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Happy Endings
The introduction image for Happy Endings by Margaret Atwood, symbolizing the intertwined paths of life, relationships, and choices. The vibrant colors and abstract design evoke the complexity of different life outcomes, including love, loss, joy, and tragedy, setting the tone for a thought-provoking narrative.

Sobre a História: Happy Endings é um Realistic Fiction de ambientado no Contemporary. Este conto Humorous explora temas de Romance e é adequado para Adults. Oferece Entertaining perspectivas. Múltiplos caminhos, um destino inevitável.

"Final Feliz" de Margaret Atwood é um conto bem conhecido que explora múltiplas possibilidades narrativas para a vida de um casal juntos. A história apresenta uma série de cenários, rotulados de A a F, cada um retratando eventos diferentes que podem ocorrer na vida de dois personagens, John e Mary. Cada cenário termina com uma versão de "felizes para sempre" — mas com um toque especial, já que Atwood questiona de forma inteligente o significado e o propósito dos finais felizes tradicionais na ficção. A história é uma crítica afiada às convenções narrativas e à ilusão de resoluções previsíveis e organizadas. O verdadeiro cerne da história não está em como as coisas terminam, mas em como se desenrolam, nos convidando a pensar criticamente sobre o que realmente importa na narrativa e na vida.

Cenário A:

John e Mary se conhecem. Eles se apaixonam. Casam-se. Ambos têm empregos valiosos e remunerativos que consideram estimulantes e desafiadores. Compram uma casa encantadora. Os valores imobiliários aumentam. Eventualmente, quando podem pagar ajudantes residenciais, têm dois filhos, aos quais são dedicados. Os filhos se saem bem. John e Mary têm uma vida sexual estimulante e desafiadora e amigos valiosos. Fazem férias divertidas juntos. Se aposentam. Ambos têm hobbies que consideram estimulantes e desafiadores. Eventualmente, morrem. Este é o final da história.

João e Maria sorrindo em frente a uma casa encantadora com um jardim vibrante, nas primeiras fases do amor.
John e Mary, nos primeiros estágios de seu relacionamento, estão felizes em frente à sua encantadora casa e jardim.

Cenário B:

Mary se apaixona por John, mas John não retribui o amor por Mary. Ele apenas usa o corpo dela para prazer egoísta e gratificação de um ego morno. Ele vai ao apartamento dela duas vezes por semana e ela cozinha para ele, embora não goste muito de cozinhar, e faz tudo o que acha que ele gosta na intimidade. Ela está convencida de que, se fizer tudo certo, ele se apaixonará por ela e viverão felizes para sempre. John lhe diz que a quer, mas não a ama e já tem outra pessoa chamada Madge. Mary decide que precisa fazer John amá-la, mas nada funciona. Finalmente, ela toma uma overdose de comprimidos para dormir e morre. John se casa com Madge e tudo procede como no Cenário A.

Cenário C:

John é um homem mais velho. Ele se apaixona por Mary, que tem vinte e dois anos. Mary está apenas moderadamente interessada nele. Ela dorme com ele porque ele lhe oferece algo: um emprego, talvez um apartamento bonito, ou porque ela sente pena dele. Talvez ela goste do jeito que ele cheira. Talvez ela o use para superar um ex-namorado. Talvez ela não tenha nenhuma razão para isso; numa noite, ela está entediada, sozinha ou apenas curiosa. Ela não sabe o que quer, mas sabe que não quer John. John percebe isso, mas não aceita. John se torna obsessivo. Ele tenta fazer com que ela o ame comprando presentes, escrevendo cartas, a seguindo. Mary se sente cada vez mais presa. Ela tenta terminar, mas John não ouve. Eventualmente, John mata Mary e a si mesmo porque não suporta viver sem ela. Madge, a esposa de John, casa-se com outra pessoa e tudo procede como no Cenário A.

Maria está sentada à mesa de jantar mal iluminada, com uma expressão triste, esperando por João, que nunca retribui seus sentimentos.
Maria, se sentindo sozinha e com o coração partido, espera por João em uma mesa de jantar mal iluminada, simbolizando seu amor não correspondido.

Cenário D:

Fred e Madge têm problemas, mas mantêm-se ocupados. Eles compram uma casa, compram um carro, têm dois filhos. Os filhos acabam indo bem. Fred trabalha em um escritório e Madge trabalha em outro escritório diferente. Eles fazem sexo uma vez por semana, embora ambos finjam estar mais entusiasmados com isso do que realmente estão. Fred desenvolve problemas cardíacos e fica abatido, mal-humorado, insatisfeito. Madge lida com isso se matriculando em uma aula de aeróbica e começando a jardinar. Eventualmente, Fred morre, deixando Madge para seguir sozinha. Ela conhece um homem chamado John e se casa com ele. Tudo procede como no Cenário A.

Cenário E:

A história continua como antes, mas com contexto político. A agitação civil se desenvolve na sociedade. John e Mary trabalham como revolucionários, lutando contra o governo opressor. O país enfrenta uma crise crescente, e o relacionamento deles sofre sob a pressão. Eventualmente, a revolução deles vence, mas Mary morre no conflito. John, desiludido e de coração partido, casa-se com Madge. Eles se aposentam juntos, vivem confortavelmente e tudo procede como no Cenário A.

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Cenário F:

Nenhum dos anteriores. Trata-se de como as coisas começam, não de como terminam. John e Mary podem ser qualquer pessoa, vivendo em qualquer era, em qualquer situação. A parte importante não é se eles se casam, vivem felizes ou encontram finais trágicos. A parte importante é o que acontece entre o começo e o fim, como fazem escolhas, como vivem suas vidas. O único verdadeiro final é este: "John e Mary morrem." Todas as histórias terminam da mesma maneira, mas o que as torna interessantes é como chegam lá. A vida é sobre a jornada, o processo, não o destino.

Análise:

"Final Feliz" é uma história metaficcional, subvertendo intencionalmente a estrutura tradicional de uma narrativa. Atwood descarta de forma inteligente a importância dos finais felizes, forçando o leitor a refletir sobre como as histórias são escritas e consumidas. Cada cenário, embora vastamente diferente em enredo, retorna à mesma conclusão — um reconhecimento da inevitabilidade da vida e da futilidade de se apegar a um único desfecho perfeito. Atwood usa humor seco e prosa objetiva para enfatizar que o fascínio de uma história não está em como ela termina, mas em como se desenvolve.

John e Madge estão sentados tranquilamente em sua varanda na aposentadoria, refletindo sobre suas vidas em um ambiente suburbano calmo.
John e Madge, já em seus anos mais avançados, sentam-se tranquilamente em sua varanda, desfrutando da aposentadoria e refletindo sobre uma vida serena juntos.

Conclusão:

"Final Feliz" é uma peça brilhantemente elaborada que desafia o leitor a pensar criticamente sobre as expectativas narrativas. Atwood remove os aspectos superficiais da narrativa para revelar a verdade de que, não importa quão diferentes sejam os caminhos, toda história termina da mesma maneira. O que importa é como você a conta, o que acontece ao longo do caminho e as escolhas que os personagens fazem para moldar suas vidas.

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