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Sobre a História: O Expresso Polar é um Fantasy de russia ambientado no Contemporary. Este conto Descriptive explora temas de Friendship e é adequado para Children. Oferece Inspirational perspectivas. Uma aventura mágica na véspera de Natal rumo ao Polo Norte e além.
Era véspera de Natal, uma noite que sempre carregava uma quietude mágica, como se o próprio mundo prendesse a respiração na antecipação das maravilhas por vir. O brilho suave dos postes refletia na neve recém-caída, pintando a paisagem em tons de prata e azul. Dentro de uma casa modesta nos arredores da cidade, um jovem menino permanecia acordado em sua cama, seu coração pesado de incerteza. Ele desejava desesperadamente acreditar no Papai Noel, mas a dúvida havia se infiltrado em sua mente com o passar dos anos, semeando sementes de ceticismo que ele não conseguia afastar.
A casa estava silenciosa, exceto pelo tique-taque rítmico do relógio no corredor. A meia-noite se aproximava, e o menino encarava o teto, lutando com seus pensamentos. Justo quando os ponteiros do relógio se alinharam às doze, um som quebrou a quietude—um apito, distante porém distinto. O menino sentou-se na cama, suas orelhas esforçando-se para captar o ruído novamente.
Então ele o ouviu: o ronco de um motor, crescendo mais alto e mais próximo. Jogando fora seu cobertor, ele foi de pontas dos pés até a janela e espiou para fora. Para seu espanto, uma locomotiva preta e imensa havia aparecido em seu quintal, seu motor envolto em nuvens de vapor que brilhavam sob a luz do luar. As palavras “The Polar Express” brilhavam em letras douradas na lateral do trem.
Rapidamente, o menino calçou seus chinelos e veste-se com seu roupão, sua curiosidade superando sua hesitação. Saindo para a fria noite, ele maravilhou-se com o tamanho e a grandiosidade do trem. Um condutor em um uniforme impecável estava nos degraus do trem, sua lanterna lançando uma luz quente que tremeluziu contra a neve.
— Bem, você vai vir? — perguntou o condutor, sua voz carregando tanto autoridade quanto bondade.
— Para onde? — perguntou o menino, sua respiração visível no ar gelado.
— Para o Polo Norte, é claro — respondeu o condutor. — Este é o Polar Express!
O menino hesitou por apenas um momento antes de subir a bordo. Dentro do trem, foi recebido pela visão de dezenas de crianças vestidas com pijamas, seus rostos brilhando de excitação e maravilha. Os assentos eram macios e confortáveis, estofados em um tecido vermelho profundo que acrescentava à atmosfera festiva. O menino escolheu um assento perto da janela, seu coração acelerando de antecipação enquanto o trem sacudia e começava a se mover. Do lado de fora, o mundo tornou-se um borrão de árvores cobertas de neve e campos de gelo cintilante à medida que o trem ganhava velocidade. O tilintar rítmico das rodas contra os trilhos preenchia o ar, misturando-se ao suave zumbido de conversas e risos entre os passageiros. Enquanto o trem seguia seu caminho, o condutor percorria o corredor, parando para carimbar o bilhete de cada criança com uma pequena ferramenta de metal. Os bilhetes, dourados e em relevo com uma escrita elegante, pareciam ter algum significado misterioso. O clima festivo dentro do trem logo atingiu novos patamares quando o condutor anunciou: — Chocolate quente! Quase imediatamente, uma equipe de garçons apareceu, equilibrando bandejas de canecas fumegantes. Eles dançavam e giravam pelo corredor, realizando uma rotina elaborada enquanto serviam as crianças. O aroma do cacau rico preenchia o ar, misturando-se com as risadas e conversas dos passageiros. O menino aceitou sua caneca agradecido, o calor da bebida entrando em suas mãos. Ao dar um gole, descobriu que era o melhor chocolate quente que já tinha provado—suave, cremoso e doce, com apenas um toque de canela. Ele saboreou o momento, suas dúvidas sobre a magia do Natal começando a desaparecer. À medida que o trem acelerava em direção ao norte, a paisagem lá fora se transformava em uma terra de maravilhas de inverno. A luz do luar iluminava vastas extensões