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Sobre a História: It seems that é um Fantasy de kazakhstan ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para Young. Oferece Moral perspectivas. A coragem de um erudito transforma os fios do destino em um reino além da imaginação.
Em um reino além do tempo e do espaço, onde as fronteiras da existência se desfocavam em um caleidoscópio de luz e sombra, **Kokultermyn** prosperava. Era um plano de beleza inimaginável, onde montanhas cristalinas refratavam a luz dos sóis gêmeos e mares intermináveis cintilavam com um brilho etéreo. No entanto, sob seu esplendor residia uma teia intrincada de energia — o tecido de todas as realidades — sustentada por seres enigmáticos conhecidos como **Tecelões do Tear**. Esse equilíbrio frágil perdurava por eras, mas os sussurros da mudança começaram a ondular pelo reino, anunciando um destino que se entrelaçaria com a ambição e o sacrifício mortais.
No reino mortal de **Vynash**, os **Arquivos Sussurrantes** erguiam-se como um testemunho da busca pelo conhecimento. Suas torres perfuravam os céus, abrigando tomos e relíquias de eras há muito esquecidas. Entre os estudiosos que dedicavam suas vidas a desvendar seus segredos estava **Eliar**, um jovem de espírito inquieto e mente sedenta por respostas. Eliar sempre se sentiu deslocado entre seus pares. Enquanto outros se contentavam em estudar as histórias de reis e guerras, ele mergulhava em saberes proibidos — teorias de dimensões paralelas, rituais antigos e os sussurros de reinos míticos. Sua paixão frequentemente o colocava em conflito com seu mentor, **Mestre Anven**. — **"Você não pode se dar ao luxo de perseguir toda sombra,"** repreendeu Anven certa noite enquanto Eliar folheava um manuscrito empoeirado. — **"Os arquivos contêm maravilhas, sim, mas também perigos. Alguns conhecimentos é melhor deixá-los enterrados."** Eliar mal levantou o olhar. — **"Se não buscamos compreender, Mestre, como podemos esperar crescer?"** Foi durante um desses estudos noturnos que Eliar descobriu o pergaminho. Escondido entre as páginas de um volume despretensioso, estava quebradiço pela idade, mas suas runas brilhavam suavemente à luz tênue da lanterna. Descreviam Kokultermyn com detalhes vívidos: uma tapeçaria viva onde todos os fios da realidade convergiam. As palavras ressoaram nele, despertando um senso de propósito que ele não podia ignorar. Apesar dos avisos de Anven, Eliar estava determinado. Preparou-se meticulosamente, reunindo suprimentos e decifrando textos antigos. O mapa que encontrou junto ao pergaminho insinuava a existência de um portal — um que se encontrava nas profundezas do traiçoeiro **Eldermarsh**. **Eldermarsh** era um lugar de lendas, sua vasta extensão dominada pela névoa dizia-se guardar segredos mais antigos que as estrelas. Guiado pelo seu mapa e instintos, Eliar aventurou-se na pântano. O ar estava denso com umidade, e o chão mudava traiçoeiramente sob seus pés. Sons estranhos ecoavam pelas brumas, uma sinfonia de coaxares, farfalhos e os ocasionais uivos sobrenaturais. Dias se passaram enquanto Eliar navegava pelo pântano, confiando em sua astúcia e no fraco brilho da luz das estrelas para guiá-lo. Finalmente, ele chegou ao coração do brejo — uma clareira dominada por um antigo obelisco. A estrutura era diferente de tudo o que ele já tinha visto, sua superfície inscrita com runas que pareciam pulsar com vida. Enquanto Eliar traçava as runas com dedos trêmulos, o obelisco começou a vibrar. Luz irrompeu de sua base, formando um portal ondulante que crepitava com energia. Ele hesitou, o peso de sua decisão pressionando sobre ele. No entanto, sua determinação era inabalável. Respirando profundamente, deu o passo adiante. A transição foi desorientadora, como se ele estivesse sendo desenrolado e remendado. Quando a sensação passou, Eliar se encontrou em **Kokultermyn**. A beleza do reino era avassaladora. Árvores cristalinas imponentes se estendiam em direção ao céu, seus galhos pingando com frutos luminescentes. Rios de luz fundida esculpiam caminhos intricados através de planícies esmeraldas. Acima, o céu mudava-se harmoniosamente do dia para a noite, as estrelas e os sóis dançando em um ritmo harmonioso. Eliar sentiu uma presença ao seu redor, uma consciência que parecia permear o próprio ar. **Kokultermyn** estava vivo. Não demorou muito para que Eliar encontrasse os **Tecelões do Tear**. Seres etéreos de pura energia, suas formas tremulavam como as chamas de uma forja celestial. Moviam-se graciosamente, cada gesto deixando trilhas de luz que permaneciam no ar. Os Tecelões do Tear falavam em uníssono, suas vozes ressoando com a harmonia de inúmeros acordes. — **"Mortal, por que você veio a Kokultermyn?"