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Sobre a História: A Lenda de Simorgh é um Legend de iran ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Inspirational perspectivas. Uma jornada de coragem e sabedoria se desenrola na busca por uma ave mítica.
A terra da Pérsia, onde montanhas beijam o céu e desertos sussurram segredos, sempre foi uma terra envolta em mistério e encantamento. Entre suas maiores lendas está a história do Simorgh, um pássaro mítico de sabedoria e beleza extraordinárias. Diz-se que é mais antigo que o próprio tempo, as asas dessa criatura poderiam carregar o peso das eras, e sua canção era rumorada como detentora das respostas para os maiores mistérios da vida. Esta é uma história de coragem, destino e a busca pela sabedoria, onde a jornada de um jovem herói se cruza com a sabedoria atemporal do Simorgh.
Certa vez, em uma pequena aldeia à base das imponentes Montanhas Alborz, vivia um garoto chamado Arash. Ele era diferente de qualquer outra criança; onde outros viam o mundano, ele via o extraordinário. Seus olhos brilhavam com a curiosidade de mil sóis, e seu coração pulsava com o desejo de descobrir as maravilhas ocultas do mundo. Histórias do Simorgh, o pássaro antigo e místico, preenchiam seus sonhos, contadas pelos anciãos da aldeia que falavam do poder da criatura de curar e conceder conhecimento profundo. O Simorgh não era apenas um pássaro; era um espírito guardião, um emblema de sabedoria e um símbolo de unidade. Vivia no alto do Monte Qaf, um lugar dito ser inatingível, onde os céus se tornavam dourados e as nuvens se entrelaçavam em padrões intrincados ao redor de seu lar. Muitos haviam se aventurado para encontrar o Simorgh, mas nenhum havia retornado. À medida que Arash crescia, também aumentava seu desejo de buscar a criatura lendária, desvendar seus mistérios e fazer as perguntas que pesavam em seu coração. Em uma noite fatídica, quando a lua brilhava intensamente e as estrelas pareciam vibrar de antecipação, Arash teve uma visão. Ele viu o Simorgh, com as asas estendidas, penas cintilando em tons de carmesim e ouro, chamando-o. Em seu sonho, a criatura falou com uma voz que ressoava como trovão: “Encontre-me, jovem. Seu destino o espera.” Despertando de repente, Arash soube que não podia mais ignorar o chamado. Com pouco mais do que uma mochila, um cajado e um coração cheio de esperança, ele partiu para o Monte Qaf. Pelo caminho, encontrou muitos desafios: rios traiçoeiros, tempestades de areia ferozes e bestas que vagavam pela natureza selvagem. Contudo, a cada obstáculo, ele se fortalecia, impulsionado pela lembrança da voz do Simorgh. {{{_01}}} Ao atravessar um desfiladeiro particularmente perigoso, Arash encontrou um velho sentado perto de uma fogueira. Os olhos do velho brilhavam com sabedoria, e seu sorriso era gentil. “Eu sei para onde você está indo,” disse ele sem se apresentar. “Muitos buscaram o Simorgh, mas nenhum retornou.” “Eu devo encontrá-lo,” respondeu Arash. “Eu preciso conhecer a verdade.” O velho assentiu. “Muito bem. Você deve levar este presente.” Ele entregou a Arash um pequeno frasco cheio de um líquido brilhante. “É a essência da esperança. Quando a escuridão o cercar, e tudo parecer perdido, isto o guiará.” Agradecido, Arash agradeceu ao velho e continuou sua jornada, o frasco agora pendurado em seu pescoço, brilhando suavemente contra seu peito. À medida que Arash ascendia o Monte Qaf, encontrou a primeira das quatro grandes provas: a Provação do Fogo. Chamas irromperam do chão, formando uma barreira que parecia impossível de atravessar. O calor era insuportável, e sua pele se formigava sob o calor intenso. Lembrando-se do frasco de esperança, Arash o destampou e derramou uma gota em seus pés. Instantaneamente, as chamas se abriram, criando um caminho para ele atravessar. O fogo, antes feroz, agora parecia se curvar diante dele, reconhecendo sua coragem e determinação. Em seguida veio a Provação da Água, onde torrentes de chuva desciam dos céus, ameaçando afogá-lo. As águas subiam, e Arash sentiu sua força diminuindo. Mas ele lembrou-se das palavras do velho