugada, observando a maré subir. O impacto rítmico das ondas era reconfortante, quase hipnótico, mas sua mente estava inquieta.

Ele não veio a Isla Verde pelas praias ou pela vida noturna vibrante. Estava aqui por algo muito mais evasivo.

Há anos, Santiago se fascinava pelos mistérios do oceano. Seu trabalho como biólogo marinho o levou ao redor do mundo, desde as profundezas bioluminescentes da Fossa das Marianas até os jardins de corais da Grande Barreira de Coral. Mas nada jamais o atraíu como a lenda de La Sirena de Isla Verde.

Os primeiros avistamentos registrados remontam ao século XVII, quando marinheiros espanhóis juraram ter visto uma mulher com longos cabelos esvoaçantes e escamas iridescentes perto das costas da ilha. Ao longo dos séculos, pescadores locais, mergulhadores de pérolas e até turistas modernos relataram encontros. Alguns ouviram música sob as ondas, uma melodia tão assombrosamente bela que era impossível esquecer. Outros afirmaram ter a visto—uma criatura nem humana, nem peixe, mas algo intermediário.

Santiago sempre descartou os mitos das sereias como nada mais que folclore. Até agora.

Uma semana antes de sua chegada, um drone de pesquisa subaquática havia detectado uma anomalia—uma voz. Uma canção, ecoando através das correntes.

Foi por isso que ele estava aqui.

Não para perseguir mitos. Mas para encontrar a verdade.

O Primeiro Encontro

Na manhã seguinte, Santiago carregou seu equipamento de pesquisa em um pequeno barco e partiu além do recife de corais. A água estava incrivelmente clara, revelando o labirinto de recifes e cavernas marinhas abaixo.

Ele lançou os hidrofonios no mar, ajustando as configurações. Os instrumentos captariam quaisquer sons subaquáticos incomuns.

Por horas, ele ouviu. O oceano falava em sua própria linguagem—baleias-jubarte chamando ao longe, o clique e conversa dos golfinhos, o farfalhar dos peixes entre os corais. Mas então…

Algo mais.

Uma melodia.

Fraca a princípio. Etérea.

A respiração de Santiago ficou presa. Ele aumentou o volume.

Era diferente de tudo que ele já havia gravado. Uma canção, inconfundivelmente humana, mas com uma qualidade estranhamente sobrenatural. Era bela. E triste.

Ele escaneou a água, com o coração acelerado. Então, pelo canto do olho—

Uma sombra.

Santiago Rivera em um pequeno barco ajustando hidrofones, uma sombra tenue de sereia visível sob a superfície do oceano.
Santiago escuta os sussurros do oceano, sem perceber que, sob as ondas, um par de olhos escuros e sábios o observa em silêncio.

Ela se movia graciosamente sob as ondas, bem abaixo de seu barco. Suas mãos apertaram a borda da embarcação.

Então, ela emergiu.

Estava a poucos passos de distância, flutuando na água iluminada pela lua. Seus cabelos se espalhavam ao redor como tinta no mar, emoldurando um rosto que era ao mesmo tempo marcante e antinatural. Seus olhos—escuros como as profundezas do oceano—se fixaram nos dele.

Santiago esqueceu de respirar.

A sereia era real.

Segredos Sob a Maré

Santiago mal teve tempo de reagir antes que ela desaparecesse na superfície, deixando apenas ondulações em seu rastro.

Sem pensar, ele mergulhou.

A água fria o envolveu instantaneamente, mas ele ignorou, chutando para baixo, perseguindo a sombra que tremeluzia logo à frente.

Ela era rápida. Mais rápida do que qualquer humano poderia ser. Sua cauda lisa e iridescente cortava a água sem esforço, seus movimentos uma mistura perfeita de força e graça.

Ela olhou para trás. Por um momento, hesitou.

Então, com um bater de sua cauda, ela sumiu.

Santiago emergiu, ofegante. Seu pulso estava irregular, seus pensamentos acelerados.

Ele tinha imaginado?

Não. Os hidrofonios haviam gravado a canção. E ele a havia visto.

A lenda era real.

A Maldição de Isla Verde

Durante as noites seguintes, Santiago retornou ao recife, esperando. Observando.

Cada vez, ela aparecia.

Ela nunca falava. Apenas o observava, seus olhos escuros cheios de algo que ele não conseguia decifrar.

Então, uma noite, ela se aproximou.