** A voz de Eliar vacilou enquanto explicava sua busca por conhecimento. Os Tecelões do Tear o observavam com uma mistura de curiosidade e cautela, seus olhos luminosos refletindo milênios de sabedoria. **Caelith**, um Tecelão do Tear cuja presença parecia particularmente imponente, avançou. — **"Kokultermyn é o nexus de todas as realidades. Cada fio da existência converge aqui. Perturbar o equilíbrio é convidar a catástrofe."** — **"Não quero causar mal algum,"** assegurou Eliar. — **"Apenas busco compreender."** O olhar de Caelith suavizou, mas seu tom permaneceu firme. — **"Compreender tem um custo. O Tear é frágil, e até a menor perturbação pode ter consequências de longo alcance."** Apesar da hesitação inicial, os Tecelões do Tear permitiram que Eliar permanecesse, embora o advertissem a não mexer com o Tear. Grato, ele jurou respeitar seu reino e aprender sem causar dano. Os dias de Eliar em **Kokultermyn** eram repletos de maravilhas. Ele admirava os padrões intrincados do Tear, que os Tecelões do Tear cuidavam com meticulosa atenção. Cada fio representava um momento, uma escolha, uma possibilidade. Juntos, formavam a tapeçaria da existência, sua interação moldando o destino de incontáveis mundos. No entanto, nem tudo estava bem em **Kokultermyn**. Fios escuros começaram a aparecer no Tear, espalhando-se como uma praga sombria. Os Tecelões do Tear lutavam para contê-los, seus esforços tornando-se mais desesperados a cada ciclo que passava. Caelith explicou que a corrupção originava-se dos reinos mortais, onde o desespero, a ganância e a violência haviam começado a rasgar o tecido da realidade. Eliar não pôde ficar de braços cruzados. Mergulhou nos textos antigos de **Kokultermyn**, procurando uma solução. Entre os registros, descobriu menção a um ritual — um feitiço proibido capaz de cortar os fios corrompidos. Mas o custo era imenso: a força vital do conjurador seria consumida, ligando-o ao Tear para sempre. Eliar apresentou suas descobertas aos Tecelões do Tear. — **"Este ritual pode salvar Kokultermyn,"** argumentou. — **"Mas requer um sacrifício."** Os Tecelões do Tear estavam divididos. Muitos não estavam dispostos a permitir que um mortal interferisse, temendo que os riscos superassem os potenciais benefícios. Mas **Caelith**, que passou a confiar em Eliar, apoiou seu plano. — **"Estamos ficando sem tempo,"** disse ela. — **"A corrupção cresce mais forte a cada ciclo. Se não fizermos nada, Kokultermyn se desintegrará, e o caos se espalhará para todas as realidades."** Após muita deliberação, os Tecelões do Tear cederam. Concordaram em ajudar Eliar a realizar o ritual, embora seus corações estivessem pesados com o conhecimento do que isso custaria a ele. Sob os céus crepusculares de **Kokultermyn**, Eliar preparou-se para o ritual. Os Tecelões do Tear formaram um círculo ao seu redor, sua luz intensificando-se enquanto canalizavam sua energia para o Tear. O ar vibrava com poder, e os fios da realidade cintilavam como uma vasta teia cósmica. Enquanto Eliar começava a invocação, os fios corrompidos se contorciam violentamente, sua energia escura atacando. A dor atravessava seu corpo enquanto sua força vital era absorvida pelo ritual. No entanto, ele continuou, sua determinação inabalável. As palavras finais do feitiço ecoaram pelo reino. Os fios corrompidos se romperam, dissolvendo-se em partículas de luz que se dispersaram no vazio. O Tear brilhava mais do que nunca, sua harmonia restaurada. Eliar desabou, sua força completamente esvaída. Seu corpo desapareceu, mas sua essência permaneceu — uma presença orientadora dentro do Tear, para sempre ligada a **Kokultermyn**. Os Tecelões do Tear lamentaram o sacrifício de Eliar, mas também celebraram sua coragem. Tecelaram um novo fio na tapeçaria da existência, um que carregava sua memória e legado. **Kokultermyn** prosperou mais uma vez, sua beleza inabalável. No reino mortal, mudanças sutis foram sentidas. As estrelas pareciam mais brilhantes, o ar mais claro. **Mestre Anven**, sentindo o destino de Eliar, olhou para o céu com lágrimas nos olhos. — **"Ele encontrou seu lugar entre as estrelas,"** sussurrou. Séculos depois, uma jovem garota descobriu o pergaminho que uma vez guiou Eliar. Enquanto lia suas runas brilhantes, uma atração familiar despertou dentro dela — um chamado para **Kokultermyn**. Os fios do destino se apertaram, e o ciclo começou de novo, tecendo uma nova história na tapeçaria eterna.A Jornada de um Erudito
Através do Véu
O Aviso dos Tecelões do Tear
A Corrupção se Espalha
A Decisão
O Sacrifício
O Novo Guardião
Epílogo: O Ciclo Continua