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Sobre a História: A História da Primavera Eterna é um Myth de iran ambientado no Ancient. Este conto Poetic explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Inspirational perspectivas. Uma jornada corajosa para restaurar a vida e a esperança em uma terra aprisionada pela escuridão.
Introdução
Em uma terra onde as montanhas beijam o céu e os ventos sussurrantes carregam histórias antigas, existe um conto ancestral de amor, perda e a eterna busca pela vida. Situada no coração da Pérsia, esta história se desenrola em uma época em que a magia se entrelaçava com a realidade, e lendas nasciam a cada sopro de vento. A terra estava repleta de beleza e esplendor, porém, havia forças que buscavam perturbar a paz e a serenidade do povo. Esta é uma história de coragem, de esperança e de um espírito indomável que buscava devolver a vida à terra — um conto que ainda é sussurrado entre as flores que desabrocham na primavera.
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O Reino das Flores
Em uma pequena vila aninhada nas montanhas do norte da Pérsia, vivia uma jovem chamada Anahita. Conhecida por sua beleza incomparável e bondade, ela era adorada por todos. Sua presença trazia luz aos dias mais sombrios, e seu riso dizia-se ser capaz de fazer as flores desabrocharem mesmo nos invernos mais rigorosos.
Anahita vivia com sua avó idosa, uma mulher conhecida por sua sabedoria e conhecimento das antigas tradições. Uma noite, enquanto o sol se punha no horizonte e o ar se tornava fresco com o aroma de jasmim, Anahita perguntou: “Vovó, por que a primavera floresce tão brevemente aqui? Por que temos que esperar tanto para que ela retorne?”
A velha sorriu, seus olhos brilhando com um conhecimento secreto. “Minha querida, a primavera não é apenas uma estação. É um espírito que viaja por este mundo, trazendo vida para onde é necessário. Há muito tempo, o espírito da primavera foi ligado a esta terra por uma promessa — uma promessa que foi quebrada quando a escuridão tomou conta das montanhas.”
O coração de Anahita se encheu de curiosidade. “Que promessa foi quebrada?”
Mas sua avó apenas balançou a cabeça. “Essa é uma história para outro momento.”
Foi naquela noite, enquanto Anahita repousava sob as estrelas, que ela fez um voto a si mesma. Ela encontraria o espírito da primavera e o traria de volta para seu povo, não importando o custo.

A Jornada Começa
Com a bênção de sua avó e uma bolsa de ervas secas, Anahita partiu ao amanhecer. O caminho era traiçoeiro, serpenteando por entre rochas íngremes e florestas densas que pareciam sussurrar avisos em seu ouvido. Contudo, a cada passo, ela sentia um calor em seu coração guiando-a adiante, como se o próprio espírito da primavera estivesse conduzindo o caminho.
À medida que viajava mais profundamente nas montanhas, ela encontrou um viajante misterioso — um homem vestindo mantos escuros com olhos que brilhavam como ouro derretido. “Você busca o espírito da primavera,” ele disse, sua voz suave como seda. “Por que procura algo que outros já esqueceram?”
“Eu o procuro porque é a luz que meu povo precisa,” respondeu Anahita, inabalável sob seu olhar penetrante.
O homem sorriu. “Então você deve estar preparada para enfrentar a escuridão que o aprisionou. Muitos tentaram antes de você e falharam. Mas há uma coisa que eles não possuíam — um coração puro e inabalável.”
Ele lhe entregou um pequeno frasco delicado cheio de um líquido cintilante. “Esta é a essência da esperança. Você precisará dela quando tudo parecer perdido.”
E com isso, ele desapareceu, deixando Anahita para refletir sobre o significado de suas palavras.
A Floresta Proibida
Anahita continuou sua jornada, adentrando uma vasta floresta que dizia-se estar amaldiçoada. As árvores a dominavam, seus galhos torcidos em formas grotescas, e o ar estava pesado com o cheiro de decomposição. Ela sabia que esse era o lugar onde muitos haviam desistido, mas não podia se permitir ter medo.
Enquanto caminhava mais profundamente na floresta, ela encontrou um grupo de figuras espectrais, seus rostos magros e ocos. Eles sussurravam para ela: “Volte, volte. Não há esperança aqui.”
Mas Anahita manteve-se firme. “Não vou partir até encontrar o que procuro.”
As figuras se aproximaram, e justamente quando estenderam a mão para tocá-la, ela destampou o frasco e deixou cair uma única gota no chão. Instintivamente, a floresta começou a mudar — as árvores retorcidas se endireitaram, o ar tornou-se doce, e flores desabrocharam aos seus pés. Os espíritos desapareceram, e Anahita continuou seu caminho.

