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Sobre a História: Jornada ao Oeste é um Myth de china ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Perseverance e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma perigosa busca por escrituras sagradas, onde a coragem e a redenção são o teste definitivo.
Introdução
Era uma vez, durante o auge da Dinastia Tang da China, que o Imperador encomendou uma sagrada peregrinação para recuperar escrituras budistas sagradas do Céu Ocidental. A missão era perigosa, pois a jornada levaria os viajantes através de terras infestadas por demônios, cadeias montanhosas traiçoeiras e reinos hostis. O peregrino escolhido foi o devoto monge Xuanzang, um homem de fé inabalável e determinação. Ao longo do caminho, Xuanzang reuniu três companheiros extraordinários: Sun Wukong, o travesso Rei Macaco; Zhu Bajie, o gula e lascivo Porco; e Sha Wujing, o silencioso e leal Monge de Areia. Juntos, formaram um grupo improvável, mas formidável, unidos pela missão de trazer iluminação para sua terra.
A Convocação do Rei Macaco
Xuanzang estava meditando no templo quando recebeu uma visão, uma mensagem divina ordenando-lhe que embarcasse na jornada para o oeste. Temeroso, mas resoluto, o monge se preparou para partir, sabendo que o destino de todo o reino dependia dele. Antes de partir, foi abençoado pelo Imperador e armado com o bastão do monge para se defender contra as forças das trevas que espreitavam no caminho adiante.
Enquanto Xuanzang viajava pelas florestas nas periferias do Império Tang, encontrou seu primeiro companheiro — Sun Wukong, o lendário Rei Macaco. Sun Wukong havia causado grande alvoroço no Céu, mas após ser preso pelo próprio Buda sob uma montanha por 500 anos, aprendeu a humildade.
Sun Wukong concordou em se juntar a Xuanzang, ansioso para redimir-se por seus atos passados. Embora impetuoso e impulsivo, Wukong era ferozmente leal e possuía um poder imenso. Armado com seu bastão mágico, o Ruyi Jingu Bang, que podia crescer até o tamanho de uma montanha ou encolher até o tamanho de uma agulha, ele era uma força a ser reconhecida.
E assim, a jornada começou.
O Encontro com Pigsy
Após viajar por vários dias, o monge e o Rei Macaco chegaram a uma pequena vila. Os moradores contaram-lhes sobre um demônio monstruoso que aterrorizava o campo — um demônio porco que havia se estabelecido nas montanhas próximas. Seu nome era Zhu Bajie, ou Pigsy, um ex-general no Céu que havia sido banido para a Terra por causa de sua gula e lascívia.
Ao encontrar Pigsy, Xuanzang lhe ofereceu uma chance de redenção. Apesar de suas falhas, Pigsy concordou em se juntar à peregrinação, mais pela promessa de comida e recompensas terrenas do que pela iluminação espiritual. Mesmo assim, com seu grande ancinho e força bruta, Pigsy se tornou uma valiosa adição ao grupo, embora sua preguiça e indulgência frequentemente causassem atritos.
Juntos, Xuanzang, Wukong e Pigsy continuaram sua jornada, cada membro carregando seus próprios fardos de pecados passados e buscando redenção.

O Fiel Monge de Areia
Continuando para o oeste, atravessando rios e navegando por terrenos traiçoeiros, eles encontraram um rio infestado por demônios. Foi aqui que conheceram Sha Wujing, o Monge de Areia. Sha Wujing havia sido um guerreiro celestial no Céu antes de sua queda da graça. Seu crime? Ele quebrou um cálice de cristal pertencente à Rainha Mãe do Oeste e, como punição, foi banido para a Terra e transformado em um demônio de rio. Ao longo dos anos, ele devorou muitos viajantes que tentavam atravessar seu rio, até que seu coração se suavizou e ele anelou por perdão.
Como Pigsy, Sha Wujing teve a chance de expiar seus pecados ao se juntar à peregrinação de Xuanzang. Embora fosse mais silencioso e reservado do que os outros, sua força era incomparável e sua lealdade inabalável. Armado com seu bastão, o trio de Wukong, Pigsy e Sha Wujing tornou-se uma equipe formidável.
Provações de Fogo e Demônios
À medida que avançavam mais profundamente na selva, os desafios tornavam-se mais severos. O grupo enfrentou demônios malévolos, metamorfos e trapaceiros astutos, todos buscando consumir a carne de Xuanzang, acreditando que isso lhes concederia a imortalidade. Apesar desses perigos, a astúcia de Sun Wukong e a força bruta de Zhu Bajie salvaram o dia em muitas ocasiões.
No entanto, nem todas as ameaças podiam ser combatidas com punhos e magia. Algumas vinham na forma de ilusões e tentações que atacavam as fraquezas dos companheiros de Xuanzang. Pigsy era frequentemente atraído para armadilhas por promessas de comida e mulheres, enquanto o orgulho de Wukong o levava a desafiar demônios de frente, arriscando sua vida. Foi somente através da sabedoria de Xuanzang e do senso inabalável de propósito do monge que conseguiram continuar.
Durante um encontro, um demônio temível capturou Xuanzang e o levou para seu covil. O demônio, acreditando que a carne de Xuanzang lhe daria vida eterna, estava preparado para devorar o monge. Mas foi Sun Wukong quem, em uma exibição de poder e astúcia, infiltrou-se no covil do demônio disfarçado de servo. Ele enganou o demônio fazendo-o liberar Xuanzang e o derrotou em uma batalha feroz. Foi uma vitória que solidificou o vínculo entre o monge e seus companheiros, especialmente entre Wukong e Xuanzang.

