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Sobre a História: A História da Astuta Tartaruga é um Folktale de nigeria ambientado no Ancient. Este conto Conversational explora temas de Redemption e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma jornada da astúcia à sabedoria – a história de Ijapa, a tartaruga.
Introdução
No coração da África, onde o sol brilha intensamente e os rios fluem com suaves murmúrios, vivia uma tartaruga astuta e sábia chamada Ijapa. Conhecida por toda a terra por sua inteligência, Ijapa não era o animal mais rápido, o mais forte nem o maior da selva, mas certamente era o mais esperto. Esta é a história de como Ijapa usou sua inteligência para enganar os outros e enfrentar os desafios da vida na natureza selvagem da Nigéria.
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- Atributo Alt: "Uma tartaruga africana sob um grande baobá, com folhas secas espalhadas ao redor, retratando uma cena de seca."
- Legenda da Figura: "Ijapa, a tartaruga, contemplando seu próximo movimento durante a seca, à sombra de um grande baobá."
A Grande Fome
A floresta estava presa por uma terrível seca. Os rios haviam secado e a folhagem que antes era verdejante tornou-se marrom e quebradiça. Os animais, desesperados por comida e água, tornaram-se magros e fracos. Lutavam para encontrar sustento, e cada dia parecia mais desafiador que o anterior.
Ijapa, a tartaruga, percorreu a floresta em busca de alimento, mas não encontrou nada. Percebeu que, se não agisse em breve, poderia não sobreviver a esta estação difícil. Um dia, enquanto vagava perto de um grande baobá, ouviu um grupo de animais discutindo sobre uma terra distante que ainda possuía água e alimentos.
“Devemos partir para lá!” disse o Elefante. “É nossa única esperança.”
Mas a jornada era longa e exigia atravessar um vasto rio. Muitos animais temiam a viagem devido aos perigos que os aguardavam do outro lado. Ijapa, com sua mente astuta, elaborou um plano para obter comida sem embarcar na perigosa viagem.

- Atributo Alt: "Ijapa, a tartaruga, ouvindo um grupo de animais, incluindo um elefante, falando sobre uma terra distante."
- Legenda da Figura: "Ijapa ouvindo a conversa dos animais sobre uma terra distante com comida e água."
O Banquete no Reino dos Céus
Ijapa decidiu abordar as aves do céu, que também estavam sentindo os efeitos da seca. Sabia que elas podiam voar para terras distantes onde a comida era abundante. “Amigos,” começou Ijapa, “ouvi falar de um grande banquete que será realizado no Reino dos Céus. Dizem que haverá mais comida do que jamais poderíamos imaginar.”
As aves, famintas e entusiasmadas, perguntaram: “Mas como chegaremos lá?”
“Podemos ir todos juntos,” disse Ijapa, com os olhos brilhando de astúcia. “Mas eu, como uma humilde tartaruga, não tenho asas. Vocês devem me ajudar.”
As aves, sempre bondosas, concordaram em ajudar Ijapa. Cada ave doou uma pena e, juntas, confeccionaram asas para ele. Na manhã seguinte, Ijapa e as aves voaram para o Reino dos Céus, onde encontraram um grande banquete disposto para eles. Havia frutas, nozes, grãos e iguarias que eles nunca tinham visto antes.
Mas antes de começarem a comer, Ijapa se levantou e declarou: “Devemos respeitar as tradições desta terra. Cada um de nós deve assumir um novo nome antes de iniciarmos o banquete. Eu serei chamado de ‘Todos Vocês’.”
As aves, confiantes e famintas, concordaram com essa estranha sugestão. Quando os anfitriões do Reino dos Céus ofereceram comida, perguntaram: “Para quem é esta comida?”
Ijapa rapidamente respondeu: “É para ‘Todos Vocês’,” e começou a comer toda a comida sozinho. As aves ficaram sem nada e logo perceberam que haviam sido enganadas.
Irritadas e desapontadas, retomaram suas penas e deixaram Ijapa preso no Reino dos Céus. Percebendo que não podia mais voar, Ijapa teve que pensar rapidamente para voltar ao solo.
A Queda e a Casca Quebrada
Enquanto Ijapa estava na borda do Reino dos Céus, olhou para a vasta distância até a terra. Sabia que cair de uma altura tão grande seria desastroso, mas estava determinado a sobreviver. Então, ele chamou para a terra: “Queridos amigos, por favor, tragam todas as coisas macias que puderem encontrar e criem uma almofada para minha queda!”
Os animais abaixo, ainda bravos com as maneiras astutas de Ijapa, em vez disso, reuniram os objetos mais duros e afiados que puderam encontrar—pedras, galhos e ossos—e empilharam-nos onde ele pousaria.
Sem outra opção, Ijapa se deixou cair, acreditando que sua almofada quebraria sua descida. Ele atingiu o chão com um estrondo tremendo, sua casca se despedaçando em muitos pedaços. Por muito tempo, ele ficou lá, silencioso e imóvel.
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- Atributo Alt: "Ijapa, a tartaruga, caindo do Reino dos Céus, com pedaços quebrados de sua casca espalhados no chão."
- Legenda da Figura: "A queda de Ijapa do Reino dos Céus, resultando em uma casca estilhaçada enquanto ele aprende as consequências de suas ações."
Mas a tartaruga não era de desistir. Ela coletou dolorosamente os pedaços de sua casca quebrada, peça por peça, e lentamente começou a se recompor. Desde então, sua casca nunca mais foi lisa, mas coberta de rachaduras, um lembrete de sua queda em desgraça.
A Lição Aprendida
Apesar de sua casca quebrada, Ijapa continuou a viver e, em breve, sua reputação por astúcia se espalhou ainda mais. No entanto, os animais agora estavam cientes de seus truques e mantinham distância. Faminto e solitário, Ijapa vagou pela floresta mais uma vez.
Um dia, ele encontrou um campo de fazendeiro, exuberante com inhames maduros, e sentiu seu estômago roncando. Mas desta vez, em vez de roubar ou enganar, Ijapa se aproximou do fazendeiro e disse: “Bom senhor, sou apenas uma tartaruga pobre e quebrada. Você estaria disposto a compartilhar alguns de seus inhames comigo?”
O fazendeiro, um homem de bom coração, concordou. “Você pode pegar quantos inhames precisar,” disse ele, “mas certifique-se de deixar alguns para os outros.”
Ijapa agradeceu ao fazendeiro e pegou apenas o que precisava, um gesto que foi notado por outros animais nas proximidades.
No dia seguinte, Ijapa foi abordado pelos outros animais. “Por que você não pegou mais inhames?” perguntaram. “Você poderia ter enganado o fazendeiro.”
Ijapa suspirou, sua casca doendo com a lembrança de sua queda. “Há algumas lições que só a dor pode ensinar,” respondeu ele. “Aprendi que ganância e truques levarão à minha queda. É melhor viver honestamente, mesmo que signifique ter menos.”