O Vale dos Sonhos Perdidos
Sua jornada a levou a um vale onde dizia-se que o espírito da primavera estava aprisionado. Ao descer no vale, Anahita viu inúmeras flores, todas murchas e morrendo. No centro, ergueu-se um grande monólito de pedra, e acorrentada a ele estava uma figura vestida de verde, com os olhos fechados, o corpo inerte.
Lágrimas encheram os olhos de Anahita enquanto ela se aproximava da figura. “Você é o espírito da primavera?” ela sussurrou.
Os olhos da figura se abriram rapidamente, e ela assentiu fracamente. “Eu sou... mas meu poder se foi. A escuridão que me prendeu levou tudo.”
Anahita colocou a mão sobre seu coração, sentindo o calor da essência da esperança. “Não vou deixar você desaparecer,” disse ela, com voz forte. “Vou quebrar essas correntes.”
Com toda a sua força, ela derramou a essência sobre as correntes, e elas começaram a se derreter. O espírito da primavera ofegou enquanto a vida voltava a seu corpo, e as flores ao redor começaram a desabrochar novamente.
Mas antes que pudessem comemorar, o chão tremeu, e uma sombra escura surgiu da terra — uma criatura monstruosa com olhos de fogo e garras de aço.
A Batalha pela Primavera
A criatura avançou contra Anahita, suas garras cortando o ar. Mas ela manteve-se firme, erguendo o frasco. “Você não levará esta terra!” ela gritou, sua voz ecoando pelo vale.
O espírito da primavera ficou ao seu lado, seu poder lentamente retornando. Juntos, eles lutaram contra a escuridão, sua força combinada empurrando-a para trás, centímetro por centímetro. A batalha continuou interminavelmente, e justo quando Anahita sentiu sua força esvair-se, ela ouviu uma voz — a voz de sua avó — sussurrando em seu ouvido.
“Lembre-se da promessa, Anahita. Você não está sozinha.”
Com um último esforço, Anahita repeliu a escuridão, que se dissolveu no vento, deixando para trás apenas uma brisa suave.

O Retorno da Primavera
O vale explodiu em cores enquanto as flores desabrochavam, e o espírito da primavera permaneceu alto e radiante mais uma vez. “Você me libertou,” disse ele, sua voz como o canto de mil pássaros. “Você trouxe esperança de volta para esta terra.”
Anahita sorriu, lágrimas rolando por seu rosto. “Fiz o que tinha que fazer.”
O espírito estendeu a mão, colocando-a sobre o coração de Anahita. “Você é o verdadeiro espírito da primavera, Anahita. É você quem guiará esta terra para um futuro mais brilhante.”
E com essas palavras, o espírito desapareceu no vento, sua essência fluindo para dentro de Anahita. O vale floresceu, e o calor da primavera se espalhou por toda a terra, tocando cada canto da Pérsia.
Epílogo: Um Legado de Esperança
Anahita retornou à sua vila, recebida por aplausos e lágrimas de alegria. As flores desabrochavam mais brilhantes do que nunca, e o povo dançava em celebração. Sua avó estava na beirada da multidão, seus olhos cheios de orgulho. “Você conseguiu, minha criança,” ela sussurrou.
Anahita sorriu, estendendo a mão. “Eu nunca estive sozinha, Vovó. E vou garantir que o espírito da primavera nunca mais desapareça.”
E assim, a terra da Pérsia foi abençoada com uma primavera eterna, um lembrete da coragem de uma garota e do poder da esperança. O conto de Anahita se espalhou por toda parte, e até hoje, as flores ainda desabrocham, carregando sua história no vento.