e, ao sussurrar uma oração, a água recuou, formando uma escada que o conduziu mais alto na montanha. A terceira provação foi a da Terra. O próprio chão sob seus pés tremeu, e grandes abismos se abriram, ameaçando engoli-lo por completo. Mas Arash, usando seu cajado, pulou de uma plataforma desmoronante para outra, seus movimentos ágeis e rápidos. Finalmente veio a Provação do Vento. Vendavais uivantes rasgavam suas roupas, empurrando-o para trás com força implacável. No entanto, a cada passo, Arash avançava, seus olhos fixos no pico. Ele estava tão próximo agora, que quase podia ouvir o batimento cardíaco da própria montanha. Por fim, após o que pareceu uma eternidade, Arash alcançou o cume do Monte Qaf. Diante dele ergueu-se uma árvore maciça, seus galhos se espalhando como braços, sustentando o céu. E lá, empoleirado em seu ponto mais alto, estava o Simorgh. O pássaro era magnífico. Suas penas cintilavam com todas as cores imagináveis, e seus olhos, tão profundos quanto o oceano, pareciam penetrar na alma de quem quer que estivesse diante dele. Arash sentiu uma sensação avassaladora de reverência, o propósito de sua jornada cristalizando naquele momento. “Você fez bem em me alcançar,” falou o Simorgh, sua voz ecoando no ar como mil sinos. “Mas me diga, jovem, o que você busca?” Arash abaixou a cabeça. “Busco sabedoria. Quero entender o mundo e meu lugar nele.” O Simorgh assentiu. “Então você deve responder a uma pergunta primeiro. Qual é a maior força que uma pessoa pode possuir?” Arash pensou por um momento. Ele considerou as provações que enfrentou: o fogo, a água, a terra e o vento. “Coragem,” respondeu finalmente. “Coragem para enfrentar o desconhecido e a disposição de continuar avançando, mesmo quando o medo domina o coração.” O Simorgh sorriu. “Você escolheu sabiamente, Arash. Agora, concederei a você o dom do conhecimento.” O Simorgh espalhou suas asas, e de repente, Arash foi envolvido por uma luz brilhante. Imagens inundaram sua mente—visões de terras antigas, batalhas travadas e vencidas, momentos de bondade e atos de crueldade. Ele viu a interconexão de toda a vida, os fios frágeis que mantinham o universo unido. “Agora você possui o conhecimento das eras,” disse o Simorgh. “Mas lembre-se, a verdadeira sabedoria não está em saber todas as respostas, mas em fazer as perguntas certas.” Arash sentiu uma sensação de paz o invadir. Ele entendia agora que sua jornada estava apenas começando, que a vida era uma série de perguntas, cada uma levando a uma compreensão mais profunda. Com a bênção do Simorgh, Arash começou sua descida do Monte Qaf, seu coração mais leve e sua mente mais clara do que nunca. Ele retornou à sua aldeia, recebido como um herói, embora soubesse que a verdadeira jornada era a que acontecia dentro de si. Com o tempo, Arash tornou-se um grande líder, guiando seu povo com a sabedoria que havia adquirido. Ele falava sobre unidade, coragem e a busca incessante pelo conhecimento. E todas as noites, ele subia uma colina próxima, olhava para as estrelas e sentia a presença do Simorgh vigilando sobre ele. Com o passar dos anos, a história de Arash tornou-se uma lenda, contada e recontada por toda a terra. Crianças se reuniam ao redor dos anciãos, olhos arregalados de maravilha, enquanto ouviam a história do menino que buscou o Simorgh. E nos tempos mais sombrios, quando a esperança parecia perdida, eles olhavam para as montanhas, sabendo que em algum lugar lá em cima, o pássaro antigo ainda os observava. Dizem que se você escutar atentamente em uma noite tranquila, pode ouvir o bater de suas asas, um lembrete de que a sabedoria está sempre ao alcance, para aqueles corajosos o suficiente para buscá-la. A história de Arash e o Simorgh é um conto que transcende o tempo, um lembrete de que a busca pelo conhecimento é uma jornada sem fim. Enquanto houver aqueles que sonham, que ousam fazer as perguntas que outros temem, o Simorgh estará lá, guiando-os, iluminando o caminho com o brilho de suas asas.O Nascimento da Lenda
Um Chamado para a Aventura
As Provações dos Elementos
O Encontro
O Dom da Sabedoria
O Retorno
Legado
Epílogo