de campos cobertos de neve, pontilhados por árvores revestidas de geada que pareciam brilhar como cristal. Ocasionalmente, o trem passava por pequenas vilas, seus telhados cobertos de neve e janelas brilhando calorosamente contra o frio. Dentro do trem, as crianças cantavam canções natalinas, suas vozes se unindo harmoniosamente enquanto celebravam o espírito da temporada. O menino, embora inicialmente reservado, começou a participar, sua empolgação crescendo a cada milha percorrida. O condutor retornou ao corredor, verificando os passageiros e compartilhando curiosidades sobre o destino deles. — Estamos no horário — disse ele com um aceno satisfeito. — Chegaremos ao Polo Norte antes que você perceba. Após o que pareceu horas—mas também nenhum tempo—o trem começou a desacelerar. As crianças pressionaram seus rostos contra as janelas, ansiosas para vislumbrar o Polo Norte pela primeira vez. A respiração do menino ficou presa na garganta enquanto o trem chegava a uma estação magnífica, sua plataforma iluminada por milhares de luzes cintilantes. Desembarcando do trem, as crianças foram recebidas pela visão de uma cidade movimentada, suas ruas decoradas com bengalas de doces e guirlandas. Elfos corriam de um lado para o outro, carregando pacotes brilhantemente embrulhados e cantando canções alegres. À distância, o menino pôde ver o trenó do Papai Noel, suas ranhuras douradas brilhando à luz da enorme árvore de Natal que dominava a praça. O condutor levou as crianças pelas ruas, explicando os diversos pontos turísticos e tradições do Polo Norte. Passaram por oficinas onde elfos fabricavam brinquedos com velocidade e precisão notáveis, além de padarias onde o aroma de biscoitos recém-assados permeava o ar. Eventualmente, as crianças foram guiadas até uma grande praça, onde um palco havia sido montado para uma cerimônia especial. O coração do menino disparou ao perceber o que estava prestes a acontecer—o próprio Papai Noel viria cumprimentá-los. A multidão explodiu em aplausos quando Papai Noel apareceu, seu icônico traje vermelho resplandecente sob o brilho das luzes de Natal. Seus olhos cintilantes observavam o agrupamento de crianças, sua presença exalando calor e bondade. — O primeiro presente de Natal — anunciou Papai Noel — será dado a um de vocês. Ele escaneou a multidão, seu olhar fixando-se no menino. — Você — disse Papai Noel, apontando diretamente para ele. O menino sentiu uma onda de descrença e empolgação enquanto avançava. Papai Noel entregou-lhe um pequeno sino prateado, sua superfície polida com brilho espevitado. — Agite-o — instruiu Papai Noel. Quando o menino o fez, o sino exalou um som tão puro e encantador que parecia ressoar com sua própria alma. Lágrimas encheram seus olhos ao perceber o significado do presente. — Este sino — explicou Papai Noel — é especial. Apenas aqueles que realmente acreditam podem ouvir seu som. Apertando o sino firmemente, o menino retornou ao trem, seu coração transbordando de gratidão e maravilha. A viagem de volta foi mais tranquila, já que muitas das crianças haviam adormecido, seus sonhos preenchidos com a magia do Polo Norte. O menino olhou pela janela, revivendo os eventos da noite em sua mente. Quando o trem finalmente chegou ao seu bairro, ele desembarcou relutantemente, sabendo que a aventura havia chegado ao fim. Quando o menino acordou na manhã seguinte, encontrou-se de volta em sua própria cama. Por um momento, ele se perguntou se tudo não havia passado de um sonho. Mas então avistou o sino na mesinha de cabeceira, sua superfície prateada brilhando à luz do sol. Sacudindo-o suavemente, ele sorriu enquanto o som mágico preenchia o quarto. Os anos se passaram, e enquanto outros eventualmente pararam de ouvir o som do sino à medida que envelheciam, o menino—agora um homem—sempre podia. O sino permaneceu como uma lembrança preciosa daquela jornada extraordinária a bordo do Polar Express e do poder duradouro da crença.Embarcando no Trem
A Extravagância do Chocolate Quente
Através da Selva Congelada
Chegada ao Polo Norte
Conhecendo o Papai Noel
A Jornada de Volta
Manhã de Natal