A Tentação da Caverna da Lótus
A peregrinação levou o grupo a um lugar conhecido como Caverna da Lótus, um paraíso de vegetação exuberante, riachos fluentes e paz eterna. Era um lugar onde até mesmo a mente mais disciplinada poderia se prender ao conforto e esquecer a missão em mãos.
A Caverna da Lótus era lar de uma bela encantadora, uma demônio disfarçada, que tentou seduzir Xuanzang e seus companheiros. Ela lançou um feitiço que adormeceu profundamente Pigsy e Sha Wujing, enquanto Sun Wukong ficava enfeitiçado por visões de poder e grandiosidade. Mesmo Xuanzang, o mais devoto de todos, sentiu-se tentado pela promessa de iluminação espiritual sem as dificuldades da jornada.
Mas, quando parecia que toda esperança estava perdida, Xuanzang lembrou-se de seu voto ao Imperador e ao povo da China. Ele orou ao Buda por orientação e, em resposta, um vento divino soprou pela caverna, quebrando o encantamento. Wukong, envergonhado de sua fraqueza momentânea, jurou nunca mais deixar seu ego cegá-lo novamente.
Eles deixaram a Caverna da Lótus para trás, mais fortes e mais unidos do que antes.
O Reino das Mulheres
Uma das terras mais curiosas que encontraram em sua jornada foi o Reino das Mulheres. Aqui, os homens eram proibidos e a terra era governada por uma poderosa rainha. Ao chegarem, Xuanzang e seus companheiros foram recebidos como hóspedes de honra, mas sua estadia logo tomou um rumo sombrio quando a rainha, cativada pela beleza e sabedoria de Xuanzang, tentou torná-lo seu consorte.
Embora Xuanzang tenha recusado respeitosamente a oferta dela, a rainha obcecou-se e usou seus poderes mágicos para tentar forçá-lo a se casar. Sun Wukong, reconhecendo o perigo, confrontou a rainha e, após uma batalha acalorada de inteligência e magia, o grupo escapou por pouco do reino, deixando para trás o povo de coração partido da rainha.
O Reino das Mulheres mostrou a Xuanzang as complexidades do desejo humano, e ele percebeu que a jornada não era apenas sobre superar inimigos externos, mas também conquistar as tentações do coração.
A Cicala Dourada Renascida
A peregrinação não foi apenas uma jornada pelo mundo físico, mas também espiritual. Xuanzang, sem saber, era a reencarnação da Cicala Dourada, um discípulo do Buda que havia caído da graça e renascido na Terra para se redimir.
À medida que se aproximavam das fases finais de sua jornada, Xuanzang começou a experimentar visões e sonhos que revelavam sua verdadeira natureza. A cada passo mais próximo do Céu Ocidental, ele se tornava mais iluminado, deixando para trás os fardos de suas vidas passadas e abraçando seu propósito divino.
Foi durante esse período que Xuanzang começou a ver a verdadeira natureza de seus companheiros também. Sun Wukong, apesar de seu espírito travesso e rebelde, possuía o coração de um Buda. Pigsy, embora guloso e lascivo, mostrava momentos surpreendentes de compaixão. E Sha Wujing, sempre o mais quieto, possuía uma profundidade de sabedoria que frequentemente passava despercebida.
A Batalha Final
À medida que se aproximavam das fronteiras do Céu Ocidental, o grupo enfrentou seu inimigo mais formidável até então — um grande rei demônio que os esperava. Esse demônio, que havia reunido um exército de criaturas monstruosas, buscava impedir que o grupo alcançasse seu destino a qualquer custo.
A batalha que se seguiu foi épica. Sun Wukong lutou frente a frente com o rei demônio, brandindo seu bastão mágico com habilidade incomparável, enquanto Pigsy e Sha Wujing seguravam o exército do demônio. Xuanzang, embora não fosse combatente, orou por intervenção divina, e foi através de suas orações que o próprio Buda desceu dos céus, lançando o rei demônio no abismo.
Com o demônio vencido e o caminho livre, Xuanzang e seus companheiros finalmente cruzaram para o Céu Ocidental.

Os Rolos Sagrados
Finalmente, Xuanzang estava diante dos portões do Céu Ocidental. Ele e seus companheiros foram recebidos pelo Buda e pelos Bodhisattvas, que os elogiaram por sua perseverança e coragem. Como recompensa, receberam os rolos sagrados que trariam iluminação à China.
No entanto, o Buda fez um último pedido: garantir que o conhecimento fosse disseminado com os corações mais puros. A jornada de volta não seria sem desafios, pois os rolos continham o poder de mudar o mundo, e muitos buscariam
utilizar esse poder de forma indevida.
Com sua missão cumprida, o grupo iniciou a longa jornada de volta ao Império Tang, mais sábios, mais fortes e para sempre transformados por suas experiências.
Epílogo: O Retorno ao Oriente
Após anos de dificuldades, Xuanzang e seus companheiros finalmente retornaram ao Império Tang, onde foram aclamados como heróis. O Imperador, exultante com seu retorno, encomendou que os rolos sagrados fossem copiados e espalhados pelo território, trazendo iluminação e paz ao reino.
Cada um dos companheiros de Xuanzang encontrou redenção à sua maneira. Sun Wukong recebeu o título de "Buda Guerreiro Vitorioso" por sua bravura, enquanto Pigsy e Sha Wujing foram ambos perdoados por seus pecados passados e permitidos viver em paz.
E assim, a história da jornada do monge para o Oeste tornou-se uma lenda, passada através das eras, um conto de amizade, redenção e a eterna busca pela iluminação.