"Por que você me procura?" Sua voz era suave, mas poderosa, como a correnteza sob um mar calmo.

Santiago hesitou. "Eu… eu quero entender. O que você é?"

Ela sorriu, mas havia tristeza no sorriso. "Uma vez, eu era como você."

Ela contou sua história.

Seu nome era Marina, e há muito tempo, ela havia sido humana. Apaixonou-se por um marinheiro, um homem que havia prometido a ela a eternidade. Mas o oceano tinha outros planos. Ele se afogou em uma tempestade e, em sua dor, ela amaldiçoou o mar.

O mar a amaldiçoou de volta.

Agora, ela vagava pelas ondas, presa entre dois mundos—atraída para a costa, mas para sempre ligada às profundezas.

"Mas a maldição… ela muda," murmurou. "Se alguém me ama como eu sou, posso andar pela terra novamente."

O coração de Santiago apertou. Amor? Ele não havia vindo aqui por contos de fadas.

Mas enquanto ela mantinha seu olhar, ele percebeu—isso era mais do que uma lenda.

Isso era real.

Santiago nada debaixo d'água, admirando Marina, a sereia, enquanto ela paira nas profundezas do oceano com sua cauda brilhante e iridescente.
No abraço do oceano, Santiago e Marina se encontram—um momento suspenso no tempo, onde mito e realidade se confundem sob as ondas.

O Beijo da Sereia

Santiago se pegava pensando em Marina constantemente.

Era magia? Ou algo mais profundo?

Uma noite, ela o chamou para o mar.

"Se você ficar, posso te mostrar tudo," sussurrou ela.

Seu pulso acelerou. Ele sempre foi atraído pelo oceano, mas isso parecia diferente. Parecia destino.

Ela pressionou seus lábios contra os dele, e naquele momento, o mundo mudou.

O mar se agitava ao redor deles, as ondas subindo em um crescendo silencioso. O poder crepitava nas profundezas, antigo e inflexível.

Então, tudo ficou escuro.

A Escolha

Santiago acordou na praia, desorientado.

Algo estava diferente.

Sua pele se sentia… estranha. Sua visão estava turva, seu corpo formigava com uma energia elétrica incomum.

Ele tropeçou até a beira da água e olhou para baixo.

Seu reflexo havia mudado.

Seus olhos já não eram seus. Estavam escuros. Como o mar.

Marina estava ao seu lado, com uma expressão de tristeza.

"Você está ligado ao oceano agora," disse ela suavemente.

Uma escolha estava diante dele.

Retornar à vida que conhecia, para sempre assombrado pelo que perdeu.

Ou ficar.

Ficar com ela.

Ser um com o mar.

A Lenda Continua

As pessoas de Isla Verde ainda contam histórias.

De um cientista que desapareceu sob as ondas.

De uma sereia cujo canto ainda ecoa na maré.

E de duas figuras—às vezes vislumbradas ao entardecer—nadando lado a lado sob a luz prateada da lua.

Alguns dizem que ele escolheu o amor em vez da terra.

Outros dizem que ele foi perdido para o mar.

Mas todos concordam—se você escutar atentamente, ainda pode ouvir suas vozes nas ondas.

Epílogo: A Maré Chama Novamente

Anos se passaram, mas a lenda de Isla Verde nunca desapareceu.

Uma noite, uma jovem chamada Elena, uma pesquisadora marinha, chegou à ilha.

Uma noite, caminhando pela costa, ela ouviu.

Uma canção.

Baixa. Lamentosa.

E sob as ondas… uma figura a observando.

O ciclo começava novamente.

A maré nunca esquece.

Santiago, agora transformado, nada ao lado de Marina sob as águas iluminadas pela lua, com peixes que brilham ao seu redor, criando uma cena etérea no fundo do mar.
O destino de Santiago está selado; nas profundezas, ele e Marina deslizam juntos, perdidos na eterna canção do oceano sob as ondas iluminadas pela lua.

O Fim… Ou Apenas o Começo?

Loved the story?

Share it with friends and spread the magic!

Cantinho do leitor

Curioso sobre o que os outros acharam desta história? Leia os comentários e compartilhe seus próprios pensamentos abaixo!

Avaliado pelos leitores

Baseado nas taxas de 0 em 0

Rating data

5LineType

0 %

4LineType

0 %

3LineType

0 %

2LineType

0 %

1LineType

0 %

An unhandled error has occurred. Reload