- Atributo Alt: "Ijapa humildemente conversando com um fazendeiro bondoso em um campo de inhames, aprendendo o valor da honestidade."
- Legenda da Figura: "Ijapa pedindo inhames ao fazendeiro, aprendendo a viver honestamente após suas experiências."
Redenção e Sabedoria
Com o tempo, Ijapa tornou-se uma tartaruga diferente. Ele não usava mais sua astúcia para enganar os outros, mas para ajudar os necessitados. Quando os animais enfrentavam problemas, vinham até ele em busca de conselhos, e ele oferecia sua sabedoria generosamente. Sua casca, embora rachada, tornou-se um símbolo de resiliência e mudança.
Um dia, os animais decidiram realizar um grande banquete em honra a Ijapa. Queriam celebrar a tartaruga que havia mudado suas maneiras e agora ajudava os outros. Enquanto Ijapa se sentava diante do banquete, notou algo—os inhames, frutas e grãos estavam todos dispostos diante dele. Ele poderia facilmente ter comido tudo como fez no Reino dos Céus.
Mas, em vez disso, levantou-se e disse: “Este banquete não é apenas para mim. É para todos nós. Vamos compartilhar esta abundância juntos.”
Os animais aplaudiram e se juntaram ao banquete, cada um desfrutando da comida e da companhia. A partir daquele dia, Ijapa foi conhecido não apenas como a tartaruga astuta, mas como a tartaruga sábia, cuja casca contava a história de uma vida transformada por lições duramente aprendidas.

- Atributo Alt: "Animais celebrando com Ijapa, a tartaruga, em um grande banquete, compartilhando comida e risadas."
- Legenda da Figura: "Ijapa compartilhando o banquete com todos os animais, tendo aprendido o valor da bondade e generosidade."
E assim, a história de Ijapa, a tartaruga astuta que se tornou sábia, foi passada por gerações, ensinando a jovens e idosos que a inteligência sem compaixão é um caminho para a solidão, mas com bondade, torna-se um presente para o mundo.